Campus da Ufersa em Mossoró — Foto: Eduardo Mendonça/Ufersa/Divulgação
A Justiça Federal negou um pedido de afastamento feito pelo Ministério Público Federal e manteve no cargo a reitora da Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa), Ludmilla Oliveira.
A decisão foi do juiz Fabrício Ponte de Araújo, da 8ª Vara Federal do Rio Grande do Norte.
A reitora enfrenta um processo com possível resultado de destituição do cargo de reitora da Ufersa depois de ter perdido o título de doutorado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, acusada de plágio na tese. O título é um dos pré-requisitos para o cargo de reitor.
Na ação, o procurador Emanuel Ferreira alegou que a reitora enviou um email em que tentaria destruir provas e interferir diretamente nas atividades de pessoas a ela subordinadas, impedindo que viesse a ser processada por improbidade por enriquecimento ilícito decorrente do recebimento de remuneração indevida pelo título de doutora e pelo cargo de reitora.
Além disso, a procuradoria argumentou que existia possibilidade de coação efetiva ao depoimento de testemunhas.
“A medida requerida pelo Parquet – afastamento cautelar do cargo de Reitora da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), requer que sejam observados rígidos critérios quanto ao seu uso, pois a interferência do Poder Judiciário na esfera da autonomia administrativa da IES, a fim de se afastar do cargo gestor legitimamente empossado, deve se revestir de extremada prudência, razoabilidade e proporcionalidade da parte do magistrado, pois se evidencia, no plano institucional de convivência dos três Poderes, em remédio jurídico excepcional”, considerou o juiz.
“No presente caso, observa-se que tal medida não se reveste da imprescindibilidade alegada”, pontuou o magistrado, sobre os possíveis riscos à instrução processual.
Da mesma forma, ele considerou que não havia indícios de que o andamento dos atos necessários “ao bom funcionamento da Instituição Federal de Ensino” estaria em risco, o que justificaria o imediato afastamento da gestora em benefício do interesse público envolvido.
“Observo que a 11ª Reunião Extraordinária de 2023, para discussão acerca da destituição da Reitora, ocorreu dentro da formalidade e dos trâmites legais, não se evidenciando, em primeira análise, intimidação por parte dos membros da Consuni, mas sim voz ativa dos que participaram”, considerou.
O magistrado deu prazo de 15 para a reitora se manifestar na ação.
Na tarde dessa quarta-feira (5), a Policia Militar realizou apreensão de maconha em posse de um indivíduo que iria traficar na cidade de Jardim do Seridó-RN.
O acusado, que já tem algumas passagens por crimes cometidos, se dirigia da cidade de Caicó-RN até Jardim do Seridó-RN, quando foi interceptado e abordado pela Polícia Militar, onde foi encontrado em sua mochila um tablete de maconha com aproximadamente 1 kg.
De acordo com a PM, o material apreendido e seu responsável foram conduzidos até à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos cabíveis.
A Subsecretaria do Trabalho da Sethas-RN, por meio do SINE-RN, oferece hoje, dia 05 de julho, 23 vagas de empregos para Natal, Mossoró e Currais Novos.
Para concorrer às vagas, o(a) candidato(a) deve se cadastrar via Internet no Portal Emprega Brasil do Ministério do Trabalho e Emprego, através do endereço empregabrasil.mte.gov.br ou nos aplicativos Sine Fácil e Carteira de Trabalho Digital, disponíveis para Android e IOS.
As vagas para pessoas com deficiência são uma parceria da Subsecretaria do Trabalho da SETHAS com a Coordenadoria de Promoção e Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Semjidh.
Todas as oportunidades estão sujeitas a alteração. Para saber em tempo real qual ocupação está de acordo com seu perfil profissional é necessário acessar o empregabrasil.mte.gov.br com o seu login (PIS) e senha ou através do celular no aplicativo SINE Fácil.
Quer tirar alguma dúvida ou agendar um atendimento para Seguro Desemprego? Ligue: (84) 3190-0783 e 3190-0788. O atendimento é de segunda a sexta, das 8 às 14h. Siga o Sine-RN no Instagram: @sine.rn para maiores informações sobre os serviços do SINE Estadual RN.
NÚMERO DE VAGAS POR MUNICÍPIO E EXIGÊNCIAS
Natal e Região Metropolitana PASTELEIRO 01 Experiência profissional exigida de 06 meses Escolaridade: ensino fundamental completo
SUPERVISOR COMERCIAL 01 Experiência profissional exigida de 06 meses Escolaridade: superior completo em administração
VENDEDOR DE CONSÓRCIO 05 Experiência profissional exigida de 06 meses Escolaridade: ensino médio completo
VENDEDOR INTERNO 06 Experiência profissional exigida de 06 meses Escolaridade: ensino médio completo
Mossoró e Região AUXILIAR DE COZINHA 01 Experiência profissional exigida de 06 meses Escolaridade: ensino fundamental completo
AUXILIAR DE LIMPEZA 01 Experiência profissional exigida de 06 meses Escolaridade: ensino fundamental completo
COZINHEIRO GERAL 01 Experiência profissional exigida de 06 meses Escolaridade: ensino fundamental completo
EMPREGADO DOMÉSTICO NOS SERVIÇOS GERAIS 01 Experiência profissional exigida de 06 meses Escolaridade: ensino fundamental completo
NUTRICIONISTA 01 Experiência profissional exigida de 06 meses Escolaridade: superior completo em nutrição
OFICIAL DE SERVIÇOS DIVERSOS NA MANUTENÇÃO DE EDIFICAÇÕES 02 Experiência profissional exigida de 06 meses Escolaridade: ensino fundamental completo
PEDREIRO 02 Experiência profissional exigida de 06 meses Escolaridade: ensino fundamental completo
Currais Novos e Região OPERADOR DE ESCAVADEIRA 01 Experiência profissional exigida de 06 meses Trabalhador deve possuir habilitação
A renomada empresa Center Car lançou seu aniversário de 18 anos em grande estilo durante o programa TV Cidade, transmitido pela Sidy’s TV nesta terça-feira. O programa foi palco para revelar um pouco da trajetória de sucesso da empresa ao longo dos anos.
Fundada em 2005, a Center Car conquistou seu espaço no mercado automotivo com serviços de excelência e atendimento de qualidade. Como parte das comemorações de seu aniversário, a empresa preparou promoções exclusivas que prometem encantar seus clientes.
Entre as novidades deste ano, destaca-se a promoção “Faça revisão e ganhe serviço extra”, na qual os clientes terão a oportunidade de usufruir de benefícios adicionais ao realizarem a revisão de seus veículos. Dentre os serviços extras oferecidos estão o alinhamento 3D, alinhamento de farol e oxisanitização, proporcionando aos clientes uma experiência ainda mais completa e satisfatória.
Além disso, a Center Car preparou um sorteio imperdível para seus clientes, com a chance de ganhar uma viagem para a paradisíaca praia de Pipa. Para concorrer, basta realizar qualquer serviço na empresa e preencher um cupom. Será uma oportunidade única de desfrutar de momentos relaxantes em um dos destinos mais deslumbrantes do país.
E não para por aí! A Center Car também oferecerá um pacote especial de cuidados automotivos para os sortudos vencedores do sorteio. O pacote inclui uma lavagem geral do veículo, descontaminação da pintura e uma revisão preventiva completa, que contempla a troca de óleo e filtros. É a chance perfeita para deixar o carro impecável e com todos os cuidados necessários.
A Center Car convida a todos os apaixonados por automóveis e clientes fiéis a participarem das comemorações de seu 18º aniversário. Aproveite as promoções especiais e participe do sorteio para ter a chance de desfrutar de serviços exclusivos e garantir o melhor cuidado para o seu veículo.
No Rio Grande do Norte, cerca de 28% do total de denúncias de violência foram relativas a crimes contra pessoas idosas no primeiro semestre de 2023, de acordo com o Disque 100, do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC). Foram cerca de 1,2 mil denúncias que abrangem cerca de 7,1 mil violações diferentes contra este público. Com o número, o RN se consolida mais uma vez como o 4º estado do Nordeste em violência contra idosos, atrás apenas de Pernambuco (2.620), Bahia (2.484) e Ceará (1.921). Esse posto foi assumido nos primeiros seis meses de 2020. Violência financeira, negligência e violência física continuam sendo as principais reportações e os filhos sãos os principais suspeitos das agressões.
O município de Natal lidera com a maior quantidade de denúncias, cerca de 509; Parnamirim vem em seguida, com 101, na frente de Mossoró, com 65. Ainda segundo levantamento, as mulheres são as principais vítimas, isso se dá porque elas vivem mais do que homens, segundo estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além do resquício da violência doméstica, enfrentada pelo público feminino, de acordo com o presidente do Conselho Estadual de Proteção à Pessoa Idosa, Gustavo Brito.
De acordo com ele, o número é alarmante, mas também é resultado da campanha do Junho Violeta, mês de conscientização sobre a violência contra a pessoa idosa. “É alarmante. A gente tem duas possibilidades para isso: a grande divulgação dos canais de denúncia, principalmente do Disque 100, que é o meio mais fácil e a gente tem muitos casos, são muitos tipos de violência”, comenta.
A maior parte das vítimas tem entre 80 e 84 anos de idade. As agressões acontecem, na maioria das vezes, dentro de casa e por isso há dificuldade na hora de identificar a agressão e fazer a denúncia. As violações, ainda segundo levantamento, acontecem “em razão da idade” (1.187), seguida por condições físicas, sensoriais, intelectuais ou mentais (359) e para obtenção de benefícios financeiros ou ganância (233).
Embora os números sejam expressivos, ainda existe subnotificação, o que preocupa entidades responsáveis pela proteção da pessoa idosa. “Como acontece na violência doméstica, conta a mulher, há uma restrição muito grande em relação à denúncia. Em mais da metade dos casos, quem comete a violação é o filho ou a filha, isso quer dizer que o idoso sempre tem a restrição porque sabe que vai denunciar um familiar direto”, explica o presidente da comissão de Direito dos Idosos, Davi Sales.
Além disso, como a violência psicológica não deixa marcas físicas visíveis, é mais difícil que alguém de fora identifique. “A psicológica é uma das mais complexas e complicadas porque é difícil de apurar, difícil de investigar e, consequentemente, é difícil de punir aquele agressor. Muitas vezes o idoso nem percebe que está sofrendo uma violência”, continua. O abandono afetivo – quando o familiar deixa de manter vínculo com o idoso – e a tortura psicológica, caracterizada por agressões verbais, submissão a condições de humilhação e outros, são as violações mais recorrentes vinculadas ao abandono, segundo Sales.
A privação de liberdade é outro tipo de agressão que pode ser facilmente ligada ao cuidado, comenta o presidente. É nela que outros ciclos de violência podem ter início, já que a pessoa idosa fica longe do convívio com a comunidade, tornando mais difícil a identificação e denúncia. “É onde inicia. O cerceamento de liberdade é até utilizado como uma forma de cuidado, só que de forma exacerbada torna-se uma violência. Então, o controle e o cuidado são diferentes de cercear a liberdade”, diz.
Esses casos acontecem principalmente quando a vítima possui alguma doença que comprometa sua saúde mental, como Alzheimer, demência ou até lapsos de memória, fazendo-o fugir de casa com frequência. “A solução mais fácil para a família é deixá-lo trancado em casa longe do convívio familiar, longe do convívio comunitário. Isso é considerado uma violência, sim, e bastante recorrente”, completa.
De acordo com o promotor de justiça, Guglielmo Marconi, a violação acontece baseada no contexto em que o idoso está inserido na sociedade atual, servindo apenas como provedor do lar por meio de aposentadoria ou outros benefícios sociais. Além disso, como a grande maioria dos violadores são filhos ou pessoas da família, o problema é agravado pela resistência do idoso em denuncia-los, aponta o promotor.
“Chamamos a atenção para o contexto em que a pessoa idosa é inserida em nossa sociedade, muitas vezes servindo como único provedor do lar, por meio dos recursos da aposentadoria ou BPC, sendo em diversas situações alvo de exploração financeira, maus tratos e negligência, sobretudo quando se verifica a existência de familiares em situação de dependência química ou alcoólica, fator que está presente em grande parte dos casos de violação de direitos”, diz.
Mudança em julho na Secretaria Especial de Cultura. Ronaldo Gomes sai de férias e seu subcoordenador, Carlos Medeiros, assume a pasta durante o período.
A medida foi oficializada em publicação de portaria, publicada nesta quarta-feira (28) no Diário Oficial dos Municípios da Femurn. Ele responderá pelo expediente da pasta entre os dias 3 de julho e 1º de agosto.
Confira publicação:
GABINETE DO PREFEITO PORTARIA Nº 0919, DE 21 DE JUNHO DE 2023. O Prefeito Municipal de Currais Novos, Estado do Rio Grande do Norte, no uso de suas atribuições legais; Considerando o teor do Ofício nº 062/2023, de 14/06/2023, protocolizado sob o nº 10.784/2023, expedido pela Secretaria Especial de Cultura. RESOLVE: Art. 1º. DESIGNAR o(a) servidor(a) José Carlos de Souza Medeiros, matrícula nº 2168, ocupante da função de Subcoordenador Cultural, símbolo FG-1, para responder pelo expediente da Secretaria Especial de Cultura, no período de 03/07/2023 à 01/08/2023. Art. 2º. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições contrárias. DÊ-SE CIÊNCIA, REGISTRE-SE E CUMPRA-SE. Prefeitura Municipal de Currais Novos – Palácio “Prefeito Raul Macêdo”, em 21 de junho de 2023. ODON OLIVEIRA DE SOUZA JÚNIOR Prefeito Municipal Publicado por: Francisco Fernandes Dias de Medeiros
A população da cidade de Caicó (RN) chegou a 61.146 pessoas no Censo de 2022, o que representa uma queda de -2,49% em comparação com o Censo de 2010. Os resultados foram divulgados nesta quarta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os dados do Censo também revelam que a população do Brasil é de 203.062.512, um aumento de 6,45% em relação ao Censo de 2010.
No estado do Rio Grande do Norte, a população é de 3.302.406, o que representa um aumento de 4,24% quando comparado ao Censo anterior.
No ranking de população dos municípios, Caicó está:
na 8ª colocação no estado;
na 137ª colocação na região Nordeste;
e na 538ª colocação no Brasil.
A pesquisa do IBGE também aponta que a cidade em Caicó tem uma densidade demográfica de 49,77 habitantes por km² e uma média de 2,75 moradores por residência.
O Censo
O Censo é uma pesquisa realizada a cada 10 anos pelo IBGE; a anterior foi feita em 2010.
O levantamento realiza uma ampla coleta de dados sobre a população brasileira e permite traçar um perfil socioeconômico do país.
A atual edição do Censo deveria ter acontecido em 2020, mas foi adiada por conta da pandemia de Covid-19. Em 2021, houve um novo adiamento em razão da falta de recursos do governo.
Além de saber exatamente qual o tamanho da população, o Censo visa obter dados sobre as características dos moradores —idade, sexo, cor ou raça, religião, escolaridade, renda, saneamento básico dos domicílios, entre outras informações.
Natal tem a gasolina mais cara entre as capitais do Nordeste, segundo o último levantamento semanal da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), encerrado na sexta-feira (23).
O preço médio do litro do combustível custa R$ 5,77 na capital do Rio Grande do Norte. O valor é R$ 0,24 mais caro que o encontrado em Aracaju (R$ 5,53) que tem a segunda gasolina mais cara da região.
A diferença de preço chega a R$ 0,80 na comparação com São Luis (R$ 4,97), que teve o combustível mais barato do Nordeste.
A cidade segue na contramão do país, que registrou baixa no preços dos combustíveis pela segunda semana consecutiva.
O valor constatado pela ANP na semana passada, em Natal, ficou R$ 0,03 mais caro que o levantamento anterior, quando o preço médio foi de R$ 5,74. A variação semanal foi pequena, mas seguiu uma tendência de aumento registrada ao longo do mês.
No início de junho, a gasolina era vendida em Natal a R$ 5,40. Em quatro semanas, o combustível teve aumento de 6,8%. O preço médio do país é de R$ 5,35 por litro.
Natal (RN) – R$ 5,77
Aracaju (SE) – R$ 5,53
Recife (PE) – R$ 5,41
Teresina (PI) – R$ 5,24
Maceió (AL) – R$ 5,21
Fortaleza (CE) – R$ 5,19
Salvador (BA) – R$ 5,14
João Pessoa (PB) – R$ 5,05
São Luís (MA) – R$ 4,97
No dia 8 de junho, a Refinaria Clara Camarão, localizada em Guamaré, na Costa Branca potiguar, teve sua operação transferida pela Petrobras para uma nova empresa, a 3R Petroleum, e registrou alta nos preços dos produtos, na comparação com os valores praticados pela estatal.
A alta dos preços contraria uma expectativa anunciada pelo governo do estado no início de maio. Com a unificação das alíquotas de ICMS cobradas pelos estados em todo o país, o estado esperava que houvesse redução dos preços no Rio Grande do Norte.
Previsto para ser lançado na próxima quarta-feira (28), o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) esteve a um passo de ser comprometido. A falta de apoio para acesso dos recenseadores a áreas remotas ou carentes e resistência de alguns cidadãos abastecidos por notícias falsas por pouco fizeram o equivalente a quase um estado do Rio de Janeiro deixar de ser contado.
Ao longo dos últimos três meses, sucessivos mutirões do IBGE e do Ministério do Planejamento conseguiram reverter a situação. Uma série de forças-tarefas incluiu, de última hora, 15,9 milhões de brasileiros no censo. Ao todo, foram três operações especiais. A primeira buscou alcançar brasileiros na Terra Indígena Yanomami, que nunca tinham sido recenseados. As outras procuraram reduzir a taxa de não resposta em dois ambientes opostos, mas com resistência a recenseadores: favelas e condomínios de luxo.
“Nesta semana, vamos deixar para trás informações de 13 anos atrás, do Censo de 2010. Para formular políticas públicas, conhecer as demandas da população e atuar em emergências, precisamos de informações atualizadas. O recenseamento é essencial para conhecer quem somos, quantos somos e como somos hoje. Não como éramos”, diz o assessor especial do Ministério do Planejamento, João Villaverde.
Indígenas
Realizado em março, o recenseamento na Terra Indígena Yanomami incluiu 26.854 indígenas no censo, dos quais 16.560 em Roraima e 10.294 no Amazonas. O mutirão foi essencial para atualizar a população indígena no Brasil, estimada em 1,65 milhão de pessoas segundo balanço parcial apresentado em abril. O número completo só será divulgado em julho, quando o IBGE apresentará um balanço específico do Censo 2022 para a população indígena.
A operação na Terra Yanomami foi complexa, mas conseguiu, pela primeira vez na história, recensear 100% da etnia no território. Por envolver dificuldades de acesso a aldeias aonde só se chega de helicóptero, o mutirão foi coordenado por cinco ministérios e reuniu 110 servidores federais dos seguintes órgãos: Polícia Rodoviária Federal, que forneceu os helicópteros; Ministério da Defesa, que forneceu o combustível; guias do Ministério dos Povos Indígenas; servidores da Secretaria de Saúde Indígena da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai); além dos próprios recenseadores do IBGE.
Realizado de 7 a 30 de março, o mutirão foi necessário porque o recenseamento tradicional não conseguia chegar a todas as aldeias yanomami. Por causa das operações para retirar os garimpeiros e do remanejamento de helicópteros para as ações de resgate humanitário, o censo teve de reduzir o ritmo em fevereiro, quando cerca de apenas 50% da população do território havia sido contabilizada.
Favelas
Nas favelas, o censo esbarrava em outras dificuldades. Além da falta de segurança em alguns locais, muitos moradores não queriam abrir a porta para o recenseador porque tinham recebido falsas notícias de que teriam benefícios sociais cancelados. Outro problema, principalmente em áreas mais densas, era a falta de endereços nas comunidades. Muitas vezes, os recenseadores não tinham informação sobre novas moradias surgidas nos últimos anos, como puxadinhos e lajes num mesmo terreno.
“O que impedia a entrada dos recenseadores na favela era a falta de conexão dos recenseadores e do Poder Público com as pessoas que moram lá. Além disso, havia a falta de conscientização das pessoas por falta de uma explicação que alcançasse os moradores das favelas da importância do censo e de respostas sinceras e objetivas”, analisa o Marcus Vinicius Athayde, diretor do Data Favela e da Central Única adas Favelas (Cufa), que auxiliou o IBGE no mutirão.
O mutirão começou no fim de março, com o lançamento de uma campanha na Favela de Heliópolis, em São Paulo, do qual participou a ministra do Planejamento, Simone Tebet. A operação ocorreu em 20 estados e registrou aglomerados subnormais (nomenclatura oficial do IBGE para favelas) em 666 municípios. O número de habitantes só será conhecido em agosto, quando o IBGE divulgará um recorte do Censo 2022 para as favelas.
Segundo Athayde, a Cufa ajudou primeiramente por meio de uma campanha chamada Favela no Mapa, que usou as lideranças estaduais da entidade para conscientizar os moradores de favelas da importância de responder ao censo. Em seguida, a Cufa recrutou moradores de favelas e lideranças locais para atuarem como recenseadores e colherem os dados das comunidades onde moram. Também houve mutirões de respostas em eventos comunitários.
“Responder ao censo traz benefícios de volta para o morador da favela, para seus vizinhos, para sua família, na medida em que o governo e as políticas públicas atuarão de forma mais adequada para essa população”, destaca Athayde.
Condomínios Por fim, o último flanco de resistência a recenseadores concentrava-se em condomínios de luxo, principalmente em três capitais: São Paulo, Rio de Janeiro e Cuiabá. “Historicamente, a taxa de não resposta, que é o morador que não atende ao recenseador, fica em torno de 5%. Isso em todos os países que fazem censo. Nessas três cidades, a taxa estava em 20% em condomínios de alto padrão”, conta Villaverde, do Ministério do Planejamento.
No Censo 2022, a média nacional de não respostas estava em 2,6% segundo balanço parcial divulgado em janeiro. No estado de São Paulo, alcançava 4,8%, principalmente por causa da recusa de moradores de condomínios de renda elevada.
Para contornar os problemas, o Ministério do Planejamento e o IBGE promoveram uma campanha maciça em redes sociais. Parte das inserções foi direcionada a sensibilizar porteiros, que obedecem a regras restritas para entrada de estranhos. Outra parte esclareceu que síndicos não têm o poder de proibir o morador de receber o IBGE. “Muitas pessoas queriam atender ao censo, mas não sabiam que o recenseador não tinha vindo porque o síndico vetava”, recordou Villaverde. Também houve reportagens de quase 10 minutos em televisões locais sobre o tema.
Segundo o assessor especial do Planejamento, a mobilização foi um sucesso. “Em uma dessas três capitais, conseguimos reduzir a taxa de não resposta para menos de 5% em condomínios de alta renda”, diz. A operação para os condomínios começou em 14 de abril e estendeu-se até 28 de maio, último dia de coleta de dados para o Censo 2022.
A Secretaria da Administração Penitenciária (SEAP), reúne nos dias 26 e 27, em Natal, membros das Inteligências das Forças Policiais de vários estados brasileiros, no “I Simpósio de Inteligência no Sistema Prisional – A Atuação Integrada na Desarticulação das Facções Criminosas”.
No primeiro dia do evento, foram debatidos os temas: “Atividade de Inteligência e Investigativa”; “Atividades de Inteligência nos Presídios Estaduais Visando a Desarticulação das Facções Criminosas”, “Atividade de Inteligência na Polícia Judiciária no Enfrentamento das Facções Criminosas”; “Monitoramento das Facções Criminosas nas Comunidades e Regiões do RN” e “Esforço do Setor de Inteligência Junto ao Efetivo Especializado no Enfrentamento das Organizações Criminosas”.
A abertura contou com a presença do secretário da SEAP, Helton Edi; da secretária adjunta da SEAP, Arméli Brennand; do secretário da Segurança Pública e da Defesa Social, Francisco Araújo; da superintendente da Polícia Federal, Larissa Perdigão; do inspetor da PRF, Mauro Henrique; do delegado-geral adjunto da Degepol, Herlânio Cruz; do juiz das Execuções Penais, José Vieira; do secretário-adjunto da SESED, Osmir Monte; do oficial de Inteligência da ABIN, Hugo Paiva; do perito criminal do Itep, Pedro Meira; da tenente-coronel PM, Leila Macêdo; da presidente do Sindicato dos Policiais Penais, Vilma Batista; além do presidente da FUNDASE, Bento Herculano; e do policial penal Federal Humberto Fontenele.
O secretário Heton Edi destacou na abertura do Simpósio, os investimentos que a SEAP está realizando no Departamento de Inteligência Penitenciária e o papel do órgão no combate ao crime organizado. “O DIPEN tem destaque no nosso mapa estratégico. Reconhecemos sua atuação no Sistema Penitenciário e no Sistema de Segurança Pública do RN”, disse.