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Argentina tem segundo ano seguido de superávit comercial e fiscal em 2025

Argentina tem segundo ano seguido de superávit comercial e fiscal em 2025

A balança comercial da Argentina registrou um superávit de US$ 11,286 bilhões em 2025, confirmando o segundo ano consecutivo de saldo positivo, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas (Indec) nesta terça-feira (20).

Este resultado foi anunciado logo após o governo informar, na sexta-feira (16), que também alcançou superávit fiscal em 2025 pelo segundo ano seguido.

Apesar do saldo positivo manter a tendência, ele ficou abaixo do recorde histórico registrado em 2024, quando o superávit comercial foi de US$ 18,899 bilhões. Este recorde ocorreu devido à redução das importações e ao aumento das exportações agropecuárias, que se recuperaram após um ano de seca.

Em 2025, as exportações totais aumentaram 9,3% em comparação ao ano anterior, impulsionadas por crescimento de 21,2% em produtos primários, 2,7% em manufaturas de origem agropecuária e 6% em manufaturas de origem industrial.

O Brasil permaneceu como o principal parceiro comercial da Argentina, com US$ 12,771 bilhões exportados para o país e US$ 18,424 bilhões em importações.

Além do superávit comercial, a Argentina encerrou 2025 com superávit nas contas públicas pelo segundo ano consecutivo, atribuível à política de “déficit zero” implementada pelo presidente Javier Milei, conhecida por sua orientação ultraliberal.

Em termos econômicos, o superávit primário atingiu 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB) e o superávit fiscal, 0,2%, conforme dados do ministro da Economia, Luis Caputo.

Essa foi a primeira vez desde 2008 que o país registrou dois anos consecutivos de resultados positivos nas contas públicas. Entretanto, houve uma pequena queda nos índices em relação a 2024, quando o superávit primário foi de 1,8% do PIB e o fiscal, de 0,3%.

O ajuste fiscal foi sustentado por um corte nos gastos públicos, incluindo a redução de subsídios e o congelamento de orçamentos para áreas como educação, saúde, pesquisa científica e obras públicas.

O ministro da Economia afirmou que a organização das finanças públicas juntamente com o crescimento econômico permitirão continuar reduzindo impostos e devolvendo recursos ao setor privado.

No entanto, apesar dessa melhora fiscal, a pobreza no país aumentou no primeiro semestre de 2024, chegando a 52,9% da população, mas caiu para 31% no mesmo período de 2025, com os dados do segundo semestre ainda por serem divulgados.

Estas informações foram complementadas por dados da agência de notícias AFP.

Créditos: g1