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Caso Zaira: Mãe de vítima desabafa e pede “desfecho justo” em novo júri popular

Foto: Reprodução

O julgamento do policial militar Pedro Inácio de Araújo, acusado de estuprar e matar a jovem universitária Zaira Cruz em 2019, recomeçou na manhã desta segunda-feira (1º) no Fórum Miguel Seabra Fagundes, em Natal.

Antes do início da sessão, a mãe da vítima, Ozanete Dantas, fez um desabafo emocionado e reforçou o pedido de justiça. “Eu só espero que exista um desfecho justo. Já são sete anos de angústia, de insônia, de tanta dor. Como mãe e como mulher, tudo o que eu quero é justiça pela minha filha e por tantas outras mulheres que morrem todos os dias. Se as leis não mudarem, vão continuar matando nossos filhos e filhas”, declarou.

A advogada que representa a família de Zaira a advogada Kalina Leila e atua na acusação contestou duramente a versão da defesa. Ela destacou a robustez das provas e a consistência dos exames técnicos que apontam para estupro seguido de asfixia.

“A perícia é clara. Os exames confirmam violência sexual e asfixia. O laudo é consistente, técnico e respaldado por especialistas. Tentativas de desqualificar esse trabalho não se sustentam diante das evidências. Agora, esperamos que o júri aconteça e que a justiça seja finalmente entregue à família e ao povo potiguar”, disse a advogada.