Universidade pública brasileira relata ter eliminado HIV de paciente soropositivo

O brasileiro de 34 anos, que foi diagnosticado com HIV em outubro de 2012, foi tratado com uma base de terapia antirretroviral que foi reforçada com outros antirretrovirais e ainda um medicamento chamado nicotinamida, uma forma de vitamina B3

O primeiro caso de um homem soropositivo que entrou em remissão de longo prazo depois de ser tratado durante menos de um ano com um coquetel intensificado de vários remédios contra Aids aumentou nesta terça-feira a esperança de uma cura futura da doença. Os resultados foram divulgados na última semana por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) na AIDS 2020, uma conferência médica anual.

O brasileiro de 34 anos, que foi diagnosticado com HIV em outubro de 2012, foi tratado com uma base de terapia antirretroviral que foi reforçada com outros antirretrovirais e ainda um medicamento chamado nicotinamida, uma forma de vitamina B3.

O tratamento intensificado foi interrompido depois de 48 semanas, disseram médicos nesta terça-feira, e 57 semanas depois o DNA de HIV em suas células e seu exame de anticorpos de HIV continuavam negativos. Desde então, seu sangue é colhido a cada três semanas. As amostras não trouxeram qualquer indício de infecção.

— Este caso é extremamente interessante, e realmente espero que possa impulsionar pesquisas adicionais para uma cura do HIV — disse Andrea Savarino, médico do Instituto de Saúde da Itália que coliderou o teste, em uma entrevista à instituição de caridade britânica NAM Aidsmap.

Ele alertou, porém, que quatro outros pacientes soropositivos tratados com o mesmo coquetel não viram efeitos positivos contra o vírus causador da Aids:

— Este resultado muito provavelmente não pode ser reproduzido. Este é um primeiro experimento (preliminar), e eu não faria previsões para além disso.”

Enquanto cientistas correm para desenvolver vacinas e tratamentos contra a Covid-19, continua a luta para encontrar uma cura para o HIV, que já infectou mais de 75 milhões de pessoas e matou quase 33 milhões desde que a epidemia de Aids começou nos anos 1980.

Pacientes que têm acesso a remédios contra Aids conseguem controlar o vírus e impedir o avanço da doença, e existem várias maneiras de impedir sua disseminação, mas hoje 38 milhões de pessoas convivem com o HIV.

As esperanças de uma cura da Aids cresceram nos últimos anos graças a dois casos de remissão em homens que são descritos por médicos especializados em HIV como “funcionalmente curados” depois de serem tratados com transplantes de medula altamente arriscados e complexos.



Fiocruz: antiviral para hepatite tem bom resultado contra a Covid-19

O daclastavir superou também a eficiência do atazanavir, um antirretroviral utilizado no tratamento de HIV que foi testado anteriormente pelos cientistas da Fiocruz

Um estudo liderado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com medicamentos que são usados para tratar hepatite C mostrou eficácia contra o novo coronavírus, que causa a Covid-19. 

A doença já infectou mais de 9,6 milhões de pessoas no mundo e matou quase 490 mil, segundo o painel global da universidade Johns Hopkins. No Brasil, os dados de ontem (25) do Ministério da Saúde contabilizam 1.228.114 casos e 54.971 óbitos.

Em experimentos in vitro com três linhagens de células, incluindo células pulmonares humanas, o antiviral daclastavir impediu a produção de partículas virais do novo coronavírus que causam a infecção. O medicamento foi de 1,1 a 4 vezes mais eficiente do que outros remédios que estão sendo usados nos estudos clínicos da covid-19, como a cloroquina, a combinação de lopinavir e ritonavir e a ribavirina, este último também usado no tratamento de hepatite.

O daclastavir superou também a eficiência do atazanavir, um antirretroviral utilizado no tratamento de HIV que foi testado anteriormente pelos cientistas da Fiocruz. Os testes mostraram que o sofosbuvir, outro remédio para hepatite, foi menos eficiente do que o daclastavir. Ele também inibiu a replicação viral em linhagens de células humanas pulmonares e hepáticas, mas não apresentou efeito em células Vero, derivadas de rim de macaco e muito utilizadas em estudos de virologia.



Brasil é o que menos testa entre os 10 países com mais casos de Coronavírus

Brasil realizou 423,4 mil testes para uma população de 212 milhões de habitantes: um exame a cada 502 pessoas. Nesse caso, os dados se referem ao dia 20 de maio

O Brasil é o país que menos testa a sua população para o coronavírus entre os 10 Estados com mais ocorrências confirmadas. Além disso, se a métrica for a de exames por caso diagnosticado, apenas o Peru está pior do que o Brasil em um grupo de 46 países que divulgaram informações sobre o assunto recentemente.

Os números foram compilados pelo (M)Dados, núcleo de jornalismo de dados do Metrópoles, de duas fontes diferentes: o Ministério da Saúde e o OurWorldInData, projeto de pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, que divulga material do mundo todo sobre diversos assuntos, entre eles a Covid-19. Neste caso, a fonte do site foi a Universidade John Hopkins, dos EUA.

Os 10 países com a maior quantidade de infectados por coronavírus são Estados Unidos, Rússia, Brasil, Reino Unido, Espanha, Itália, Alemanha, Turquia, França e Irã. O Brasil realizou 423,4 mil testes para uma população de 212 milhões de habitantes: um exame a cada 502 pessoas. Nesse caso, os dados se referem ao dia 20 de maio.

Em um distante segundo lugar está o Irã, com 716,2 mil testes para 84 milhões de habitantes, o que significa um exame para cada 117 indivíduos. As informações do país persa são do dia 19 de maio. Já o terceiro lugar é da França, que realizou uma análise para cada 78 franceses. Os dados são de 5 de maio.

O OurWorldInData traz informações recentes de testagem em 46 países. Quando a comparação é feita entre eles, o Brasil passa a ser o oitavo com a menor quantidade de exames em relação à população. Na frente do Brasil, estão Nigéria, Indonésia, Etiópia, Quênia, Índia, Paquistão e Senegal.

Confrontar o número de casos com a porção de exames realizados é outro modo de avaliar a testagem de cada país. Se o esforço para saber o diagnóstico for maciço, a tendência é que sejam necessários mais testes. Se a política for analisar apenas pessoas com sintomas graves, a situação é inversa. Nessa comparação, apenas um país está pior do que o Brasil: o Peru. A nação andina tem 1,09 teste para cada caso confirmado. Já no Brasil, a relação é de 1,56 exame para cada infecção detectada.

Metrópoles



Capes prorroga a duração das bolsas de mestrado e doutorado

Todos os bolsistas ativos durante a pandemia podem ser beneficiados

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) anunciou hoje a prorrogação por até três meses da vigência das bolsas de mestrado e doutorado. A medida tem caráter excepcional e vai beneficiar bolsistas que estão com o andamento das pesquisas prejudicado devido a pandemia causada pelo coronavírus. Todos os bolsistas ativos durante a pandemia podem ser beneficiados. O indicador de tempo de titulação será excluído da avaliação dos programas neste quadriênio (2017-2020). 

Para Benedito Aguiar, presidente da Capes, apoiar os bolsistas é fundamental neste momento, seja os que atuam no exterior ou os que desenvolvem atividades no País.

O aumento no período de duração das bolsas será de até três meses e não poderá ser estendido novamente. As Instituições de Ensino Superior serão responsáveis por optar ou não pela prorrogação de prazo e registrar no Sistema de Controle de Bolsas e Auxílios (SCBA) da Capes. As bolsas poderão ser prorrogadas a qualquer momento, desde que estejam ativas no sistema.

A prorrogação é direcionada aos cursos que cancelaram ou adiaram as atividades por não ser possível desenvolver as pesquisas de forma adequada através do ensino à distância, como atividades laboratoriais, de campo, coleta de dados, entre outras. Os cursos que estão com restrição de acesso a instalações necessárias para executar as atividades ou outros contratempos ligados à Covid-19 que dificultem as pesquisas de mestrandos e doutorandos também podem estender o tempo das bolsas.



UFRN pretende patentear gel anti-inflamatório feito a partir de plantas da caatinga

Ela acrescentou que as plantas têm um uso popular já disseminado, pois as pessoas identificaram esse possível efeito cicatrizante

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) entrou com pedido de registro de patente para uma nova invenção feita a partir de estudos elaborados pela própria instituição. Trata-se de um gel para tratamento de inflamações de uma forma geral, a partir de novas formulações farmacêuticas com folhas das espécies Kalanchoe laciniata e Bryophyllum pinnatum, ambas cultivadas na Caatinga.

Além do uso em humanos, a nova medicação pode ser utilizada no tratamento veterinário de equinos, bovinos e caprinos. Uma das cientistas envolvidas, a professora do Departamento de Farmácia da UFRN, Silvana Maria Zucolotto Langassner, colocou que a invenção foi testada frente a modelos experimentais de inflamação aguda em seres vivos, momentos nos quais foi observada a redução dos inchaços provenientes das irritações.

Ela acrescentou que as plantas têm um uso popular já disseminado, pois as pessoas identificaram esse possível efeito cicatrizante. “Nos dez anos em que nós do Grupo de Pesquisa de Produtos Naturais Bioativos trabalhamos com essas plantas, vários estudos de doutorado, mestrado e iniciação científica foram desenvolvidos. Um dos aspectos interessantes dessas espécies é que são de pequeno porte, com matéria-prima abundante e, muito importante, são nativas”, afirmou a docente. Silvana Langassner ressaltou ainda que a nova tecnologia está de acordo com a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicas, que visa promover o uso sustentável da biodiversidade, o desenvolvimento da cadeia produtiva e da indústria nacional.

O Brasil é o país que detém a maior parcela da biodiversidade, em torno de 15% a 20% do total mundial e, entre os elementos que a compõem, as plantas são a matéria-prima para a fabricação de fitoterápicos e outros medicamentos. Em virtude dos medicamentos sintéticos apresentarem muitos efeitos colaterais, a busca por novos anti-inflamatórios é constante. Para termos ideia, o uso contínuo de corticosteroides de uso oral pode provocar diversos efeitos colaterais, dentre os quais destacam-se osteoporose, trombose, úlceras gástricas, hipertensão arterial e hiperglicemia. Já os efeitos colaterais que podem ser causados pelos corticosteroides de uso tópico são sensação de ardor, irritações, ressecamento da pele e estrias. Além disso, o uso prolongado de anti-inflamatórios não-esteroidais (AINEs) orais podem afetar o estômago e o intestino, causando lesão tópica na mucosa e efeitos sistêmicos associados.

O Gel produto resultante da pesquisa é fruto do estudo de Edilane Rodrigues Dantas de Araújo no mestrado do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas (PPGCF) e contou com a parceria da equipe do Laboratório de Tecnologia e Biotecnologia Farmacêutica. Segundo ela, a conclusão é que os “sucos” das duas espécies apresentaram atividade gastroprotetora e anti-inflamatória tópica em modelos in vivo, resultados que justificam a utilização popular das espécies. Atualmente, Edilane de Araújo desenvolve pesquisa no doutorado do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS), onde testa qual a capacidade do Gel atuar na cicatrização do processo inflamatório.

*Por Wilson Galvão – ASCOM – Agência de Inovação/UFRN



Capes começa novo modelo de concessão de bolsas de pós-graduação

Segundo o órgão, o modelo foi pensado para corrigir distorções

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) iniciou nesta sexta-feira (6) o novo modelo de concessão de bolsas de pós-graduação para mais de 350 instituições de ensino superior públicas e privadas do país. A distribuição será com base no desempenho acadêmico e no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) da cidade onde o curso é ofertado.

A relação das bolsas de mestrado e doutorado será divulgado no site da autarquia, e estarão disponíveis para serem distribuídas pelos cursos aos estudantes em março. Essa é a primeira vez que a Capes define regras unificadas para a concessão do benefício. Serão redistribuídas 84,1 mil bolsas.

Não se tratam de novas bolsas, mas de bolsas existentes que serão redistribuídas de forma gradual de acordo com os critérios estabelecidos pela Capes. Os estudantes que já têm bolsas de estudo não serão atingidos. As regras valem apenas para as vagas que estão desocupadas ou cuja previsão de conclusão de pesquisa seja este ano.

Cursos que perderem bolsas pelo novo cálculo, mas que estiverem com as bolsas ocupadas, permanecem com as bolsas até a conclusão das pesquisas, mas não poderão ofertar o benefício a novos estudantes.

Atualmente, as universidades e os programas de pós-graduação têm uma determinada quantidade de bolsas de estudos. Se um bolsista conclui a pesquisa, a bolsa é repassada para um novo bolsista do mesmo programa.

Agora, as bolsas não permanecerão, necessariamente, no mesmo programa. Um curso de mestrado ou doutorado poderá perder ou ganhar bolsas de acordo com os critérios estabelecidos. Haverá uma transição para que os cursos não sejam prejudicados. Eles poderão perder, no máximo, 10% das bolsas ou ganhar até 30% das bolsas atuais.

Segundo a Capes, o modelo foi pensado para corrigir distorções. “O modelo revê, por exemplo, a distribuição de bolsas de estudos para cursos que possuem a mesma nota, estão na mesma área de conhecimento e localização geográfica, mas contam com quantitativos de bolsas muito diferentes. Também entram nesse contexto cursos de excelência com número de bolsas inferior ao de cursos com nota mínima permitida”, informou a autarquia.

Os critérios valem até fevereiro de 2021 e poderão ser revistos após esse período. As regras valem para os Programa de Demanda Social (DS), Programa de Excelência Acadêmica (Proex), Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições de Ensino Particulares (Prosup) e Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições Comunitárias de Ensino Superior (Prosuc).

Atualmente, os bolsistas de mestrado recebem, por mês, R$ 1,5 mil e os de doutorado, R$ 2,2 mil.


Agência Brasil



Pau dos Ferros: Confirmada morte por meningococcemia

A Secretaria de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) confirmou na tarde desta sexta-feira (24) a morte de uma mulher por meningococcemia no Hospital Regional de Pau dos Ferros, município localizado no Oeste potiguar.

A paciente foi identificada como Renata Kelly de Souza Dutra. Inicialmente, foi declarado que o óbito havia sido causado por uma picada de escorpião, segundo a secretaria. No entanto, o laudo esclareceu a causa da morte.

Renata apresentou febre e bolhas pelo corpo antes de falecer.

Meningococcemia

A meningococcemia é ocasionada por uma bactéria que também causa meningite. Ambas são denominadas doenças meningocócicas. As informações são da Sociedade Brasileira de Imunizações.

Enquanto a meningite é a inflamação das meninges no cérebro, a meningococcemia é a infecção generalizada. O contágio se dá por via respiratória e, se o paciente for tratado precocemente, o resultado pode ser positivo. Porém, a doença costuma evoluir muito rapidamente, podendo levar à morte.

A Secretaria de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) confirmou na tarde desta sexta-feira (24) a morte de uma mulher por meningococcemia no Hospital Regional de Pau dos Ferros, município localizado no Oeste potiguar.

A paciente foi identificada como Renata Kelly de Souza Dutra. Inicialmente, foi declarado que o óbito havia sido causado por uma picada de escorpião, segundo a secretaria. No entanto, o laudo esclareceu a causa da morte.

Renata apresentou febre e bolhas pelo corpo antes de falecer.

Meningococcemia

A meningococcemia é ocasionada por uma bactéria que também causa meningite. Ambas são denominadas doenças meningocócicas. As informações são da Sociedade Brasileira de Imunizações.

Enquanto a meningite é a inflamação das meninges no cérebro, a meningococcemia é a infecção generalizada. O contágio se dá por via respiratória e, se o paciente for tratado precocemente, o resultado pode ser positivo. Porém, a doença costuma evoluir muito rapidamente, podendo levar à morte.



Embrapa aposta em pesquisa que pode substituir transgênicos

A mesma técnica também é usada para reduzir o problema do escurecimento do feijão

Após seis meses interinamente à frente da presidência da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o pesquisador Celso Luiz Moretti foi confirmado na última semana como titular do cargo pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina. Os pesquisadores querem tornar a soja adaptada à seca e também resistente a uma praga chamada hematoide, uma espécie de verme que ataca a raiz e mata a soja.

A mesma técnica também é usada para reduzir o problema do escurecimento do feijão. “Acredito que essa tecnologia substituirá os transgênicos. Isso vai impactar na questão de barreiras a alimentos que hoje, por exemplo, não conseguem chegar à Europa por causa da transgenia”, avaliou.

Carbono Neutro

Ainda entre as novidades do próximo ano está o início do processo de certificação e comercialização de produtos com a marca conceito Carne Carbono Neutro (CCN). Isso garante que os animais que deram origem ao produto tiveram as emissões de metano entérico – gás produzido na digestão dos ruminantes e eliminado pelo arroto dos bichos – compensadas durante o processo de produção pelo crescimento de árvores no sistema.

A empresa calculou a quantidade de gases que as vacas produzem durante seu ciclo de cria, recria e engorda – prejudiciais ao meio ambiente – de e chegou à conclusão que, quando animais de corte ou de leite são criados em meio a lavoura e árvores, o CO2 e o carbono do meio ambiente são totalmente neutralizados.

Agricultura digital

Outra prioridade do próximo ano é o investimento em agricultura digital. “A gente utilizará mais drones, mais sensores, mais internet das coisas, para que a agricultura brasileira avance a passos mais largos e mais rapidamente”, explicou.

Moretti admitiu que, diferentemente de países como a China, que apresenta cobertura de internet em 95% de seu território, no Brasil só 65% das localidades estão conectadas pela rede mundial de computadores. O otimismo vem da aprovação, este mês, pelo plenário da Câmara, do Projeto de Lei (PL) 1481/07, do Senado, que permite o uso de recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) na área de telefonia móvel.

De acordo com o texto, que ainda precisa de nova votação no Senado, fica definido que o objetivo do Fust, que arrecada R$ 1 bilhão anualmente e já tem acumulados R$ 21,8 bilhões, praticamente não utilizados para investimentos no setor de telecomunicações, será usado para estimular a expansão, o uso e a melhoria da qualidade das redes e dos serviços de telecomunicações para reduzir desigualdades regionais.

Também poderá ser usado para o uso e o desenvolvimento de novas tecnologias de conectividade.

Programas e projetos para serviços de telecomunicações e políticas para inovação tecnológica de serviços dessa natureza, no meio rural e urbano, contarão com recursos do fundo para melhorar o acesso em regiões com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e sem viabilidade econômica.



Liderado por brasileira, projeto mapeará genoma de 15 mil brasileiros

Procedimento de extração de DNA

O projeto DNA do Brasil, liderado por uma cientista brasileira, vai identificar as principais características genéticas dos brasileiros para que seja possível prevenir e tratar doenças, além de mapear os ancestrais da população. A inciativa, lançada nesta semana, será o primeiro projeto de sequenciamento de DNA em larga escala no país e vai inserir o Brasil no mapa mundial dos estudos genômicos.

“Nosso projeto quer fazer um panorama geral da população brasileira como um todo, com um número grande de brasileiros para que a gente possa fazer pesquisas mais aprofundadas tanto sobre a saúde, a genética da nossa saúde, quanto também sobre a nossa origem, de como a gente se formou a partir desses grupos populacionais originais” disse a professora Lygia da Veiga Pereira, da Universidade de São Paulo (USP), que lidera o projeto, sobre os dois eixos do estudo genômico. Até o momento, menos de 0,5% das pesquisas realizadas no mundo contemplaram a população brasileira.

No que diz respeito à saúde, Lygia explicou que o sequenciamento do DNA dos brasileiros vai possibilitar “entender quais são as variações genéticas que estão associadas ao nosso risco de desenvolver doenças comuns. O grande desafio da genética do século XXI é entender a genética da predisposição para doenças como diabetes, doença cardiovascular, Alzheimer, asma, depressão, que são doenças comuns. A gente não conhece bem a genética dessas doenças porque é complexa, ela é o resultado de centenas de alterações genéticas, mais o meio ambiente”, explicou Lygia.

Por meio do projeto, será possível identificar genes associados a doenças e genes associados a características morfológicas – que se referem à forma do organismo. Além da detecção da doença, a interpretação dos testes genéticos vai permitir, segundo a pesquisadora, identificar a predisposição às doenças, respostas a medicamentos e levar ao desenvolvimento de novas terapias.