Página da Organização Mundia de Saúde mostra mais de 15 países e territórios livres da pandemia

No arquipélago de Palau, com 18.000 habitantes e situado a centenas de quilômetros das ilhas mais próximas, o medo da pandemia provocou uma corrida aos supermercados e aos produtos de proteção como gel desinfetante e máscaras

O covid-19 atingiu até hoje 205 Estados e territórios, mas segundo a página eletrônica da Organização Mundial da Saúde (OMS) existem mais de 15 países aparentemente livres do novo coronavírus ou onde os dados não estão disponíveis. Alguns países do Pacífico Sul, como Samoa, Tonga, Tuvalu, Ilhas Salomão, Kiribati, Nauru, Palau, Vanuatu e outros não apresentam, do que se sabe até ao momento, casos de infecção pelo novo coronavírus.

O isolamento geográfico destas ilhas no Pacífico Sul, combinado com restrições das viagens, pode ser uma explicação para estes locais não registrarem ainda casos da covid-19. No entanto, as ilhas Marianas do Norte (Pacífico Sul) já apresentaram casos da covid-19 no último fim-de-semana e uma morte na segunda-feira, demonstrando claramente que a pandemia já chegou à região.

E apesar de não registrarem casos de infecção, alguns destes territórios já registram efeitos econômicos da pandemia. No arquipélago de Palau, com 18.000 habitantes e situado a centenas de quilômetros das ilhas mais próximas, o medo da pandemia provocou uma corrida aos supermercados e aos produtos de proteção como gel desinfetante e máscaras.

Muito dependente das importações, que se fazem por barco ou avião, estas ilhas ficam rapidamente sem stock dos produtos mais procurados. Outro país que segundo a página eletrônica da OMS não apresenta até agora casos de covid-19 é o Iemen, que enfrenta uma guerra civil desde 2015 que fez milhares de mortos e uma grave crise humanitária. O país parece livre do coronavírus apesar de a propagação do vírus estar aumentando no Oriente Médio.

Por temer os eventuais efeitos da pandemia num país como o Iemen, a ONU anunciou hoje a realização de consultas para reunir virtualmente as partes em conflito de forma a conseguir um cessar-fogo e impedir a propagação do novo coronavírus no país. Na África, São Tomé e Príncipe, Sudão do Sul, Comores, República Sarauí, Maláui e Lesoto, países que estão rodeados por territórios com casos da covid-19, também não registram dados sobre contágios, segundo as informações disponibilizadas.

São Tomé e Príncipe é aliás o único país lusófono sem qualquer caso confirmado. O número de mortes na África subiu para pelo menos 209 num universo de mais de 5.940 casos confirmados em 49 países, de acordo com as estatísticas sobre a doença no continente.

A União Africana (UA) estimou hoje que, no final de abril, haverá países no continente a ultrapassar os 10 mil casos de covid-19, assinalando que as infecções estão crescendo de forma “brusca” e “consistente”.

Na Ásia, o Turquemenistão e a Coreia do Norte não apresentam contágios pelo novo coronavírus. A Coreia do Norte reafirmou hoje que não registra nenhum caso de coronavírus, numa declaração feita por um alto responsável pelo setor da Saúde de Pyongyang citado pela agência de notícias France Presse. Em março, o comandante das forças americanas na Coreia do Sul, Robert Abrams, afirmou que “quase que certeza” que a Coreia do Norte registra casos confirmados de infecção.

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse hoje que nos próximos dias o mundo registrará mais de um milhão de casos confirmados de covid-19 e 50.000 mortes.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infectou mais de 940 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 47 mil.

Dos casos de infecção, cerca de 180.000 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com mais de 508.000 infectados e mais de 34.500 mortos, é aquele onde se registra o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 13.155 óbitos em 110.574 casos confirmados até quarta-feira.



Itália soma 793 mortos nas últimas 24 horas

Segundo os dados divulgados pelas autoridades de saúde locais

As mortes em Itália devido ao novo coronavírus continuam a bater recordes quase todos os dias. Os últimos dados oficiais dão conta de 793 mortes nas últimas 24 horas, subindo para 4.825 o número de óbitos registrados num mês pelo novo coronavírus.

Segundo os dados divulgados pelas autoridades de saúde locais,  o número total de pessoas infectadas com o novo coronavírus também aumentou para de 47.021 para 53.578 no mesmo período. É um aumento de 6.557 casos positivos pela Covid-19.

Nesta altura, cerca de 17.708 pacientes continuam hospitalizados, 2.857 dos quais nos cuidados intensivos. No que toca aos recuperados, 6.072 pessoas já conseguiram ultrapassar a infecção pelo novo coronavírus.

A região da Lombardia, situada no norte do país, onde os serviços de saúde já estão sobrecarregados, continua ser uma das mais afetadas por este surto. Nas últimas 24 horas a zona de Milão registou a maioria das mortes, 546 das 793 contabilizados e a maioria dos novos casos de contágio.

No início desta semana, a Itália ultrapassou a China como o país com o maior número de mortes por conta da Covid-19. Cerca de 3 255 pessoas morreram na China desde que o vírus surgiu no final do ano passado. 

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infectou mais de 271 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 11.500.



Celebrações da Semana Santa não terão fiéis na Praça São Pedro, anuncia Vaticano

A decisão tem o objetivo de evitar a propagação do novo coronavírus.

As celebrações litúrgicas da Semana Santa serão realizadas sem os fiéis na Praça São Pedro, anunciou o Vaticano neste domingo (15). A decisão tem o objetivo de evitar a propagação do novo coronavírus.

“Devido à atual emergência sanitária, todas as celebrações litúrgicas da Semana Santa serão realizadas sem a presença física dos fiéis”, afirmou o Vaticano em comunicado. “Da mesma forma, comunicamos que domingo, 12 de abril de 2020, a recitação do ‘Angelus’ pelo papa Francisco será transmitida apenas via ‘streaming’”, acrescentou o Vaticano.

As missas afetadas são as do Domingo de Ramos (5 de abril), quinta-feira santa (dia 9 de abril), Sexta-feira Santa e o Caminho da Cruz no Coliseu Romano (10 de abril), Sábado Sagrado da Vigília Pascal (11 de abril) e Domingo de Páscoa (12 de abril) com a tradicional benção “Urbi et Orbi”.

Até 12 de abril as orações de Angelus só podem ser vistas ao vivo no site do Vaticano.

Desde a semana passada, o papa Francisco realizou audiências gerais e o Angelus sem os fiéis para evitar a propagação. O pontífice também tem mantido a distância prudente recomendada de seus interlocutores.

A basílica e a Praça de São Pedro permanecem fechadas, seguindo as recomendações das autoridades italianas.

No Estado da Cidade do Vaticano uma pessoa tem o coronavírus. Ela está isolada no Hospital Gemelli, em Roma.

Segundo Vaticano, o papa Francisco ora todas as manhãs pelas famílias e médicos que enfrentam a pandemia.

Segundo o último balanço de sábado (14), 1.441 pessoas morreram do coronavírus na Itália, o país mais afetado da Europa. Mais de 21.000 italianos deram positivo, 3.500 nas últimas 24 horas.

No sábado (14), o governo proibiu a circulação de trens noturnos, depois que muitos italianos usaram o transporte à noite na região norte do país, a mais afetada pelo vírus.

A falta de leitos de terapia intensiva na Lombardia ainda é o maior problema para salvar mais vidas. Em todo o país, mais de 1.500 pessoas estão na UTI por causa da Covid-19.

A Força Aérea italiana está ajudando a transferir pacientes para regiões com mais vagas. Mas o chefe da Defesa Civil avisa que faltam máscaras para os profissionais de saúde.

Na segunda-feira (16) começa a funcionar uma nova ala de terapia intensiva num hospital da capital italiana, construída em ritmo acelerado.



Papa Francisco lamenta que quem faz guerra se deixe dominar por paixões

Francisco advertiu que “quando se cede às tentações e às paixões não se é dono e protagonista da própria vida, tornando-se incapaz de administrá-la com vontade e responsabilidade”

O papa Francisco lamentou hoje que aqueles que fazem a guerra em todo o mundo “não sabem dominar as suas próprias paixões”, defendendo o cumprimento da lei e dos mandamentos cristãos, durante o Angelus dominical.

“Deus educa-nos em verdadeira liberdade e responsabilidade com a lei. Consiste em vivê-la como um instrumento de liberdade porque me ajuda a ser livre e a não ser escravo de paixões e do pecado”, disse o papa aos fiéis que o escutavam na Praça de São Pedro.

Nesse sentido, o pontífice afirmou que os conflitos são de alguma forma uma consequência dessas paixões.

“Pensemos nas guerras, nas consequências das guerras, pensemos naquela menina morta de frio na Síria, no outro dia, tantas calamidades. Isto é fruto das paixões. As pessoas que fazem a guerra não sabem dominar as suas próprias paixões”, referiu.

Francisco advertiu que “quando se cede às tentações e às paixões não se é dono e protagonista da própria vida, tornando-se incapaz de administrá-la com vontade e responsabilidade”.

Após o Angelus, o pontífice acenou da janela do Palácio Apostólico às centenas de fiéis na praça, entre os quais alguns vindos da diocese espanhola de Toledo e alunos do “Colegio Asunción Cuestablanca” de Madrid. 



Coronavírus: Boatos nas redes sociais preocupam brasileiros

Alguns rumores dizem que consumir vitamina C pode prevenir a contaminação

O coronavírus, infecção contagiosa que se iniciou na China, tem preocupado os brasileiros. Apesar de não ter casos confirmados da doença no país, rumores que circulam nas redes sociais causam temor.

Alguns boatos afirmam que o vírus foi criado em um laboratório e que o fundador da Microsoft, Bill Gates, foi o financiador. Há vídeos que apontam “sopas de morcego” como a origem da contaminação. Alguns rumores dizem que consumir vitamina C pode prevenir a contaminação.

Por isso, um grupo de 90 checadores de 30 países criou uma força-tarefa para verificar o que circula nas redes sobre o coronavírus. O projeto #CoronaVirusFacts, coordenado pela International Fact-Checking Network, já fez 332 checagens sobre o vírus.

Deste número, apenas algumas mensagens foram consideradas verdadeiras. O grupo já informou, por exemplo, que água sanitária não cura a doença e que não há (até o momento) qualquer relação científica entre morcegos e o coronavírus.

Estadão Conteúdo e Portal UOL



Outro grupo de brasileiros é deportado dos Estados Unidos

egundo o Ministério das Relações Exteriores, foram deportados 130 brasileiros

Mais um avião fretado pelos Estados Unidos trouxe brasileiros deportados de volta ao país. O voo chegou ao Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, nesta sexta-feira (7) à noite. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, foram deportados 130 brasileiros.

No ano passado, o governo do presidente Donald Trump endureceu a legislação contra imigrantes ilegais no país. Desde outubro de 2018, esse é o terceiro voo fretado que traz brasileiros de volta ao país. Naquele mês, foram trazidas 70 pessoas e em janeiro deste ano, mais 50. Em janeiro, após a segunda leva de deportações, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que não vai interferir nas leis norte-americanas.



Presidente dos Estados Unids é inocentado pelo Senado em obstrução ao Congresso

Trump é inocentado pelo Senado em obstrução ao Congresso e evita impeachment

O Senado dos Estados Unidos votou por 53 a 47 para inocentar o presidente Donald Trump também do segundo quesito da acusação contra ele, de obstrução ao Congresso. Pouco antes, o Senado, de maioria republicana, havia inocentado Trump da acusação de abuso de poder. Dc

Anteriormente, a Câmara dos Representantes, de maioria democrata, havia decidido pelo impeachment de Trump, por causa da pressão feita pelo presidente para que a Ucrânia investigasse um rival político, o ex-vice-presidente Joe Biden.

Dow Jones Newswires



Brasileiros em Wuhan gravam apelo a Bolsonaro por retirada da China

Questionado neste domingo, 2, pela BBC News Brasil, o Palácio do Planalto informou que não comentará sobre o vídeo

Um grupo de brasileiros na China fez um apelo ao governo de Jair Bolsonaro para a retirada de cidadãos do país afetado pelo surto do coronavírus.

Na carta-aberta, gravada em um vídeo publicado no YouTube na manhã deste domingo, 2, eles lembram as operações de evacuação já feitas por diversos países e dizem estar dispostos a passar pelo período de quarentena fora do território brasileiro. A carta-aberta é datada de 30 de janeiro, e todos os que assinam a carta são residentes —alguns ainda estão em Wuhan, na província de Hubei, epicentro do surto, e outros já deixaram a região.

Questionado neste domingo, 2, pela BBC News Brasil, o Palácio do Planalto informou que não comentará sobre o vídeo.

O presidente Jair Bolsonaro vem até agora descartando a possibilidade de repatriação dos brasileiros. Nesta sexta, 31, ele afirmou que o governo estuda estratégias para buscar esses brasileiros que vivem na China e querem retornar ao Brasil. Mas, segundo ele, é preciso antes resolver entraves diplomáticos, jurídicos e orçamentários. O presidente se reuniu na sexta, 31, com ministros no Palácio da Alvorada, em Brasília, para discutir estratégias e a situação de brasileiros nessas áreas de risco na China.

Uma das razões pelas quais o governo brasileiro não estaria organizando a retirada de brasileiros seria a falta de legislação específica para determinar a quarentena dos brasileiros em território nacional após o desembarque. “Nós não temos uma lei de quarentena. Ao trazer brasileiros para cá, nossa ideia obviamente era colocar em local para quarentena, mas qualquer ação judicial tira de lá e aí seria uma irresponsabilidade”, disse Bolsonaro.

No vídeo, no entanto, os brasileiros mencionam que estariam dispostos a cumprir o período em um local seguro fora do Brasil.

O presidente brasileiro também mencionou os custos envolvidos em uma operação de repatriamento de brasileiros. A jornalistas, afirmou que um voo fretado pode custar até US$ 500 mil (R$ 2,1 milhões).



Ataque em Londres deixa pessoas esfaqueadas, afirma polícia

O caso foi tratado como um ataque terrorista

Várias pessoas foram esfaqueadas em Streetham, região sul de Londres, neste domingo (2), segundo informou a Polícia Metropolitana da capital britânica. Um homem acabou baleado e morto por policiais. As autoridades descreveram o caso como “relacionado a uma ação terrorista”.

A polícia não informou se o homem baleado é o autor dos ataques, mas disse que duas pessoas teriam ficado feridas. “As circunstâncias estão sendo avaliadas”, declarou a corporação por meio de sua conta no Twitter.

Também na rede social, o serviço de ambulâncias de Londres disse que está atendendo a chamados na região. O bairro é afastado da área central da cidade e fora da área turística.

Há pouco mais de dois meses, outro ataque terminou com várias pessoas esfaqueadas na região da London Bridge, área central da cidade. Duas delas morreram e o suspeito do ataque foi baleado e morto pela polícia. O caso foi tratado como um ataque terrorista.

O ex-chefe do Escritório Nacional de Segurança Contra o Terrorismo, Chris Phillips, disse que o incidente “se parece muito com o que vimos na ponte de Londres há apenas alguns meses”, segundo a BBC.