Um oficial de justiça, acompanhado por policiais militares, tentaram dar cumprimento ao mandado de prisão contra o ex-ministro Henrique Alves. Por ser uma ação de pagamento de pensão alimentícia ao filho caçula, não há autorização para entrada da polícia em casa.
Ao chegar na residência, o oficial de justiça foi informado que o ex-deputado não estava. No Tribunal de Justiça de São Paulo, um agravo de instrumento com pedido de liminar foi apresentado pela defesa de Alves, mas foi indeferido sob argumento de que a decisão com ordem de prisão estava correta.
O agente socioeducativo que foi feito refém por adolescentes infratores no Centro de Atendimento Socieducativo (Case Pitimbu), o antigo Ceduc Pitimbu, em Parnamirim, relatou os momentos de tensão sob ameaça dos adolescentes. Uma rebelião foi registrada na unidade na tarde dessa quarta-feira (24).
“Foi no momento de guardar dois internos que outros dois que estavam dentro do alojamento partiram para o tudo ou nada para cima de mim e de outros três colegas”, contou o homem de 46 anos.
De acordo com o agente, os quatro internos aproveitaram o momento antes de o portão do alojamento ser fechado. Eles estavam armados com facas artesanais.
“Antes de eu fechar o alojamento, eu já senti um objeto pontiagudo no pescoço, me deram uma gravata e me tomaram com refém”, acrescentou.
Em entrevista à TV Tropical, ele criticou as medidas adotadas pela gestão do sistema socioeducativo. “Não temos apoio, não temos qualquer tipo de incentivo por parte da presidência, da direção. Existe um manual de segurança que a gente segue e rasgaram esse manual a partir do momento que pedem a condução de um interno sem algema”, disse.
Além disso, o homem reclamou do atraso de pagamento de salários. “Nossos colegas estão há quatro meses, praticamente, sem receber salário. Isso sem contar o custo para chegar à unidade, quem depende de carro, de ônibus, seja o que for. Tem colega nosso passando por séria dificuldade financeira”, finalizou.
Dentro da unidade, os internos atearam fogo em colchões e lençóis. Os bombeiros foram acionados para controlar as chamas. Após a liberação do refém e o encerramento da rebelião, os infratores e os agentes foram conduzidos à Central de Flagrantes para prestarem depoimentos.
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagou nesta quinta-feira (25) a operação Serrana. O objetivo é combater o tráfico de drogas em cidades do Seridó potiguar. Ao todo, foram cumpridos 1 mandado de prisão e outros 16, de busca e apreensão, nas cidades de Florânia, São Vicente, Tenente Laurentino e Caicó. Houve apreensão de drogas, dinheiro e cinco prisões em flagrante. As 6 pessoas presas serão encaminhadas ao sistema carcerário potiguar.
A investigação sobre a atuação do grupo criminoso ficou a cargo da Promotoria de Justiça de Florânia, com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Seridó.
A operação Serrana contou com a participação de promotores de Justiça e servidores do MPRN. A ação também contou com 68 policiais militares. Foram apreendidos cocaína, crack, maconha, balança de precisão, máquinas de cartão, vários cartões e ainda dinheiro em espécie.
O material apreendido será periciado pelo MPRN e servirá de provas de que os investigados estão associados para prática do crime de tráfico de drogas, mediante armazenamento, transporte, venda e aquisição de entorpecentes.
Disque-Gaeco
O Gaeco/MPRN mantém o Disque-Gaeco para o recebimento de denúncias de crimes. O contato via WhatsApp é (84) 98863-4585, que funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h. As denúncias também podem ser enviadas pelo e-mail: [email protected]. As informações e os dados dos denunciantes serão preservados
O sábado (20) que deveria ser lembrado como um momento de confraternização entre amigos e família ficará marcado como um dia de terror para um grupo que aproveitava o fim de semana em uma casa de praia em Graçandu, no município de Extremoz. Bandidos armados invadiram a casa e realizaram um arrastão, ameaçando todos os presentes, incluindo crianças. Ninguém se feriu.
Na casa, os proprietários, que são de Natal, estavam recebendo familiares e amigos de Recife. Uma das vítimas foi a educadora física Leila Maia, que tem mais de 60 mil seguidores no Instagram e compartilhou imagens do dia de confraternização através de sua conta. No local estavam crianças e a maior parte das pessoas que aparecia no vídeo eram mulheres. Na última postagem realizada no local, era possível ver que a festa continuava até as 21h.
A Polícia Federal enviou para o Superior Tribunal da Justiça (STJ) um pedido de prisão contra o padre Robson de Oliveira. O religioso era investigado por suspeita de desvio de dinheiro da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), em Trindade, na Região Metropolitana da capital, mas toda apuração foi suspensa por decisão judicial. O padre sempre negou irregularidades no comando da entidade.
A defesa do padre disse que os fatos usados para fazer o pedido são antigos e que não existe justificativa para a prisão. Além disso, foi feita uma representação contra a solicitação da Polícia Federal.
O STJ disse, em nota, que “não divulga informações sobre ações originárias em segredo de justiça, as quais estão sob o comando dos respectivos relatores, sob pena de prejuízo ao andamento das investigações”.
A investigação contra o padre Robson de Oliveira começou quando ele ainda era reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno. Ele teria criado associações para desviar mais de R$ 100 milhões em doações de fiéis para comprar fazendas, casa na praia e até um avião, segundo o Ministério Público.
Durante o trabalho do Ministério Público, foram encontrados áudios que mostram uma conversa entre o padre Robson de Oliveira e dois advogados sobre o suposto pagamento de propina no valor de R$ 1,5 milhão a desembargadores do Tribunal de Justiça de Goiás para receber uma decisão favorável em um processo envolvendo uma fazenda comprada pela Afipe.
Após a divulgação desses áudios, toda investigação foi encaminhada para o Superior Tribunal de Justiça. Em outubro de 2020, o Tribunal de Justiça determinou que as investigações fossem interrompidas por entender que não estavam presentes os crimes apontados pelos promotores. Após recursos, o caso foi para o STJ, que em maio deste ano, manteve a investigação bloqueada. À época, o desembargador Olindo Menezes considerou que as provas usadas pelo Ministério Público durante a operação foram compartilhadas de maneira ilegal de outra apuração.
O MP informou, na noite de quinta-feira (18), que recorreu da decisão e que aguarda o julgamento do recurso pelo STJ.
Operação Vendilhões
A Operação Vendilhões surgiu após uma investigação que apurou uma série de extorsões feitas por hackers contra o padre para que um suposto relacionamento amoroso dele não fosse divulgado. Ao todo o padre pagou R$ 2,9 milhões com dinheiro da Associação dos Filhos do Divino Pai Eterno (Afipe) em troca do arquivamento das mídias.
Segundo a decisão do STJ, os dados dessa investigação foram compartilhados, tendo sido “ilegalmente utilizados pelo Ministério Público para iniciar a persecução”.
O Ministério Publico cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao padre Robson em agosto de 2020. De acordo com as investigações, as associações criadas pelo religioso movimentaram cercar de R$ 2 bilhões em dez anos.
Os valores deveriam ter sido usados na construção da nova Basílica de Trindade. Porém, foram usados para outros fins, como a compra de imóveis e empresas, segundo os promotores. O templo segue em fase inicial da obra. Em dezembro de 2020, padre Robson e outras 17 pessoas foram denunciadas por organização criminosa, apropriação indébita, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Porém, o processo foi bloqueado pela Justiça.
De acordo com ele, a principal linha de investigação é de que se trata de homicídio. Inicialmente, chegou a circular nas redes sociais de que seria um crime de latrocínio, quando há roubo seguido de morte.
“A linha inicial é de homicídio, mas não vamos descartar o latrocínio. Recebemos a informação de que seria um latrocínio, mas quando chegamos, as primeiras informações levam a crer que foi um homicídio”, contou.
Já a motivação do atentado é que desperta a atenção. Segundo o delegado, a Polícia Civil apura se as mortes foram provocadas pelo fato de o restaurante receber policiais militares durante o horário de almoço.
“Recebemos essa informação de que policiais frequentavam o restaurante. Nós não descartamos que isso possa ter sido o motivo do crime”, relatou.
Leite acrescentou que, se confirmado, esse não será o primeiro crime no município com tal motivação. “Infelizmente, em São Gonçalo, houve outros homicídios que a motivação do crime foi simplesmente que a vítima tinha amizade com policiais. Esse já é o terceiro homicídio com essa provável linha de investigação”, pontuou.
“A princípio, é uma das linhas. Tudo indica que a ordem partiu de uma facção local. Então, os suspeitos são realmente pessoas que integram essa facção em São Gonçalo”, disse.
O delegado reforçou o pedido para que a população utilize o disque-denúncia para repassar informações sobre os envolvidos no crime. “Qualquer informação sobre essas pessoas, a população deve ligar para o disque-denúncia, pelo 181, o sigilo é totalmente garantido, as pessoas podem confiar. Isso ajudará muito na identificação dos autores do crime”, solicitou.
Ainda segundo ele, o modus operandi dos criminosos é semelhante a outros crimes de homicídio. “Segundo informações iniciais, os homens chegaram em uma moto, pararam, desceram e um deles foi entrando e atirando, sem anunciar o assalto, em todos que estavam ali. Baleou três pessoas”, finalizou.
O crime aconteceu no início da tarde dessa quinta-feira (18). O pai, identificado como Roberto Bernardo da Silva, de 41 anos, morreu no local, dentro do próprio estabelecimento. A filha dele, identificada como Rayssa Lopes da Silva, de 21 anos, chegou a ser socorrida, mas não resistiu. Ele deixa um filho de 1 ano e 11 meses. A esposa do homem foi baleada e socorrida. O estado de saúde dela não foi confirmado.
Segundo o secretário, coronel Araújo Silva, assim que ele tomou conhecimento do crime, de imediato foi requerida atenção especial ao caso. “Assim que fiquei sabendo dessa brutalidade entrei em contato com o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alarico Azevedo, para saber das diligências, de como estavam sendo feitas as buscas pelos criminosos, e também falei com a delegada-geral da Polícia Civil, Ana Cláudia Saraiva, para determinar prioridade na investigação. A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) já está em campo, com a missão de identificar, localizar e prender os autores deste crime tão cruel”, disse.
A princípio, ainda de acordo com o coronel Araújo, o caso está sendo tratado como latrocínio, que é o roubo seguido de morte, uma vez que o carro da vítima foi levado pelos criminosos. O veículo já foi localizado e recuperado.
O titular da SESED reforça à população que é possível colaborar com as forças de segurança pública, por meio do Disque-Denúncia, que atende 24 horas pelo número 181. Não é preciso se identificar.
O crime
André tinha acabado de estacionar o carro, na lateral da farmácia onde era gerente, quando foi abordado por três criminosos. Imagens de câmera de segurança flagraram o momento em que tudo aconteceu. Durante a abordagem criminosa, um dos bandidos atira contra o funcionário. O trio foge no veículo roubado. Ferida, a vítima corre para o interior do estabelecimento, mas morre antes mesmo da chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apresentou nesta terça-feira (16) o balanço da fiscalização promovida nas rodovias federais do Rio Grande do Norte durante o feriadão da Proclamação da República. Entre sexta (12) e segunda-feira (15), 85 pessoas foram flagradas dirigindo sob influência de álcool.
Segundo a PRF, destes 85 condutores, sete foram presos por apresentar concentração de álcool igual ou superior a 0,3 miligrama por litro de ar expelido pelos pulmões. As prisões ocorreram nas cidades de Caicó, Acari, Jardim do Seridó, Apodi, Currais Novos e Mossoró (2).
Dirigir sob efeito de álcool ou de qualquer substância psicoativa é infração gravíssima punida com 7 pontos na carteira, suspensão do direito de dirigir por 12 meses e multa no valor de R$ 2.934,70.
Um homem ainda não identificado esfaqueou uma cadela da raça pitbull após tentar agredir a própria irmã e os filhos dela na cidade de São José de Mipibu na manhã deste sábado (13). O suspeito fugiu após o ato deixando na casa da familiar os sinais da violência.
A dinâmica do ocorrido ainda não foi revelada pela polícia local, porém informações das próprias vítimas apontam que o agressor usou uma faca enferrujada para desferir o golpe contra o animal em um momento de fúria.
O fato deixou a população local revoltada ao ponto de um grupo de moradores realizar buscas na cidade com a finalidade de localizar o indivíduo. A Polícia Militar foi acionada e uma queixa registrada na delegacia da Polícia Civil.