Mulheres e pessoas de baixa renda tem mais barreiras para atuar com T.I.

Mulheres e cidadãos com menos recursos financeiros enfrentam mais barreiras para começar a trabalhar com tecnologia. É a conclusão de uma pesquisa Serasa Experian, divulgada nesta segunda-feira (28). 

Apenas 23% da população das classes C, D e E trabalham em cargos relacionados à tecnologia. E isso mesmo que 9 em cada grupo de 10 entrevistados vejam na tecnologia uma profissão do futuro: só 29% destes atuam na área. E não é por falta de vagas. Até o ano que vem, o Brasil terá um atraso relativo de 260 mil vagas a serem preenchidas na área de TI, segundo a Associação das Empresas de Tecnologia (Brasscom). 

“As vagas existem e o setor demanda por profissionais, mas a falta de representatividade e a dificuldade do acesso ao conhecimento podem ser problemas capazes de impedir que novos talentos sejam descobertos para ocupar esses espaços”, explica o head de sustentabilidade da Serasa Experian, Paulo Gustavo Gomes. 

Motivos

No grupo que está fora do setor de tecnologia, 37% alegam que já pensaram na possibilidade de atuar e apenas 24% responderam que pretendem ser profissionais da área. Só 20% das mulheres que não trabalham no segmento têm vontade de trabalhar. Motivos: desconhecimento e falta de interesse pelo setor. De acordo com os dados do estudo, 48% dos respondentes dizem não conhecer nada sobre tecnologia ou não se interessam pelo tema. Nas classes de renda mais baixa, o percentual chega a 52%. Cursos remotos para inclusão na tecnologia são mais aproveitados pelas classes de menor renda: já as universidades ainda têm maior penetração nas classes mais altas. Confira.

  • 38% dos que já fizeram cursos no setor estudaram gratuitamente
  • 48% deles pertencem às classes mais baixas
  • 45% são negros
  • 43% fazem parte do grupo LGBTQIA+
  • Entre os entrevistados que nunca fizeram cursos sobre tecnologia, 46% querem iniciar os estudos nos próximos 6 meses.

“Precisamos de um mercado diverso para continuar obtendo novas ideias e descobrindo novos talentos. Por isso, a Serasa Experian desenvolveu o programa Transforme-se, que atua com PCDs, jovens em situação de vulnerabilidade e mulheres para viabilizar a entrada deles no mercado de trabalho”, finaliza Paulo Gomes.

Transforme-se

A Serasa Experian, em parceria com a Gerando Falcões, tem 316 bolsas de estudos 100% gratuitas para jovens de baixa renda que tenham entre 18 e 29 anos e que queiram ingressar no mercado de tecnologia e dados. As inscrições vão até o dia 15 de setembro, com vagas destinadas exclusivamente para residentes de favelas da idade indicada, que cursem ou tenham completado o Ensino Médio em instituição pública ou em particular sendo bolsista.

Três regiões serão contempladas inicialmente: Belém (PA), Fortaleza (CE) e Florianópolis (SC). Inscrições no site  www.serasaexperian.com.br/transformese . O programa prevê ainda ajuda de custo de R$ 500 mensais.

SBT News



Emparn adere ao Programa Monitor de Secas. Entenda impactos

Foto: Divulgação

Durante a programação do 25º Encontro Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (ENCOB), da última terça-feira (22), a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn) formalizou sua adesão ao programa Monitor de Secas, , coordenado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) A assinatura, no ato representando a Emparn, o diretor Presidente, Rodrigo Maranhão e pela ANA, os diretores Mauricio Abijaodi e Filipe Sampaio, formaliza a EMPARN como instituição validadora do Monitor.

Enquanto validadora do Monitor, em atendimento a Resolução ANA nº31/2020, a Emparn cumprirá diversos requisitos entre os quais, o calendário mensal do Monitor de Secas, indicar e mobilizar novos parceiros estaduais que possam contribuir com essa iniciativa, fornecer informações e dados de sua rede de estações de monitoramento hidrometeorológico, que fazem parte do Banco de Dados do programa.

O Monitor realiza o acompanhamento contínuo do grau de severidade das secaas no Brasil, tendo como base indicadores do fenômeno e os impactos causados em curto e/ou longo prazo. Os impactos de curto prazo são para déficits de precipitações recentes até seis meses.

O acompanhamento do fenômemo pode ser acessado pelo site monitordesecas.ana.gov.br e pelo aplicativo Monitor de Secas, disponível gratuitamente para dispositivos móveis com os sistemas operacionais Android e iOS.

O Monitor abrange as cinco regiões do Brasil, incluindo os nove estados do Nordeste, os três do Sul, os quatro do Sudeste, os três do Centro-Oeste mais o Distrito Federal, além do Acre, Amazonas, Pará, Rondônia e Tocantins. O processo de expansão continuará em 2023 até alcançar todas as 27 unidades da Federação, com a inclusão do Amapá e Roraima ainda neste ano.

O projeto tem como principal produto o Mapa do Monitor, construído mensalmente a partir da colaboração dos estados integrantes do projeto e de uma rede de instituições parceiras que assumem diferentes papéis na rotina de sua elaboração. Por meio da ferramenta, é possível comparar a evolução das secas nos 24 estados e no Distrito Federal a cada mês vencido.

A metodologia do Monitor de Secas foi baseada no modelo de acompanhamento de secas dos Estados Unidos e do México. O cronograma de atividades inclui as fases de coleta de dados, cálculo dos indicadores de seca, traçado dos rascunhos do Mapa pela equipe de autoria, validação dos estados envolvidos e divulgação da versão final do Mapa do Monitor, que indica a ausência do fenômeno ou uma seca relativa, significando que as categorias de seca em uma determinada área são estabelecidas em relação ao próprio histórico da região.

A Encob 2023, uma realização do Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarhn) e do Fórum Nacional de Comitês de Bacia Hidrográfica do Brasil, acontece até sexta-feira (25), no Centro de Convenções de Natal.



Detran contempla estudantes de Vera Cruz com projeto Educar para o Trânsito

O Departamento Estadual de Trânsito do RN (Detran) está implantando na cidade de Vera Cruz o projeto “Educar para o Trânsito”, que trabalha atividades educativas com foco na segurança viária para alunos matriculados nas escolas municipais e estaduais. As ações iniciaram na quinta-feira (17) e seguem durante o dia de hoje (18), atendendo alunos de duas unidades de ensino, Escola Municipal Ascendina Lustosa e a Escola Estadual Monsenhor Paiva. O plano é levar informações de trânsito para mais de 400 adolescentes e jovens estudantes daquela localidade.

As atividades educativas são compostas de palestras onde os instrutores da Coordenadoria de Educação e Fiscalização de Trânsito do Detran, Ueyder Cabral e Flávio Garcia, agem ministrando os temas: Trânsito e Cidadania; Regras de Circulação e Conduta, Legislação de Trânsito, Acidentologia, A Importância da Primeira CNH, e Álcool e Direção.

Na oportunidade, os estudantes contam com um espaço não somente de receber informações direcionadas pelos instrutores, mas também de tirarem dúvidas sobre procedimentos, serviços do Detran, legislação, entre outros temas que são debatidos durante a troca de ideias entre os educadores do Detran e os alunos. A meta é levar pautas que fazem parte do a dia a dia dos estudantes e conscientizar sobre a necessidade de conduzir veículos apenas com CNH, como tirar a CNH, alertar sobre o uso de equipamentos de segurança ao conduzir motocicletas, uso de cinto de segurança no veículo, respeito aos limites de velocidade e a legislação, entre outros.

Durante as palestras, os estudantes também recebem brindes, adesivos e folders com informações importantes sobre condutas corretas no trânsito, seja o cidadão na condição de motorista, motociclista, ciclista ou pedestre.

Em Vera Cruz, a abertura do projeto “Educar para o Trânsito” contou com as participações da coordenadora de Educação e Fiscalização de Trânsito do Detran, Michele Renata, do subcoordenador de Educação, Luiz Flávio Câmara, e com as pedagogas do Detran, Evany Barbosa e Maria Selma.



Maioria do STF vota para tornar Zambelli ré por porte ilegal de armas

Brasília (DF) 02/08/2023 Deputada Carla Zambelli durente coletiva no salão verde da Câmara dos Deputados. Foto Lula Marques/EBC

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou nesta sexta-feira (18) para tornar ré a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo.

Até o momento, por 6 votos a 1, o tribunal vota para aceitar denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a parlamentar após o episódio em que ela sacou uma arma de fogo e perseguiu o jornalista Luan Araújo às vésperas do segundo turno das eleições de 2022. A perseguição começou após Zambelli e Luan trocarem provocações durante um ato político no bairro dos Jardins, em São Paulo.

O julgamento continua para a tomada dos demais votos. A análise do caso ocorre no plenário virtual do STF, modalidade na qual os ministros inserem os votos em um sistema eletrônico e não há deliberação presencial. A sessão virtual vai até 21 de agosto. O tribunal é composto por onze ministros. 

Votaram pela aceitação da denúncia o relator, Gilmar Mendes, e os ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Edson Fachin, Cristiano Zanin e Luís Roberto e Barroso. André Mendonça votou pelo envio das acusações para a primeira instância da Justiça.

A maioria segue voto proferido por Gilmar Mendes. O relator entendeu que há indícios suficientes para a abertura da ação penal contra Carla Zambelli. “Ainda que a arguida tenha porte de arma, o uso fora dos limites da defesa pessoal, em contexto público e ostensivo, ainda mais às vésperas das eleições, em tese, pode significar responsabilidade penal”, escreveu Mendes.

A defesa de Carla Zambelli declarou à Agência Brasil que vai aguardar a finalização do julgamento para se pronunciar. .



Especialistas pedem explicação sobre app instalado sem permissão

Professores, alunos e pais de alunos da rede estadual de ensino de São Paulo foram surpreendidos, na semana passada, com a instalação de um aplicativo, chamado de Minha Escola SP, em seus aparelhos celulares particulares sem autorização. Problema semelhante ocorreu no ano passado no Paraná que, na época, tinha à frente da Secretaria Estadual da Educação o atual titular da pasta em São Paulo, Renato Feder.

O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) informou que foi procurado por um grande número de professores que relatavam a instalação do aplicativo em seus celulares, “sem que tenham autorizado, como exige a Lei Geral de Proteção de Dados”, e que procurou a Secretaria Estadual da Educação para esclarecer o caso, tendo sido informado de que “a empresa contratada instalou indevidamente o aplicativo por meio do chip corporativo enviado pelo governo aos servidores”.

A Secretaria da Educação (Seduc) disse que instaurou “processo administrativo para apurar todas as circunstâncias relativas à instalação involuntária do aplicativo Minha Escola”. Segundo a pasta, “a falha ocorreu durante um teste promovido pela área técnica em dispositivos específicos da Seduc”.

“Assim que identificou o equívoco que levou à instalação do app em dispositivos conectados às contas Google institucionais, a reversão foi acionada com o envio de solicitações para exclusão do aplicativo. O usuário também pode excluir o app por conta própria, se preferir. A Seduc lamenta o ocorrido e reforça que as medidas cabíveis estão sendo adotadas”, diz nota divulgada pela secretaria.

Para especialistas ouvidos pela Agência Brasil e pela TV Brasil, a Seduc precisa informar realmente como isso tudo ocorreu, que dados foram vazados e se algum tipo de informação privada pode ter sido acessada.

Em princípio, é possível dizer que houve uma infração da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), afirmou Carlos Coninck, especialista no assunto. “Quando falamos em instalação de aplicativos, é necessário ter um prévio consentimento do titular de dados”, disse Coninck, lembrando que isso está previsto na LGPD, que está em vigor desde 2020. “A infração existe porque houve um acesso não autorizado para a instalação de um aplicativo que não teve prévio consentimento.”

No entanto, destacou Coninck, ainda não é possível dizer se houve invasão de privacidade. É preciso entender melhor como foi realizada a operação e como o Estado conseguiu instalar esse aplicativo, se foi por meio de chip, se foi por meio do Google Institucional, se foi por meio de atualização do software.” A violação de privacidade ocorreria se o aplicativo Minha Escola SP tiver dado acesso a outros aplicativos ou a pastas pessoais do usuário, tais como fotos e arquivos.

“Diante de um incidente como esse, que envolve dados pessoais, é importante a secretaria conduzir uma análise forense, uma auditoria, em que possa precisar para toda a sociedade, especialmente os professores e alunos, como se deu essa instalação, qual o período relacionado a ela, qual foi a metodologia empregada, se houve necessariamente o compartilhamento de dados pessoais, quantos dispositivos foram envolvidos na atualização e, principalmente, quais dados pessoais foram transacionados”, disse o advogado e especialista em crimes cibernéticos José Antonio Milagre, que também é presidente da Comissão de Direito Digital da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Barueri, em São Paulo.

De acordo com Milagre, ainda não é possível afirmar como foi possível instalar o aplicativo nos celulares, inclusive particulares, sem autorização. O especialista citou algumas possibilidades: atualização do sistema operacional dos dispositivos, contas institucionais vinculadas aos celulares e até compartilhamento de informações entre a secretaria e o Google. “O que deve ser feito é uma investigação. E, mesmo a secretaria sendo um órgão público, está sujeita à LGPD”, ressaltou o advogado.

Na última sexta-feira (11), as deputadas federais Erika Hilton e Luciene Cavalcante, do PSOL, protocolaram representação no Ministério Público para que o caso seja investigado. “Como a secretaria teve acesso a esses dispositivos sem autorização? O que aconteceu com os dados dessas pessoas? Para quem foram repassadas essas informações? São perguntas para as quais exigimos resposta”, escreveu a deputada Erika Hilton em suas redes sociais.

Proteção de dados

Os especialistas ouvidos pela EBC destacam que os professores e alunos que se sentirem violados podem acionar a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). “O titular que sentir que teve infração à Lei Geral de Proteção de Dados, à sua privacidade e ao tratamento de dados pode, e deve, buscar a ANPD, que é responsável pela aplicação e fiscalização da lei em território nacional. É ela quem vai instaurar um inquérito administrativo para verificar aquela irregularidade e aplicar a sanção que é cabível”, disse Coninck.

As pessoas também podem buscar uma resposta judicial. “Tendo algum prejuízo efetivo, a pessoa pode vir a buscar isso na esfera judicial, mas o que se determina, desde já, é que se instaure um processo na ANPD para que sejam investigadas quais foram as causas, como isso se deu, quais dados foram acessados, quais dados tiveram tratamento e como foi feita essa instalação”, ressaltou.

“A lei não exclui um eventual processo judicial. [Para] aquelas pessoas que comprovarem danos a partir desses vazamentos de dados, a lei não exclui a possibilidade de uma busca judicial”, confirmou Milagre.

Entre as sanções possíveis que a Seduc pode enfrentar estão, por exemplo, advertência, publicização da infração, bloqueio dos dados pessoais referentes à infração, eliminação dos dados pessoais referentes à infração e suspensão ou proibição do exercício de tratamento dos dados pessoais, entre outros.

“Se for comprovado que, para essa instalação, houve compartilhamento ou tratamento irregular dos dados desses professores e pais de alunos, isso pode caracterizar uma violação da LGPD. Embora seja um órgão público e não esteja sujeito a uma ação pecuniário, nada impede que a secretaria sofra outras sanções previstas na Lei de Proteção de Dados”, disse Milagre.

Google

“A partir do momento em que as pessoas tiveram os aplicativos instalados, elas merecem informações. Elas merecem informações da secretaria e merecem explicações do Google. Hoje, pela LGPD, essas pessoas têm o direito de tensionar, de questionar. Elas podem, por meio dos encarregados de proteção de dados, fazer um questionamento sobre como isso ocorreu, o que foi armazenado, como isso se deu, que medidas pode fazer para preservar sua segurança e o que mais ela deve saber sobre seus dados. Essas empresas ou agentes de tratamento tem dever de responder a esse titular dos dados”, acrescentou Milagre.

Em nota, a empresa Google informou que o Google Workspace for Education é uma plataforma utilizada por diversas instituições de ensino no Brasil e no mundo” e que “os termos de serviço da plataforma estão de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados”.

Segundo a empresa, os gestores das instituições de ensino são os responsáveis pela administração, configuração e gestão dos dados dos usuários e dos aparelhos cadastrados. “O Google não opera e não exerce qualquer ingerência nos comandos escolhidos e implementados pelos parceiros”, informou.

“Além disso, como também previsto na LGPD, a plataforma oferece uma central de transparência para que os usuários possam monitorar o uso, verificar as configurações de segurança e fazer escolhas relevantes para a proteção de seus dados. É importante ressaltar que não participamos do desenvolvimento, dos testes e nem da instalação do aplicativo citado pela reportagem”, disse a empresa, por meio de nota.

Agência Brasil



Casos de covid-19 aumentam 80% no mundo; mortes têm queda de 57%

Vacina bivalente contra Covid

Cerca de 1,5 milhão de novos casos de covid-19 foram registrados em todo o mundo entre 10 de julho e 6 de agosto – um aumento de 80% em relação ao período anterior. Durante os mesmos 28 dias, o vírus causou ainda 2,5 mil mortes – uma queda de 57% em relação ao período anterior. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Os números mostram que, enquanto diversos países registraram queda de novos casos e de óbitos provocados pela doença, a região do Pacífico Ocidental identificou aumento de novas infecções em meio a uma redução nos óbitos. Desde o dia 6 de agosto, mais de 769 milhões de casos foram reportados globalmente, além de cerca de 6,9 milhões de mortes. 

“Atualmente, os casos relatados não representam com precisão as taxas de infecção devido à redução de testes e relatórios globalmente. Durante esse período de 28 dias, 44% (103 de 234) dos países relataram pelo menos um caso à OMS – uma proporção que vem diminuindo desde meados de 2022”, destacou a entidade em comunicado. 

Agência Brasil



Refinaria privatizada no RN vende gasolina até 27% mais cara do que a Petrobras, aponta levantamento

Refinaria Clara Camarão, no RN / Foto: Petrobras

Um levantamento realizado pelo Observatório Social do Petróleo (OSP) revelou que as refinarias privatizadas estão comercializando gasolina a preços até 27% mais elevados do que os praticados pela Petrobras. A maior diferença de valores foi constatada na Refinaria Potiguar Clara Camarão (RPCC), no Rio Grande do Norte, que foi privatizada em 7 de junho e é administrada pela empresa 3R Petroleum, vendendo o litro de gasolina a R$ 3,20.

A pesquisa do OSP também apontou que a Refinaria da Amazônia (Ream), privatizada em dezembro de 2022, comercializa o litro de gasolina a R$ 3,06, enquanto a Acelen, gestora de Mataripe, cobra R$ 3,03, representando diferenças de 21% e 20%, respectivamente, em relação aos preços praticados pela estatal.

O levantamento evidenciou que o preço da gasolina vendida pela Petrobras está 23% menor que a média cobrada pelas refinarias privadas. Essa diferença atingiu o maior patamar da série histórica em julho, iniciada em 1º de dezembro de 2021, quando foi privatizada a primeira unidade de refino estatal, a Refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia, atual Refinaria de Mataripe.

De acordo com o economista Eric Gil Dantas, do OSP e do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps), a estrutura das refinarias privadas tende a cobrar preços mais altos em comparação com a Petrobras. Ele explicou que a Petrobras, por ser uma empresa integrada que produz e refina o petróleo, possui uma margem para absorver variações de preços muito maior do que suas concorrentes.

Outro fator apontado pelo economista é que a Petrobras é uma empresa estatal e leva em consideração diversos fatores para estabelecer seus preços, não apenas a maximização de lucros. Ele enfatiza que, mesmo quando o preço da Petrobras era definido pelo PPI (Política de Paridade de Importação), a empresa manteve preços abaixo dos internacionais por um longo período, devido à pressão da opinião pública sobre o governo. Com o fim do PPI em maio deste ano, a Petrobras passou a ter maior margem para definir seus preços, uma vez que seus custos não sofreram variações significativas.

A Petrobras reiterou que sua estratégia comercial é pautada pela prática de preços competitivos e em equilíbrio com os mercados nacional e internacional. A empresa ressalta que evita o repasse da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio.

A estatal destacou ainda que a demanda nacional vem sendo atendida tanto pela Petrobras quanto pelos demais produtores e importadores que atuam no mercado brasileiro, o que assegura o abastecimento do país.

O cenário de preços divergentes entre a Petrobras e as refinarias privatizadas, levantado pelo OSP, chama a atenção para a competitividade do setor e a relevância de se entender os impactos das privatizações no mercado de combustíveis.

Agência Brasil



FGTS: Caixa inicia distribuição de R$ 12,7 bilhões nesta quinta

Foto: Divulgação/ Reprodução

A Caixa Econômica Federal inicia, nesta quinrta-feira (27), a distribuição de R$ 12,7 bilhões aos trabalhadores com contas vinculadas no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Segundo a instituição, o valor corresponde a 99% do lucro obtido pelo fundo em 2022, de R$ 12,8 bilhões, e deve contemplar 132 milhões de brasileiros.

O depósito será feito até o dia 31 de julho. Terão direito ao valor os trabalhadores que possuíam conta no FGTS com saldo em 31 de dezembro de 2022. Para saber a quantia a ser recebida, basta multiplicar o saldo existente na data pelo índice de 0,02461511. Uma conta que tinha R$ 10 mil na época, por exemplo, receberá R$ 246,15 de lucro.

Os trabalhadores poderão consultar o crédito no extrato da conta por meio do Aplicativo FGTS – disponível gratuitamente nas lojas de aplicativos Google Play e App Store. Neste caso, não será permitido saques, apenas em casos estabelecidos por lei, como demissão sem justa causa, aposentadoria, compra da casa própria ou saque-aniversário.

O que é a distribuição do lucro do FGTS?

A distribuição do lucro do FGTS é uma medida legal que tem como objetivo o incremento da rentabilidade das contas vinculadas, por meio da distribuição de parte do resultado positivo auferido pelo Fundo, além da remuneração mensal – realizada por meio da aplicação da taxa referencial mais 3% ao ano, conforme legislação vigente.

O resultado do Fundo é decorrente do retorno das aplicações e investimentos em habitação, saneamento, infraestrutura e saúde, fruto da governança do Conselho Curador do FGTS e atuação da Caixa, como Agente Operador.

SBT News



“Será que um assassinato dentro de uma festa de Sant’Ana não pode ser para nós um sinal de dizer que é um desejo de Deus, um apelo de Sant’Ana, que a gente tenha um compromisso maior com a paz?”

O bispo da Diocese de Caicó, Dom Antônio Cruz Santos, esteve presente no encerramento da Procissão de Sant’Ana, em Currais Novos, nesta quarta-feira (26). Durante a homilia realizada na missa solene o sacerdote falou sobre o episódio triste registrado no Pavilhão e tentou tirar ensinamentos da tragédia.

“Mesmo nesse fato doloroso que ocorreu, um assassinato, precisamos olhar e ver o que há de Deus em tudo isso. Será que um assassinato dentro de uma Festa de Sant’Ana não pode ser pra nós que é um desejo de Deus que tenhamos um compromisso maior com a paz?”, afirmou.

De acordo com o líder religioso, os corações atualmente estão desarmados e isso gera boa parte dos desentendimentos que são registrados atualmente. O bispo chegou a mencionar a tensão causada no episódio que envolveu o Padre Gleiber, vigário paroquial de Caicó, que causou polêmica ao falar sobre a padroeira Sant’Ana.

“Até uma bobeira nas redes sociais. Quanta gente se desgasta dizendo besteira de um lado e do outro? Armando em vez de se desarmar? Perdendo a oportunidade de uma festa pra amar, e aproveitando a festa pra fazer guerra…”, disse.



Idema emite parecer favorável a engorda da praia de Ponta Negra

Foto: Divulgação/ Reprodução

Foi confirmado na manhã desta terça-feira (25), em coletiva de imprensa, o parecer favorável do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) do Rio Grande do Norte, referente à emissão da licença prévia para o processo de licitação das obra de engorda da praia de Ponta Negra.

Apesar da liberação, existem algumas condicionantes que dizem respeito a detalhes da engenharia e a cobrança por estudos específicos sobre marés e fauna, que a Prefeitura do Natal deve seguir. Para Leon Aguiar, diretor do Idema, é necessário um monitoramento da erosão costeira, do comportamento da praia, das tartarugas e espécies marinhas no entorno da jazida de onde será retirada a areia, e do trânsito em Ponta Negra.

A expectativa da Prefeitura do Natal, é que a autorização oficial do órgão seja emitida ainda esta semana, para que se faça o início da licitação e os ajustes solicitados. A obra deve começar em 2024.