Diversos

Fim da escala 6×1: entidades do comércio e serviços pedem que Senado adie votação. Entenda detalhes

Foto: Reprodução

Entidades que representam os setores de comércio, serviços e turismo estão pedindo que a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 não seja votada pelo Senado antes das eleições. O pedido faz parte de uma campanha nacional lançada neste fim de semana, nos dias 29 e 30 de agosto.

A campanha é liderada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), junto a federações e sindicatos ligados ao setor. A entidade defende que uma mudança nas regras da jornada de trabalho seja discutida com mais tempo e não seja aprovada de forma acelerada. A escala 6×1 é o modelo em que o trabalhador atua por seis dias e tem um dia de folga. A proposta em discussão no Congresso prevê mudanças na jornada de trabalho e o fim desse formato.

Entidades apontam possíveis impactos

Segundo a CNC, uma alteração na jornada pode aumentar os custos das empresas, principalmente porque o comércio e os serviços empregam grande quantidade de trabalhadores nesse regime.

A entidade afirma que, entre os possíveis efeitos, estão aumento dos preços para os consumidores, redução de vagas formais e crescimento da informalidade.

O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, afirmou que a entidade não é contra a discussão sobre melhores condições de trabalho, mas defende que uma mudança desse tamanho seja analisada com cuidado.

Para ele, a negociação entre trabalhadores e empregadores por meio de convenções coletivas seria uma alternativa para considerar as diferenças entre setores e regiões.