
A gestão da saúde pública e os desafios estruturais do setor no Rio Grande do Norte pautaram o pronunciamento do líder do Governo, Francisco do PT, nesta quinta-feira (7). Ao analisar o cenário estadual, o parlamentar defendeu o cumprimento dos limites constitucionais de investimento pela atual gestão e ressaltou a necessidade de uma atuação conjunta entre as esferas municipal, estadual e federal para o pleno funcionamento das unidades de atendimento.
Em resposta a questionamentos levantados anteriormente na sessão, por Gustavo Carvalho (PL), o deputado assumiu o compromisso de buscar informações detalhadas sobre a situação do Hospital Walfredo Gurgel. Francisco do PT pontuou que os problemas enfrentados na área são, muitas vezes, reflexo de um subfinanciamento histórico e de defasagens na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), dificuldades que atingem gestores de diferentes níveis e orientações políticas.
Durante o debate, o parlamentar enfatizou que o governo de Fátima Bezerra (PT) tem honrado os repasses obrigatórios para saúde e educação, diferenciando-se de administrações anteriores. “Temos problemas? Temos. Mas também temos avanços”, declarou o líder governista, ao defender que a comparação justa de uma gestão deve ser feita com os cenários herdados de mandatos passados.
A argumentação suscitou uma intervenção do deputado Nelter Queiroz (PP), que sugeriu, em aparte, que a comparação fosse realizada entre o primeiro e o segundo mandato da atual governadora. Em resposta, Francisco do PT reiterou que o parâmetro de justiça administrativa exige observar o estado em que o governo foi recebido, citando como exemplo a conclusão do Hospital da Mulher, em Mossoró, e a expansão da cobertura do SAMU, que atualmente atinge 83% do território potiguar.