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Rio Grande do Norte registra no semestre o maior valor de exportações dos últimos 10 anos

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O Rio Grande do Norte exportou mais de US$ 639 milhões no primeiro semestre de 2026, batendo recorde para o período desde 2016. As exportações tiveram uma alta de 20,6% em relação aos seis primeiros meses de 2024, quando o estado obteve US$ 529,5 milhões em vendas externas, e de 30% quando comparado ao primeiro semestre de 2025, que registrou US$ 491,6 milhões em exportações.

O momento positivo da balança comercial potiguar foi consolidado no mês de junho, com um saldo de US$ 45,3 milhões. A corrente comercial somou US$ 121,7 milhões, sendo US$ 83,5 milhões em exportações e US$ 38,2 milhões em importações. Os dados são da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do RN (SEDEC) e da plataforma Comexstat, do Governo Federal.

Entre janeiro e junho, a corrente do comércio potiguar acumulou mais de R$ 881 milhões, um crescimento de 22,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Destaque para itens como óleos, combustíveis de petróleo e minerais betuminosos (exceto óleos brutos) com R$ 291,1 milhões vendidos, seguidos de ouro (US$ 157,5 milhões) e frutas (US$ 112,6 milhões).

Segundo os dados da Sedec, o Rio Grande do Norte exportou bastante para o Panamá, para onde foram vendidos US$ 244,2 milhões no primeiro semestre de 2026. Esse volume representa 38,2% das vendas externas do estado, o que torna o Panamá o principal destino das exportações potiguares. O Canadá aparece em segundo com 18%, seguido dos Países Baixos (9,1%) e Suíça (7%).

Apesar dos números positivos, há uma preocupação em razão da alta dependência das commodities, que têm os preços ditados pelo mercado, o que torna as exportações do RN vulneráveis a oscilações. Para o economista Robespierre do Ó, membro do Conselho Regional de Economia, as vendas ficam reféns das commodities, mas poderiam contar com valor agregado.