Economia

Setor agropecuário prevê geração de 50 mil empregos no RN

Perspectiva do setor é que no segundo semestre sejam gerados 50 mil empregos. Foto: Alex Regis

Hoje, 28 de julho, é celebrado o Dia do Produtor Rural em homenagem aos trabalhadores do campo, que movimentam o desenvolvimento do País por meio da agricultura familiar. No Rio Grande do Norte, a perspectiva positiva de geração de 50 mil empregos para o segundo semestre é um dos motivos para o produtor celebrar a data, diz o titular da Secretária de Estado da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (Sape), Guilherme Saldanha. Além disso, a Federação da Agricultura e Pecuária do RN (Faern) prevê aumento de investimentos na agricultura familiar potiguar. 

O bom volume de chuvas que caiu no Estado nos primeiros cinco meses de 2022, quando o Sistema de Monitoramento da Empresa de Pesquisa Agropecuária (Emparn) registrou precipitações 21,4% acima do esperado, é outro indicativo positivo, sobretudo para a colheita da agricultura de sequeiro (milho, feijão e arroz) e a cana-de-açúcar. “Em decorrência dessas chuvas, a gente vai ter uma boa safra de milho, feijão aqui no Rio Grande do Norte”, diz Guilherme Saldanha.


Já para a fruticultura irrigada, que tem o melão como carro-chefe, a expectativa é de que ocorra recuperação ao longo da próxima safra, que começa em agosto e se estende até maio de 2023. Estimativa da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) e Comitê Executivo de Fruticultura do Rio Grande do Norte (COEX-RN) aponta para uma redução de 15% a 20% neste ano, mas a ideia é que a melhor condição de segurança hídrica possa ajudar a recuperar as perdas no período.


Entre janeiro e maio deste ano, durante a entressafra, o RN registrou saldo negativo de 5,3 mil empregos, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Apesar disso, o secretário de Agricultura, Guilherme Saldanha, está confiante na retomada dos empregos no segundo semestre. “O forte da agropecuária é efetivamente o segundo semestre. A gente termina o ano com um balanço positivo de forma significativa”, comenta.


“A cana-de-açúcar, que também é uma lavoura importante, a colheita ocorre no segundo semestre, a partir de agosto de setembro, também é algo que ajuda muito na geração de emprego. Eu não tenho dúvida de que vai contribuir muito, tornando esse saldo do Caged positivo”, complementa Saldanha.
Na agricultura familiar, a perspectiva também é positiva, sobretudo por causa da aprovação da PEC do Estado de Emergência, que autorizou o governo federal driblar o teto de gastos para alavancar programas sociais. Entre outras coisas, serão destinados R$ 500 milhões para reforçar o programa Alimenta Brasil, que compra insumos de agricultores familiares, extrativistas, pescadores artesanais, povos indígenas e demais populações tradicionais para distribuí-los a famílias de baixa renda. 


“Este programa experimentou redução significativa de seu orçamento nos últimos anos. No entanto, dado sua inclusão na recente PEC 123/2022, com a suplementação orçamentária abre-se a perspectiva de que o RN possa acessar uma parte desses recursos para destinar às compras da produção da agricultura familiar potiguar”, pontua José Vieira, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do RN.


“A principal compra pública é aquela direcionada para a alimentação escolar (PNAE). Considerando os últimos dados disponíveis as aquisições de alimentos pelo PNAE foram de 21,8% do total do orçamento aplicado em 2016, registrando um pequeno crescimento para 22,03% em 2017. Isso demonstra uma certa estagnação na participação da agricultura familiar em relação ao total e potencial para crescimento, dependendo da adoção de estratégias efetivas por parte dos governos estadual e municipais, que nos permitam evoluir para mais próximo do patamar legal de 30%”, acrescenta Vieira.

Tribuna do Norte