
Um paciente idoso que estava internado em uma UTI precisou passar por um procedimento sem anestesia no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), em Mossoró, principal unidade para atendimento de urgência e emergência da região.
O Sindicato classificou como momento de “tortura” pela falta de anestesia. Diretor do Sindsaúde, João Morais, narrou que “mesmo em coma, o homem se contorcia de dor e os profissionais precisam terminar o procedimento para salvar sua vida”.
Ao Grande Ponto, ele desabafou que “os servidores não aguentam mais trabalhar sem o mínimo e os pacientes não podem seguir sem um atendimento digno”.
De acordo com o sindicato, estariam faltando os seguintes itens:
Fio para sutura de todos os tipos,
Anestésico para anestesia local,
Vários tipos de antibiótico,
Fita para fazer o exame de glicemia (HGT),
Soro Ringer simples e Ringer Lactato,
Luva de procedimento, os profissionais estão usando luva de estéril há mais de um mês,
Bomba de seringa multivias,
Eletrodos,
Equipo para Bomba de Infusão fotossensível e normal,
Jaleco de todos os números,
Placa de hidrocolóide,
Curativos especiais para Escara,
Plasil e bicarbonato de sódio,
Sonda nasogástrica e sonda vesical,
Bolsa que conecta na sonda,
Cânula de traqueostomia, inclusive, a família dos pacientes que estão comprando,
Lâmina de bisturi todos os tamanhos,
Agulha 40×12,
Cateter duplo lumen,
Oxivir que serve para limpar as camas dos pacientes,
Hidrogel,
Papel toalha e copo descartável para a copa.
A Secretaria Estadual de Saúde (Sesap), por sua vez, desmente tudo que foi denunciado.
Em nota, a Sesap confirmou a falta de alguns itens listados pelo sindicato, mas descartou que qualquer paciente tenha passado por alguma cirurgia sem anestesia.
E completou dizendo que “não há falta de todos os materiais listados pelo sindicato, como no caso de fios de sutura, luvas, eletrodos e fita de HGT, por exemplo”.
A Secretaria ainda justificou que “estão em tramitação na Sesap processos emergenciais e de licitação para regularização do abastecimento”.