Influenza A e vírus sincicial permanecem em alta apesar de queda nos casos

Foto: Reprodução

Internações por quadros de Srag (síndrome respiratória aguda grave) provocados por influenza A e VSR (vírus sincicial), seguem em alta na maior parte do país, segundo boletim InfoGrip, da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira (23).

De acordo com o instituto, no entanto, há perspectiva de queda nos casos de Srag tanto em curto quanto a longo prazo, considerando as últimas três a seis semanas.

A incidência e mortalidade por VSR ainda mantém valores elevados em crianças mais novas, mas rinovírus, influenza A e Covid-19 também seguem em alerta para esse grupo.

Para os mais velhos, os casos de Covid-19 e influenza A aparecem com maior frequência, mas nas últimas oito semanas a mortalidade por Srag foi semelhante entre as duas faixas etárias.

O levantamento é referente a semana epidemiológica 20, de 12 a 18 de maio com base nos dados inseridos no Sivep-Gripe (Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe).

Durante este período, a Fiocruz constatou uma maior prevalência, respectivamente, de vírus sincicial respiratório (56,2%), influenza A (27,3%), Covid-19 (4,6%) e influenza B (0,3%), entre as principais causas de Srag.

Já para os óbitos pela síndrome, as principais causas foram influenza A (48%), Covid-19 (30,2%), vírus sincicial respiratório (16,6%) e influenza B (0,3%).



Senado aprova programa de vacinação nas escolas públicas

Foto: Reprodução/ Redes Sociais

O Senado aprovou nesta terça-feira (21) um projeto de lei que cria o Programa Nacional de Vacinação em Escolas Públicas. O programa determina que a cada ano, após o início da campanha de vacinação contra a gripe, as equipes de saúde locais irão às escolas públicas para vacinar as crianças matriculadas nos ensinos infantil e fundamental, oferecendo as vacinas previstas para cada idade.

O texto (PL 826/2019), do deputado Domingos Sávio (PL-MG), foi relatado pelo senador Marcelo Castro (MDB-PI) e aprovado sem emendas, como parte de um acordo para que não tivesse que voltar à Câmara. A proposta segue para sanção presidencial.

De acordo com o texto aprovado, as escolas e unidades de saúde deverão divulgar com antecedência as datas em que a campanha ocorrerá, orientando os estudantes a levarem seus cartões de vacinação. As instituições particulares que desejarem poderão aderir ao programa, embora não seja obrigatório para elas. O projeto prevê que crianças, jovens e adultos da comunidade poderão também ser vacinados, se houver disponibilidade de imunizantes. O objetivo é ampliar a cobertura vacinal da população. 

— Por que nas escolas? Porque facilita a vida de todos. As crianças estão frequentando a escola todos os dias. É o local mais adequado, mais apropriado. Então a escola entra em contato com o posto de saúde, diz o número de alunos que tem na pré-escola, no ensino infantil e fundamental, a unidade de saúde programa junto com a escola a data, comunica aos pais com cinco dias de antecedência e, naquele dia, vai então a equipe da saúde fazer a vacinação nas escolas — explicou Castro, ex-ministro da Saúde.

Após a campanha, os responsáveis pelas crianças que não tiverem sido vacinadas nas respectivas escolas terão 30 dias para levá-las às unidades de saúde para serem imunizadas. Depois desse prazo, equipes de saúde poderão fazer visitas domiciliares às famílias para conscientizá-las sobre a importância da imunização. O relator ressaltou que o projeto não impõe a obrigatoriedade de vacinação. 



Mês de maio chama a atenção para as doenças inflamatórias intestinais

Foto: Reprodução

Muitas são as enfermidades que impactam a qualidade de vida dos indivíduos, entre elas, as doenças inflamatórias intestinais (DIIs). Para reforçar a importância do tema, foi criada a Campanha Maio Roxo e instituída uma data no mês (19), para celebrar o Dia Mundial das Doenças Inflamatórias Intestinais. 

A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), por meio de seus hospitais universitários, oferece tratamento especializado na área e oportuniza de forma gratuita uma assistência de qualidade para os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

O gastroenterologista e coordenador do Ambulatório de Doenças Inflamatórias Intestinais do Hospital Universitário Antônio Pedro, da Universidade Federal Fluminense (Huap-UFF) e professor de gastroenterologia da Faculdade de Medicina da UFF, Jorge Mugayar, explicou que as principais DIIs são a retocolite ulcerativa e a doença de Crohn. “São doenças inflamatórias crônicas que desenvolvem, geralmente, dor abdominal e diarreia inflamatória (pode ter a presença de sangue, muco, pus) que evoluem oscilando em períodos de agravamento da inflamação e de melhora”, frisou. São doenças que não têm cura até o momento, mas têm controle clínico.

Doença pode afetar vida profissional e pessoal quando não tratada

De acordo com o médico, um paciente com diarreia crônica desenvolve emagrecimento, diminuição do apetite, fraqueza, desidratação e apresenta dor abdominal crônica. Além disso, por muitas vezes não consegue fazer o controle, causando transtornos na vida social e na vida profissional. Por conta da dor abdominal, pode ficar dependente de medicamentos analgésicos e até mesmo de medicamentos opioides.

“É uma causa frequente de absenteísmo no trabalho, além do prejuízo no convívio social, porque esse paciente muitas vezes tem medo de frequentar reuniões, festas, por conta das limitações em relação à alimentação e pela vontade de ir ao banheiro e muitas vezes não ter o acesso”, pontuou.

Rosilma Barreto, coloproctologista do Hospital Universitário da UFMA (HU-UFMA) acrescentou que a doença de Crohn pode acometer desde a boca até o ânus e que a retocolite ulcerativa é uma doença restrita ao cólon e reto e que a prevalência dessas doenças no Brasil é de cerca de 100 casos para cada 100 mil habitantes.

Segundo ela, não existe uma causa específica, mas os fatores de risco que influenciam a manifestação das doenças são: genética (herança de genes que torna uma pessoa mais propensa a desenvolver a doença); reação anormal do sistema imunológico a bactérias do intestino; fatores ambientais (vírus, bactérias, dieta, tabagismo, estresse e alguns medicamentos; vivência em área urbana (maior prevalência em países mais desenvolvidos); e idade (pode surgir em qualquer idade, mais provável entre os 10 a 40 anos).



Prefeitura de Carnaúba dos Dantas reinaugura Unidade de Saúde da Família no Povoado Ermo

A Prefeitura Municipal de Carnaúba dos Dantas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, celebrou com grande alegria a reinauguração da Unidade de Saúde da Família José de Azevedo Dantas, localizada no Povoado Ermo, no último fim de semana. O evento marcou um importante avanço para a comunidade, trazendo melhorias significativas para o atendimento de saúde na zona rural.

A nova estrutura da foi modernizada para oferecer um ambiente acolhedor e eficiente. Com a reforma, a unidade agora conta com consultórios bem equipados, salas de atendimento confortáveis e uma equipe de profissionais preparados para atender a população com ainda mais qualidade.



Imunização: Ministério da Saúde amplia vacinação contra gripe após alta de casos

Foto: Reprodução

Depois de um grande aumento de casos de influenza, o Ministério da Saúde anunciou neste 1° de maio a ampliação na campanha de vacinação contra a doença.

A partir de agora, toda a população a partir dos 6 meses de idade pode se imunizar contra a gripe. A recomendação marca o avanço na estratégia de imunização contra uma das doenças respiratórias mais comuns e potencialmente graves. De acordo com Jéssica Keicyane, coordenadora municipal de imunização, em Currais Novos, as pessoas a partir dos seis meses de idade podem se dirigir à unidade básica de saúde mais próxima de sua residência para tomar a dose da vacina.



Público-alvo da vacina contra a dengue é ampliado às pessoas entre 6 e 16 anos

Faixa entre 6 e 16 anos poderá ser atendido com doses que vencem até dia 30 de abril – Foto: Heros Lucena – ASSECOM/RN

Os municípios potiguares que ainda possuírem doses da vacina contra a dengue que se vencem no próximo dia 30 poderão ampliar o seu público-alvo a partir de hoje (18). A orientação emitida pelo Ministério da Saúde na noite desta quarta-feira (17) é de que a faixa etária atendida seja estendida para 6 a 16 anos.

De acordo com a nota técnica do Ministério da Saúde, a decisão orientada pela Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (CTAI) a estratégia é temporária e apenas para as vacinas que possuem prazo de validade até 30 de abril. Cada município terá de montar sua estratégia de vacinação a partir da orientação do ministério.

A nota também aponta que, em caso de necessidade para evitar a perda de doses, a ampliação da faixa etária estratégia poderá ser até o limite especificado na bula da vacina, que é dos 4 aos 59 anos 11 meses e 29 dias de idade. Todas as pessoas vacinadas nesse novo esquema terão sua segunda dose garantida.

O Rio Grande do Norte conta atualmente com 29 municípios aplicando o imunizante contra a dengue, após realizar neste mês a redistribuição a dez cidades de 7,2 mil doses desse lote que vence no fim do mês. No total, o estado recebeu 45,1 mil doses e os municípios registraram no sistema do Ministério da Saúde, até a manhã desta quinta-feira, 25.836 doses aplicadas.



Fiocruz: internações por gripe e vírus sincicial aumentam no Brasil

Foto: Reprodução

O Boletim InfoGripe, divulgado nesta semana pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), chama atenção para alta das internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), causadas principalmente pelo vírus sincicial respiratório (VSR) e a influenza A, o vírus da gripe. O boletim aponta ainda para queda dos casos de covid-19, com alguns estados em estabilidade.

Nas últimas quatro semanas, do total de casos de síndromes respiratórias, 54,9% foram por vírus sincicial e 20,8% por influenza A. Entre as mortes, os dois vírus são os mais presentes. Conforme o boletim, as mortes associadas ao vírus da gripe estão se aproximando das mortes em função da Covid-19, “por conta da diferença do quadro de diminuição da Covid-19 e aumento de casos de influenza”.

Desde o início de 2024, foram registrados 2.322 óbitos por síndrome respiratória grave no país.

O coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, alerta para a importância da vacinação contra a gripe, em andamento no país, como forma de evitar as formas graves da doença. “A vacina da gripe, como a vacina da covid, têm como foco diminuir o risco de agravamento de um resfriado, que pode resultar numa internação e até, eventualmente, uma morte. Ou seja, a vacina é simplesmente fundamental”, alerta, conforme publicação da Fiocruz.

De acordo com o levantamento, 20 estados e o Distrito Federal apresentam tendência de aumento de SRAG no longo prazo: Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Sergipe, São Paulo e Tocantins.

Valor Econômico



Primeira morte por dengue é registrada no Rio Grande do Norte em 2024

Foto: Reprodução

O Rio Grande do Norte registrou a primeira morte por dengue em 2024. A morte ocorreu em março, e a confirmação da causa veio na última semana por meio da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap).

A vítima, uma mulher residente em Itaú, na região do Alto Oeste potiguar, foi internada no hospital de Pau dos Ferros, conforme confirmado pela família.

Conforme dados do mais recente boletim epidemiológico, o estado já contabiliza 15.183 casos prováveis de dengue, dos quais 2.281 já foram confirmados. É importante destacar que o número de casos prováveis neste ano já ultrapassa o total registrado durante todo o ano de 2023, quando foram relatadas 12.048 ocorrências.

Nesta quinta-feira, o Ministério da Saúde emitiu orientações para a ampliação da faixa etária para a vacinação contra a dengue. A Sesap, por sua vez, recomendou que os municípios sigam essa orientação, visando combater a propagação da doença e proteger a população vulnerável.



Ministério da Saúde recomenda ampliar vacinação da dengue para público de 6 a 16 anos

Foto: Reprodução

O Ministério da Saúde adotou uma estratégia temporária para aplicação das vacinas da dengue que estão próximas ao vencimento. Durante reunião da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (CTAI), na quarta-feira (17/4), foi definido que os municípios que ainda tiverem com um alto número de doses a vencer em 30 de abril, poderão ampliar a vacinação para a faixa etária de 6 a 16 anos. As doses próximas ao vencimento fazem parte do quantitativo de imunizantes doados ao Brasil em fevereiro.

Caso os municípios permaneçam com baixa adesão na campanha de vacinação, as doses próximas ao vencimento ainda poderão ser ampliadas ao público especificado na bula da vacina da dengue (atenuada), que vai dos 4 aos 59 anos. Essa medida só deverá adotada em caso de necessidade, para que não haja perda do imunizante.

Aqueles que forem contemplados por meio deste plano de ação terão a segunda dose garantida. “Precisamos lembrar que essa estratégia é apenas para as vacinas que possuem prazo de validade em 30 de abril. Ou seja, as cidades que não tiverem mais doses desse lote permanecem com o público recomendado anteriormente, de 10 a 14 anos”, pontua Eder Gatti, diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações (DPNI).

O Ministério da Saúde reforça que a orientação tem caráter excepcional para otimizar a aplicação do imunizante.

Acesse a Nota Técnica com a recomendação

Anteriormente, o Ministério da Saúde já havia orientado aos estados que as doses próximas ao vencimento fossem redistribuídas internamente para outros municípios.

Mais vacinas

A terceira remessa da vacina da dengue contemplou 686 municípios do país. Ao todo, 930 mil doses foram distribuídas, incluindo as reposições às regiões que fizeram o remanejamento. Dessa forma, as cidades inicialmente contempladas puderam continuar a estratégia de vacinação junto às novas beneficiadas.

A Pasta adquiriu todo o estoque disponível de vacinas contra a dengue para 2024 e 2025. Até o final deste ano, o Brasil receberá 5,2 milhões de doses, além da doação de 1,3 milhão de doses; isso permitirá a vacinação de 3,2 milhões de pessoas com as duas doses que completam o esquema vacinal.

As vacinas são um importante instrumento para conter o avanço da dengue no Brasil. No entanto, diante da pouca oferta de doses por parte da fabricante, o foco segue na eliminação dos criadouros do mosquito.

ABr



Saúde: Setor de Imunização alerta para baixa procura pela vacina da gripe em Currais Novos

Foto: Ana Paula

Após quase duas semanas do início da Campanha de Vacinação contra a gripe, o setor de imunização da Secretaria Municipal de Saúde de Currais Novos registra baixa procura dos grupos prioritários, pela vacina que previne a doença.

Na sala central de vacina, a procura tem sido mais pelos idosos. O aposentado Francisco Iran, disse que vem todos os anos se imunizar contra a gripe
Os resultados da baixa procura pelos grupos prioritários da sala central de vacina se refletem em todas as unidades básicas do município, como explicou a coordenadora de imunização, Jéssica Keicyane. Segundo ela, menos de 20% dos grupos prioritários tomaram a dose do imunizante. A Meta é alcançar 90% da população prioritária.

No sábado, 20, está marcado o Dia D de Vacinação, quando todas as unidades básicas de saúde vão atender a população prioritária.

Fonte: Sidys TV / TV Cidade