Doenças cardiovasculares são a causa número 1 de mortes no Brasil

Foto: Divulgação

Por dia, cerca de 1.100 pessoas perdem suas vidas, no Brasil, para devido a problemas relacionados ao coração. O risco de doenças cardiovasculares é aumentado significativamente em casos de diabetes, especialmente se não for controlada. Isso ocorre porque os níveis elevados de glicose no sangue podem danificar os vasos sanguíneos e os nervos, o que torna o sistema cardiovascular mais vulnerável.

Um estudo publicado no Cardiovascular Diabetology mostra que cerca de um terço dos pacientes com diabetes apresentam alguma doença cardiovascular. Além disso, os níveis anormais de lipídios no sangue, incluindo altos níveis de triglicerídeos e baixos níveis do colesterol bom (o HDL), também são fatores de risco para doenças cardíacas e podem estar presentes concomitantemente com diabetes e obesidade.

“As doenças cardiovasculares também podem agravar o diabetes, uma vez que prejudicam o suprimento de sangue para os órgãos e afetam a produção e regulação de insulina, assim como a obesidade também é fator de risco para o diabetes e doenças cardiovasculares”, destaca a endocrinologista Priscilla Matar, diretora médica da Novo Nordisk.

“O fato de essas condições (diabetes e doenças cardiovasculares) estarem intrinsicamente ligadas reforça a importância do acompanhamento profissional. Somente com um tratamento adequado e direcionado será possível minimizar ou reduzir o impacto dessas doenças na qualidade da vida dos pacientes”, acrescenta.

Dessa maneira, Priscilla ressalta que cuidados básicos podem ser extremamente eficazes no controle dos fatores de risco, como o monitoramento do peso, do controle glicêmico e da pressão, estilo de vida saudável e acompanhamento médico regular.

Cerca de 80% das mortes por doenças cardiovasculares, segundo a SBC, poderiam ser evitadas ou postergadas com mudança de estilo de vida, rotina de exames para identificação e controle precoce da doença, além da adesão ao tratamento para garantir melhor qualidade de vida.

SBT Nordeste



Casos de covid-19 continuam a crescer no Rio e em São Paulo

Foto: Divulgação

O Boletim Infogripe, divulgado nessa quinta-feira (28) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mostra que os estados de Rio de Janeiro e de São Paulo continuam tendo aumento de casos de covid-19. Segundo o coordenador do boletim, Marcelo Gomes, a circulação do vírus Sars-Cov-2 nesses locais continua levando a internações.

“No Rio de Janeiro continua tendo um ritmo de crescimento na curva de novos casos semanais de covid-19. Em São Paulo, é um ritmo lento de crescimento, restrito, assim como no Rio de Janeiro, à população de idade mais avançada. Mas é um sinal de que está presente. Ou seja, o vírus está circulando com maior intensidade, levando a aumento das internações, principalmente nos grupos mais vulneráveis”, explica Gomes.

Segundo ele, esse cenário é restrito principalmente aos dois estados. O pesquisador afirma que é importante manter o reforço em relação à convocação da população para estar em dia com a vacina contra a doença.

O boletim usa como base os dados da semana epidemiológica 38 (de 17 a 23 de setembro). Nas últimas quatro semanas, 44,2% dos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) no país foram provocados pela covid-19. Entre os óbitos, a covid-19 responde por 77,5%.



Remédios para TDAH são usados para aumentar o rendimento no trabalho; veja os riscos

Foto: Freepik

“Eu comecei a tomar Ritalina em festas e, depois que entrei na faculdade, descobri que as pessoas usavam para poder estudar”, conta Thiago*, de 26 anos. De olho na experiência dos colegas, o rapaz, que cursa Engenharia de Software, também passou a recorrer ao remédio para aumentar o rendimento nos estudos.

A Ritalina é um dos medicamentos receitados por psiquiatras para pacientes diagnosticados com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, quadro mais conhecido pela sigla TDAH.

Outro medicamento utilizado nesse contexto de aumentar o rendimento é o Venvanse. Eles agem diretamente no sistema nervoso central, regulando os níveis dos neurotransmissores dopamina e noradrenalina. O resultado é o aumento da atenção e a redução da impulsividade e hiperatividade entre quem tem o transtorno.

Mas, depois de ganhar a fama de “smart drugs”, ou “drogas inteligentes”, a dupla tem sido procurada por quem não tem o transtorno, como é o caso de Thiago. Cabe destacar que esses remédios são de uso controlado – ou seja, em tese só podem ser comprados com prescrição médica.

“Eu nunca tinha conseguido fazer os 100 exercícios da aula, e fiz em uma noite. Agora, uso (o remédio) com alguma frequência. A cada dois meses tento dar um estirão de Ritalina para botar as coisas em ordem”, conta o universitário.

“Dopping cognitivo” é prejudicial à saúde, diz especialista

O psiquiatra Eugênio Grevet chama esse uso de Ritalina e Venvanse por pessoas sem o transtorno de “dopping cognitivo”. Professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e coordenador do Programa de Transtornos de Déficit de Atenção e Hiperatividade (ProDAH) do Hospital das Clínicas de Porto Alegre (RS), ele explica que é importante o cérebro ter flexibilidade para reagir às mudanças que acontecem ao longo do dia.

Ocorre que, quando pessoas sem TDAH usam esse tipo de medicamento, elas perdem essa habilidade. Isso porque a dopamina e a noradrenalina já aparecem em níveis normais no organismo dessa parcela da população. E a produção extra de tais neurotransmissores, possibilitada pelos remédios, acaba deixando o cérebro “travado”. Dessa maneira, há um efeito contrário do almejado, isto é, queda no desempenho. Mas não só: há o risco de sofrer efeitos colaterais imediatos, como aumento da frequência cardíaca e pressão arterial.Thiago conta que, às vezes, recorre ao remédio por três a quatro dias seguidos, dependendo das demandas – aí, uma dose inibe o cansaço da noite anterior. Mas ele relata que, ao interromper o uso, sente muito cansaço, sono e até perda de apetite.

“Quando essas drogas são usadas como “smart drugs”, o ganho é pequeno. E, em longo prazo, elas prejudicam a capacidade de memorização, porque você põe o corpo em sobrecarga”, pontua o psiquiatra Mário Louzã, professor da Universidade de São Paulo (USP).

Os dois medicamentos fazem parte da família das anfetaminas. Segundo Grevet, são drogas muito antigas e que costumam causar epidemias quando estão muito disponíveis no mercado. A epidemia atual tem como pano de fundo as características do mundo corporativo. “Ele é altamente competitivo, e as pessoas têm metas quase insuperáveis. Elas vão ficando cansadas e têm medo de perder a concorrência se não tomarem algo a mais”, interpreta.

Mesmo que a venda sem receita seja proibida e que haja uma regulação por parte da Anvisa, o comércio paralelo acontece de diversas formas – uma delas é recorrer a pessoas que têm prescrição médica e revendem seus comprimidos. Foi assim que Thiago adquiriu sua última cartela de Ritalina, inclusive.

Uso recreativo

Por serem estimulantes à base de anfetaminas, a Ritalina e o Venvanse também andam populares nas baladas – nesses casos, os usuários costumam transformar os medicamentos em pó e inalá-los para ter um efeito mais rápido.

Mas os especialistas alertam para o perigo dessa prática, já que a inalação traz danos ao pulmão. Afinal, não há uma absorção adequada, então sobram resíduos no sistema respiratório. “E é difícil ter o controle da quantidade ingerida, porque a pessoa não sabe se está cheirando um comprimido ou mais”, ressalta o professor da USP.

Os efeitos colaterais ficam ainda mais preocupantes quando os medicamentos são ingeridos com álcool – algo comum nesse ambiente de balada. Segundo Grevet, enquanto a Ritalina é um estimulante, o álcool é um depressor. Então, é preciso beber uma quantidade maior para sentir algum impacto. Mas, quando o efeito da anfetamina passa, o indivíduo está muito mais bêbado. Além de passar por uma ressaca enorme, muitas vezes ele não lembra de suas atitudes.

Daí porque os pacientes que tomam medicações para TDAH são orientados a não fazer uso de bebidas alcoólicas.

O que dizem as farmacêuticas

Em nota, a Novartis e a Takeda Pharma, fabricantes da Ritalina e do Venvanse, respectivamente, reiteram que os medicamentos devem ser usados somente por quem possui Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) ou outras doenças indicadas na bula e que são contra qualquer tipo de uso fora daqueles com devida indicação médica.

Novo Notícias



Pacientes estão sem receber medicamentos pela Unicat

Foto: Anderson Régis/ Tribuna do Norte

Mais de 300 pacientes que dependem de dois medicamentos fornecidos pela Central do Cidadão do Alecrim, por meio da Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat-RN), estão desassistidos. Ao todo, a unidade distribui sete medicamentos para doenças mentais, dos quais dois estão em falta: a risperidona de 1 mg e a de 2 mg. Segundo o diretor da Unicat-RN, Ralfo Cavalcanti Medeiros, ambas medicações são adquiridas por meio de processo licitatório realizado pelo Governo do Estado e nos próximos dias a unidade deve receber a de 2 mg pelo fornecedor. Quanto a de 1 mg, não há uma previsão de quando a situação será regularizada. 

Segundo dados da Unicat-RN, fornecidos à reportagem da Tribuna do Norte, atualmente  183 pacientes estão cadastrados para receber a risperidona 2mg  e 130  para a risperidona de 1mg/ml  na unidade do Alecrim. Enquanto o estoque da primeira medicação zerou em 11 de agosto, o do segundo ocorreu em 15 de setembro. Embora os processos de licitação para aquisição de ambas medicações estejam finalizados, a risperidona de 2 mg aguarda  a entrega pelo fornecedor e a de 1 mg espera a emissão de nota para empenho por parte da Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte (Sesap/RN). 

O diretor da Unicat esclarece que a entrega da risperidona de 2 mg pelo fornecedor deve ocorrer nos próximos dias. Em relação a aquisição da de 1 mg, a morosidade, dentre outros aspectos, ocorreu devido aos processos que envolvem a licitação. “[O medicamento] está em falta, muito provavelmente, por atraso no processo licitatório. Como ele segue uma legislação, a gente não pode ultrapassar essas etapas para agilizar. É um processo necessário e burocrático que requer o cumprimento da legislação. Então a gente tem que aguardar a finalização do processo”, destaca. “Havendo estoque, a gente faz a liberação para três meses. Não tendo estoque para isso, a gente faz a liberação para um mês. 

Por isso a necessidade do paciente ou familiar vir todos os meses para pegar o medicamento. Quando a condição clínica do paciente é passível de alteração de dose, a gente não libera para três meses e sim para um porque pode ser que neste período ocorra a necessidade de aumentar ou diminuir a dose”, complementa. Na Unicat Central, especialmente, há outros medicamentos disponibilizados que são de responsabilidade do Estado e estão em falta por questões licitatórias. 

Tribuna do Norte



OMS alerta para aumento de surtos de cólera no mundo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou um alerta para o aumento de surtos de cólera no mundo. Segundo a entidade, 44 países relataram casos da doença em 2022, número 25% superior ao registrado no ano anterior. Em 2023, 24 nações continuam relatando surtos ativos de cólera, com alguns em meio a crises sanitárias agudas.

“Não só houveram mais surtos, como os surtos foram maiores. Sete países – Afeganistão, Camarões, República Democrática do Congo, Malawi, Nigéria, Somália, República Árabe Síria – relataram cada um mais de 10 000 casos suspeitos e confirmados. Quanto maior o surto, mais difícil é controlá-lo”, disse a OMS.

A cólera é uma infecção intestinal aguda que se espalha por meio de alimentos e água contaminados. A doença causa diarreia profunda e vômitos, que podem levar à morte por desidratação intensa, às vezes, em questão de horas.

Além da falta de saneamento básico, o aumento das infecções está relacionado à crise climática, uma vez que eventos extremos, como secas e ciclones, desencadeiam novos surtos e agravam os existentes. A situação pode piorar durante a estação chuvosa, quando as casas e latrinas inundam e a água contaminada se acumula em poças.

Em meio ao aumento dos surtos, a OMS pediu US$ 160,4 milhões para responder à cólera por meio do plano estratégico global. Foram liberados US$ 16,6 milhões do Fundo de Contingência para Emergências para resposta à cólera em 2022 e 2023. Apesar do montante, o aumento da demanda por materiais, como vacinas, permanece um desafio.

*Com informações do SBT News



RN teve 9.552 notificações de casos de dengue até este mês

O Rio Grande do Norte segue este ano com as incidências de dengue, chikungunya e zika em níveis menores quando comparadas com 2022, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). Até o momento, este ano foram notificados 9.552 casos de dengue, sendo 1.892 confirmados, número bem abaixo dos mais de 8 mil casos confirmados em 2022. Em relação à chikungunya foram 3.070 casos notificados e 484 confirmados. Para zika foram 1.185 notificações e 160 casos confirmados.

Os dados sobre a ocorrência das arboviroses no estado estão detalhados no novo Boletim Epidemiológico publicado pela Sesap referente até o dia 2 de setembro.

A responsável técnica pelo Programa Estadual de Controle da Dengue, Sílvia Dinara, explica que esse ano há uma diminuição dos casos de arboviroses, portanto não estamos vivenciando um ano epidêmico como aconteceu em 2022, mas ressalta que os cuidados devem ser mantidos em relação ao controle do vetor, o mosquito aedes aegypti, eliminando todos os possíveis criadouros.

“Esse ano no RN tivemos a circulação dos sorotipos 1 e 2 , e a qualquer momento um outro sorotipo pode voltar a circular, levando a novos surtos ou epidemias. Por isso é importante manter todos os cuidados e evitar que o mosquito se prolifere, principalmente por estarmos nos aproximando do período de sazonalidade das arboviroses, que é entre os meses de novembro e maio”, ressalta.

A notificação dos casos da dengue, zika e chikungunya pelos profissionais de saúde é muito importante para sinalizar a situação das arboviroses no estado e assim direcionar as ações de vigilância em saúde, que serão desenvolvidas de acordo com a situação de cada região do estado. O Boletim Epidemiológico está disponível no site da Sesap, na aba Serviços.

SBT News



Currais Novos garante pagamento do piso salarial Nacional da enfermagem

Foto: Divulgação

Cumprindo com o disposto na legislação federal que instituiu o “Piso Salarial Nacional” aos profissionais enfermeiros, técnicos em enfermagem, auxiliares de enfermagem e parteiras, a Prefeitura de Currais Novos garantiu em reunião com representantes da categoria e a presença dos secretários Alana Moraes (Saúde), Patrício Luciano (Finanças e Planejamento), Marcelo Xavier (Assessor Jurídico), o pagamento da parcela de complementação financeira, condicionada ao recebimento dos recursos do Governo Federal.
Responsáveis por cuidar e assistir pacientes em diversas fases de tratamento e promover a saúde e prevenção de doenças, os profissionais da enfermagem desempenham um trabalho fundamental no sistema de saúde.

De acordo com o Projeto de Lei que será enviado à Câmara Municipal para aprovação dos vereadores, a Prefeitura justifica que estes profissionais são “a base do atendimento nos hospitais, clínicas e postos de saúde, atuando em condições muitas vezes desafiadoras”.

O objetivo principal em questão é adequar e regulamentar o valor adicional repassado pela União Federal ao município de Currais Novos. A implementação deste Piso Nacional no âmbito municipal é um dever legal, sendo uma forma de cumprir com a determinação da Constituição Federal e garantir salários justos à estes profissionais.



Psicólogo alerta sobre prevenção ao suicídio de crianças e adolescentes

Foto: Pixabay

O mês de setembro traz um alerta importante para a sociedade: a campanha Setembro Amarelo, dedicada à prevenção ao suicídio. Neste cenário, quando se trata de crianças e adolescentes, o papel do profissional de Psicologia é crucial para identificar sinais de alerta e oferecer o apoio necessário. O professor do curso de Psicologia da Estácio, Carlos Eduardo Pereira, destaca a importância de criar um ambiente de diálogo e compreensão para lidar com essa temática delicada.

“O mais importante em relação à prevenção do suicídio em crianças e adolescentes é a capacidade de se conectar, naturalizar e estabelecer um diálogo claro e transparente com eles”, explica Pereira. O profissional aponta que, muitas vezes, o suicídio é um assunto tabu, mas é essencial quebrar essa barreira e falar sobre o tema de maneira educativa e sensível. “Existe uma crença de que falar sobre o suicídio pode aumentar a incidência, mas isso não é verdade. A educação é a melhor estratégia para lidar com o suicídio”, enfatiza o professor.

O suporte profissional desempenha um papel fundamental nesse processo. “A ajuda profissional é fundamental para proporcionar um espaço de compreensão. Muitas vezes, é comum a negação das emoções dolorosas, como o impacto do luto e da perda, e a psicoterapia oferece um ambiente de reflexão, compreensão e acolhimento”, destaca.

Para identificar possíveis sinais de alerta em crianças e adolescentes, Pereira ressalta que mudanças nos padrões de comportamento são cruciais. “Mudanças como retração social, dificuldades em interagir com os outros e evitar brincadeiras podem ser sinais preocupantes em crianças”, observa. No caso dos adolescentes, o isolamento social, sinais de autolesão e evitar interações com os pares da mesma idade são fatores que podem indicar riscos.

O Setembro Amarelo lembra da importância de abordar a prevenção ao suicídio de forma responsável e sensível. O acompanhamento psicológico de crianças e adolescentes, aliado a um ambiente de diálogo e apoio é fundamental para proteger a saúde mental dos jovens e oferecer-lhes recursos para enfrentar os desafios emocionais que possam surgir.

Em caso de urgências, o psicólogo orienta ainda que é possível entrar em contato com o Centro de Valorização da Vida (CVV) pelo telefone 188 ou pelo site www.cvv.org.br/ para conversar de forma gratuita com um voluntário para apoio emocional.

Novo Notícias



InfoGripe mantém alerta para aumento de casos de covid-19

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), segue similar ao da semana passada, no qual se identificou um ligeiro aumento nos casos de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) associadas à covid-19, majoritariamente localizados em estados do Sudeste e do Centro-Oeste, com destaque para o Rio de Janeiro, São Paulo e Goiás.

As informações são referentes à Semana Epidemiológica 37 – de 10 a 16 de setembro – e a análise tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 18 de agosto.

Coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes destaca que a população adulta é a mais afetada e faz um alerta para alguns estados do Sudeste e do Centro-Oeste.

“O que continua chamando a atenção é essa retomada do crescimento da covid-19, especialmente no Rio de Janeiro, São Paulo e Goiás. É um processo lento. O Rio de Janeiro chama um pouco mais a atenção, pois a situação está mais clara, mas São Paulo também já começa a ficar mais evidente”, afirmou Gomes, em nota.

Vacinação em dia

Em função da retomada que se observa, o pesquisador relembra a importância da vacinação em dia. “Temos a vacina bivalente, agora disponível para a maior parte das faixas etárias. E mesmo para aquelas faixas para as quais a bivalente ainda não está aprovada, estar em dia com a vacina disponível para a sua idade é fundamental, especialmente agora que observamos esse aumento”, destacou.

Em relação aos casos gerais de SRAG no país, detectou-se sinal de queda na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) e de estabilidade na de curto prazo (últimas três semanas).

Já para os vírus da influenza A e para o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), o cenário é de estabilidade ou queda na maioria dos estados. Apesar de ainda ter um volume expressivo no número de ocorrências de rinovírus em alguns estados, principalmente em crianças e pré-adolescentes, há uma tendência de interrupção no crescimento ou início de queda.

Agência Brasil



Piso da enfermagem: 4,8 mil profissionais do RN vão receber repasses

Sesap detalha sistema de pagamento a servidores da rede estadual e repasse a trabalhadores de prestadores do SUS

No próximo dia 30, mais de três mil profissionais da enfermagem ligados à Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) receberão a primeira parcela referente ao pagamento do piso da categoria. Outros 1,6 mil trabalhadores da rede de hospitais contratados também receberão valores, a serem pagos diretamente pelas empresas e entidades filantrópicas após repasse da Sesap no próximo dia 23.

O repasse financeiro foi detalhado na manhã desta terça-feira (19) pela equipe da Sesap. Os valores que vão cair na conta das servidoras e servidores efetivos ou temporários diz respeito ao período entre maio, quando a lei do piso da enfermagem entrou em vigor, e agosto, seguindo a portaria do Ministério da Saúde que confirmou a transferência de recursos.

“É muito importante para a gestão, neste exato dia que estamos celebrando os 33 anos do SUS, poder anunciar esta primeira etapa de repasse aos servidores e trabalhadores da enfermagem, um verdadeiro marco na luta de toda a categoria”, destacou a secretária de Estado da Saúde Pública, Lyane Ramalho.

São exatos 3.250 servidores que receberão um repasse total de R$ 6,8 milhões. O depósito dos valores será regido por uma portaria conjunta entre Sesap e Secretaria de Estado da Administração (Sead), a ser publicada dentro dos próximos dias.

O planejamento do Governo do Estado é de que os próximos complementos salariais do piso sejam pagos a cada dia 15.

Mudanças

O Ministério da Saúde apresentou, desde a publicação da lei do piso da enfermagem, uma série de informações sobre cálculos de pagamento para enfermeiros, técnicos, auxiliares e parteiras, requisitando que as secretarias fizessem o repasse de informações sobre cada profissional vinculado, de forma individualizada.

Em virtude da especificidade do plano de cargos da Sesap, parte importante da força de trabalho terminou por ter o complemento financeiro restringido. Devido a progressão de carreira entregue pelo plano, que foi atualizado em 2022, alguns profissionais receberão pequenos valores relativos à complementação do piso. Por isso, em avaliação interna e consulta junto ao Fundo Nacional de Saúde, ficou decidido pelo Governo que as informações entregues daqui para frente ao ministério serão atualizadas, com o objetivo de contemplar todos os servidores com o maior complemento salarial possível.

Outra decisão do Governo em prol dos trabalhadores foi a de incluir os cerca de 1,2 mil assistentes técnicos em saúde na categoria de técnicos de enfermagem dentro do lote de recursos a ser requisitado ao Ministério da Saúde. A medida se dá porque todos estes servidores foram formados e atuam na rede Sesap como técnicos de enfermagem, pois o cargo de auxiliar de enfermagem não existe mais no quadro funcional da secretaria e foi feita a equiparação salarial com o cargo de técnico.

Rede conveniada

De acordo com a portaria ministerial, a Sesap também é responsável pelo repasse a prestadores de serviço que têm pelo menos 60% dos seus atendimentos através do Sistema Único de Saúde (SUS).

A medida envolve 26 clínicas e hospitais, totalizando 1.602 profissionais que receberão um complemento salarial de R$ 8,7 milhões. Os valores serão repassados diretamente às empresas e entidades filantrópicas, também por meio de portaria, no próximo dia 23. A operacionalização do pagamento aos trabalhadores fica a cargo dos hospitais e clínicas.

Transparência

As servidoras e servidores da Sesap poderão acessar, a partir da próxima semana, todas as informações a respeito do repasse do complemento salarial no Portal RH. Os dados serão atualizados rotineiramente, a partir de cada nova portaria publicada pelo Ministério da Saúde.