RN: Currais Novos e 94 municípios estão em alerta para chuvas e ventos intensos. Veja lista!

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de perigo potencial para chuvas intensas em 95 municípios do Rio Grande do Norte. O aviso foi iniciado às 10h13 da manhã desta quinta-feira (25) e se estende até às 10h da manhã de sexta-feira (26).

De acordo com o Inmet, as cidades podem ser atingidas por chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros por dia, além de ventos intensos de até 60 km/h. Segundo o comunicado, há baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas.

O instituto orienta que, em caso de rajadas de vento, a população não se abrigue debaixo de árvores, pois há o risco de queda e de descargas elétricas. Além disso, os veículos não devem ser estacionados perto de torres de transmissão e de placas de propaganda.

Outra orientação do Inmet é para que o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada seja evitado. Em caso de problemas, o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil devem ser acionados.

Confira os municípios em alerta

  1. Acari
  2. Assú
  3. Água Nova
  4. Alexandria
  5. Almino Afonso
  6. Angicos
  7. Antônio Martins
  8. Apodi
  9. Campo Grande
  10. Baraúna
  11. Barcelona
  12. Bodó
  13. Caicó
  14. Campo Redondo
  15. Caraúbas
  16. Carnaúba dos Dantas
  17. Cerro Corá
  18. Coronel Ezequiel
  19. Coronel João Pessoa
  20. Cruzeta
  21. Currais Novos
  22. Doutor Severiano
  23. Encanto
  24. Equador
  25. Felipe Guerra
  26. Fernando Pedroza
  27. Florânia
  28. Francisco Dantas
  29. Frutuoso Gomes
  30. Governador Dix-Sept Rosado
  31. Ipanguaçu
  32. Ipueira
  33. Itajá
  34. Itaú
  35. Jaçanã
  36. Janduís
  37. Japi
  38. Jardim de Piranhas
  39. Jardim do Seridó
  40. João Dias
  41. José da Penha
  42. Jucurutu
  43. Lagoa Nova
  44. Lajes
  45. Lajes Pintadas
  46. Lucrécia
  47. Luís Gomes
  48. Major Sales
  49. Marcelino Vieira
  50. Martins
  51. Messias Targino
  52. Monte das Gameleiras
  53. Mossoró
  54. Olho d’Água do Borges
  55. Ouro Branco
  56. Paraná
  57. Paraú
  58. Parelhas
  59. Patu
  60. Pau dos Ferros
  61. Pilões
  62. Portalegre
  63. Rafael Fernandes
  64. Rafael Godeiro
  65. Riacho da Cruz
  66. Riacho de Santana
  67. Rodolfo Fernandes
  68. Santa Cruz
  69. Santana do Matos
  70. Santana do Seridó
  71. São Bento do Trairi
  72. São Fernando
  73. São Francisco do Oeste
  74. São João do Sabugi
  75. São José do Campestre
  76. São José do Seridó
  77. São Miguel
  78. São Rafael
  79. São Tomé
  80. São Vicente
  81. Serra de São Bento
  82. Serra Negra do Norte
  83. Serrinha dos Pintos
  84. Severiano Melo
  85. Sítio Novo
  86. Taboleiro Grande
  87. Tangará
  88. Tenente Ananias
  89. Tenente Laurentino Cruz
  90. Timbaúba dos Batistas
  91. Triunfo Potiguar
  92. Umarizal
  93. Upanema
  94. Venha-Ver
  95. Viçosa

TN



Consulta pública: Idema recebe contribuições para criação de nova Unidade de Conservação na Região do Seridó

As sugestões para efetivação do Refúgio da Vida Silvestre Serra das Araras podem ser enviadas ao órgão ambiental até o dia 10 de setembro.

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente – Idema está com uma consulta pública aberta para a criação da Unidade de Conservação Estadual, da categoria de Proteção Integral, denominada Refúgio da Vida Silvestre Serra das Araras. Localizada em uma área de 12.356 hectares nos municípios de Cerro Corá, Currais Novos e São Tomé, o local é apontado pelo Ministério do Meio Ambiente como uma das Áreas Prioritárias para Conservação da Caatinga, o bioma de maior extensão no território potiguar.

O órgão convida as instituições ambientais, entidades públicas federais, estaduais e municipais, organizações não governamentais, representantes dos setores produtivos e comunidade em geral para apresentar contribuições à consulta pública virtual, podendo ser encaminhadas até o dia 10 de setembro, por meio de formulário disponível no site do órgão ambiental, idema.rn.gov.br.

Na manifestação enviada é necessário identificar o nome e a instituição do participante. A íntegra da proposta está disponível no site do Idema (idema.rn.gov.br) e qualquer dúvida pode ser enviada para o e-mail [email protected].

A proposta de criar o Refúgio foi elaborada pelo Núcleo de Unidades de Conservação do Idema (NUC) com ampla colaboração de professores e pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e organizações da sociedade civil que atuam na região do Seridó potiguar, além de outras colaborações.

“A Caatinga é o principal bioma do RN e merece toda a nossa atenção e esforços para a sua conservação. O Refúgio da Vida Silvestre é mais um instrumento para proteger a biodiversidade e fomentar o turismo sustentável potiguar”, relatou o supervisor do NUC, Ilton Soares.
O diretor-geral do Idema, Leon Aguiar, reconhece a importância de alinhar as políticas públicas para conservação da biodiversidade com os desafios das mudanças climáticas e da sustentabilidade. “Também consideramos na escolha da área, a importância da preservação dos recursos hídricos e o combate à desertificação na região semiárida como mecanismo de mitigação dos efeitos do aquecimento global e garantia da segurança hídrica”, informou o diretor.

Para o professor do Departamento de Botânica e Zoologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Mauro Pichorim, a região representa a porção mais preservada de Caatinga do Seridó, com cerca de 230 espécies de aves, sendo várias exclusivas do bioma (endêmicas) e outras ameaçadas de extinção ou raras. Até o momento, essa região é o único local conhecido de ocorrência de arara-maracanã (Primolius maracana) e papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva) no RN”, esclareceu o professor.

Mauro Pichorim completou, ainda, que a proteção das serras e encostas que fazem parte da área proposta para criação da Unidade de Conservação é fundamental para garantir as condições adequadas dos ambientes naturais onde essas espécies existem e para sua reprodução.



Peixe-boi é encontrado encalhado em praia de Grossos no RN


Foto: Redes Sociais

Um peixe-boi foi encontrado encalhado na Praia de Alagamar, no litoral do município de Grossos, no Rio Grande do Norte, na manhã desta quinta-feira (9). O projeto Cetacéos da Costa Branca, que monitora a orla na região, identificou o animal como fêmea e com o nome de Pintada.

Segundo a equipe do projeto, ela está marcada com o número 3 e possui uma antena GPS para o monitoramento. Pintada, é um peixe-boi fêmea que encalhou no litoral do Ceará, na Praia de Melancias em 2015. O Cetáceos informou que quando ela ainda era filhote pelo projeto Aquasis (Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos) e foi solta na natureza, após completar 7 anos de vida. A partir daí, Pintada está sendo vigiada diariamente pela equipe técnica de monitoramento.

“O monitoramento diário serve para que tenhamos um controle direto sobre o comportamento do animal e seu desenvolvimento em ambiente natural. Através desta atividade conseguimos diagnosticar se o animal está se desenvolvendo e evoluindo bem ao processo de soltura”, informou Diego Ramires, técnico de monitoramento de peixes-bois marinhos do Aquasis. Ainda segundo ele, esse trabalho é realizado sempre que um animal reabilitado é solto na natureza.

A equipe do projeto Cetacéos da Costa Branca foi no local para realizar os procedimentos necessários para que o animal possa voltar para seu habitat natural.

“Pintada está bem e explorando as águas do Rio Apodi, dando continuidade a mais uma etapa na sua vida. A fêmea carrega uma boia flutuante acoplada em um cinto que fica em sua cauda, encarregada de enviar informações sobre a localização do animal através de sinal via satélite e rádio”, explicou o especialista.

Ponta Negra News



Amazônia tem queda no desmatamento em janeiro, segundo dados parciais do Inpe

Amazônia – Foto: Agência Brasil

A Amazônia perdeu 99 km² de floresta em janeiro deste ano, segundo dados do Deter, sistema de alertas do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), publicados nesta sexta (27). Atualizados até o dia 20, os números ainda devem aumentar até o fim do mês, mas estão bem abaixo dos 430 km² registrados em janeiro do ano passado, sob gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O número até o momento é o terceiro mais baixo para o mês da série histórica recente do Deter (Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real), iniciada em 2015. Fica acima de 2017, que registrou 58,2 km², e de 2021, com 82,8 km² de floresta derrubados.

Janeiro faz parte da época de chuvas na Amazônia, compreendida entre os meses de novembro de um ano a março do seguinte.

Os indicadores são os primeiros no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem Marina Silva (Rede) que voltou ao comando da pasta de Meio Ambiente 15 anos depois de sua primeira passagem e em um contexto muito mais complexo para o combate ao desmatamento.

Com a fiscalização enfraquecida nos últimos anos, organizações criminosas aumentaram a exploração de ouro em terras indígenas, grilagem de terras e esquemas de madeira ilegal.

Ainda, o governo Lula precisa enfrentar este cenário para cumprir as promessas de desmatamento zero e redução de emissões, reforçadas no discurso de posse e mesmo antes dela.

Em novembro do ano passado, o então presidente eleito foi à COP27, conferência do clima da ONU (Organização das Nações Unidas) realizada no Egito, e sinalizou que seu governo seria diferente do de Bolsonaro, marcado por atritos com a comunidade internacional e com fontes de recursos do exterior, como o Fundo Amazônia.

As primeiras operações contra o desmatamento na Amazônia foram iniciadas na semana passada, quando agentes do Ibama lideraram incursões contra o desmatamento em Acre, Pará e Roraima.

Em 16 de janeiro, a Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) revogou a instrução normativa que flexibilizava a exploração de madeira em terras indígenas, permitindo que não indígenas participassem do manejo.

O governo também aposta em doações do Fundo Amazônia, reativado em 1º de janeiro deste ano, para retomar a fiscalização. Em 18 de janeiro, Marina Silva disse, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, que a base de doadores do fundo pode ser expandida para reforçar o combate a crimes ambientais.

FOLHAPRESS



Idema propõe criação de nova unidade de conservação da caatinga no Rio Grande do Norte; Currais Novos seria beneficiado

Foto: divulgação

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) propôs a reserva de uma área para criação de uma unidade de conservação da caatinga e das cabeceiras da bacia hidrográfica do Rio Potengi, no Rio Grande do Norte.

Uma portaria foi publicada na última quarta-feira (23), no Diário Oficial do Estado (DOE), com proposta de reserva de 12.356 hectares, entre os municípios de Cerro Corá, São Tomé e Currais Novos.

A futura unidade de conservação deverá ser chamada Refúgio da Vida Silvestre, segundo o órgão.

“Devido à elevada diversidade biológica presente na região, o espaço é apontado pelo Ministério do Meio Ambiente como uma das Áreas Prioritárias para Conservação da Caatinga, o bioma de maior extensão no território potiguar”, informou o Idema em comunicado à imprensa.

De acordo com o diretor-geral do Idema, Leon Aguiar, a caatinga é o bioma menos protegido do Rio Grande do Norte, o que aumenta a importância de alinhar políticas públicas para conservação da biodiversidade com os desafios das mudanças climáticas e da sustentabilidade.

“Também consideramos na escolha da área a importância da preservação dos recursos hídricos e o combate à desertificação na região semiárida como mecanismo de mitigação dos efeitos do aquecimento global e garantia da segurança hídrica”, disse.

A escolha da área contou com a participação de diversos pesquisadores e representantes da sociedade. Estudos técnicos subsidiaram a proposta de criação da unidade de refúgio da vida silvestre.

Segundo o Idema, a iniciativa foi motivada pela ocorrência das espécies emblemáticas de aves na região. Conforme a legislação federal, refúgios são unidades de conservação de proteção integral, que tem como objetivo proteger ambientes naturais onde se asseguram condições para a existência ou reprodução de espécies ou comunidades da flora local e da fauna residente ou migratória.

Coordenador do Núcleo de Unidades de Conservação (NUC) do Idema, Ilton Soares afirma que esta é a primeira unidade de conservação desta categoria no estado, dando ênfase à proteção da biodiversidade.

“Esta categoria permite a presença de comunidades humanas, uma oportunidade para atividades sustentáveis, como ecoturismo e manejo do solo”, explicou o coordenador.

Para o professor do Departamento de Botânica e Zoologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Mauro Pichorim, a região representa a porção mais preservada de Caatinga do Seridó com cerca de 230 espécies de aves, sendo várias exclusivas do bioma (endêmicas) e outras ameaçadas de extinção ou raras.

“Além disso, a área é predominantemente composta por encostas de serras, ambiente que mantém a melhor representatividade da biodiversidade local quando comparado aos platôs mais altos e às áreas baixas de planície. Até o momento, essa região é o único local conhecido de ocorrência de arara-maracanã (Primolius maracana) e papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva) no RN”, esclareceu o professor.

Para o Idema, a proteção das serras e encostas que fazem parte da área proposta para criação da Unidade de Conservação é fundamental para garantir as condições adequadas dos ambientes naturais onde essas espécies existem e para sua reprodução.

Após a publicação da portaria, o Idema dará continuidade ao processo de criação do Refúgio da Vida Silvestre com a publicação dos estudos técnicos e encaminhamento da proposta para discussão da sociedade e órgãos públicos, através de consulta e audiência públicas.



Inmet emite alerta de chuvas intensas para 72 municípios do RN

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu dois alertas – um de chuvas intensas e outro de acumulado de chuvas – para cidades do Rio Grande do Norte, na manhã desta segunda-feira (20).

O alerta amarelo, de chuvas intensas com perigo potencial, abrange 72 cidades potiguares. Ele vale até 10h da terça-feira (21).

A previsão é de chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, e ventos intensos, de até 60 km por hora. Segundo o Inmet, há baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

Já o aviso de de acumulado de chuvas atinge 50 cidades do Rio Grande do Norte. Segundo o órgão, a previsão é de chuvas com volume entre 30 a 60 mm por hora ou 50 a 100 mm por dia.https://d267513db946a3e9d013e171da1cd106.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Ainda de acordo com o aviso, nessas cidades, também há baixo risco de alagamentos, deslizamentos de encostas, transbordamentos de rios.



Rodovia às margens de falésia no litoral Sul do RN pode desabar, alerta relatório

Um trecho da rodovia RN-063, na praia de Barra de Tabatinga, no município de Nísia Floresta, está sob risco de desabamento. A via fica a poucos metros de uma falésia. O risco foi divulgado em relatório do Projeto Falésias, desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e da Universidade Federal do Ceará (UFC).

De acordo com o documento, a rodovia está ameaçada por um intenso processo de voçorocamento, que é um fenômeno geológico que consiste na formação de grandes buracos de erosão. O relatório indica 15 ocorrências em menos de 100 m².

Vale lembrar ainda que, na Praia de Pipa, parte da falésia desabou em janeiro deste ano, não tendo deixado feridos. O trecho, entre a Praia do Centro e a Baía dos Golfinhos, foi o mesmo em que, em 2020, morreu uma família inteira após um deslizamento. 

De acordo com os pesquisadores, o promontório da Baía dos Golfinhos configura atualmente zona de risco elevado por apresentar cicatrizes de colapso, fratura de desplacamento, reentrância erosional e, em sua base, blocos recém-colapsados.

“A ocupação da borda do Tabuleiro, nas proximidades da falésia, além de aumentar a instabilidade da área, gera uma zona de risco duplo. Tanto para quem está em cima, ter sua construção destruída pela erosão, quanto para quem transita pela praia”, destaca o professor Rubson Pinheiro, do Curso de Geografia da UFC e um dos coordenadores do Projeto Falésias, ao falar sobre o processo erosivo nesses paredões litorâneos.

Além das construções urbanas, outros fatores de impacto são tráfego de veículos, drenagem pluvial inadequada de rodovias e até mesmo consequências diretas do aquecimento global. “Temos um contexto de elevação do nível do mar associado a praias estreitas. Assim, nas marés altas, as ondas incidem diretamente na base das falésias acelerando sua erosão”, acrescenta o professor. Segundo o relatório da pesquisa, atualmente 60% da costa norte-riograndense, um total de 245 quilômetros, sofre erosão ou ação de processos erosivos.

Turismo

Outro elemento que tem repercutido na erosão das falésias é o fluxo turístico desordenado. Com um grande trânsito de veículos nessas praias, que estacionam na borda das escarpas, ou de banhistas, que posam para fotos ao lado de placas de aviso de perigo, acidentes, inclusive fatais, são iminentes. 

“De imediato, é preciso estabelecer restrições e disseminar a cultura do risco entre os turistas. Como medida emergencial, estamos orientando a Defesa Civil a colocar placas nos lugares mais críticos, e as Prefeituras, para colocar guardas municipais orientando os turistas”, relata o docente.

Projeto 

Com financiamento do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), o projeto Falésias desenvolveu suas ações de março a novembro de 2021, com o objetivo de elaborar um diagnóstico e apontar ações mitigadoras de riscos nas falésias de Pipa, no município de Tibau do Sul, e Barra de Tabatinga, em Nísia Floresta, no Rio Grande do Norte. 

A iniciativa contou com uma equipe de geógrafos, geólogos, engenheiro civil, além de estudantes de graduação, que atuaram na coleta de dados e imagens em alta resolução por meio de tecnologias como drones, radares e scanners. Nesse processo foram consideradas as particularidades geológicas e geomorfológicas, bem como as dinâmicas costeira, territorial, ambiental e cultural.

No início deste ano foi divulgado o relatório final do projeto que detectou situações preocupantes nos municípios estudados: foram encontradas alterações como fraturas, voçorocas (erosão causada pela chuva), formação de reentrâncias, e cicatrizes de colapso de blocos, representando, assim, um grande risco tanto para pessoas ou veículos que transitem no topo quanto para banhistas que passeiam próximo à base das falésias analisadas.



RN terá trimestre com chuvas de normal a acima do normal, prevê Emparn

O cenário é favorável para chuvas durante período de fevereiro a abril de 2022 no Norte do Nordeste brasileiro. Para a região do semiárido do Rio Grande do Norte, o prognóstico é de volumes de normal a acima do normal. 

O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (20) a partir da Reunião de Análise e Previsão Climática para o Norte do Nordeste do Brasil, coordenada pela Fundação Cearense de Meteorologia (FUNCEME), que contou com a participação da equipe da Empresa de Pesquisa do Rio Grande do Norte (Emparn) e de pesquisadores e especialistas de centros estaduais de meteorologia do Nordeste e outras instituições.

“A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZTCI) associada ao esfriamento das águas do oceano Pacífico (Lã Niña) são algumas das condições meteorológicas que se apresentam favoráveis para a ocorrência de chuvas no RN no próximo trimestre”, disse o chefe da unidade de Meteorologia da Emparn, Gilmar Bristot.

A temperatura das águas superficiais dos oceanos Atlântico e Pacífico, a condição dos ventos alísios de sudeste e o deslocamento da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) sobre a região foram alguns dos parâmetros que os pesquisadores avaliaram durante a reunião virtual realizada na última quarta-feira (19).

O Monitor da Seca, do mês de dezembro/21, publicado pela Agência Nacional de Águas (ANA) em janeiro, registrou o recuo da área da seca grave no norte do estado, devido ao aumento das chuvas no mês. “Desde dezembro estamos observando uma boa distribuição das precipitações tanto em volume como em espaço territorial no RN refletindo inclusive na área da seca no estado”, comentou Bristot.

Em 2021, o Rio Grande do Norte registrou chuvas abaixo do esperado na maior parte do seu território. “Somente a região do Alto Oeste registrou volumes positivos que variaram entre 800 e 1000 milímetros, em 2021. No restante do RN, a média foi abaixo de 600mm”, comentou Bristot.

Reunião Climática

A Reunião de Análise e Previsão Climática para o semiárido potiguar, para apresentar a previsão para o período do inverno no interior, que ocorre de março à maio, está programada para a segunda quinzena de fevereiro.

Previsão para o trimestre fevereiro, março e abril de 2022-chuva mínima esperada:

OESTE
Fevereiro – 116,5mm
Março – 197,5mm
Abril – 180,2mm

CENTRAL
Fevereiro – 93,2mm
Março – 155,1mm
Abril – 150,2mm

AGRESTE
Fevereiro – 69,6mm
Março – 119,2mm
Abril – 133,0mm

LESTE
Fevereiro – 92,2mm
Março – 166,9mm
Abril – 195,8mm



Reservatórios vão encerrar o ano em nível maior que 2020 por aumento de chuvas

O nível dos reservatórios do Sistema Integrado Nacional (SIN), que abrange o complexo de armazenamento energético do país, encerrará este ano com um panorama melhor do que em dezembro do ano passado.

De acordo com dados disponibilizados no site do Operador Nacional do Sistema elétrico (ONS), os subsistemas Nordeste, Norte, Sudeste/Centro-Oeste e Sul terminaram o ano de 2020, respectivamente, com 46,1%, 28,1%, 18,67% e 27,5%, de energia armazenada nas usinas. Este ano, segundo o operador, eles terminarão com 47,15%, 41%, 23,53% e 44%.

Durante 2021, o armazenamento energético do SIN oscilou, devido à crise hídrica que assolou país, classificada como a pior dos últimos 91 anos. Dessa forma, as hidrelétricas deixaram de produzir muito e as termelétricas precisaram ser acionadas. Uma das consequências foi o encarecimento da energia elétrica, que aumentou 20,09% no último ano.

Segundo o ex-presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Mauricio Tolmasquim, para o ano de 2022, as previsões apontam que o país terá mais chuvas do que em 2021, e as precipitações nos meses de outubro, novembro e dezembro contribuíram para o cenário atual, de mais conforto.

“Houve uma melhora muito grande nesses meses, porque choveu razoavelmente bem. O problema era justamente chegar em novembro com a probabilidade de não atender a demanda dessa época do ano, que é mais alta. Então a chuva acima que do esperado ajudou, mas ainda estamos despachando mais térmica que o normal nessa época ano.”, explica.

O diretor-geral do ONS, Luiz Carlos Ciocchi, afirmou na semana passada que o nível dos reservatórios não será motivo para ocorrer racionamento de energia elétrica ou apagão em 2022. Ciocchi disse que os reservatórios devem chegar ao período seco de 2022 mais cheios do que estavam nesta fase de 2021, abastecidos entre 58% e 62% ao fim do período úmido. Ele também destacou a expansão da infraestrutura do sistema.

“Devemos ter a entrada de mais 10 mil megawatts de energia nova no sistema ao longo de 2020, e mais linhas de transmissão, favorecendo trazer mais energia do Norte e do Nordeste para o Sudeste. Uma situação bastante boa que devemos ter para rodar em 2022”, explica.

A previsão do professor Tolmasquin converge com a previsão anunciada pelo órgão. Segundo ele, o aumento das chuvas no ano que vem ajudará a desativar algumas térmicas, o que pode baratear a conta de luz.

“Se as chuvas continuarem abundantes, tem que continuar desligando as térmicas, principalmente por conta do preço desse tipo de energia. Por mais que não tenha tido racionamento, tivemos um choque de preços que atingiu a economia e vai durar nos próximos anos. Ou seja, o racionamento foi evitado, mas isso não é de graça, e vai deixar uma conta muito salgada para os consumidores nos próximos anos.”, afirma o engenheiro.

O especialista pontua ainda a importância de se agilizar a transição das matrizes energéticas no Brasil. Segundo o ONS, hoje, 63,2% da matriz energética do Brasil vem das hidrelétricas, enquanto 21,69% vêm das usinas termelétricas. As energias eólica e solar correspondem, respectivamente, a 11,39% e 2,62% do sistema.



Prefeito de Serra Negra do Norte é eleito presidente do Consórcio de Resíduos Sólidos do Seridó

Serginho assume o Consórcio no biênio 2021-2022

A nova diretoria do Consórcio Público Regional de Resíduos Sólidos do Seridó foi eleita nesta segunda-feira (11). A reunião virtual aclamou de forma unânime a chapa única encabeçada pelo prefeito da cidade de Serra Negra do Norte, Sérgio Fernandes, para o biênio 2021-2022.

Abrangendo 25 municípios (24 da região do Seridó além de Santana do Matos), o consórcio em 2021 deverá debater pautas importantes, com foco na proteção do meio-ambiente. Além de Serginho como presidente, a nova composição tem como vice-presidente o prefeito de Lagoa Nova, Luciano Santos, que já esteve à frente do órgão; o prefeito de Timbaúba dos Batistas, Ivanildinho, como tesoureiro. Já no conselho fiscal os prefeitos Odon de Currais Novos, Amazan de Jardim do Seridó e Gilson de Carnaúba dos Dantas.

O Consórcio de Resíduos Sólidos do Seridó foi formalizado em 2009 e a grande luta dos gestores é quanto à viabilidade de contar com um aterro regional para destinação adequada dos rejeitos. Para Serginho um grande desafio que abraça e tentará lutar por toda região. “Com o sentimento de unidade e amor ao nosso Seridó, aceitei o desafio, que não será fácil. Mas, com a ajuda de todos os prefeitos, vamos tirar do papel o sonho de construção do aterro sanitário da região do Seridó”.