Recorde negativo de gelo marinho na Antártida pode potencializar eventos climáticos extremos

Foto: Agência Brasil

Os sucessivos recordes negativos de gelo marinho na Antártida em 2023 reforçaram o alerta de pesquisadores sobre os efeitos dessas diminuições na circulação atmosférica e na formação de ciclones e chuva.

Entre as consequências possíveis estão a mudança de posição e intensidade dos ciclones, que provocam chuvas como as que atingiram o Rio Grande do Sul recentemente. Ainda, se a tendência de águas mais quentes diminuir a formação de gelo marinho, o impacto vai chegar à cadeia alimentar, com efeitos indiretos em animais de grande porte, como as baleias.

Embora não seja possível dizer qual é a parte que cabe às mudanças climáticas no degelo marinho, especialistas apontam que o aquecimento global têm participação na mudança do cenário.

O recorde negativo foi apontado em dados preliminares do Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo dos Estados Unidos (NSIDC, na sigla em inglês) no fim de setembro. Em 10 de setembro, havia 1 milhão de km² a menos de gelo marinho do que na mínima anterior, de 1986.

Para o chefe do departamento de geografia da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Francisco Aquino, as mudanças podem significar, para os próximos anos, mudanças no local de formação e na intensidade de ciclones extratropicais.

“Compreendemos que um planeta mais quente, com uma Antártida com anomalia de gelo menor, intensifica algumas circulações atmosféricas e poderia aumentar eventos extremos”, afirma o climatologista, conhecido como Chico Geleira por sua pesquisa na Antártida.

Isso porque, segundo Aquino, um planeta mais quente força um contraste maior de temperatura entre a Antártida e a região subtropical. “Em alguns momentos, essa sincronia dispara ciclones com maior impacto ou ondas de frio mais intensas no Brasil. Portanto, diminuir o gelo marinho pode ser uma condição de intensificar eventos extremos no nosso hemisfério.”

Mais calor, inclusive nos oceanos, leva a um ajuste na circulação de ventos, que vai mudar a formação dos ciclones. Ainda, menos gelo para refletir a radiação solar significa que mais calor será absorvido pelos oceanos. Para Aquino, o mesmo raciocínio vale para outras regiões além do sul do Brasil, como o sul da África do Sul e a Austrália.

O crescimento de gelo na volta da Antártida, segundo Aquino, pode ter sido causado também por mudanças climáticas. “A intensificação de ciclones, com os ventos ao redor da Antártida, revolviam a água, mantendo a baixa de temperatura e uma consistência para o gelo marinho.”

Em 2015 e 2016, anos de um super El Niño, houve a maior retração de gelo no fim do inverno até então. “Foi o que chamou a atenção para estudarmos a região naquela época.”

As reduções de gelo na Antártida lembram o que aconteceu no Ártico três décadas antes. Aquino explica que o gelo no hemisfério sul não foi tão afetado quanto seu par ao norte por não haver a pressão do calor continental da Europa.

Para Ilana Wainer, professora no departamento de oceanografia física do Instituto Oceanográfico da USP, é possível relacionar a diminuição do gelo marinho com oceanos mais quentes. “Desde 2014, entre 100 e 200 metros abaixo da superfície, a água aqueceu bastante.”

Ainda não é possível, no entanto, separar totalmente o que é aquecimento global das variações que já ocorrem na região da Antártida. “Mudança climática acontece num tempo longo, e os dados de satélite para o gelo começaram em 1979”, diz.

A pesquisadora lembra que a redução do gelo marinho remete a uma preocupação já conhecida de aumento do nível do mar. “O gelo marinho funciona como amortecimento para o gelo na costa contra tempestades e marés violentas.”

Assim, com menor proteção, o manto tende a sofrer mais os efeitos de intempéries —e descongelar.

Para além da circulação atmosférica e do reposicionamento de desastres, os efeitos de uma mudança drástica podem atingir uma gama diversa de vida não humana. Além de episódios como a morte de colônias inteiras de filhotes de pinguim-imperador registrada em um estudo no ano passado, há um impacto sistêmico.

Na base da cadeia alimentar da região está o krill antártico, principal fonte de alimento para focas e baleias.

“Estas variações na temperatura do oceano exercem pouca ou nenhuma influência direta em mamíferos como focas, lobos-marinhos e baleias, mas têm enorme efeito indireto”, afirma Eduardo Secchi, pesquisador do projeto Ecopelagos/Proantar, que estuda cetáceos.

O krill, um crustáceo semelhante ao camarão, se alimenta de um tipo específico de microalgas marinhas, as diatomáceas, que ficam presas ao gelo. Mudanças no estoque dessa alga podem causar a redução na quantidade do animal, chave para a cadeia alimentar na Antártida.

“Com as alterações climáticas, tem sido observado, em certas condições, o surgimento de um outro tipo de microalgas, as criptófitas”, diz Carlos Rafael Mendes, pesquisador do projeto Ecopelagos/Proantar da Universidade Federal do Rio Grande (Furg).

Como o krill não se alimenta de criptófitas, sua abundância declina, reduzindo a oferta de comida e energia para predadores até o topo de cadeia, como pinguins e baleias. Uma vez que muitas espécies voltam sempre às mesmas regiões, buscar alimento em outros lugares exige mais energia.

“Na região oeste da Península Antártica, uma das regiões do planeta com as maiores taxas de aquecimento, tem sido observado um deslocamento ao sul na distribuição de colônias de pinguins que dependem do gelo”, diz Secchi.

FOLHAPRESS



Lula encontrará Zelensky em Nova York nesta quarta-feira (20)

Foto: Divulgação

Depois de dias de negociações nos bastidores, foi confirmada a reunião bilateral entre Lula e Volodymyr Zelensky em Nova York. Os líderes de Brasil e Ucrânia vão se reunir no hotel onde Lula está hospedado, na quarta-feira (20) logo depois da bilateral entre Lula e Biden.

O governo brasileiro ofereceu alguns horários para os representantes do governo ucraniano e o martelo foi batido no começo da tarde desta segunda-feira (18). 

Zelenskyy tem participação prevista na Assembleia Geral da ONU na terça-feira (19) e se reunira com líderes globais também na sede das Nações Unidas.

Lula passa o dia no Hotel Lotte | Patrícia Vasconcellos/SBT News

Nesta segunda-feira (18), Lula passa o dia no hotel Lotte em Manhattan. O líder brasileiro teve uma bilateral com o presidente da Suíça e com o ex primeiro-ministro britânico Gordon Brown.

SBT News



Número de mortes após tempestade na Líbia sobe para 11,3 mil

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O número de mortos na cidade costeira de Derna, na Líbia, aumentou para 11.300, informou a organização humanitária internacional Crescente Vermelho nesta semana.

Marie el-Drese, secretária-geral do grupo de ajuda, disse à Associated Press que mais de 10.100 pessoas estão desaparecidas na região varrida pela água. 

Ao todo, estima-se que mais de 20 mil pessoas tenham morrido em meio às enchentes provocadas pela passagem da tempestade mediterrânea Daniel. Um relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM) apontou que o grande volume de chuvas resultou no rompimento de duas barragens na cidade de Derna, causando ondas que chegaram a atingir 7 metros.

SBT News



Tribunal francês rejeita recurso e fica a favor de proibição de abayas nas escolas

O Conselho de Estado, principal tribunal administrativo da França, rejeitou o recurso apresentado pela associação Ação pelos Direitos Muçulmanos (ADM), que pedia a suspensão da proibição de abayas – túnica usada por algumas mulheres muçulmanas – nas escolas. O caso foi julgado poucos dias após o governo anunciar a implementação da medida.

Na decisão, proferida no último dia 5, o Conselho de Estado alegou que a proibição não viola as liberdades fundamentais ou provoca danos ao direito da educação. A Corte citou ainda o alto número de casos de violência nas escolas. Entre 2022 e 2023, por exemplo, houve 1.984 relatos, a grande maioria relacionada ao uso de abayas.

Em resposta, a ADM criticou o Conselho por não “proteger as liberdades fundamentais das crianças”. A entidade reforçou que a proibioção ainda não possui critérios claros, o que pode resultar em novos casos de discriminação no país, além de ocasionar traumas e assédio nos alunos, prejuidicando o acesso a educação e sucesso acadêmico.

“A ADM está consternada pelo fato de o Conselho de Estado não ter cumprido o seu papel de proteger as liberdades fundamentais das crianças, de garantir o seu acesso à educação e o respeito pela sua vida privada, sem qualquer forma de discriminação. O Conselho de Estado não teve em conta os testemunhos nem a gravidade da situação”, afirmou.

A proibição de abayas nas escolas segue a política governamental de separação entre religião e Estado. Em 2010, o país aprovou a proibição do uso em público de véus que cobrem o rosto inteiro. Seis anos antes, em 2004, o governo baniu o uso de qualquer símbolo religioso ostensivo, como o hijab, usado no islâmico, e o quipá, usado por judeus.

SBT News



Chanceler da Alemanha publica foto com tapa-olho após acidente: “Ansioso pelos memes”

O chanceler alemão, Olaf Scholz, surpreendeu ao publicar uma foto usando um tapa-olho preto para encobrir ferimentos no rosto após sofrer um acidente enquanto corria no fim de semana.

“Ansioso pelos memes”, publicou o chanceler no X, antigo Twitter, com uma foto dele com um tapa-olho cobrindo o olho direito e vários arranhões no rosto.

“Obrigado pelos bons votos, parece pior do que é!”, adicionou.

Segundo o porta-voz do governo, Scholz está bem, dadas as circunstâncias. “Ele estava de muito bom humor esta manhã, mas ainda parece um pouco abatido.”

Ele disse que a foto foi divulgada “para que todos possam se acostumar com a aparência dele nas próximas semanas”.

Scholz, de 65 anos, caiu enquanto corria no fim de semana e foi forçado a cancelar sua participação no início da campanha eleitoral no estado de Hesse, no oeste da Alemanha

O acidente teria ocorrido enquanto o chanceler praticava sua corrida regular, perto de sua casa em Potsdam, Berlim. Scholz tropeçou e caiu de cara no chão, segundo o tabloide alemão Bild.

SBT News



Índia lança satélite para estudar o Sol

Foto: Divulgação

A Índia lançou um foguete que transporta uma sonda que vai investigar o Sol. Essa nova aventura científica acontece após o programa espacial indiano ser bem-sucedido no pouso de um veículo não-tripulado perto do polo sul da Lua.

Chamado de Aditya-L1, ou “Sol”, no idioma hindi, decolou às 3h20 da manhã no horário de Brasília, 11h50, hora local e foi rumo a uma viagem de 4 meses até chegar no centro do Sistema Solar.

O objetivo é compreender a dinâmica dos fenômenos solares, com registro de imagens e medição de partículas nas proximidades do Sol.

“Após o sucesso do Chandrayaan-3, a Índia continua sua jornada espacial. Parabéns aos nossos cientistas e engenheiros da @isro. pelo lançamento bem-sucedido da primeira missão solar da Índia, Aditya -L1. Os nossos incansáveis esforços científicos continuarão a fim de desenvolver uma melhor compreensão do Universo para o bem-estar de toda a humanidade.”, declarou o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.

After the success of Chandrayaan-3, India continues its space journey.
Our tireless scientific efforts will continue in order to develop better?? Narendra Modi (@narendramodi) September 2, 2023

A missão transporta instrumentos científicos para observar e estudar as camadas externas do Sol. Além da Agência Espacial Indiana (ISRO), China, Japão, Nasa e a Agência Espacial Europeia (ESA) também lançaram missões para estudar a estrela.

Nave fará 1,5 milhão de quilômetros de trajetória até a chegada ao Sol | X/@isro

Serão 1,5 milhão de quilômetros de trajetória até a chegada ao Sol, a sonda é transportada pela nave PSLV XL, que tem 320 toneladas sendo fabricada na Índia.

Aditya-L1 started generating the power.
The first EarthBound firing to raise the orbit is scheduled for September 3, 2023, around 11:45 Hrs. IST pic.twitter.com/AObqoCUE8I— ISRO (@isro) September 2, 2023

Programa espacial barato

O programa espacial da Índia é considerado um dos mais eficientes e baratos do mundo, o país consegue produzir a mesma tecnologia espacial que é construída em outros países com baixo custo e, ao mesmo tempo, aproveita seu exército de engenheiros e especialistas, que recebem salários menores que as outras agências espaciais.

Muitos destes profissionais foram capacitados em várias escolas de todo o país, cujo sistema educacional tem forte investimento em STEM, sigla inglesa para Ciências, Tecnologia, Matemática e Engenharia.

De olho em Vênus e nova sonda na Lua

Em 2014, a Índia foi o primeiro país da Ásia a colocar um satélite ao redor da órbita de Marte e em 2024, a ISRO deve lançar uma missão tripulada de três dias na órbita da Terra. Além disso, em 2025, os indianos devem realizar uma missão conjunta com o Japão, enviando outra sonda à Lua, além de uma nova missão orbital para Venus até 2027.

SBT News



Sabe o que é o Brics? Entenda

VI Cúpula do Brics é realizada com segurança máxima em Fortaleza (CE). Foto:Marcelo Camargo/Agência Brasil

Com a possibilidade de ganhar a adesão de novos países, o Brics – grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – reuniu-se pela 15ª vez esta semana, em Joanesburgo, África do Sul. Dos cinco membros originais, o encontro terá a presença de chefes de Estado de quatro países. Por causa da guerra na Ucrânia, o presidente russo, Vladimir Putin, enviou representantes.

Com 26% do Produto Interno Bruto (PIB) global, o Brics não tem um critério formal de filiação. O grupo funciona mais ou menos nos moldes do G7 (grupo das sete maiores economias do planeta), que periodicamente se reúne para discutir políticas externas. Nos últimos anos, o Brics tem ganhado força ao promover acordos de cooperação mútua e constituir um banco de desenvolvimento, atualmente presidido pela ex-presidenta Dilma Rousseff.

Nascido de um acrônimo (palavra formada por iniciais) cunhado em 2001 por Jim O’Neil, então economista-chefe do banco de investimentos Goldman Sachs, o Brics nasceu como Bric, que também significa tijolo em inglês. Na época, o economista tentava designar economias emergentes com alto potencial de crescimento no século 21. Somente em 2006, os quatro países constituíram um fórum formal de discussões, na Reunião de Chanceleres organizada à margem da 61ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro daquele ano.

Após um período em que apenas ministros de Relações Exteriores se encontravam, o Bric promoveu a primeira reunião de chefes de Estado em 2009, na Cúpula de Ecaterimburgo, na Rússia. Em 2010, foi realizado o segundo encontro, em Brasília. Em 2011, na terceira reunião de cúpula, em Sanya (China), a África do Sul foi incluída, e a sigla ganhou a letra s.

Banco

Em 2014, a integração aumentou, com o anúncio da criação do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), também conhecido como Banco do Brics, na reunião de cúpula em Fortaleza, em julho daquele ano. Fundada formalmente em 2015, a instituição financia projetos de infraestrutura e crescimento sustentável nos países-membros. Em oito anos, o NDB emprestou US$ 33 bilhões para 100 projetos de infraestrutura, energia renovável, transporte, entre outras iniciativas.

Também em 2014, foi formado o Fundo de Reservas do Brics para preservar a estabilidade financeira dos países membros em tempos de crise. Reserva de recursos para ser usada como socorro em caso de necessidade, o fundo nasceu com US$ 100 bilhões. Desse total, US$ 41 bilhões vieram da China. Brasil, Índia e Rússia contribuíram com US$ 18 bilhões cada, e a África do Sul entrou com os US$ 5 bilhões restantes. No caso do Brasil, os recursos vieram de uma parte das reservas internacionais do Banco Central alocadas no fundo.

Nos últimos três anos, o NDB expandiu-se e passou a permitir a adesão de países em desenvolvimento ou do chamado “sul global”. Bangladesh, Egito e Emirados Árabes Unidos ingressaram no banco. O Uruguai passará a integrar a instituição em breve.

Perspectivas

De 8% do PIB global em 2001, o Brics mais que triplicou a participação na economia do planeta de lá para cá. No mesmo período, a participação do G7 recuou de 57% para 43%, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI). No entanto, esse crescimento não é homogêneo. Nos últimos dez anos, as economias da China e da Índia cresceram 6% anuais em média, enquanto o PIB do Brasil, da Rússia e da África do Sul aumentou 1% anualmente.

A 15ª reunião do Brics ocorre sob a tensão da guerra entre Rússia e Ucrânia e o plano da China de permitir a ampliação do grupo. O bloco, no entanto, não divulgou a lista dos países que querem fazer parte do Brics. Apenas informou que cerca de 40 países manifestaram interesse e listas paralelas de 18 candidatos passaram a circular nos últimos dias. A decisão sobre a inclusão de novos membros e uma eventual ampliação do acrônimo precisa ser tomada por consenso dos cinco integrantes atuais.

Além da integração financeira, o Brics traz oportunidades para a ampliação do comércio entre os países membros. O Brasil exporta comida, minérios e tecnologia para a extração de petróleo. Em contrapartida, uma política de integração aumenta o acesso do país a minérios raros e a tecnologias emergentes desenvolvidas pela China (como painéis solares, baterias de longo armazenamento, carros elétricos, 5G e inteligência artificial).

O Brasil também pode se beneficiar dos recursos naturais e energéticos da Rússia, dos produtos farmacêuticos e dos serviços de tecnologia de informação da Índia e dos minérios tradicionais (ouro, platina e diamante) da África do Sul.

Agência Brasil



Terremoto de magnitude 7,2 atinge o Alasca e provoca alerta de tsunami

Terremoto no Alaska deixa carros sob crateras / Foto: reprodução

Um terremoto de magnitude 7,2 atingiu o Alasca durante o final de sábado, 15, e deixou o Estado durante uma hora sob alerta de um tsunami para o sul da região. O terremoto foi sentido amplamente nas Ilhas Aleutas, na Península do Alasca e nas regiões de Cook Inlet, de acordo com o Centro de Terremotos do Alasca.

Na cidade de Kodiak, sirenes alertaram sobre um possível tsunami e fizeram com que pessoas dirigissem até abrigos tarde da noite, de acordo com um vídeo postado nas redes sociais. O United States Geological Survey escreveu em um post que o terremoto ocorreu 106 quilômetros ao sul de San Point, às 22h48 no horário local, de sábado (3h48 do domingo, 16, no horário de Brasília).

O terremoto inicialmente foi relatado como de magnitude 7,4, mas rebaixou para 7,2 logo depois. O Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos enviou um alerta de tsunami dizendo que o terremoto ocorreu a uma profundidade de 21 quilômetros. A agência, porém, cancelou o comunicado cerca de uma hora após o primeiro alerta.

Antes do cancelamento, o Centro Nacional de Alerta de Tsunami em Palmer, disse que um alerta de tsunami estava em vigor no sul do Alasca e na Península do Alasca. “Para outras costas do Pacífico dos EUA e do Canadá na América do Norte, o nível de risco de tsunami está sendo avaliado”, acrescentou. A Agência de Gerenciamento de Emergências do Havaí disse logo após o alerta de tsunami que não havia ameaça para as ilhas.

Houve cerca de oito tremores secundários na mesma área, incluindo um medindo magnitude 5, três minutos após o terremoto original, informou o canal de televisão local KTUU-TV. Os residentes foram aconselhados a não reocupar as zonas de risco sem autorização das autoridades locais.

O Alasca foi atingido por um terremoto de magnitude 9,2 em março de 1964, o mais forte já registrado na América do Norte. Esse terremoto devastou Anchorage e desencadeou um tsunami que atingiu o Golfo do Alasca, a costa oeste dos Estados Unidos e o Havaí. Mais de 250 pessoas morreram devido aos fenômenos.

Estadão Conteúdo



Atores encerram negociações com estúdios de Hollywood sem êxitos e votam por greve nesta quinta

Foto: divulgação/ reprodução

O Sindicato dos Atores (SAG-AFTRA) anunciou na manhã desta quinta-feira, 13, que as negociações para a renovação do acordo coletivo de trabalho com a Alliance of Motion Picture and Television Producers, que representa os estúdios de Hollywood, terminaram sem sucesso.

“O SAG-AFTRA negociou de boa-fé e estava ansioso para chegar a um acordo, mas as respostas da AMPTP às propostas mais importantes do sindicato foram insultantes”, disse a presidente do sindicato, Fran Drescher, em um comunicado publicado no site oficial do sindicato.

O sindicato, que representa mais de 160 mil atores, incluindo estrelas como Meryl Streep e Jennifer Lawrence, anunciou que, pela manhã, a diretoria nacional do sindicato realizará uma reunião para aprovar formalmente o início de uma greve que poderá paralisar todo o setor de Hollywood.

A última vez que os atores entraram em greve contra os estúdios foi em 1980 devido aos lucros das fitas de videocassete e da TV por assinatura, que duraram três meses.

Atores e roteiristas em greve ao mesmo tempo

Se eles se juntariam aos bloqueios que o Sindicato de Roteiristas (WGA) iniciou em frente aos escritórios dos estúdios em 2 de maio, terá início uma greve simultânea pela primeira vez em 63 anos.

A única vez em que os sindicatos dos atores e roteiristas ficaram sem trabalhar ao mesmo tempo, foi em 1960, e com essa luta eles obtiveram benefícios como acesso a seguro-saúde e pensão. Mas foi a greve de 100 dias liderada pelos roteiristas em 2007-2008 que lançou as bases para o conflito atual, concentrando a maioria das discussões no pagamento pelo conteúdo distribuído pela Internet

Agora, as demandas de ambos compartilham semelhanças em questões como melhores condições de trabalho, pagamento justo de royalties residuais de plataformas de streaming e transparência no processo de cálculo desses valores, bem como regulamentação do uso de inteligência artificial (IA).

“A AMPTP se recusou a reconhecer que as enormes mudanças no setor e na economia tiveram um impacto prejudicial sobre aqueles que trabalham para os estúdios”, disse o presidente.

Os líderes sindicais dos atores e roteiristas mantiveram conversas com a aliança, que negocia em nome dos estúdios e das grandes redes, como Amazon, Apple, Disney e Netflix, desde 7 de junho.

Apenas um dia antes do prazo final, o SAG-AFTRA anunciou que aceitou uma reunião proposta pelos estúdios de Hollywood e plataformas de streaming, juntamente com mediadores federais.

No entanto, eles mostraram a ruptura entre os dois lados ao declarar que entrariam em greve se um acordo não fosse alcançado até as 23h59 de quarta-feira pelo horário de Los Angeles.

O pedido de emergência buscou usar agentes neutros para resolver o impasse, mas o sindicato acusou a AMPTP de “abusar” de sua confiança ao vazar a proposta de incluir mediadores federais para a imprensa antes que eles tivessem conhecimento dela.

Sem os atores, as produções cinematográficas e televisivas que conseguiram se manter apesar da greve dos roteiristas poderiam ser forçadas a desacelerar suas atividades. Os atores também não poderiam promover os próximos filmes e séries ou participar de reuniões com os fãs, e a situação poderia levar a uma onda de cancelamentos de coletivas de imprensa, tapetes vermelhos e até mesmo ao adiamento de cerimônias de premiação, como o Emmy ou a San Diego Comic-On. (Com agências internacionais).

Motivo da greve dos roteiristas de Hollywood

Desta vez, os roteiristas exigem salários mais altos e uma participação maior nos lucros do streaming.

O sindicato WGA, que representa cerca de 11.500 roteiristas, acusou os estúdios de tentar fazer com que os roteiristas sejam contratados independentes, sem segurança no emprego “gig economy”, no termo em inglês.

A AMPTP afirmou que ofereceu uma proposta com pagamentos maiores e que está disposta a melhorá-la. Mas disse que se opôs às demandas do WGA que exigem que uma empresa contrate para um programa um certo número de escritores por um período de tempo, sejam eles necessários ou não.

Os roteiristas se dizem dispostos a abandonar o trabalho porque as mudanças no streaming tornaram difícil para muitos ganhar a vida em cidades caras como Nova York e Los Angeles.

Metade dos roteiristas de séries de TV agora trabalha com salários mínimos, em comparação com um terço em 2013 e 14, de acordo com as estatísticas da WGA. O pagamento médio para escritores no nível mais alto caiu 4% na última década.

A greve atinge os estúdios de Hollywood em um momento difícil. Os conglomerados estão sob pressão de Wall Street para tornar seus serviços de streaming lucrativos depois de injetarem bilhões de dólares em programação para atrair assinantes.

O aumento do streaming levou ao declínio da receita de anúncios de televisão, à medida que o público da TV tradicional encolhe e os anunciantes vão para outro lugar. A ameaça de uma recessão na maior economia do mundo também se aproxima.

Agora RN



Pandemia de Aids pode acabar até 2030, diz Unaids

O fim da Aids é uma escolha política e financeira dos países e lideranças que estão seguindo esse caminho e estão obtendo resultados extraordinários, o que pode levar ao fim da pandemia de Aids até 2030. É o que mostra um novo relatório divulgado nesta quinta-feira (13) pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids).

O relatório – denominado O Caminho que põe fim à Aids – expõe dados e estudos de casos sobre a situação atual da doença no mundo e os caminhos para acabar com a epidemia de Aids até 2030, como parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. 

Segundo a entidade, esse objetivo também ajudará o mundo a estar bem preparado para enfrentar futuras pandemias e a avançar no progresso em direção à conquista dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

O Unaids lidera e inspira o mundo a alcançar sua visão compartilhada de zero novas infecções por HIV, zero discriminação e zero mortes relacionadas à Aids. O programa atua em colaboração com parceiros globais e nacionais para combater a doença. 

Meta: 95-95-95

Países como Botsuana, Essuatíni, Ruanda, República Unida da Tanzânia e Zimbábue já alcançaram as metas 95-95-95. Isso significa que, nesses países, 95% das pessoas que vivem com HIV conhecem seu status sorológico; 95% das pessoas que sabem que vivem com HIV estão em tratamento antirretroviral que salva vidas; e 95% das pessoas em tratamento estão com a carga viral suprimida.

Outras 16 nações, oito das quais na África subsaariana – região que representa 65% de todas as pessoas vivendo com HIV – também estão perto de alcançar essas metas.

Brasil: 88-83-95

O Brasil, por sua vez, também está no caminho, com suas metas na casa de 88-83-95. Mas o país ainda enfrenta obstáculos, causados especialmente pelas desigualdades, que impedem que pessoas e grupos em situação de vulnerabilidade tenham pleno acesso aos recursos de prevenção e tratamento do HIV que salvam vidas.

Na visão da Oficial de Igualdades e Direitos do Unaids Brasil, Ariadne Ribeiro Ferreira, o movimento em casas legislativas municipais, estaduais e no Congresso Nacional de apresentar legislações criminalizadoras e punitivas que afetam diretamente a comunidade LGBTQIA+, especialmente pessoas trans, pode aumentar o estigma. “Este movimento soma-se às desigualdades, aumentando o estigma e discriminação de determinadas populações e pode contribuir para impedir o Brasil de alcançar as metas de acabar com a Aids até 2030”, diz ele. 

Lideranças

“O fim da Aids é uma oportunidade para as lideranças de hoje deixarem um legado extraordinariamente poderoso para o futuro”, defende a diretora executiva do Unaids, Winnie Byanyima.

“Essas lideranças podem ser lembradas pelas gerações futuras como aquelas que puseram fim à pandemia mais mortal do mundo. Podem salvar milhões de vidas e proteger a saúde de todas as pessoas”, acrescenta.

O relatório destaca que as respostas ao HIV têm sucesso quando baseadas em uma forte liderança política com ações como respeitar a ciência, dados e evidências; enfrentar as desigualdades que impedem o progresso na resposta ao HIV e outras pandemias; fortalecer as comunidades e as organizações da sociedade civil em seu papel vital na resposta; e garantir financiamento suficiente e sustentável.

Investimentos 

O relatório do Unaids mostra, também, que o progresso rumo ao fim da Aids tem sido mais forte nos países e regiões com maior investimento financeiro. Na África Oriental e Austral, por exemplo, as novas infecções por HIV foram reduzidas em 57% desde 2010 e o número de pessoas em tratamento antirretroviral triplicou, passando de 7,7 milhões em 2010 para 29,8 milhões em 2022.

Com o apoio e investimento no combate à Aids em crianças, 82% das mulheres grávidas e lactantes vivendo com o HIV em todo o mundo tiveram acesso ao tratamento antirretroviral em 2022, em comparação com 46% em 2010, o que levou a uma redução de 58% nas novas infecções por HIV em crianças de 2010 a 2022, o número mais baixo desde a década de 1980.

Marcos legais

Segundo o relatório, o fortalecimento do progresso na resposta ao HIV passa pela garantia de que os marcos legais e políticos não comprometam os direitos humanos, mas os protejam. Vários países revogaram leis prejudiciais em 2022 e 2023, incluindo Antígua e Barbuda, Ilhas Cook, Barbados, São Cristóvão e Nevis e Singapura que criminalizavam as relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo.

Financiamento

O financiamento para o HIV também diminuiu em 2022, tanto de fontes internacionais quanto domésticas, retornando ao mesmo nível de 2013. Os recursos totalizaram US$ 20,8 bilhões em 2022, muito aquém dos US$ 29,3 bilhões necessários até 2025, afirma o documento.

O relatório expõe, no entanto, que existe agora uma oportunidade para acabar com a Aids na medida em que a vontade política é estimulada por meio dos investimentos em resposta sustentável ao HIV.

Esses recursos devem ser focados no que mais importa, reforça o Unaids: integração dos sistemas de saúde, leis não discriminatórias, igualdade de gênero e fortalecimento das redes comunitárias de assistência e apoio.

“Os fatos e os números compartilhados neste relatório não mostram que o mundo já está no caminho certo, mas indicam claramente que podemos chegar lá. O caminho a seguir é muito claro”, observa a diretora executiva do Unaids, Winnie Byanyima.

Agência Brasil