EUA retiram restrições de voo para Cuba

Foto: Alexandre Meneghini / Reuters

O governo dos Estados Unidos revogou nesta quarta-feira (1º) uma série de restrições a voos para Cuba impostas pelo ex-presidente Donald Trump, inclusive acabando com uma proibição a voos norte-americanos para aeroportos cubanos que não ficam em Havana.

O Departamento de Transporte dos EUA (USDOT, na sigla em inglês) emitiu a ordem a pedido do secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, que disse que a medida era “em apoio ao povo cubano e aos interesses de política externa dos Estados Unidos”.

A Casa Branca sinalizou no mês passado uma mudança de postura como parte de uma revisão mais ampla de sua política em relação a Cuba sob o governo do presidente Joe Biden. As restrições de voo foram suspensa imediatamente.

O governo Trump havia imposto uma série de restrições de aviação em 2019 e 2020, em uma tentativa de aumentar a pressão econômica dos EUA sobre o governo cubano.

Sob o presidente Trump, o Departamento de Transportes impôs um limite de voos fretados para Cuba a 3.600 por ano, e posteriormente suspendeu voos fretados para Cuba. O departamento também proibiu voos fretados para qualquer aeroporto cubano que não fosse o de Havana.

O então secretário de Estado, Mike Pompeo, disse que Cuba “usa o turismo e fundos de viagens para financiar seus abusos e interferência na Venezuela. Ditadores não podem se beneficiar do turismo dos EUA”.

Agência Brasil



Morre influencer brasileiro que viajava de fusca com seu cachorro; o cão também morreu no acidente.

O influenciador digital Jesse Koz, que morreu em um acidente de trânsito aos 29 anos nos Estados Unidos, ficou conhecido na web por viajar com seu cachorro em um fusca 1978. O cão também morreu no acidente.

Desde 2017 viajando, Koz já tinha visitado 16 países no carro que ganhou o apelido de Dodongo. Com placa de Balneário Camboriú, em Santa Catarina, a conta do influenciador no Instagram tem registros das viagens em cidades dos EUA, Chile e litoral do Brasil.

O influencer percorria as Américas na companhia do Shurastey, um golden retriever de 6 anos, que era uma celebridade na internet. A página dele no Instagram tem mais de 500 mil seguidores.

Koz publicava fotos na conta do cachorro mostrando as viagens que já tinha feito, entre elas: Bolívia, Uruguai, Chile, Peru, Colômbia, EUA e outros países.

A última publicação há três dias recebeu mais de 20 mil comentários até a noite desta terça (24).



Astrônomos divulgam primeiras imagens de buraco negro da Via Láctea

Foto: Divulgação/Observatório Europeu do Sul – ESO

A imagem do Sagitário A* é o buraco negro localizado ao centro da nossa galáxia, na Via Láctea, e pela primeira vez foi visto em uma imagem.

É a primeira evidência visual da existência deste objeto compacto e supermassivo, possível graças ao trabalho conjunto de uma equipe internacional de pesquisadores, chamada Colaboração Event Horizon Telescope (EHT).

Para a busca do objeto foram utilizados oito radiotelescópios espalhados por diversos pontos do globo terrestre. A partir das imagens captadas, que simulariam um super telescópio do tamanho da Terra, e da justaposição dos registros, chegou-se à imagem do buraco negro da Via Láctea.

O anúncio é realizado pelo Observatório Europeu do Sul – ESO.

Portal da Tropical



Franceses decidem neste domingo 2° turno entre Macron e Marine Le Pen

Eleição acirrada: candidato centrista e presidente francês Emmanuel Macron e a candidata de extrema-direita Marine Le Pen. Foto: LUDOVIC MARIN/ASSOCIATED PRESS/AE

Sete meses atrás, Emmanuel Macron estava nos jardins do Palais du Pharo, em Marselha, diante do cenário ensolarado do antigo porto, e declarou: “Se não tivermos sucesso em Marselha, não teremos sucesso na França”.

Em 16 de abril, o presidente estava de volta ao mesmo cenário majestoso para seu primeiro comício antes do voto final nas eleições presidenciais francesas. A cidade mediterrânea não votou em Macron no primeiro turno, preferindo o esquerdista radical Jean-Luc Mélenchon. Então, o presidente estava em território hostil. Mas, ao retornar à cidade vivaz e rebelde, Macron parecia estar dizendo: se conseguir vencer em Marselha, vencerá em toda a França.


Nos últimos dias da campanha, os dois finalistas, o centrista Macron e a populista nacionalista Marine Le Pen, estavam perseguindo os votos daqueles eleitores que não escolheram nenhum deles no primeiro turno. A maioria faz parte dos 7,7 milhões de pessoas (22% dos eleitores) que apoiaram Mélenchon, muitos deles jovens e de mentalidade ambientalista.


Consciente disso, Macron prometeu em Marselha colocar o meio ambiente “no centro” de um segundo mandato, dobrar o ritmo do esforço francês para reduzir as emissões de carbono e transformar a França no primeiro grande país a acabar com o uso de combustíveis fósseis. O segundo turno, declarou ele, é uma escolha entre medo e ódio, de um lado, e respeito, diversidade e ecologia, do outro.


No dia anterior, uma hora ao norte de Marselha, no sopé das colinas de Luberon, uma radiante Le Pen estava fazendo corpo a corpo no mercado local. Durante uma hora, ela passou por barracas que vendiam aspargos, azeitonas e embutidos, curvando-se para abraçar crianças ou posando para selfies com transeuntes. Alguns manifestantes gritavam “vá para casa” ou “fascista”.


Fátima Benmalek, uma avó de origem argelina, pediu a Le Pen que não proibisse o uso do véu muçulmano em público, como a candidata prometeu. Mas as boas-vindas que Le Pen recebeu da maioria das pessoas que enchiam suas sacolas mostra até que ponto ela ampliou seu apelo. “Ela está calma, equilibrada, menos agressiva do que antes”, disse Josiane, florista aposentada. “Ela está visitando todas as aldeias. Macron não é muito próximo do povo.”


Embora criada dentro de uma mansão nos arredores de Paris, Le Pen se autodenominou, com sucesso, como defensora do “povo” contra a elite parisiense, encarnada pelo presidente “globalista”, e como uma mãe divorciada que sofreu tanto quanto qualquer outra pessoa. Ela evitou a capital e viajou pela França rural, onde seu voto é mais forte, prometendo reduzir os impostos sobre contas de calefação, combustíveis e alimentos.

Tribuna do Norte



Biden evoca Guerra Fria e diz que Rússia ‘estrangula a democracia

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou neste sábado (26) que a “Rússia estrangula a democracia” com a invasão à Ucrânia. Em declaração feita na Polônia após reunir-se com aliados da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Biden comparou as ações recentes de Vladimir Putin a situações da Guerra Fria e disse que os EUA não deixarão os territórios de países da aliança militar “desprotegidos”.

“A batalha pela democracia não foi de fato concluída com o fim da Guerra Fria”, disse Biden em seu discurso. “As marcas são familiares, desprezam estado de direito, conquistas democráticas. Hoje a Rússia estrangula a democracia, e fazem isso não apenas na sua própria terra, mas também em outros lugares”, continuou.

Biden criticou as falas de Putin de que a invasão teria ocorrido, entre outros motivos, para “desnazificar a Ucrânia”. Ele citou que o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky é descendente de judeus e foi democraticamente eleito: “E Putin ainda tem a audácia de dizer que faz o certo”.

Mais cedo, Biden visitou os abrigos de refugiados ucranianos e relatou ter se sensibilizado nas conversas com alguns deles. “Nós estamos com vocês”, declarou, em mensagem enviada à população da Ucrânia.
Biden acrescentou que “o povo russo não é o inimigo”, e acusou Putin de utilizar de táticas de desinformação na Rússia para vetar que a população tenha acesso à versão ocidental do conflito.

Biden afirmou ter conversado diversas vezes ao telefone com Putin meses antes da invasão. “Ele me garantiu que não se mexeria, que não invadiria a Ucrânia, que suas tropas estavam na fronteira da Ucrânia fazendo treinamento”, contou.

Para Biden, Putin “ameaça a retomada de décadas de guerra que destruíram a Europa”. O presidente americano afirmou que a resposta de um “Ocidente unificado”, com sanções aplicadas ao país, demonstram uma nova forma de poder estatal contra as forças militares.

Ele acrescentou que as sanções atingem diretamente pessoas que financiaram a guerra, como “oficiais e oligarcas que conseguiram benefícios por tempo demais por suas ligações com o Kremlin”.

Apesar de dizer que não busca conflito com as forças russas, Biden afirmou que a presença de soldados americanos no continente europeu é importante “para defender aliados da Otan”.

“Quero deixar claro que ninguém pense que deixaremos os territórios da Otan desprotegidos. Temos a obrigação sagrada de proteger cada polegada de território da Otan com toda a nossa força e poder.”



Para Zelensky, é hora de conversas significativas com Rússia sobre paz

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu na noite desta sexta-feira (18), já sábado na Ucrânia, negociações significativas de paz e segurança com Moscou. O líder do país disse que esta é a única chance da Rússia de limitar os danos causados por seus erros após a invasão.

“Chegou a hora de uma reunião, é hora de conversar”, disse ele em um discurso em vídeo divulgado nas primeiras horas de sábado na Ucrânia.

Apesar de as tropas russas praticamente não terem se movido na Ucrânia nos últimos dias, rotas que conectam o território ucraniano a países vizinhos, como a Polônia, e que servem para abastecimento e deslocamento de refugiados, estão tomadas pela presença de tropas russas.

Além das estradas que levam à Polônia, também notam-se as forças de Vladimir Putin ocupando rotas que vão à Belarus.



Australiana gasta mais de R$ 1 milhão para ficar parecida com boneca

Tara Jayne McConachy, de 33 anos de idade, é uma australiana que decidiu modificar completamente seu corpo e rosto para se tornar a “Barbie humana” de seu país, e vem fazendo sucesso na web! Em seu Instagram, onde conta com mais de 149 mil seguidores, ela divide detalhes de seu dia, mostrando as transformações no visual, que incluem cinco cirurgias para aumentar os seios, seis plásticas no nariz, muito botox e uma quantidade impressionante de preenchimento nos lábios.

Tara, que já gastou até agora mais de 200 mil dólares (mais de 1 milhão de reais, na cotação atual), faz sucesso não só no Instagram, mas também na plataforma de conteúdo adulto OnlyFans. “Barbie humana em tamanho real. Você, humano que gosta de transar com bonecas, venha brincar comigo!”, diz a apresentação dela na página.

A popularidade de Tara começou em 2021, quando apareceu na série de documentários australiana Mirror Mirror, na qual discutiu seu vício em cirurgias plásticas. “Acho que quero aumentar meus seios”, dizia ela, descrevendo-se como uma “boneca Barbie de edição atualizada e limitada”.

Na época, Tara disse que não estava feliz com suas próteses mamárias pois, segundo ela, davam um “efeito ondulado” e ela queria que eles fossem preenchidos. Os médicos, porém, se recusaram a operar Tara por se preocuparem com sua saúde física e mental.



Rússia se retira definitivamente do Conselho da Europa

Bandeiras da União Europeia na sede da Comissão Europeia em Bruxelas, Bélgica.

De acordo com um comunicado do Ministério das Relações Exteriores russo divulgado nesta terça-feira (15), a Rússia decidiu se retirar do Conselho da Europa, órgão de defesa dos direitos humanos com sede em Estrasburgo, na França.

Em 25 de fevereiro, um dia após o início da invasão russa à Ucrânia, o Conselho já havia decidido por suspender a participação da Rússia na entidade. Agora, com a saída em definitivo do país, o grupo conta com 46 membros, sendo que 27 também fazem parte da União Europeia.

Também nesta terça, uma sessão extraordinária da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa estava agendada para discutir a invasão da Ucrânia. A Rússia se antecipou à reunião, já que nela os representantes iriam votar uma resolução que poderia expulsar o país comandado por Vladimir Putin da organização.

O posicionamento do Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou que a decisão de deixar o Conselho leva em conta que os membros da Otan e da União Europeia estão transformando o órgão em “um instrumento de política anti-Rússia”.

A secretária-geral do Conselho, Marija Pejčinović Burić, recebeu um aviso de retirada por parte do ministério russo.

Sem fazer parte do Conselho da Europa, a Convenção Europeia de Direitos Humanos deixa de se aplicar na Rússia, e a população do país não poderá mais recorrer ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos contra o governo de Putin.

Com a decisão, a Rússia se torna apenas o segundo país a deixar o grupo desde a sua formação após a Segunda Guerra Mundial. A Grécia chegou a deixar a entidade em 1969, também para evitar uma expulsão, depois de um golpe militar. Cinco anos depois o país voltou ao Conselho com a restauração da democracia.

O Conselho da Europa foi fundado em 1949 e é um órgão separado da União Europeia, e se descreve como “a principal organização de defesa dos direitos humanos no continente”. O grupo é responsável por campanhas humanitárias e convenções internacionais com pautas de conscientização social.

Além disso, o Conselho acompanha o progresso dos Estados-membros nas áreas relacionadas aos direitos humanos e apresenta recomendações através de órgãos de monitorização especializados e independentes e possui um braço jurídico, o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

*Com informações da CNN Internacional



Rússia e Ucrânia falam em acordo ‘nos próximos dias’

O secretário de imprensa presidencial da Rússia, Dmitry Peskov, afirmou neste domingo (13) à Tass (agência estatal russa) que a quarta rodada de negociações entre o seu país e a Ucrânia, em razão da guerra, ocorrerá nesta segunda (14) e será realizada no formato virtual. O conflito entre os dois países está no 18º dia.

Peskov se limitou a dizer que “sim” quando questionado se as negociações seriam realizadas de modo virtual e não deu mais detalhes sobre o novo encontro.

No sábado, Peskov declarou que a delegação da Rússia responsável pelas negociações virtuais com a Ucrânia será comandada pelo assessor presidencial Vladimir Medinsky -como o habitual.

Um porta-voz do governo ucraniano afirmou neste domingo que há possibilidades de negociação entre a Rússia e a Ucrânia pelo fim da guerra. Mais tarde, um representante russo nas negociações apontou que existe a possibilidade de ambos os países avançarem em uma posição em comum.

Segundo o site Sky News, o negociador ucraniano e conselheiro presidencial, Mykhailo Podolyak, acredita que pode haver progresso em negociações nos próximos dias, uma vez que, segundo ele, “o lado russo se tornou mais construtivo”.

“Não vamos ceder em princípio em nenhuma posição”, disse ele em um vídeo publicado na internet.

“A Rússia agora entende isso. A Rússia já está começando a falar de forma construtiva. Acho que vamos alcançar alguns resultados literalmente em questão de dias”, concluiu Podolvak.



Rússia bombardeia cidades ucranianas de Dnipro e Lutsk

Pela primeira vez, o Exército russo bombardeou as cidades ucranianas de Dnipro e Lutsk, enquanto concentrava militares próximo ao aeroporto de Kiev.

No dia em que se admite a abertura de novos corredores humanitários, as primeiras horas foram de ataques que, em Dnipro, tiveram como alvo áreas civis.

O governo de Kiev diz que a guerra já provocou mais mortes de civis ucranianos do que de militares.

Armas químicas
Moscou convocou, nessa quinta-feira (10), reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas para discutir suposta atividade norte-americana em território ucraniano, no domínio das armas biológicas.

A Casa Branca nega ter desenvolvido esse tipo de armamento na Ucrânia e admite que o Exército russo venha a usar armas químicas e biológicas no conflito.

Em vídeo publicado no Facebook, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, nega que alguma arma química ou qualquer outra de destruição em massa tenha sido desenvolvida no país.