Baixa oferta eleva preço do leite e impacta no programa estadual

Entre 2018 e 2019, o programa atendia 85 mil famílias em situação de extrema pobreza no Estado. Agora, atende 75 mil famílias. Foto: Divulgação

Surpreende nas gôndolas dos supermercados a escalada do preço do litro de leite, que acumula alta de 61%, nos últimos 12 meses. A razão pela alta se explica pelo aumento de custo na produção, mas também pelo comportamento dos produtores que viram na carne bovina um mercado mais atrativo. Todo esse cenário também impacta no funcionamento do Programa do Leite Potiguar (PLP), que sofre com a pouca oferta do produto e isso interfere na quantidade que é distribuída para as 75 mil famílias em extrema pobreza atendidas pelo programa.

Em processo de reformulação, o Programa Leite Potiguar (PLP), que também fomenta a cadeia leiteira do Estado, enfrenta obstáculos para ser ampliado. Entre 2018 e 2019  eram atendidas 84 mil famílias em situação de extrema pobreza, mas a pouca oferta do produto no mercado, provocada por fatores climáticos e econômicos e a queda na arrecadação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços de Transportes) dos combustíveis, que financiava o programa, são apontados como as razões que impedem o Governo de torná-lo mais atrativo para os produtores e ampliá-lo para atender mais famílias que necessitam.

Na conta do programa deve ser distribuído um litro de leite por dia para cada família. Semanalmente seriam, então,  375 mil litros, porém, tem ocorrido desabastecimento em alguns municípios. “Vivemos uma crise do leite porque os produtores rurais estavam vendendo leite mais caro para outros estados e laticínios que não atuam no programa do leite. A gente só consegue receber de 200 mil a 220 mil. Como não tem o produto suficiente, não deixamos as famílias sem receber, mas ao invés, por exemplo, de receberem cinco por semana, acabam recebendo só quatro. O importante é que recebam, mesmo em menor quantidade”, explicou o  coordenador do PLP, Jan Varela.

Mas o governo diz que tem se esforçado para garantir a efetividade do programa, tornando-o mais atrativo para o produtor, mesmo que ainda não seja possível atender a demanda que aumentou com mais famílias na faixa da extrema pobreza. Com o novo modelo de contrato é possível convocar nova empresa quando a que estiver fornecendo desistir. Além disso, o preço foi reajustado para melhor competir com o mercado privado e com as investidas dos estados do Ceará e da Paraíba que têm atraído os produtores potiguares.

“Hoje o preço é R$ 4, sendo R$ 2,54 para o produtor e R$ 1,46 ao laticínio. Já houve um incremento em torno de 70% no preço nos últimos quatro anos. Estamos buscando pagar quinzenalmente o produtor para se aproximar da iniciativa privada que paga por semana”, disse o secretário adjunto da Secretaria de Assistência Social do Estado (Sethas/RN), Adriano Gomes.

O orçamento previsto para 2022 é de R$ 53,4 milhões. São nove laticínios que atendem 150 municípios. Falta finalizar o processo de mais um que atenderá o restante, de modo a cobrir todo o Estado. A previsão é que isso aconteça nesta semana. “O produtor opta em vender para iniciativa privada porque o preço está mais vantajoso e o Estado não consegue acompanhar esse preço na mesma velocidade porque o preço do leite oscila semanalmente e setor público não tem essa capacidade de a cada semana mudar o preço de um contrato vigente. O que a gente faz é cobrar o que está pactuado contratualmente”, destacou.

Corte orçamentário traz obstáculo à ampliação

De acordo com o secretário adjunto da Secretaria de Assistência Social do Estado (Sethas/RN), Adriano Gomes, outra dificuldade está no impacto que a redução do ICMS dos combustíveis causou. “Estamos fazendo grande esforço para manter esse e o programa restaurante popular porque sofreram com a queda da fonte financiadora, era o ICMS dos combustíveis. Agora, o Governo está priorizando pela fonte 100 e isso é um obstáculo para ampliar o programa”, disse ele.

O programa do leite é compreendido pelo Governo como uma garantia para os produtores, já que independente da sazonalidade da produção, os valores permanecem e o pagamento é garantido, permitindo que produzam o ano inteiro. O vice-presidente da Associação dos Produtores de Leite da região Oeste (ASPROLO), Luiz Diógenes de Sales, avalia que o programa melhorou para os produtores e tem ajudado a fortalecer a cadeia leiteira no Estado.

“O programa é bom e atende os produtores, mas o Governo ainda e poderia fazer mais na questão da desburocratização e mais linhas de crédito. Porém, o Estado reajustou o preço do leite e tem dado sua contrapartida. No Seridó abriu várias queijeiras dos pequenos produtores. O Sistema S tem ajudado também em assistência técnica. Se a gente continuar nesse patamar de valorização do leite e seus derivados, mesmo com a alta da ração, teremos uma bacia leiteira cada vez mais forte e estimulada. O Estado tem um potencial muito grande para a produção de leite”, destacou.

Tribuna do Norte



Governo libera R$ 1,7 bilhão do orçamento secreto após decreto de Bolsonaro

Foto: Arquivo

O Governo Federal liberou o pagamento de R$ 1,7 bilhão em emendas do orçamento secreto dois dias após o presidente Jair Bolsonaro assinar um decreto na véspera do feriado de 7 de Setembro destravando as verbas de interesse dos parlamentares. Bolsonaro adiou repasses da cultura e da ciência e tecnologia para abrir o espaço para as emendas.

As verbas estavam bloqueadas desde o início de agosto. De lá para cá, o presidente assinou duas medidas provisórias prorrogando repasses que estava obrigado por lei a fazer ainda em 2022, relativos ao setor cultural e ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). A manobra libera R$ 5,6 bilhões ainda neste ano para irrigar o orçamento secreto, conforme o Estadão revelou em 31 de agosto.

Com o decreto assinado e publicado na última terça-feira (6), em edição extra do Diário Oficial da União, os órgãos do governo ficaram livres para destravar as emendas que estavam bloqueadas. É uma demanda do presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), e de outros líderes do Centrão, que pressionam o Executivo para liberar os pagamentos até a data das eleições.


Tecnicamente, o valor de R$ 1,7 bilhão diz respeito à verba desbloqueada nos ministérios carimbada com as emendas de relator que alimentam o orçamento secreto. Com o desbloqueio, o governo está pronto para empenhar os recursos, ou seja, garantir o pagamento aos redutos eleitorais dos parlamentares. Na prática, os padrinhos das emendas poderão fazer propaganda com os recursos liberados. O governo usa os repasses em troca de apoio político no Congresso.


O Ministério do Desenvolvimento Regional, uma das pastas mais estratégicas para o orçamento secreto, aquela que usa o dinheiro para doar tratores e asfaltar ruas a pedido dos parlamentares, foi priorizada no desbloqueio, com R$ 1,1 bilhão liberado. O Ministério do Meio Ambiente, por outro lado, ficou atrás e só conseguiu R$ 8,5 milhões na manobra. As informações foram levantadas pela Consultoria de Orçamento da Câmara com dados do Governo Federal.


Disputa
O decreto de Bolsonaro provocou críticas no Congresso, especialmente da oposição. Parlamentares querem votar um projeto para reverter a decisão do governo e ameaçam derrubar o decreto no Supremo Tribunal Federal (STF). As duas medidas provisórias assinadas por Bolsonaro que permitiram a manobra também estão no alvo.


O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), é pressionado a devolver as medidas provisórias, o que obrigaria o governo a pagar os recursos para o setor cultural e para o fundo de ciência e tecnologia. Em uma reunião na terça-feira (6), com um grupo de congressistas, Pacheco disse que deixaria para resolver o assunto depois do 7 de Setembro. Bolsonaro, porém, assinou o decreto antes.


Pacheco defendeu os repasses da cultura e da ciência e tecnologia, independentemente da decisão sobre as medidas provisórias. Na quarta-feira, ele afirmou que pediria à equipe econômica para encontrar o espaço necessário para bancar o socorro ao setor cultural. Nos bastidores, cresce a possibilidade de uma nova flexibilização no teto de gastos ainda neste ano para viabilizar os pagamentos.


Estadão Conteúdo



Cantor de 22 anos morre vítima de acidente no Seridó


Uma colisão transversal foi registrada por volta de 12h30 desta quinta-feira dia 08 de setembro de 2022, envolvendo uma motocicleta Honda CG Titan, de cor azul, sem placa, ano 1996, pilotada por uma pessoa de apenas 22 anos. Identificado co Laercio Simões de Araújo, a vítima reside no sítio Sussuarana 2, zona rural de Parelhas.

O outro veículo envolvido é um Ford F.4000, de cor bege, ano 1986, dirigido por um cidadão residente em Parelhas, que se ausentou do local e foi identificado pela POLICIA RODOVIÁRIA ESTADUAL com auxilio de uma viatura da rádio patrulha de Parelhas. Segundo informações de populares, a vítima seria um cantor conhecido como Laércio da Pisadinha.

A PRE realizou todos os procedimentos cabíveis, inclusive a remoção da motocicleta que nunca havia sido registrada e o caminhão foi notificado por não estar licenciado. O Instituto Técnico-Cientifico de Pericia (ITEP) foi acionado para remoção da vítima e a Policia Civil foi acionada para realizar os procedimentos cabíveis.

A 3ª CIPRv tem estado presente nas RNs fiscalizando e realizando ponto base com o intuito de orientar os condutores sempre na preservação da vida.



MPF limita prazo para análise de requerimentos no INSS de Currais Novos

Foto: divulgação

Pessoas que aguardam análise e julgamento de requerimentos apresentados na Agência de Previdência Social do INSS do município de Currais Novos ganharam esperança de ter o processo analisado com mais agilidade. É que o Ministério Público Federal (MPF) obteve do Tribunal Regional Federal da 5ª região (TRF5) a confirmação da sentença que obriga o INSS a impor prazos máximos aos atendimentos.

Com a alteração, o requerimento de salário-maternidade deverá ser analisado e julgado dentro de 30 dias. Aposentadorias por invalidez comum e acidentária (aposentadoria por incapacidade permanente) e auxílio-doença comum e por acidente do trabalho (auxílio temporário por incapacidade), em no máximo 45 dias.

A agência atende a população da Região Seridó e recebe centenas de pedidos de aposentadoria, licenças e auxílios que ficam represados e, levam, em média, quase seis meses para serem concluídos, seja com a concessão ou negativa.

“Em sua maioria, são idosos e pessoas com deficiência, em faixa de pobreza, que veem no benefício pleiteado a fonte de renda que assegurará o sustento básico de sua família. Privá-los de uma resposta, ainda que negativa, ao benefício pretendido chega a ser desumano”, resume a autora da ação civil pública (ACP), procuradora da República Maria Clara Lucena.



Brasil tem 79,22% da população com esquema vacinal anticovid completo

Foto: Magnus Nascimento

O Brasil tem 170.186.128 pessoas, ou 79,22% da população, com o ciclo vacinal contra a covid-19 completo.

A contagem é do Consórcio de Imprensa do qual o Estadão faz parte. Confira os dados sobre a pandemia do coronavírus e sobre o ritmo de imunização no menu Indicadores, no topo do terminal Broadcast, em Covid-19.

São 180.827.513 pessoas que receberam a primeira dose, 84,17% da população.


No País, 102.781.006 pessoas tomaram a terceira dose e 28.474 611, a quarta. Nas últimas 24 horas, foram aplicadas 321.307 doses adicionais (3 e 4).


Estadão Conteúdo



Pesquisa PwC: 67% das pessoas destinam maior parte do orçamento para alimentação

Compras nos supermercados acumularam um aumento de 17,37% nos 12 meses encerrados em agosto, segundo IPCA-15. Foto: Adriano Abreu

Os consumidores planejam ampliar gastos com bens nos próximos meses, mas o aumento nos preços dos alimentos é o principal obstáculo enfrentado pelos brasileiros para exercer seus desejos de consumo, segundo uma pesquisa da empresa de consultoria e auditoria PwC Brasil.

Apontada por 67% dos entrevistados, a inflação de alimentos obriga os consumidores a direcionar uma parte maior do orçamento doméstico para os itens essenciais, em detrimento dos supérfluos. O segundo e terceiro entraves às compras mais mencionados por consumidores foram transtornos relacionados ao frete, como descumprimento de prazo (queixa mencionada por 44% dos entrevistados) e demora na entrega (43% de citações).

“No decorrer do primeiro semestre, aqui no Brasil, a inflação mostrou um aumento nos alimentos. Antes ela comprava refrigerante ou suco, aí ela começou a trocar por produtos de menor valor agregado, acaba comprando limão para adoçar sua bebida”, exemplificou Luciana Medeiros, sócia da PwC Brasil.
“Vai reduzindo até não comprar mais. Então isso que foi acontecendo com o consumidor no decorrer desse primeiro semestre. Na verdade, isso começou em dezembro, o mercado sentiu bastante isso, a troca de itens, sempre por produtos de menor valor agregado, de menor custo, até o consumidor ou parar de consumir o produto, além da troca de marca, ou então ficar só com uma coisa, o valor dele reduzido.”


Os alimentos comprados em supermercados para consumo no domicílio acumularam um aumento de 17,37% nos 12 meses encerrados em agosto, segundo os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O preço do óleo diesel, que afeta o custo do frete, acumulou um encarecimento de 58,81% no período de um ano, de acordo com o IPCA-15.


Além da inflação de alimentos e de problemas na entrega, Medeiros lembra que os consumidores também sentiram os impactos da desorganização da cadeia de suprimentos sobre a experiência de consumo em alguns segmentos, como a falta de produtos ou fila de espera, especialmente por automóveis e equipamentos eletrônicos.


Segundo a empresa de consultoria e auditoria, as perspectivas são positivas para o varejo no médio prazo. No Brasil, 70% dos entrevistados afirmaram terem aumentado suas compras online durante a pandemia, e 55% dos consumidores declararam que ampliarão ainda mais as compras online nos próximos seis meses, enquanto 36% esperam manter os níveis atuais. Um terço dos entrevistados (34%) planeja expandir seu consumo em lojas físicas, e 45% preveem manter o nível atual de consumo.
“Realmente as pessoas estão com tendência a sair de casa, e fazer até mesmo um programa em relação a essa visita física nas lojas”, justificou Medeiros.


A ampliação de medidas de transferências de renda para a população deve beneficiar mais a aquisição de itens essenciais que supérfluos, como o segmento de alimentos, avaliou Luciana Medeiros. “Porque no outro (pagamento de auxílio emergencial), ele foi pra isso, mas as pessoas começaram a adquirir linha branca, fogão, geladeira, esse tipo de coisa. Agora neste, como ficou um período sem receber, a gente acredita que esse valor vá direto pro (segmento) alimentar”, previu Medeiros.


O levantamento apontou que 65% dos consumidores brasileiros indicaram alguma disposição de pagar mais por produtos produzidos localmente ou no próprio País, embora apenas 35% acreditem que os itens nacionais tenham maior qualidade que os concorrentes internacionais.


Quanto ao perfil do consumidor, os jovens são especialmente mais interessados e exigentes quanto a adquirir produtos de empresas com boas práticas de ESG (governança ambiental, social e corporativa) e conteúdo local. Segundo a PwC, as gerações Y e Z são consumidores muito mais propensos a considerar esses fatores nas decisões de compra.


Cerca de quatro em cada dez entrevistados no Brasil dizem que o ESG geralmente afeta suas decisões de compra, e os fatores ambientais são os que menos tendem a influenciar. Para 70% dos consumidores brasileiros, a transparência nas práticas de negócios é um fator de influência importante nas decisões de compra; 46% veem como relevante a empresa admitir erros do passado; e 49% dos entrevistados dizem que os fatores sociais afetam suas decisões de compra.


A pesquisa Global Consumer Insights, realizada semestralmente pela PwC, ouviu apenas consumidores a partir de 18 anos que fizeram compras online pelo menos uma vez no ano anterior. A edição de junho de 2022 ouviu 9.069 consumidores em 25 países e territórios, sendo 502 deles no Brasil.

Tribuna do Norte



Pix vira ameaça para o mercado das maquininhas de cartão

O Pix ainda enfrenta alguns desafios no varejo e ainda não pegou o suficiente. Há previsão de o sistemna funcionar na maquininha. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Não é raro uma indústria virar do avesso por uma inovação tecnológica. No setor das maquininhas de pagamento, a reviravolta chegou de uma vez só com o Pix, sistema de pagamento do Banco Central. A visão de especialistas é de que o Pix deve eliminar a necessidade do “intermediário” entre quem paga e quem recebe. E isso coloca em xeque o próprio futuro do setor de meio de pagamento. As empresas, portanto, terão de agregar mais serviços aos comerciantes – como softwares de administração de contas e estoques – para continuar relevantes para os clientes.

“As empresas ganharão pelo serviço prestado, e não mais por transação”, afirma Edson Santos, um dos maiores conhecedores do setor de meios de pagamento no Brasil. Segundo ele, companhias como a Stone, que em 2020 comprou a empresa de tecnologia Linx, já de olho nessa mudança, estão melhor posicionadas para a nova fase. Resistir a essa mudança, segundo ele, pode significar o fim da linha para esses negócios. Conforme pesquisa recente do Instituto Propague, a Cielo segue líder de mercado, seguida de perto pela Rede, do Itaú Unibanco. Depois vêm a Getnet (do Santander), Stone, Vero e PagSeguro.

Apesar da chegada do Pix ter chacoalhado o mercado, os líderes de setor não têm demonstrado grandes mudanças. Uma das razões, segundo Santos, é porque o Pix ainda enfrenta alguns desafios no varejo, e a maquininha segue importante para o estabelecimento receber os pagamentos pelo cartão. “O Pix ainda não pegou o suficiente (no varejo). E todo mundo espera que o outro faça antes”, diz Santos.

Uma das poucas mudanças, até agora, é a oferta da funcionalidade do Pix na maquininha, permitindo que o lojista gere um QR-Code para a transferência. “Essa é uma tentativa de se manter a maquininha viva”, comenta o especialista.

A experiência de quem usa o Pix diretamente no comércio também precisa melhorar. Hoje, quando o lojista aceita Pix, o cliente usa a chave do estabelecimento para efetuar o pagamento – mostrando a tela com a transação ao atendente ou enviando o comprovante por WhatsApp.

No entanto, já há startups trabalhando para deixar essa experiência mais fluida, para ajudar na adoção do Pix pelo comércio com a utilização de software que permite a aceitação do meio de pagamento pelo caixa de forma direta, ou seja, com confirmação da transferência imediata.

Outras empresas começam a oferecer o Pix parcelado (uma forma da dar crédito ao cliente), que poderá vir a substituir o cartão de crédito – essa opção já cresce em aceitação, especialmente no e-commerce. Hoje, essa modalidade já alcançou o volume do pagamento em boleto, forma de pagamento que era uma “dor” para os varejistas online, já que a desistência entre efetuar a compra e efetivo pagamento era alta.

Especialista no mercado financeiro, Boanerges Freitas destaca que o Pix mudou as peças do jogo do setor, mas as credenciadores resistem em mudar e inovar. “Claro que elas vão ter perda de receita ao sair do cartão para o Pix, mas é melhor ter essa perda e manter o cliente”, diz o especialista, lembrando que há anos têm alertado seus clientes dessa necessidade de diversificação de serviços.

“A empresa terá mais conhecimento sobre o varejista, sendo o meio de pagamento dele, e poderá, com isso fidelizá-lo por meio de outros serviços e rentabilizar o negócio”, comenta.

Saindo da zona de conforto

A Rede, credenciadora do Itaú Unibanco, diz que está atenta à mudança de regras do mercado. Diretor da empresa, Angelo Russomano conta que a empresa está debruçada no desenvolvimento de novas funcionalidades, algumas delas envolvendo o Pix.

Segundo o executivo, um ponto que a Rede tem olhado atentamente é o auxílio à digitalização dos varejistas, o que inclui a automação da frente do caixa, inclusive para integrar o pagamento pelo Pix. “Essa é a maior demanda dos varejistas. Se o Pix for melhor para os estabelecimentos, a gente tem de investir”, afirma Russomano, que há 30 anos atua no mercado de meios de pagamento.


Agência Estado



Lei Seca autua 22 motoristas por embriaguez ao volante em Natal

Foto: Divulgação/PM

O Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE) realizou mais blitzen da Operação Lei Seca em Natal, entre a noite de sexta-feira (02) e a madrugada deste sábado (03). Os pontos de bloqueio foram montados em Cidade da Esperança, Rocas e Alecrim.

De acordo com a Polícia Militar, 22 condutores foram autuados por dirigir sob a influência de álcool. Desse total, três foram presos em flagrante pelo crime de embriaguez.

As ações têm o objetivo de coibir acidente e garantir a paz pública, segundo o CPRE. Durante as operações, um menor de idade foi flagrado conduzindo uma motocicleta.

As ocorrências foram encaminhadas para a Central de Flagrantes da Polícia Civil, no bairro de Cidade da Esperança, para os procedimentos criminais cabíveis.

Portal da Tropical



RN registra uma queda de 12,4% no número de homicídios em agosto

Giroflex. Foto: Reprodução

O Rio Grande do Norte registrou uma redução significativa no índice de mortes violentas no mês de agosto. Comparando os meses de agosto do ano de 2021 e agosto de 2022, a redução observada foi de 12,4%.

Essa redução é ainda maior no acumulado do ano. Na comparação de janeiro a agosto do ano passado com os primeiros oito meses deste ano, a redução chega a 16,2%.

De acordo com a Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises Criminais (COINE) da Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED), 113 homicídios foram registrado em agosto de 2021. No mesmo período deste ano, 99 assassinatos foram contabilizados, 14 mortes violentas a menos.

Na somatória dos homicídios de 1º de janeiro a 31º agosto de 2021, foram 934 mortes violentas. 738 homicídios foram registrados no mesmo período deste ano, representando uma redução de 16,2%.

Entre os tipos criminais, destaque para a redução de 753 homicídios dolosos em 2021 para 651 em 2022.

Os casos de mortes em intervenção policial também apresentaram queda, foram 111 ocorrências registradas no período de janeiro a agosto de 2021, enquanto em 2022, no mesmo período, foram 66.

Os números relacionados ao feminicídio, em 2021 foram registrados 12 casos. Neste ano, a mesma quantidade também foi registrada.

MAIS DE 2.400 VIDAS SALVAS

No RN, outro dado precisa ser enaltecido: o total de vidas salvas, que é a diferença entre a quantidade de mortes violentas registradas no período da atual gestão quando se compara com o total de mortes registradas nos primeiros 3 anos e oito meses da gestão passada. Neste caso, 2.440 mortes a menos.

No período de 1º de janeiro de 2015 a 31 de agosto de 2018, foram registrados 7.482 assassinatos em todo o Estado. Enquanto isso, no mesmo período de 2019-2022, foram 5.042 crimes da mesma natureza. Neste caso, a redução total chegou a 32,6% quando comparado o total de mortes violetas registradas ao longo da gestão passada com a atual gestão.

Agora RN



Hospital Infantil Varela Santiago lança campanha para Copa 2022

O Hospital Infantil Varela Santiago lança nesta quinta-feira, dia 01 de setembro, a campanha para a Copa do Mundo 2022. Intitulada “Torcida do Bem – Vencer é o nosso propósito”, o objetivo da campanha é angariar fundos para a construção de um novo setor para tratamento de câncer infantojuvenil. O lançamento acontecerá às 9h30 no auditório da instituição.

Para a campanha, a agência de comunicação Art&C criou o “Torcedor do Bem”, alinhado ao tema que já estava sendo trabalhado pelo hospital, o “Assinante do Bem”. “Com isso, fazemos com que esse torcedor sinta-se parte de um time especial. O slogan ‘vencer é o nosso propósito’ completa o sentido desta torcida pelo Brasil e por todas as crianças que são assistidas pelo Varela”, explica Mariana Ranieri, redatora da Art&C.

De acordo com o Diretor Superintendente da instituição, dr. Paulo Xavier Trindade, a meta é vender 30 mil camisas para iniciar a construção do novo setor para tratamento de câncer infantojuvenil do hospital. “Hoje o hospital conta com enfermarias com três e quatro crianças. Quando há intercorrência com algumas delas, as outras presenciam, isso é muito doloroso. O nosso objetivo é fazer apartamentos individuais e propor ainda mais conforto e privacidade, que elas possam concluir seus tratamentos da melhor forma possível”, reforça.

A ideia da campanha é convidar toda a população potiguar a fazer parte da corrente do bem e adquirir as camisetas da instituição no valor de R$35,00 que já estão à venda na recepção do hospital, que fica na Av. Deodoro da Fonseca, 498, no Centro de Natal. Mais informações: (84) 3089-6179 – Central de Vendas da Copa.

O HIVS começou a fazer campanhas alusivas à Copa do Mundo FIFA no ano de 2006 com os recursos destinados à aquisição de uma ambulância. Em 2010 foram vendidas 11 mil camisetas e foram adquiridas máquinas extratoras para lavanderia. Já em 2014, a instituição vendeu 52 mil camisetas e conseguiu adquirir um tomógrafo.