Rio Grande do Norte: exportação de frutas da safra 2022 deverá reduzir em até 20%

Cerca de 40% das exportações de frutas do país saem do Estado, especialmente o melão, carro-chefe da fruticultura potiguar. Foto: Alex Régis

A exportação de frutas do Rio Grande do Norte deverá sofrer uma redução em torno de 20% na safra que inicia no próximo mês. A Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) e o Comitê Executivo de Fruticultura do Rio Grande do Grande do Norte (COEX-RN) apontam que fatores externos e econômicos deverão reduzir a quantidade de frutas exportadas pelo Rio Grande do Norte, especialmente o melão, carro-chefe da fruticultura potiguar. Mesmo assim, a expectativa da Secretaria Estadual de Agricultura e Pesca (Sape/RN) e da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern) é positiva.  Na Safra 2021, o RN exportou U$$ 166 milhões em frutas e nozes não oleaginosas.

Tecnicamente, a exportação da próxima safra é calculada a partir da semana 34 de 2022, que começa no dia 22 agosto e se estende até a semana 20 de 2023, que inicia em 21 de maio. Apesar do bom desempenho anunciado no primeiro semestre, as expectativas não são tão boas para o futuro próximo. “A previsão é de que teremos uma produção menor esse ano, em torno de 15% a 20%, por conta do aumento de custo e dos insumos. O Euro está mais baixo e as chuvas foram muito fortes, então atrasou um pouco a safra”, explicou o produtor Luis Roberto Barcelos, diretor da Abrafrutas.
O câmbio, conforme ele falou, interfere neste processo porque as frutas vendidas para o exterior são negociadas em Euro e nas últimas semanas essa moeda ficou mais barata em comparação ao dólar pela primeira vez em 20 anos.

O diretor da Abrafrutas também cita problemas na logística como um fator preponderante para essa baixa expectativa.  “Estamos com muito problema de espaço para embarcações e também de atraso nas rotas dos navios, que é uma questão mundial. Com tudo isso aí,  a tendência é de exportarmos menos volume.

O melão é a principal fruta que o estado exporta. Foram produzidas mais de 300 mil toneladas da fruta na safra 2021/2022. Junto à melancia, ao mamão, a banana e a manga, o melão forma o top 5 das frutas mais produzidas.

Cerca de 40% das exportações de frutas do país saem de terras potiguares. No primeiro semestre, as frutas ajudaram a aumentar as exportações. “Cresceu bem por outros motivos, como a menor concorrência com a América Central, mas a gente vai cair no segundo semestre deste ano com relação ao segundo semestre do ano passado”, diz Luiz Roberto Barcelos.

Conforme os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações no Rio Grande do Norte cresceram 122,6% no primeiro semestre de 2022, se comparado a igual período do ano passado, que teve soma de US$ 184 milhões em produtos exportados. A movimentação nos seis meses passados foi de US$ 408,7 milhões. Dentro do recorte, as frutas frescas e nozes foram o segundo produto mais exportado (15% das exportações e US$ 59,8 milhões exportados).

As informações da Secex indicam uma maior alta para o período desde 2011, representando quase 10 vezes mais do que o registrado no mesmo período daquele ano. As estatísticas apontam um saldo de US$ 24,7 milhões no passado e de US$ 219,4 milhões este ano – um crescimento de 788,25%.

O Secretário Estadual de Agricultura, Guilherme Saldanha, destaca que desde 2019 a fruticultura potiguar é destaque nacional. “É interessante vermos duas situações que ocorreram no primeiro semestre. O Rio Grande do Norte continua exportando fruta mesmo no período entressafra, no primeiro semestre que é quando ocorrem as chuvas que atrapalham um pouco a produção com qualidade”, disse ele.

Outro ponto destacado pelo secretário foi o aumento do volume exportado e, por isso, diz prevê que a próxima colheita será ainda melhor. ”A expectativa é muito boa para o segundo semestre que é quando ocorrem os maiores volumes. Temos trabalhado muito atraindo novas, introduzindo novas frutas como o trabalho na área de limão. Com certeza a gente vai caminhar no sentido de que continuaremos como maior exportador de fruta do Brasil”, prevê o secretário.

Cláudio Oliveira | Tribuna do Norte



Crise: emergência global de saúde para conter surto de varíola dos macacos é anunciada pelo diretor-geral da OMS

Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. Foto: Denis Balibouse / REUTERS

Neste sábado, 23, foi declarada, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), emergência global para combater o surto da varíola dos macacos. Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, foi quem anunciou a medida. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, mais ou menos 17.000 pessoas já foram afetadas pela doença em 74 países.

O risco no mundo é relativamente moderado, durante uma entrevista coletiva, Tedros falou um pouco sobre a medida: “Decidi declarar uma emergência de saúde pública de alcance internacional”.

Quando foi questionado sobre será o processo para controlar o surto, o diretor-geral da OMS disse o seguinte: “Com as ferramentas que temos agora, nós podemos controlar esse surto e parar a transmissão”.

Sintomas da doença:

Bolhas (pústulas) na pele de forma aguda e inexplicável; dor de cabeça; febre acima de 38,5°C; linfonodos inchados; dores musculares e no corpo; dor nas costas ; e fraqueza profunda.

Agora RN



Covid-19: Brasil tem 26 mil novos casos e 161 óbitos em 24 horas

Covid-19

Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil

O Ministério da Saúde divulgou hoje (23) novos números sobre a pandemia de covid-19 no país. De acordo com levantamento diário feito pela pasta, o Brasil registrou, em 24 horas, 26 mil novos casos da doença e 161 óbitos.

Desde o início da pandemia, o país acumula 33,5 milhões de casos confirmados e 676,9 mil mortes registradas. Os casos de recuperados somam 31,9 milhões (95% dos casos).

Covid-19 – 23/07/2022/Divulgação/ Ministério da Saúde

O estado de São Paulo tem o maior número de casos acumulados, com 5,8 milhões de casos e 172,5 mil óbitos. Em seguida estão Minas Gerais (3,7 milhões de casos e 62,7 mil óbitos); Paraná (2,6 milhões de casos e 44,3 mil óbitos) e Rio Grande do Sul (2,6 milhões de casos e 40,3 mil óbitos).

Vacinação 

Conforme o vacinômetro do Ministério da Saúde, 461,7 milhões de doses de vacinas contra contra a covid-19 já foram aplicadas, sendo 177,9 milhões da primeira dose; 158,8 milhões da segunda dose, além de 100,4 milhões da primeira dose de reforço e 15 milhões da segunda dose de reforço.

Agência Brasil



Saiba como fazer o RG Digital RN

Foto: Reprodução

O Instituto Técnico-Científico de Perícia do Rio Grande do Norte (Itep-RN) disponibilizou o RG Digital RN. O aplicativo que garante a Carteira de Identidade no celular já está disponível para celulares Android.

Segundo o Itep, a versão para iOS será “lançada tão logo a Apple autorize a licença”. Ainda não há prazo para o lançamento.

O RG Digital RN só pode ser usado com o RG Biométrico, que vem com o QR Code. Quem já tem esse novo RG, basta baixar o aplicativo na Play Store (https://bit.ly/3b00HYO), ler o QR Code do documento e seguir o passo a passo. 

Para quem ainda irá fazer o RG Biométrico, basta informar um email na hora do atendimento que em até 15 dias um QR Code será enviado e a pessoa poderá utilizar o app mesmo sem o RG físico.

Mudança no sistema de agendamento

O Itep também mudou o sistema de agendamento. Além das vagas que abrem às 8h das sextas com vagas para a semana subsequente, diariamente também serão disponibilizadas vagas para o dia seguinte, exemplo: Na segunda serão abertas vagas para a terça, na terça vagas para a quarta e assim sucessivamente.

O número de vagas em Natal também aumentou, passando de 400 para 500 diariamente. O agendamento é feito pelo site agendamento.itep.rn.gov.br. 

Portal da Tropical



Rio Grande do Norte tem queda de 43% nos pedidos de internações por Covid-19 no mês de julho

Atualmente, não há filas para leitos de UTI covid e a taxa de ocupação atual é de 69,4%. Foto: Elisa Elsie

O Rio Grande do Norte registrou queda de 43% nos pedidos por internações de pacientes com covid-19 do dia 6 de julho até esta quarta-feira (20). Os dados são do RegulaRN, sistema desenvolvido por pesquisadores do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LAIS/UFRN). Ainda de acordo com o LAIS, a fila para leitos críticos está zerada em todo estado. A taxa de ocupação desses leitos atualmente é de 69,4% em todo o Rio Grande do Norte.

O mês de julho tem se mostrado estável, em consequência, registra diminuição nos pedidos para internação, tanto em leitos clínicos, quanto em leitos de UTI. “A redução dos novos casos diários é sustentável porque já vem ocorrendo por mais de 15 dias seguidos (…) tanto é que isso já está se refletindo numa queda forte dos pedidos por internação por covid-19 no estado do Rio Grande do Norte”, afirmou o diretor executivo do LAIS, Ricardo Valentim. 


Segundo o diretor, a redução nos pedidos por internação é um dado que precisa de destaque pois é ainda mais preciso do que o número de casos diários. Isso significa que os casos graves da doença estão em queda, influenciada pelo avanço da vacinação. “A vacinação não tem somente influência sobre queda nos pedidos por internação, ela tem uma influência forte no tamanho na onda, ou seja, no tamanho da curva de transmissão”, explicou. 


A vacinação infantil em período escolar também foi um fator que contribuiu para essa redução, pois evitou a transmissão do vírus para adultos, idosos e pessoas com comorbidades, mais suscetíveis a internação e aumentando, de acordo com ele, a rede de proteção imunológica da sociedade. “Agora nós tivemos uma onda muito pequena, quando comparado com a ômicron é quase que insignificante esse aumento de casos porque não repercutiu na rede assistencial, ou seja, não aumentou as internações de maneira significativa, não só pelo aumento da cobertura vacinal no RN, mas sobretudo pela imunização das crianças em período escolar”, disse.  


Essa redução é motivo de comemoração para os potiguares, pois demonstra a importância da ciência e da pesquisa para a sociedade, além da efetividade de políticas públicas de imunização. “Uma pandemia com a gravidade que nós tivemos, e rapidamente a ciência contribuiu para que as autoridades públicas de saúde pudessem responder adequada e oportunamente, então isso é algo que deve sim ser comemorado e celebrado”, concluiu.


Panorama de junho 
Em junho, houve um aumento de casos de covid-19 no país. De acordo com Ricardo Valentim, o pico de casos aconteceu na última semana do mês, entre o dia 25 e 26. “O aumento desses casos começou na última semana de maio e foi até o dia 25, 26 de junho, quando foi o pico. Depois disso, a média móvel de novos casos diários para sete dias começou a mostrar uma redução sustentável de novos casos”, explicou. 


Essa foi a primeira alta desde o mês de fevereiro, de acordo com os boletins epidemiológicos divulgados pela Secretaria de Saúde Pública (Sesap). Nesse período, o Governo do Estado voltou a recomendar o uso de máscaras em ambientes fechados, parte das medidas restritivas de enfrentamento ao covid. Vale lembrar que, antes disso, o Brasil passava por um relaxamento nessas medidas, com liberação do uso de máscaras, além do retorno de eventos de grande porte, comemorações tradicionais do mês de junho e afins.

Tribuna do Norte



Sine oferece vagas de emprego em Currais Novos e outras regiões

A Subsecretaria do Trabalho da Sethas-RN, por meio do SINE-RN, oferece hoje, dia 20 de julho, 174 vagas de empregos para Natal, Mossoró, São José de Mipibu, Caicó, Parnamirim, Currais Novos e regiões.


Para concorrer às vagas, o(a) candidato(a) deve se cadastrar via Internet no Portal Emprega Brasil do Ministério do Trabalho e Emprego, através do endereço empregabrasil.mte.gov.br ou nos aplicativos Sine Fácil e Carteira de Trabalho Digital, disponíveis para Android e IOS.


As vagas para pessoas com deficiência são uma parceria da Subsecretaria do Trabalho da SETHAS com a Coordenadoria de Promoção e Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Semjidh.
Todas as oportunidades estão sujeitas a alteração. Para saber em tempo real qual ocupação está de acordo com seu perfil profissional é necessário acessar o empregabrasil.mte.gov.br com o seu login (PIS) e senha ou através do celular no aplicativo SINE Fácil.


Quer tirar alguma dúvida ou agendar um atendimento para Seguro Desemprego?
Ligue: (84) 3190-0783 e 3190-0788. O atendimento é de segunda a sexta, das 7:30h às 13:30h. Siga o Sine-RN no Instagram: @sine.rn para maiores informações sobre os serviços do SINE Estadual RN.

NÚMERO DE VAGAS POR MUNICÍPIO
Natal e Região Metropolitana
COLETOR DE RESÍDUOS HOSPITALARES 01

Vagas para Pessoas com Deficiência – PCD
BOMBEIRO HIDRÁULICO 02

Mossoró e Região
BORRACHEIRO 01
CONSULTOR 01
ELETRICISTA DE INSTALAÇÕES DE VEÍCULOS AUTOMOTORES 01
EMPREGADO DOMÉSTICO NOS SERVIÇOS GERAIS 01
ENCANADOR 05
MECÂNICO DE MOTOR A DIESEL 01
MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO 02
MONTADOR DE MÓVEIS E ARTEFATOS DE MADEIRA 01
OPERADOR ELETROMECÂNICO 01
PROMOTOR DE VENDAS 01
RECEPCIONISTA DE HOSPITAL 01
TÉCNICO DE ENFERMAGEM 01
VENDEDOR PRACISTA 01
VENDEDOR PRACISTA 01

Parnamirim e Região
CARTAZEIRO 01
CHEFE DE DEPÓSITO 01
CHEFE DE SEÇÃO DE SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS 01
CONFERENTE DE CARGA E DESCARGA 04
CONFERENTE DE FATURAS E NOTAS FISCAIS 02
EMPACOTADOR, A MÃO 10
ENCARREGADO DE MANUTENÇÃO 01
FIEL DE DEPÓSITO 10
GERENTE DE PRODUÇÃO 01
OPERADOR DE CAIXA 75
OPERADOR DE EMPILHADEIRA 06
SUPERVISOR DE CAIXAS E BILHETEIROS (EXCETO CAIXA DE BANCO) 02
VENDEDOR PRACISTA 10

Currais Novos e Região
AJUDANTE DE ELETRICISTA 01
AUXILIAR ADMINISTRATIVO 01
SERVENTE DE OBRAS 20
TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO 01
VENDEDOR PORTA A PORTA 01

São José de Mipibu e Região
CARREGADOR (ARMAZÉM) 02

Caicó e Região
AUXILIAR DE COZINHA 01
COZINHEIRO DE RESTAURANTE 01

Total geral = 174 vagas



Rio Grande do Norte teve 10 mil registros de roubos e furtos de celulares em 2021

RN teve 10 mil registros de celulares roubados no ano passado. Número significa uma ocorrência no Estado. Foto: Alex Regis

De 2018 a 2021, o Rio Grande do Norte registrou um crescimento de 2.062% nos números de roubo e furto de celulares, considerando a taxa por 100 mil habitantes. O Estado passou de apenas 456 casos em 2018 para 10.091 no último ano — equivalente a 27 casos por dia, ou um aparelho a cada 53 minutos. Os dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública.


A variação analisada no período de três anos é a maior de todo o Brasil. Como comparação, a segunda maior variação foi registrada no Pará, com um aumento de 51,1%. A maioria dos Estados ainda tiveram uma diminuição no número de roubos e furtos de celulares. Foram 14 com queda, contra nove unidades da federação que registraram crescimento. Outros quatro Estados não tiveram sua variação analisada por falta de dados.

A escalada de casos no RN foi vista de ano em ano. Dos menos de 500 registros em 2018, passou para 3537 em 2019. Já em 2020, foram 7367 ocorrências de furto e roubo de celulares, concluindo com os pouco mais de 10 mil em 2021.


O jornalista Gustavo Sousa, 24, foi uma vítima recente de roubo e, junto a isso, ainda sofreu violência. Em 14 de abril, na quinta-feira santa, Sousa estava no Beco da Lama — reduto cultural da Cidade Alta —, no tradicional dia de samba do local. Ao se afastar e ir para uma rua lateral, foi agredido por um homem que conhecia de vista e sofreu um “mata-leão”. Desacordado, teve o celular e outros pertences roubados, como óculos e documentos. O jornalista recobrou a consciência segundos depois. Segundo seu relato, o homem acusado de roubo o espancou ao perceber que a vítima o havia visto. 


“Foi muito assustador, aterrorizante. Foi a pior experiência da minha vida com toda certeza”, relata Sousa. “Não foram apenas os bens materiais que se foram, mas também tem um aspecto psicológico, um aspecto físico, porque eu fiquei durante alguns dias tomando remédio, mas durante um mês ainda com lesões, com sequelas físicas”, relembra.


Agredido no rosto, Gustavo Sousa levou pontos na cabeça e até o momento não recuperou os pertences. “Não recuperei nada, na verdade. Os documentos eu tive que refazer todos. Cartão de banco, cartão de plano de saúde, identidade. O celular eu tive que comprar outro”. Já os óculos de grau, ele conseguiu comprar novamente apenas neste mês. “Eu fiquei dois meses sem usar óculos, vendo nada”.


A Polícia Civil prendeu o acusado de assaltar e espancar o repórter no dia 2 de maio, pouco mais de duas semanas depois do caso. “Quando ele foi preso eu fiquei um pouco mais aliviado de saber que ele não estava mais à solta, inclusive está preso até agora”, afirma.

Tribuna do Norte



Caicó: empresa vence licitação e vai equipar e operar castramóvel de Caicó

A Unidade Móvel Veterinária, também chamada de “Castramóvel” da Prefeitura Municipal de Caicó (RN), deverá operar definitivamente a partir do mês de agosto. Essa foi a previsão dada pelo prefeito Dr. Tadeu.

O gestor explicou quais as medidas adotadas para fazer o equipamento funcionar. Primeiro, ele destacou que o castramóvel não estava equipado com equipamentos essenciais para a sua liberação pelo Conselho Regional de Veterinária. “Minimamente, ele precisa de foco cirúrgico, cardiodesfibrilador, local para medicação e nada disso veio junto”, disse.

Como o Município não tinha recursos para equipar o castramóvel, o prefeito Dr. Tadeu, decidiu fazer uma licitação para contratar empresa que o fizesse. O certame teve início em março de 2022 e foi concluído na primeira quinzena deste mês de julho.

“A demora foi por causa de recursos e contra razões, mas, já temos um vencedor. A empresa Veteri Pet, de Caicó, ganhou a licitação. O contrato já foi assinado. Os representantes da empresa estão elaborando um projeto, que vai ser encaminhado para o Conselho de Veterinária. Aprovado, o equipamento será liberado para funcionar”, contou.

O que é?

Castramóvel é um Programa de Controle Populacional de Cães e Gatos. Oferecendo castração gratuita de animais por meio de um procedimento cirúrgico a ser realizado por um Médico Veterinário na Unidade Móvel Veterinária.



Banco Mundial: crianças perdem 48% do potencial com pandemia

Cálculo de desperdício de talentos considera fatores como taxa de sobrevivência infantil, anos de escolaridade e resultados de aprendizagem. Foto: Magnus Nascimento

Uma criança nascida no Rio Grande do Norte em 2021 perderá 48,3% de todo o seu potencial de desenvolvimento humano até completar 18 anos. O número é resultado das condições de saúde e educação agravadas pela pandemia de Covid-19. Ou seja, um potiguar só alcançará 51,7% do que poderia alcançar. O cálculo é do Relatório de Capital Humano Brasileiro, publicado pelo Banco Mundial nesta semana.

Em 2019, o Índice de Capital Humano (ICH) — utilizado para calcular os prejuízos na infância — dos potiguares nascidos naquele ano era de 57,1%. Assim, o desperdício de talentos no período pré-pandemia era de 42,9%. No Estado, a pandemia trouxe uma queda de 9,45% no desenvolvimento de capital humano.


O Rio Grande do Norte possuía ainda, em 2019, uma das cinco piores cidades do Brasil para o desenvolvimento de capital humano. Monte das Gameleiras, com uma população de cerca de 2.100 habitantes, possuía um ICH de 0,461, equivalente a 46,1%. O resultado a coloca como a quarta pior do Brasil. As outras cidades são Ibirataia-BA (0,449), Igarapé do Meio-MA (0,453), Luciara-MT (0,455) e Barreiras do Piauí-PI (0,463).


Monte das Gameleiras, diz o estudo, possui características importantes compartilhadas com as outras cidades. “A qualidade da educação é baixa, o que é um impedimento significativo na formação do capital humano. O desempenho nas avaliações nacionais de aprendizagem nos municípios com pior classificação está significativamente abaixo da média”, aponta. Outro motivo é que “uma parcela significativa de sua população vive abaixo das taxas de pobreza.”


O ICH estima a produtividade esperada de uma criança nascida hoje aos 18 anos de idade, em um contexto onde as condições de educação e saúde permanecem inalteradas. O cálculo considera três fatores: a taxa de sobrevivência infantil até os cinco anos e a ausência de déficit de crescimento; os anos esperados de escolaridade e resultados de aprendizagem, e a taxa de sobrevivência na fase adulta.

De acordo com Ildo Lautharte, economista da Prática Global de Educação do Banco Mundial e um dos responsáveis pelo estudo, a “conta da crise” gerada pela pandemia é um problema complexo. “Nós estávamos acostumados com ‘crise’ no Brasil, no sentido geral da palavra. Por exemplo, uma crise econômica, uma crise educacional. Agora, essa crise é diferente. Ela é sobreposta, pelo menos na perspectiva do capital humano. Por exemplo, a gente tem uma crise sanitária, uma crise educacional, tem uma crise de vulnerabilidade econômica e tem uma crise emocional.”


Os educadores também são afetados. “Os professores não têm essa formação para lidar com um problema tão grande. Agora o aluno chega não somente não sabendo. Ele chega não sabendo, com ansiedade, com depressão, com um nível de defasagem educacional muito maior”, afirma Ildo.


Segundo o cientista social e professor do Instituto Humanitas, Alex Galeno, os prejuízos da baixa formação estão relacionados com uma alta concentração de renda, e são sentidos fisicamente e psicologicamente. “Mantendo essa concentração de renda futura, a primeira coisa que vai ser atingida é o aspecto nutricional da criança, e há um limite para a capacidade cognitiva se a criança não come”, opina o professor. “Voltou a fome no mundo e no Brasil. Se você continua com fome no país, as crianças mais pobres ficam sem renda e vai aumentar a miséria e o desemprego.”


Por isso, a indústria local também é afetada futuramente. “Em 20 anos sem estudo e sem alimentação, qual o ganho que essa criança vai ter, considerando inclusive os impactos do ponto de vista do trabalho e das tecnologias?”, questiona Galeno. “O Estado precisa prestar um bom serviço, inclusive para ter uma boa mão de obra qualificada para os empresários abrirem postos de trabalho e emprego.”


As diferenças de gênero também foram analisadas pelo Banco Mundial, em meio à crise da economia. “O aluno que precisa trabalhar não consegue se manter na escola, tem a decisão crítica de sair para trabalhar. Ou os pais forçam as meninas a ficar em casa para os dois saírem para trabalhar, então tem toda essa questão de gênero que entra”, comenta o economista.


Para o ICH, as pessoas precisam seguir uma trajetória básica. Ao nascer, as crianças precisam sobreviver. Na infância, precisam estar bem nutridas. Na idade escolar, segundo o Banco Mundial, devem concluir todos os níveis de ensino e receber aprendizagem adequada. Por fim, na idade adulta, precisam de boa saúde.


Em uma cidade em que as crianças não tenham risco de morrer antes dos cinco anos e não tenham o déficit de crescimento ameaçado, com educação de qualidade e saúde, tende a ter um índice mais próximo do 1 (ou 100%). Já se o risco de morte na infância é alto, a criança sofre de má nutrição e a educação é deficitária, terá um ICH baixo.

Tribuna do Norte



RN registra aumento no número de casos de hepatites virais

Foto: Ministério da Saúde

O número de casos de hepatites virais no Rio Grande do Norte, registrou um aumento de 36,9%. Os dados, são do novo boletim epidemiológico das hepatites divulgado nesta sexta-feira (15), pela Secretaria de Estado da Saúde Pública. 

De acordo com a SESAP, de janeiro a abril de 2022 foram notificados 52 casos de hepatites virais no estado. Em 2021 foram 38 notificações.

O documento apresenta os dados da última década e aponta que entre 2011 e 2021 o estado apresentou 2.572 casos confirmados de hepatites virais, sendo 741 de hepatite A, 678 de hepatite B, 1.135 de hepatite C e 18 casos com mais de uma causa ou origem.

Nesse período houve uma redução de 97,6% na identificação de casos de hepatite A e de 36,6% nos casos de hepatite B. Já a hepatite C teve crescimento de 13,4% no registro de casos. 

Julho Amarelo

A Sesap também emitiu uma nota de mobilização com relação ao Julho Amarelo. O documento traz orientações com relação à realização de testes, tratamentos e cuidados necessários.

A campanha Julho Amarelo foi instituída no Brasil em 2019 com objetivo de reforçar as ações de vigilância, prevenção e controle das hepatites virais. Os sintomas podem aparecer na forma de cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

As hepatites virais são um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo, causadas por diferentes vírus que provocam alterações no fígado. No Brasil, as mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Geralmente, as pessoas não apresentam sintomas e desconhecem ter a infecção, tornando-se portadoras dos vírus B ou C. O avanço da infecção pode causar danos mais graves ao fígado, como a cirrose e o câncer.

A transmissão acontece pelo contágio fecal-oral, especialmente em locais com condições precárias de saneamento básico e água, de higiene pessoal e dos alimentos; pela relação sexual desprotegida; pelo contato com sangue contaminado, da mãe para o filho durante a gravidez (transmissão vertical), e por meio de transfusão de sangue ou hemoderivados, esta última considerada rara.

Portal da Tropical