RN: Deputados aprovam projeto que dá mais transparência a contratos emergenciais

Vivaldo Costa (PSD) pediu subscrição à solicitação de Hermano Morais (PSB) com relação às benfeitorias para o Hospital dos Pescadores, localizado no bairro das Rocas, em Natal

Durante a sessão ordinária desta terça-feira (4), realizada de forma remota, no horário destinados aos deputados, foram discutidos assuntos relacionados ao Governo do Estado, apoio aos templos religiosos, bem como suporte às áreas da Saúde e do Serviço Público. 

 José Dias (PSDB) falou a respeito da discussão sobre a dispensa dos dízimos religiosos em virtude da pandemia. O deputado ressaltou a relevância das igrejas para a sociedade. Concluindo, o parlamentar afirmou que o dízimo não é uma lei de Deus, e sim, uma manifestação social e espiritual, uma solidariedade ao grupo a que se pertence.

Dando continuidade ao horário de deputados, Vivaldo Costa (PSD) pediu subscrição à solicitação de Hermano Morais (PSB) com relação às benfeitorias para o Hospital dos Pescadores, localizado no bairro das Rocas, em Natal.

Na ocasião, Vivaldo apresentou dados estatísticos sobre a pandemia do novo coronavírus no Estado.  “No Rio Grande do Norte, até agora, tivemos 51.707 pessoas infectadas. Dessas, 1.885 morreram, um índice de 3,6%. Em Natal, foram registrados 19.954 casos. Desse total, 761 foram a óbito (3,8%). Em São Gonçalo do Amarante, 5% das pessoas que contraíram a doença morreram. Em Pau dos Ferros, a mesma coisa. E em Caicó, diferentemente da maioria dos municípios, o índice de mortalidade é de apenas 0,87%. Dos 1.607 que adoeceram, 14 morreram. Por último, em Serra Negra do Norte, vizinho a Caicó, foram 149 casos, tendo morrido 9 pessoas”, detalhou.

Segundo o parlamentar, em Serra Negra do Norte as pessoas tomam a ivermectina preventivamente, mas a mortalidade não diminuiu. Em Natal, algumas pessoas também fazem uso do medicamento, mas o índice de mortalidade é mais alto que o estadual. Em contrapartida, em Caicó, ele nunca ouviu falar que se toma a ivermectina.

O deputado Coronel Azevedo (PSC) deu início à sua fala lamentando a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que interrompeu a eficácia da lei de sua autoria que autoriza a suspensão dos empréstimos consignados de servidores públicos do Estado.

O parlamentar lembrou ainda que muitos servidores estão com salários atrasados e, especialmente os da Saúde e Segurança precisaram comprar equipamentos de proteção com seus próprios recursos, a fim de combater a pandemia na linha de frente. “Por tudo isso seria extremamente necessário o reconhecimento e apoio do governo estadual a esses servidores que tanto se dedicam à nossa população”, frisou. 

Coronel Azevedo parabenizou o sindicato dos servidores públicos do Estado (SINSP/RN), que lutou pela sanção da lei e pediu ao governo que interagisse com os bancos, para evitar que a ação judicial acontecesse. Último inscrito no horário dos deputados, Sandro Pimentel (PSOL) externou sua preocupação com a retirada da alimentação dos vigilantes que trabalham em regime de plantão nos hospitais do Estado.



Brasil tem 2,7 milhões de casos e 93,6 mil mortes por covid-19

A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) está em 3,5%; e a de mortalidade (quantidade de óbitos por 100 mil habitantes) em 44,5

O Brasil registrou, desde o início da pandemia, 2,70 milhões de pessoas infectadas pela covid-19. Os dados atualizados são do balanço divulgado neste sábado (1º) pelo Ministério das Saúde. O número é 45,4 mil maior do que o divulgado no levantamento do dia anterior. 

Ainda de acordo com a pasta, o número atualizado de recuperados está em 1,86 milhão. Há ainda 748,59 mil pacientes sendo acompanhados. O novo coronavírus causou a morte de 93,57 mil pessoas no país desde o início da pandemia. Segundo o balanço, nas últimas 24 horas, foram registradas mais 1.088 mortes. A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) está em 3,5%; e a de mortalidade (quantidade de óbitos por 100 mil habitantes) em 44,5.

Estados
São Paulo continua sendo a unidade federativa com maior número de mortes por covid-19, com 23.236 óbitos. Em segundo lugar está o Rio de Janeiro, que registra 13.556 mortes. Em terceiro lugar está o Ceará (7.698), seguido por Pernambuco (6.597) e pelo Pará (5.750).

São Paulo lidera também no total de casos diagnosticados, com 552.318 pessoas testando positivo para a doença. Em segundo lugar está o Ceará, com 175.928 diagnósticos positivos; Bahia (168.926) e Rio de Janeiro (167.213).Ministério da SaúdeBrasilCoronavírusPandemiaMortes por CoronavírusCovid-19



Covid-19 pode afetar coração de pacientes recuperados; entenda

Quem já tem problema crônico no coração deve continuar com o tratamento regularmente durante a pandemia, alerta a médica

Pesquisas indicam a possibilidade de complicações crônicas em pacientes recuperados da Covid-19 e, segundo a cardiologista e intensivista Ludhmila Hajjar, o coração também pode ser afetado pela doença provocada pelo novo coronavírus.

“Já existem alguns estudos iniciais que mostram que mesmo 60 dias após o término dos sinais de sintomas, ou seja, o paciente já está em casa sem febre, não tem falta de ar nem tosse, mas quando avaliados mais detalhadamente na parte cardíaca percebe-se que quase 80% ainda tem algum grau de inflamação no coração”, diz a especialista à CNN.

Para Ludhmila, pessoas recuperadas da Covid-19 devem seguir com o acompanhamento médico para observar possíveis sequelas futuras. “Estamos compreendendo a doença como grave, mas que tem complicações crônicas, como as cardioasculares que ainda estamos aprendendo a lidar. Isso nos ensina que esse paciente tem que ser acompanhado de perto quanto a essas complicações”, avalia.

Quem já tem problema crônico no coração deve continuar com o tratamento regularmente durante a pandemia, alerta a médica. 

“Se tem problema de coração, é importante fazer seu segmento de maneira adequada durante a pandemia. A medicação tem que ser tomada regularmente. Em casa, devemos ter uma alimentação regrada e equilibriada, evitar os excessos porque sedentarismo aumentou muito durante a pandemia, já que as pessoas não saem de casa”, disse Ludhmila  ressaltando que a recomendação para uma dieta saudável vale para todas as pessoas, não só os cardiopatas



Novo boletim do Hospital Regional do Seridó destaca mais dois óbitos por Covid-19

Esse boletim é referente a pacientes internados nas últimas 24 horas no Hospital Regional do Seridó

Boletim Covid-19
Hospital Regional Telecila Freitas Fontes
30/07/20

Esse boletim é referente a pacientes internados nas últimas 24 horas no Hospital Regional do Seridó.
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Óbito por COVID-19 no HRS em 30/07/20
📍São João do Sabugi – 01
📍Lagoa Nova – 01
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Informações referentes ao boletim regional são divulgados pela IV URSAP
@iv_ursap
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Confira na íntegra o boletim diário estadual no site: http://www.saude.rn.gov.br ou @governodorn
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Se puder #fiqueemcasa
Se sair #usemáscara
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Vacina contra Covid-19 estará pronta em dezembro, crê especialista dos EUA

O período equivale ao fim da primavera e início do verão no hemisfério sul. Em 2020, o verão terá início em 21 de dezembro abaixo da linha do Equador

O principal especialista em doenças infecciosas dos Estados Unidos, Anthony Fauci, disse nesta terça-feira (28), em entrevista ao programa Good Morning America, da rede americana ABC, que está “cautelosamente otimista” de que uma vacina contra o novo coronavírus possa estar pronta entre o fim do outono e o início do inverno no hemisfério norte.

O período equivale ao fim da primavera e início do verão no hemisfério sul. Em 2020, o verão terá início em 21 de dezembro abaixo da linha do Equador.

Fauci, que é diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUA, ressaltou que a produção de vacinas é um processo longo e que a profilaxia deve produzir resposta imune satisfatória para ser disponibilizada à população. “Esse é realmente um dos problemas quando você lida com vacinas”, afirmou à emissora.

Ele disse, no entanto, ser bastante improvável que a vacina esteja disponível para a população dos EUA até [a passagem de] “vários meses” em 2021. Essa não é a primeira vez que o infectologista diz acreditar que até o fim do ano haverá uma vacina contra Covid-19.

Cerca de duas semanas atrás ele disse que estava otimista com o cronograma previsto nos estudos e não se preocupava com a possibilidade de a China desenvolver a vacina primeiro. “Acho que todos estão no mesmo estágio. Se eles chegarem lá, não vão conseguir muito antes do que nós, isso é certo”, afirmou, na ocasião.

Estadão Conteúdo e da CNN



Covid-19: Brasil chega a mais de 87 mil mortes e quase 2,5 milhões de infectados

O Norte contabiliza 388.205 diagnósticos e 11.656 mortes. O Centro-Oeste confirma 223.105 casos e 4.683 mortes, enquanto o Sul tem o registro de 198.183 infectados e 4.238 mortos

Chega a 87.618 mil óbitos causados pela covid-19 no Brasil. No período de 24 horas, até a noite desta segunda-feira (27), foram confirmadas mais 614 pelo Ministério da Saúde que também revelou 23.284 novos diagnósticos da infecção por coronavírus e o acumulado atinge a marca de 2.442.375 milhões de casos. 

Desse total, 1.667.667 é de recuperados, enquanto outros 687.090 mil seguem com o vírus ativo e em acompanhamento. 

Os maiores índices da contaminação estão concentrados na região Sudeste que contabiliza 837.243 infectados e 39.449 mortos, na sequência, o Nordeste apresenta 795.639 casos e 27.592 óbitos. O Norte contabiliza 388.205 diagnósticos e 11.656 mortes. O Centro-Oeste confirma 223.105 casos e 4.683 mortes, enquanto o Sul tem o registro de 198.183 infectados e 4.238 mortos. 

Os estado mais críticos da situação estão São Paulo com (487.654 casos e 21.676 mortes) Ceará (162.429 infectados e 7.509 mortos) e Rio de Janeiro ( 157.823 confirmados e 12.876 óbitos). 

Entre os estados do Nordeste, O Rio Grande do Norte se estabelece em oitava posição em relação ao total de casos confirmados e em sexto quando os dados relacionados são do quantitativo de mortes. Abaixo seguem os dados da pandemia por estado na região.

Ranking de casos por estado

1º Ceará – 162.429

2º Bahia – 149.109

3º Maranhão – 114.585

4º Pernambuco – 89.132

5º Paraíba – 76.693

6º Alagoas – 56.204

7º Sergipe – 53.612

8º Rio Grande do Norte – 47.291

9º Piauí – 46.584

Ranking de mortes por estado

1º Ceará – 7.509

2º Pernambuco – 6.376

3º Bahia – 3.227

4º Maranhão – 2.943

5º Paraíba – 1.727

6º Rio Grande do Norte – 1.697

7º Alagoas – 1.514

8º Sergipe – 1.340

9º Piauí – 1.259



Covid-19: BID apresenta propostas para volta às aulas

Em um novo cenário, seria necessário garantir de 2,25 m2 a 4 m2). Há também sugestões sobre como evitar aglomerações em áreas comuns, como locais de alimentação, corredores e banheiros

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) divulgou documento com propostas de medidas de prevenção e mitigação da pandemia do novo coronavírus no contexto de locais que estão definindo o retorno às aulas.

O primeiro desafio apontado pela organização é manter o distanciamento social. Para isso, seria possível pensar em ações como a reabertura escalonada das escolas, a flexibilização do horário das aulas e a diminuição do número de horas letivas presenciais. Uma alternativa é privilegiar áreas rurais, onde os estudantes têm mais dificuldade de acompanhar aulas a distância.

O texto sugere começar pelas séries iniciais, argumentando que as crianças que estão nessa etapa são mais novas e precisam de mais ajuda dos professores. No Distrito Federal, porém, deve ser adotada  recomendação oposta à sugerida pelo BID, com as aulas recomeçando nas séries mais avançadas, sob a alegação de que os adolescentes têm mais condição de respeitar as medidas de prevenção.

Para evitar o contato, o documento destaca que é preciso respeitar distância mínima entre as cadeiras, de 1 metro a 1,5 m. Conforme estudos do BID, atualmente, a América Latina tem média de espaço por aluno de 1,62 metros quadrados (m2). Em um novo cenário, seria necessário garantir de 2,25 m2 a 4 m2). Há também sugestões sobre como evitar aglomerações em áreas comuns, como locais de alimentação, corredores e banheiros.

Limpeza

O segundo desafio é a limpeza e desinfecção das unidades escolares, medida que, segundo o BID, prevê higienização dos locais antes do retorno e manutenção de tais práticas no dia a dia. Esse cuidado envolve tanto a ampliação das equipes de limpeza quanto o envolvimento comunidade escolar na desinfecção das superfícies. Para isso, o texto destaca a importância de manter os kits de limpeza também nas salas de aula.

Além de disponibilizar insumos, é preciso treinar tanto funcionários voltados para essa atividade quanto professores, alunos e funcionários administrativos, o que exige a distribuição de material informativo, como cartazes e panfletos. Os espaços devem ser organizados de modo a favorecer a circulação de ar natural, mantendo-se abertas portas e janelas.

A rotina de higienização, com medidas sanitárias como lavar as mãos frequentemente (de preferência a cada duas horas), evitar levar as mãos ao rosto e usar máscaras de proteção. Como a lavagem das mãos é medida fundamental de prevenção, as escolas devem assegurar água, substância de desinfecção e locais adequados para a prática.

Em caso de infecção, o BID recomenda que sejam seguidos os protocolos de encaminhamento da pessoa a um posto de saúde, o fechamento temporário da unidade escolar e interdição de áreas usadas pelas pessoas infectadas e desinfecção do local.

Pessoas com sintomas de covid-19 devem ser instadas a permanecer em casa. Os coordenadores das instituições de ensino podem adotar políticas flexíveis de afastamento e licença, o que abrange também aqueles com necessidade de cuidar de pessoas doentes em casa. 

CNE e MEC

O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou um documento com orientações para a volta às aulas. Contudo, o conteúdo ainda não foi tornado público porque depende da assinatura do ministro da Educação, Milton Ribeiro.

O Ministério da Educação (MEC) elaborou recomendações para instituições federais de ensino, que, segundo a assessoria da pasta, podem também ser implementadas na educação básica e na infantil pelos estados que assim desejarem. As diretrizes estão disponíveis no portal do MEC.

Riscos

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou estudo segundo o qual 9,3 milhões de adultos dos grupos de risco (como idosos e pessoas com doenças crônicas) moram com crianças em idade escolar. Estão nessa situação pelo menos 4 milhões de pessoas com diabetes e doenças do coração ou do pulmão.

“Em um cenário otimista, se 10% da população de adultos com fatores de risco e idosos que vivem com crianças em idade escolar necessitarem de cuidados intensivos, cerca de 900 mil pessoas poderão necessitar de UTI [unidade de terapia intensiva]. Se tomarmos como referência a taxa de letalidade observada no país, isso pode representar 35 mil óbitos somente nesta população”, estimam os autores do estudo.



Fiocruz aposta em vacinação contra Covid-19 a partir de 2021

Caso as previsões se confirmem, a expectativa é que o país passe a produzir nacionalmente a vacina a partir do segundo semestre de 2021

Pesquisadores da Fiocruz apostam em vacinação inicial contra a Covid-19 em fevereiro de 2021 para um público específico. A partir daí, a produção nacional das doses poderá garantir imunização à população em geral, afirma a vice-diretora de Qualidade da Bio-Manguinhos (Fiocruz), Rosane Cuber Guimarães.

Os recentes resultados de pesquisas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, sobre a segurança da vacina contra a covid-19 elevaram o nível de otimismo em todo o mundo que, desde dezembro do ano passado, observa o alastramento do novo coronavírus, causador da doença, em todas as regiões. As pesquisas das fases 1 e 2, exigidas pelo procedimento científico, descartaram efeitos adversos graves provocados pela vacina. Foram registrados relatos de pequenos sintomas, como dores locais ou irritabilidade, aceitos em vacinas contra outras doenças.

O Brasil foi um dos países escolhidos para participar da Fase 3 dos estudos, que testa a eficácia da vacina. Os testes, que estão a cargo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e outras instituições parceiras, envolvem 5 mil voluntários de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. A expectativa é detectar a capacidade de imunização das doses e, a partir daí, a Fiocruz – parceira brasileira nas pesquisas de Oxford  – receberá autorização para importar o princípio ativo concentrado, que será convertido inicialmente em 30 milhões de doses a serem aplicadas em parcela da população brasileira.

Rosane Guimarães disse ao programa Impressões, da TV Brasil, que vai ao ar neste domingo (26), às 22h30, que, em dezembro deste ano, o Brasil receberá 15 milhões de doses e, em janeiro, mais 15 milhões de doses.

A Bio-Manguinhos será responsável pela transformação do princípio ativo e fará a formulação final das vacinas, além de envasar, rotular e entregar o material para que o Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde faça a distribuição. As primeiras doses devem ser destinadas aos grupos de risco, como profissionais de saúde e pessoas idosas, mas isso ainda está em debate.

Caso as previsões se confirmem, a expectativa é que o país passe a produzir nacionalmente a vacina a partir do segundo semestre de 2021. Segundo Rosane, a vacina está em um excelente caminho e avançou rapidamente porque Oxford já trabalhava com o mesmo adenovírus de chimpanzé que está sendo usado nas pesquisas, um vírus que não causa doença em seres humanos.

Rosane explicou que a vacina carrega uma sequência do RNA do coronavírus e da proteína spike, que pode garantir que um organismo produza anticorpos. “Eles fizeram testes nessa plataforma [utilizando esse princípio] para Mers [síndrome respiratória do Médio Oriente] e para ebola. Eles já tinham grande parte do que é necessário para produção da vacina, preparado, o que já foi um acelerador. Outra coisa é que, neste momento de pandemia, os estudos clínicos foram facilitados e houve colaboração entre os países.”

Mesmo com os indicativos positivos, Rosane alerta que a pandemia não vai ser resolvida de uma hora para outra. “Acreditamos que, em 2021, ainda não se consiga vacinar completamente toda a população. Nossa orientação é que enquanto a vacina não sai, ou ainda estiver sendo aplicada, que as pessoas mantenham as orientações que já existem hoje: uso da máscara, lavar as mãos, evitar aglomeração, distanciamento. Ainda temos que continuar convivendo com esses cuidados até que todas as respostas sejam dadas pela vacina.”

A possibilidade de um revés é praticamente descartada pela pesquisadora. Segundo Rosane, a Fase 3 dos estudos pode, sim, apontar um grau de imunização de mais de 90%. “Se for maior, a gente consegue relaxar um pouco”, mas há riscos de que essa eficácia atinja níveis de apenas 50% ou 70%. “Vamos ter que fazer mais estudos e talvez buscar uma vacina com potencial maior, mas já será um alento se tivermos uma vacina com mais de 70%.”

Atualmente, o Brasil é terreno fértil para a pesquisa por ocupar o segundo lugar entre os países com maior número de casos da covid-19.

Há outras empresas trazendo vacinas para o Brasil. Um exemplo é a pesquisa desenvolvida pela parceria entre o Instituto Butantan e a empresa chinesa Sinovac, com sede em Pequim. Nas próprias instalações da Bio-Manguinhos, cientistas brasileiros desenvolvem dois estudos, que estão ainda em fase pré-clínica, com experimentos em animais.



Coronavírus Covid-19: testes do tipo RT-PCR serão ampliados no RN para população sintomática

A medida segue uma orientação do Ministério da Saúde

A testagem do tipo RT-PCR, utilizada para diagnóstico da Covid-19, será ampliada, a partir desta sexta-feira (24), para todas as pessoas que apresentarem síndrome gripal do primeiro até o sétimo dia do início dos sintomas. A informação foi divulgada pela subcoordenadora de vigilância epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), Alessandra Lucchesi, durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira (23). 

A medida segue uma orientação do Ministério da Saúde que, recentemente, implantou o Programa “Diagnosticar para cuidar”. Em nota técnica repassada às secretarias de saúde, o Ministério determinou que todos os pacientes com suspeita de síndrome gripal sejam testados no modelo Swab (RT-PCR). A pasta enviará os testes para o Estado repassar aos municípios de acordo com necessidades. Até então, esse tipo de testagem era destinado apenas ao pessoal da saúde, segurança, idosos e pessoas com comorbidade.



Coronavírus: RN confirma mais 6 mortes por covid-19 e 243 novos casos

A pasta ainda investiga outros 198 que estão sob a suspeita de que a doença tenha motivado o falecimento

A secretaria de Estado de Saúde Pública (Sesap) divulgou, na tarde deste sábado (25), os dados da pandemia no Rio Grande do Norte e confirmou sies óbitos a mais do que o registrado no penúltimo boletim, cinco deles ocorridos nas últimas 24 horas, chegando aos 1.672 decorridos por causa da covid-19.

A pasta ainda investiga outros 198 que estão sob a suspeita de que a doença tenha motivado o falecimento. Com o registo de mais 243 novos casos confirmados de infecção por coronavírus também em 24 horas, o estado passa a ter o cumulativo de 46.926 diagnósticos desde o início da primeira ocorrência registrada. A pasta também informou que já são 58.464 casos suspeitos, enquanto outros 73.018 já tiveram o resultado descartado para o coronavírus.