Vacinação contra sarampo atinge 99,4% das crianças de até 1 ano

Duas outras campanhas foram feitas em todo o país até o dia 30 de novembro

A campanha nacional de vacinação contra o sarampo registrou o melhor índice dos últimos cinco anos, com índice de cobertura de 99,4% das crianças de até um ano de idade. Com o resultado, o Brasil ultrapassou a meta de cobertura da vacina tríplice viral – contra sarampo, rubéola e caxumba – estabelecida pelo Ministério da Saúde.

No entanto, de acordo com a pasta, nove unidades federativas não atingiram a meta mínima, de 95%: Pará (85,4%), Roraima (87,9%), Bahia (88,9%), Maranhão (90%), Acre (91,4%), Piauí (91,9%), Distrito Federal (93,7%), São Paulo (93,9%) e Amapá (94,9%).

Ao longo do ano, foram realizadas duas etapas de vacinação contra o sarampo em municípios fronteiriços. Em São Paulo foi feita uma campanha de vacinação no meio do ano, após o surgimento de alguns casos da doença, após registro de surto em um navio atracado no Porto de Santos.

Duas outras campanhas foram feitas em todo o país até o dia 30 de novembro. Uma destinada a crianças de 6 meses a menores de 5 anos, e outra à população de 20 a 29 anos.



Vacinas contra febre amarela e gripe são ampliadas para o público

Segundo o ministério, as datas para início das campanhas serão definidas pelos estados

A partir de 2020, o Sistema Único de Saúde (SUS) passará a ofertar uma dose de reforço da vacina de febre amarela para crianças com 4 anos de idade. O Ministério da Saúde também ampliará, de forma gradativa, a vacinação contra febre amarela nos 1.101 municípios nordestinos que não faziam parte da área de recomendação de vacinação.

A pasta informou também que a campanha contra a gripe, realizada todos os anos entre abril e maio, contará com um novo público, os adultos de 55 a 59 anos. A medida tem por objetivo ampliar a vacinação dos grupos mais vulneráveis. “O público-alvo, portanto, representará aproximadamente 67,7 milhões de pessoas. A meta é vacinar, pelo menos, 90% dos grupos prioritários para a vacinação, que já conta com crianças, gestantes, puérperas, povos indígenas, pessoas com doenças crônicas, trabalhadores de saúde, idosos, entre outros.”

Segundo o ministério, as datas para início das campanhas serão definidas pelos estados, a partir do plano de implantação elaborado individualmente por eles. “O Ministério da Saúde conta com estoque suficiente para atender à demanda, a partir da solicitação de quantitativo dos estados, responsáveis por fazer a distribuição das doses aos municípios.”

Ministério da Saúde



Em Currais Novos acontece a 1ª Semana do Bebê

Na manhã desta segunda-feira (09), aconteceu a abertura oficial do evento


De 09 a 13 de dezembro acontece em Currais Novos a 1ª Semana do Bebê. O evento tem por objetivo mostrar a importância dos cuidados com a primeira infância, levando informações à sociedade sobre as fases do desenvolvimento infantil e assim, sensibilizar a sociedade para essa fase de formação pessoal da criança.

O evento está sendo realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, com a Secretaria Municipal de Assistência Social, com o CRAS, com o Conselho Municipal da Criança e do Adolescente – CMDCA, o Núcleo de Cidadania dos Adolescentes – NUCA, com a Residência Médica da UFRN, entre outras instituições.


Na manhã desta segunda-feira (09), aconteceu a abertura oficial do evento, com um café no auditório da Secretaria de Saúde e durante toda a semana, haverá uma vasta programação com palestras e rodas de conversas.


Segundo a Secretária Municipal de Saúde, Alana Moraes, trabalhar o bebê nos seus primeiros meses de vida significa o fortalecimento do cidadão do futuro.



Seridó: Natal e Caicó tem mutirão para diagnosticar câncer de pele

Quando descoberta no início, a chance de cura é noventa por cento

Natal e Caicó entraram na lista do mutirão nacional do Dia Nacional de Prevenção do Câncer de Pele, celebrado neste sábado (7). O mutirão ofereceu atendimento gratuito à população para o diagnóstico precoce da doença. A iniciativa marca o início da campanha Dezembro Laranja, promovida anualmente pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e em todo o país cinco mil dermatologistas participam da ação.

Em Natal o serviço foi no CECAN – Centro Avançado de Oncologia (Liga Norte Riograndense Contra o Câncer), na Avenida Miguel Castro, Dix-Sept Rosado. Já em Caicó o mutirão aconteceu no Hospital de Oncologia do Seridó, na Avenida Dr. Carlindo de Souza Dantas, Centro. O atendimento foi realizado de 9h às 15h.

Neste ano, a 21ª Campanha Nacional do Câncer de Pele atendeu cerca de 30 mil pessoas em todo o país. Há cerca de cinco anos, o mutirão entrou para o livro de recordes Guiness como a maior campanha de uma especialidade médica. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, há cerca de 180 mil novos da doença por ano. Quando descoberta no início, a chance de cura é noventa por cento.



HPV: Governo e pesquisadores descartam problemas com vacina

Mais de 80 jovens apresentaram diversos sintomas após tomar a vacina, dando origem a suspeitas disseminadas em redes sociais – Foto: Marcelo Camargo

O Ministério da Saúde defendeu o resultado da avaliação de uma equipe de médicos da Universidade de São Paulo (USP) sobre o caso de reações adversas a vacinas contra HPV em jovens no Acre. Segundo os profissionais, os pacientes tiveram uma crise “psicogênica”, e não um problema em decorrência da substância aplicada na imunização.

A apresentação ocorreu nessa semana, em Rio Branco, e contou com a presença de representantes da Secretaria de Saúde, do Ministério Público e da Assembleia Legislativa do estado. Mais de 80 jovens apresentaram diversos sintomas após tomar a vacina, dando origem a suspeitas disseminadas em redes sociais.

A equipe de médicos da USP selecionou 12 jovens e observou-os para avaliar a condição médica. O diagnóstico não indicou qualquer reação à substância, mas o que definiram como “crise não-epilética psicogênica”. Os sintomas teriam emergido em razão de um conjunto de fatores, desde o receio em relação à própria vacina até condições socioeconômicas. A crise se espraiou entre as pessoas da região.

“Esta doença ocorre em razão de um conjunto de problemas psicossociais. O fator estressante emocional é a vacinação. Não apenas o ato da vacinação, mas a crença compartilhada por aquele grupo de que a vacina pode ser perigosa. Essa apreensão provoca nas pessoas que já são vulneráveis o surgimento dos sintomas, que são agravados por estímulos que vão reforçando a ocorrência das crises”, disse o médico da USP Renato Luiz Marchetti.

Segundo ele, essa reação já foi verificado em relação a outros tipos de vacina, como as para o vírus H1N1, malária e tétano. Nesses casos, houve também um espraiamento “a partir da crença compartilhado de que tem algo acontecendo”.

Marchetti disse ainda que se a vacina não foi a causadora, tampouco os pacientes fingiu a doença. Ele citou como elementos potencializadores da difusão das crises tanto o tratamento equivocado na rede de saúde como a difusão de conteúdos nas redes sociais.

A consultora da Organização Pan-americana de Saúde (Opas) Maria Teresa da Costa ressaltou que mais de US$ 300 milhões foram gastos em todo o mundo para examinar a eficácia da vacina contra o HPV, que atestaram o caráter seguro dela. Os eventos que ela pode produzir, acrescentou, são locais e de resolução espontânea, como dores, febre e mal estar localizados.



Brasil: Expectativa de vida sobe para 76,3 anos

Ressalta-se que a expectativa de vida muda conforme o ano de nascimento da pessoa e o sexo

A expectativa de vida dos brasileiros aumentou em 3 meses e 4 dias, de 2017 para 2018, alcançando 76,3 anos. Desde 1940, já são 30,8 anos a mais que se espera que a população viva. Os dados são das Tábuas Completas de Mortalidade, divulgadas nesta quinta-feira (28) pelo IBGE.

Para as mulheres, espera-se maior longevidade: 79,9 anos. Já a expectativa de vida ao nascer para os homens ficou em 72,8 anos em 2018. Mas essa diferença, chamada de “sobremortalidade masculina”, é mais acentuada conforme a faixa etária. Um homem de 20 a 24 anos tinha, em 2018, 4,5 vezes menos chances de chegar aos 25 anos do que uma mulher.

Para ambos os sexos a maior esperança de vida ao nascer foi observada em Santa Catarina: 79,7 anos. Outros estados com valores elevados, acima dos 78 anos, são o Espírito Santo, São Paulo, Distrito Federal e Rio Grande do Sul. No outro extremo, está o Maranhão, com a expectativa em 71,1 anos, e o Piauí, em 71,4 anos. Ou seja, uma criança nascida no Maranhão, conforme a taxa de mortalidade observada em 2018, esperaria viver em média 8,6 anos a menos que uma criança nascida em Santa Catarina.

Cabe ressaltar que a expectativa de vida muda conforme o ano de nascimento da pessoa e o sexo. Por exemplo, quem está com 30 anos agora terá um tempo médio de vida diferente de quem acabou de nascer, é a chamada projeção de sobrevida.

• Aos 30 anos: 48,7 de expectativa de sobrevida, ou seja, expectativa de vida de 78,7 anos
• Aos 40 anos: 39,5 de expectativa de sobrevida, ou seja, expectativa de vida de 79,5 anos
• Aos 50 anos: 30,7 de expectativa de sobrevida, ou seja, expectativa de vida de 80,7 anos
• Aos 60 anos: 22,6 de expectativa de sobrevida, ou seja, expectativa de vida de 82,6 anos
• Aos 70 anos: 15,3 de expectativa de sobrevida, ou seja, expectativa de vida de 85,3 anos
• Aos 80 anos ou mais: 9,6 de expectativa de sobrevida, ou seja, expectativa de vida de 89,6 anos ou mais



Entre Norte e Nordeste, RN tem melhor expectativa de vida

A pessoa que nasce no Rio Grande do Norte tem expectativa de chegar aos 76,2 anos

A expectativa de vida ao nascer dos potiguares é a maior entre os estados do Norte e do Nordeste, segundo os dados da Tábua completa de mortalidade para o Brasil, em 2018. A pessoa que nasce no Rio Grande do Norte tem expectativa de chegar aos 76,2 anos.

Segundo o estudo, a projeção potiguar é apenas 0,1 ano menor do que a média do Brasil, que ficou com expectativa de vida em 76,3 anos. Se levar em consideração o país inteiro, o RN fica atrás de Santa Catarina (79,7), Espírito Santo (78,8), São Paulo (78,6), Distrito Federal (78,6), Rio Grande do Sul (78,3), Minas Gerais (77,7), Paraná (77,7) e Rio de Janeiro (76,8). As menores expectativas ficaram com Maranhão (71,1) e Piauí (71,4)

Mulheres x Homens

O estudo indica que a expectativa de vida para as mulheres é superior em oito anos a dos homens do Rio Grande do Norte. A diferença é a quinta maior do país ao lado do Pará.

Para as mulheres do RN, a expectativa é de 80,2 anos, superior à média do Brasil (79,9). Para os homens potiguares, a esperança de vida ao nascer é de 72,2 anos, abaixo da média nacional que ficou em 72,8 anos.



Currais Novos: Hospital investe na humanização do parto

O Hospital Mariano Coelho realiza, em média, 100 partos por mês

Com foco na segurança das gestantes e na humanização do parto, o Hospital Mariano Coelho, em Currais Novos, recebe as gestantes da Atenção Básica do município, para conhecerem o funcionamento e a estrutura da maternidade de referência para pré-parto, parto e pós-parto do Seridó.

Em parceria com os municípios, o hospital já recebeu duas visitas guiadas de gestantes de Currais Novos e outra de Acari. “O intuito é promover o vínculo entre a gestante e o serviço de saúde de referência, possibilitando que ela conheça a maternidade, converse com a equipe de profissionais e tire dúvidas, de modo a se sentir mais segura. Esse é um direito da gestante, estabelecido nas diretrizes da Rede Cegonha. Então se trata de uma ação muito importante de humanização do cuidado, em busca de prestarmos cada vez mais uma assistência de qualidade”, explica a diretora geral da unidade, Lígia Daiana.

Nesta semana tiveram início no hospital oficinas para implantação do acolhimento com classificação de risco obstétrico, visando a melhorar a qualidade do atendimento. As oficinas contam com a participação de residentes em Atenção Básica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, com a qual a unidade hospitalar tem parceria. Inclusive, além dos residentes em Atenção Básica, em março de 2020, o hospital receberá a Residência Multiprofissional em Saúde Materno Infantil.  

O Hospital Mariano Coelho realiza, em média, 100 partos por mês e dispõe de uma equipe composta por pediatra, obstetra, enfermeiros, técnicos em enfermagem, assistente social e psicólogo. Recentemente, a unidade contou com a ampliação da UTI Neonatal e da Clínica Médica, que comporta 21 leitos, entre clínicos, cirúrgicos e de alojamento conjunto.



Fibromialgia: Comissão em Natal discute direitos dos portadores

Na audiência, portadoras de FM fizeram relatos, contaram sobre o preconceito, as dificuldades no atendimento, os direitos negados em planos de saúde e até no mercado de trabalho

A Comissão de Direitos Humanos, Proteção das Mulheres, Idosos, Trabalho e Minorias da Câmara Municipal de Natal debateu nesta terça-feira (26) sobre o drama de quem convive com a síndrome da fibromialgia (FM) e as políticas de atendimento oferecidas a estas pessoas na cidade. A FM é uma síndrome clínica que se manifesta com dor no corpo todo, principalmente na musculatura e costuma ser acompanhada por fadiga e alterações no sono, na memória e no humor, acometendo, quase sempre, mulheres.

Na ocasião, destacou-se que na Câmara tramita o Projeto de Lei 126/2019, de autoria da presidente da comissão, vereadora Divaneide Basílio (PT), que institui o Dia Municipal de Fibromialgia, filas preferenciais e vagas de estacionamento preferencial para pessoas acometidas pela síndrome.

Durante a audiência, portadoras de FM fizeram outros relatos, contaram sobre o preconceito, as dificuldades no atendimento, os direitos negados em planos de saúde e até no mercado de trabalho, pelo fato de conviver com uma doença de caráter subjetivo, baseada em dores por todo o corpo. Renato Dumaresq, presidente da Comissão de Direito à Saúde da OAB/RN, orientou que quando portadores da síndrome perceberem que seus direitos estão sendo negados devem buscar, de forma coletiva ou individual, órgãos de defesa como a própria OAB, Ministério Público e Defensoria, por exemplo.

Em Natal, a Secretaria de Saúde (SMS) oferece um serviço especializado para pacientes que sofrem de doenças crônicas, no qual se encaixam pacientes com fibromialgia. O centro de atendimento fica na Rua Tuiuti 173, no bairro de Petrópolis. O contato também pode ser feito pelo telefone 3232-4593. As vereadoras Eleika Bezerra (PSL) e Ana Paula (PL) defenderam que o assunto também fosse levado para debate nas comissões de Saúde e na dos Direitos da Pessoa com Mobilidade Reduzida da Casa. Além disso, as vereadoras presentes à audiência propuseram emenda coletiva na Lei Orçamentária Anual (LOA 2020), que está prestes a ser votada pelos parlamentares, para que o município destine recursos para capacitação de profissionais da saúde na área de fibromialgia.



Dengue: Estudo confirma sucesso de método da Fiocruz de combate

Pesquisadores dizem que é preciso manter os cuidados já conhecidos contra o mosquito

Um estudo apresentado nos Estados Unidos concluiu que um método usado no Brasil por pesquisadores da Fiocruz teve sucesso no combate à transmissão da dengue, da zika e de chikungunya.

As evidências apresentadas nesta quinta (21), na reunião da Sociedade Americana, são claras. A luta contra a zika, a dengue e a chikungunya está sendo vitoriosa em países como o Brasil, a Indonésia, a Austrália e o Vietnã. E a principal arma é invisível a olho nu: a bactéria Wolbachia, que existe em 70% dos insetos.

Os testes no Brasil começaram em 2006, depois que pesquisadores australianos descobriram que a Wolbachia impede que os vírus da dengue, zika e chikungunya se desenvolvam no mosquito Aedes aegypti. Assim, ele perde a capacidade de transmitir essas doenças.

Os mosquitos com Wolbachia foram espalhados em 28 bairros do Rio e 33 de Niterói, na região metropolitana. E agora, quatro anos depois, o trabalho desenvolvido em parceria por pesquisadores da Fiocruz e do Programa Mundial do Mosquito comprovou que o método é eficiente. Em Niterói, por exemplo, houve redução de 75% dos casos de chikungunya.

A professora Maísa Vasconcelos diz que também houve redução nos casos de dengue no bairro onde mora, em Niterói. “Para ter um caso de dengue é muito raro agora.”

Aqui na Fiocruz, os pesquisadores mantêm uma imensa colônia de Aedes aegypti vacinados com Wolbachia. Eles ficam em salas com clima quente e úmido, o que favorece a procriação. Em gaiolas ficam as matrizes, machos e fêmeas, que vão gerar novos insetos para serem liberados no ambiente. Os resultados positivos no Rio estimularam o Ministério da Saúde a estender o programa a outras cidades.

“O Ministério avalia como uma iniciativa muito exitosa sendo uma das mais promissoras e sustentáveis da atualidade. Nós estamos expandido para outros municípios, que são eles: Belo Horizonte, Campo Grande, Petrolina, Fortaleza, Manaus, Foz do Iguaçu e algum município do Rio Grande do Sul”,diz Wanderson Kleber, secretário de vigilância em Saúde

Mesmo com a novidade, os pesquisadores dizem que é preciso manter os cuidados já conhecidos contra o mosquito.

Jornal Nacional