O documento tem a pretensão de uniformizar técnicas e ferramentas
A consultora Paulinéa Araújo (servidora da Justiça Eleitoral) concluiu nesta quinta-feira (23) a oficina de capacitação técnica metodologia de gestão de processos, através de videoconferência, visando estabelecer um padrão técnico de trabalho para as atividades práticas do Legislativo Potiguar.
Uma primeira versão do manual “Boas Práticas de Gestão em Processos da ALRN” foi apresentada pela consultora Paulinéa Araújo. O detalhamento do manual marcou a conclusão da oficina e será colocado em prática sob a coordenação da equipe da assessoria de planejamento da Assembleia Legislativa, a fim de orientar gestores e servidores na manualização de seus processos de trabalho, em busca de padronização, racionalização e otimização das atividades. Além disso, busca fomentar a cultura de gestão por processos no cumprimento da missão da ALRN de legislar, representar a sociedade e fiscalizar, com foco em melhoria contínua e geração de valor.
O documento tem a pretensão de uniformizar técnicas e ferramentas e servir de base para a construção da Cadeia de Valor, a priorização de processos essenciais ou críticos, bem como a identificação de eventuais falhas e oportunidades de melhorias, eliminando gargalos e desperdícios e buscando o melhor aproveitamento dos recursos pessoas, orçamento, tecnologia da informação e outros disponíveis no âmbito da Casa Legislativa.
A oficina de capacitação técnica em Metodologia de Gestão de Processos foi uma ação da equipe de planejamento da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte para implantação da iniciativa estratégica prevista no “Horizonte 2023 da ALRN”. Servidores de todos os setores participaram do treinamento, durante 32 horas, com orientações gerais sobre práticas de gestão de processos, exercitação das funcionalidades da ferramenta Bizagi Modeler, elaboração e apresentação de metodologia de gestão de processos da ALRN, com avaliação e encerramento do projeto ao final.
Com a denominação de “Horizonte 2023 da ALRN”, o plano estratégico contempla a definição da visão de futuro até 2023 e dos macrodesafios (objetivos estratégicos) que nortearão as ações da Assembleia Legislativa no próximo quadriênio. O plano elaborado teve como base o levantamento dos cenários interno e externo e definição dos principias problemas identificados ao longo da elaboração do documento, com metas para serem alcançadas nos próximos quatro anos. Compõem o documento 68 iniciativas estratégicas, 28 indicadores e metas, 18 iniciativas específicas e 1 Projeto Institucional.
Para a diretora administrativa e financeira da ALRN, Dulcinea Brandão, cada gestor nas suas unidades será uma luz para fazer o melhor para a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte dentro do Planejamento Estratégico. Dulcinea Brandão enfatiza que este trabalho vem conquistando reconhecimento nacional e a boa imagem da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte vem sendo construída com reconhecimentos em gestão, também, direcionados às atividades da Escola da Assembleia; projetos da Procuradoria Geral; diretoria Legislativa; diretoria de Comunicação, que tem nos projetos de inclusão campanhas institucionais premiadas, transparência e administração com DNA Potiguar.
O Banco do Brasil é uma sociedade de economia mista, com participação majoritária da União, sendo a maior instituição financeira do país, com mais de R$ 1,57 trilhão em ativos
O presidente do Banco do Brasil (BB), Rubem Novaes, entregou nesta sexta-feira (24) um pedido de renúncia do cargo ao presidente Jair Bolsonaro e ao ministro da Economia, Paulo Guedes. A informação foi dada pelo próprio banco, em comunicado de fato relevante distribuído à imprensa e ao mercado financeiro. Ele ocupava o posto desde o início do governo, em janeiro de 2019.
Segundo o BB, a demissão vale a partir de agosto, em data a ser definida. O comunicado informa que Novaes, de 74 anos, deixa o cargo por entender que a “companhia precisa de renovação para enfrentar os momentos futuros de muitas inovações no sistema bancário”.
O Banco do Brasil é uma sociedade de economia mista, com participação majoritária da União, sendo a maior instituição financeira do país, com mais de R$ 1,57 trilhão em ativos. Juntamente com a Caixa Econômica Federal, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Banco da Amazônia e o Banco do Nordeste, o Banco do Brasil é um dos cinco bancos públicos controlados pelo governo brasileiro.
A organização do protesto tem ocorrido de forma descentralizada, pelas redes sociais
Os entregadores de aplicativo farão uma nova paralisação neste sábado (25). A greve, que deverá ter ações em todo o Brasil, é a terceira realizada pela categoria que busca melhores condições de trabalho.
“São as mesmas reivindicações. A Justiça ficou de marcar uma nova data para mediação entre a categoria e as empresas, mas, enquanto isso, vamos realizar uma nova greve”, diz Gilberto Almeida Santos, presidente licenciado do Sindicato dos Motoboys de São Paulo.
Segundo ele, a paralisação deve ser nacional, com a participação de vários segmentos da categoria.
A organização do protesto tem ocorrido de forma descentralizada, pelas redes sociais. O sindicalista disse que ainda não é possível estimar qual vai ser a porcentagem de participação da categoria na paralisação.
Entre as principais reivindicações defendidas pela categoria estão o aumento do valor por entrega realizada, o aumento do valor pago por quilômetro rodado e o fim das punições de bloqueios e desligamentos e do sistema de pontuação e restrição dos locais de trabalho.
Os motoboys pedem, também, o fornecimento de EPI’s para sanitização e contratação de seguros de vida e contra acidente, roubo e furto de moto, além de licença remunerada para os contaminados pela Covid-19 no exercício do trabalho.
Esta ação, que faz parte do conjunto de medidas adotadas para o enfrentamento à Covid-19, conta com um investimento de R$ 9,8 milhões, oriundos do Programa Nacional de Alimentação Escolar
Dois milhões de quilos de alimento. Esse é o volume de itens entregues pelo Governo do RN as famílias dos estudantes da rede estadual de ensino. Nesta semana, está sendo concluída a etapa final da distribuição dos kits com gêneros alimentícios da merenda escolar para estudantes que estudam na região metropolitana da capital.
Após percorrer todo o interior do estado, onde foram entregues mais de 161 mil kits, estão sendo entregues 55 mil kits nas escolas estaduais de Natal e Parnamirim. Com isso, a Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer chega a marca de 216 mil kits, um por estudante, entregues. Esta ação, que faz parte do conjunto de medidas adotadas para o enfrentamento à Covid-19, conta com um investimento de R$ 9,8 milhões, oriundos do Programa Nacional de Alimentação Escolar.
Cada kit é composto por produtos que fazem parte da mesa da família potiguar. Feijão, arroz, macarrão, açúcar, flocão de milho são alguns dos itens que compõe as cestas, que terá cerca de 10 kg de alimentos e um preço médio de R$ 46. As escolas recebem os kits dos fornecedores e operacionalizam o processo de entrega, que passa pela higienização dos kits e protocolos de entrega que permitam o menor contato possível entre as pessoas. As entregas são acompanhadas pelos gestores escolares e pelas Diretorias Regionais de Educação e Cultura (DIREC) e de Alimentação Escolar (DRAE). Cada família foi avisada pela escola sobre o dia da retirada do kit.
Do valor total investido, 30% foi gasto com itens da agricultura familiar, beneficiando os pequenos agricultores do RN. As compras tiveram produtos específicos em determinadas regiões do RN, observando as cadeias produtivas locais, como, por exemplo, na região Oeste, o arroz vermelho fez parte dos kits, em Natal, o leite em pó. No Seridó, bebida láctea chegou a mesa dos estudantes. A polpa de frutas que foi ofertada aos alunos, também foi fruto do trabalho de homens e mulheres do campo. Para que a articulação com os agricultores familiares obtivesse êxito, 29 cooperativas da agricultura familiar participaram de todo o processo de compra e venda.
Dois milhões de quilos de alimento. Esse é o volume de itens entregues pelo Governo do RN as famílias dos estudantes da rede estadual de ensino. Nesta semana, está sendo concluída a etapa final da distribuição dos kits com gêneros alimentícios da merenda escolar para estudantes que estudam na região metropolitana da capital.
Após percorrer todo o interior do estado, onde foram entregues mais de 161 mil kits, estão sendo entregues 55 mil kits nas escolas estaduais de Natal e Parnamirim. Com isso, a Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer chega a marca de 216 mil kits, um por estudante, entregues. Esta ação, que faz parte do conjunto de medidas adotadas para o enfrentamento à Covid-19, conta com um investimento de R$ 9,8 milhões, oriundos do Programa Nacional de Alimentação Escolar.
Cada kit é composto por produtos que fazem parte da mesa da família potiguar. Feijão, arroz, macarrão, açúcar, flocão de milho são alguns dos itens que compõe as cestas, que terá cerca de 10 kg de alimentos e um preço médio de R$ 46. As escolas recebem os kits dos fornecedores e operacionalizam o processo de entrega, que passa pela higienização dos kits e protocolos de entrega que permitam o menor contato possível entre as pessoas. As entregas são acompanhadas pelos gestores escolares e pelas Diretorias Regionais de Educação e Cultura (DIREC) e de Alimentação Escolar (DRAE). Cada família foi avisada pela escola sobre o dia da retirada do kit.
Do valor total investido, 30% foi gasto com itens da agricultura familiar, beneficiando os pequenos agricultores do RN. As compras tiveram produtos específicos em determinadas regiões do RN, observando as cadeias produtivas locais, como, por exemplo, na região Oeste, o arroz vermelho fez parte dos kits, em Natal, o leite em pó. No Seridó, bebida láctea chegou a mesa dos estudantes. A polpa de frutas que foi ofertada aos alunos, também foi fruto do trabalho de homens e mulheres do campo. Para que a articulação com os agricultores familiares obtivesse êxito, 29 cooperativas da agricultura familiar participaram de todo o processo de compra e venda.
Para que essa entrega fosse possível, a SEEC montou um grupo logístico que articulou a ação com gestores, fornecedores, nutricionistas, além de manter um diálogo com órgãos de controle, como o Conselho de Alimentação Escolar, o Ministério Público e Defensoria Pública. “Essa é a maior operação feita pela Educação do RN. Tivemos um primeiro momento, a entrega dos 24 mil kits aos alunos em vulnerabilidade social, para entendermos e aprimorar a logística nas entregas. Agora, por determinação da governadora, elevamos esse número e estamos concluindo a entrega de 216 mil kits, um para cada aluno, dando o apoio necessário às famílias que estão com os alunos em casa”, frisa Getúlio Marques, titular da SEEC.
Para que essa entrega fosse possível, a SEEC montou um grupo logístico que articulou a ação com gestores, fornecedores, nutricionistas, além de manter um diálogo com órgãos de controle, como o Conselho de Alimentação Escolar, o Ministério Público e Defensoria Pública. “Essa é a maior operação feita pela Educação do RN. Tivemos um primeiro momento, a entrega dos 24 mil kits aos alunos em vulnerabilidade social, para entendermos e aprimorar a logística nas entregas. Agora, por determinação da governadora, elevamos esse número e estamos concluindo a entrega de 216 mil kits, um para cada aluno, dando o apoio necessário às famílias que estão com os alunos em casa”, frisa Getúlio Marques, titular da SEEC.
A finalidade do auxílio é reduzir os impactos do novo coronavírus na economia brasileira
Em 56% dos domicílios do Rio Grande do Norte, pelo menos uma pessoa recebeu auxílios emergenciais governamentais relacionados à pandemia (Auxílio Emergencial e o Benefício Emergencial de Preservação de Emprego e Renda por exemplo) em junho. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Covid-19) referente ao mês de junho, cujos resultados foram divulgados nesta quinta-feira (23) pelo IBGE.
O percentual representa 612 mil domicílios. No mês de maio, esse tipo de benefício atingiu 53,2% das residências potiguares. A média de rendimento com origem no auxílio emergencial é de R$ 914 em junho no RN. No Nordeste, essa média é de R$ 950. Os auxílios emergenciais chegaram a 58,9% dos domicílios na região.
De todas as unidades da federação, o Maranhão tem a maior média de rendimento proveniente de auxílios emergenciais, R$ 1.047. O Amapá (67,3%) e o Maranhão (66,5%) são os estados onde os auxílios emergenciais chegaram a mais domicílios.
O auxílio emergencial do governo federal é destinado a trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEIs), autônomos e desempregados, com renda domiciliar per capita de até R$ 522,50 ou a renda total do domicílio que não ultrapasse a três salários-mínimos (R$ 3.135). A finalidade do auxílio é reduzir os impactos do novo coronavírus na economia brasileira.
O coordenador da plataforma de Fibras do Instituto SENAI de Inovação em Biossintéticos e Fibras, Adriano Passos, destacou os benefícios que a parceria pode trazer para a inovação no país
Testes realizados no Laboratório de Tecnologia Virológica (Latev) de Bio-Manguinhos confirmaram a eficácia contra o coronavírus SARS-COV-2 de um tecido com propriedades antivirais. Financiado pelo Edital de Inovação para a Indústria do Senai, o projeto é uma parceria entre a empresa catarinense Diklatex e o Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil (Senai/Cetiqt).
Os resultados foram apresentados em uma transmissão ao vivo na tarde desta quarta-feira (22). Segundo os pesquisadores, uma das formulações testadas conseguiu inativar 99,9% de partículas virais do novo coronavírus e dos vírus do sarampo e da caxumba. Contra o agente causador da covid-19, a inativação se concretizou em apenas um minuto após o contato do microorganismo com a máscara.
O trabalho para desenvolver o tecido começou em março e envolve uma equipe de médicos, microbiologistas e engenheiros. Os testes foram realizados em Bio-Manguinhos, na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), devido ao nível de segurança requerido para as pesquisas. A chefe do Latev, Sheila Maria Barbosa de Lima, destacou que a pesquisa faz parte do esforço da Fiocruz de enfrentar um dos maiores desafios de sua história no ano em que completa 120 anos. “Nosso desenvolvimento tecnológico aqui trabalha na frente de vacinas, kits diagnósticos, fármacos. Essa parte de tecido é totalmente nova pra gente”.
A pesquisa primeiro testou a eficácia dos tecidos nos vírus causadores do sarampo e da caxumba, que requerem laboratórios com nível de segurança NB-2. Os dois antígenos foram escolhidos por suas semelhanças moleculares e na forma de transmissão com o SARS-CoV-2. Com as melhores formulações selecionadas, os cientistas partiram para o laboratório com nível de segurança NB-3, exigido para realizar testes com o novo coronavírus.
Os pesquisadores estudaram variações de prata, zinco e compostos orgânicos, buscando produtos leves, que não agredissem a pele ou afetassem a respiração. O engenheiro têxtil Eduardo Habitzreuter, da Diklatex, explicou que a formulação mais eficientes teve ainda outras vantagens em relação às demais: “Uma das principais vantagens é um custo mais baixo, e, por ser biodegradável, a gente fica mais tranquilo com o descarte”.
A ideia é usar os tecidos em itens hospitalares que poderão ser lavados e reutilizados, como máscaras e aventais, que requerem especificidades diferentes. No caso das máscaras, por exemplo, a respirabilidade é um componente importante. Já nos aventais, os pesquisadores buscaram resistência a rasgos e a líquidos, por exemplo, além da ação antiviral.
No caso das máscaras, o tecido desenvolvido também possui filtragem bacteriana superior a 80%. Os testes demonstraram ainda que a ação antiviral resiste a 25 lavagens caseiras. Segundo o engenheiro Raphael Bergamini, do Senai/Cetiqt, os pesquisadores devem trabalhar agora para elevar também o nível de proteção bacteriana e certificar o material junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O coordenador da plataforma de Fibras do Instituto SENAI de Inovação em Biossintéticos e Fibras, Adriano Passos, destacou os benefícios que a parceria pode trazer para a inovação no país. “Isso abre portas para outras metodologias, porque, às vezes, a indústria têxtil sofre para mandar isso para fora do país para fazer análises, porque tem um custo”.
O pagamento para esse grupo começou na última segunda-feira (20)
Os beneficiários do auxílio emergencial que estão no programa Bolsa Família com NIS (Número de Identificação Social) final 4 recebem hoje (23) a quarta parcela, que é de R$ 600 ou R$ 1,2 mil (mães solteiras).
O pagamento para esse grupo começou na última segunda-feira (20). Ao todo, 19,2 milhões de brasileiros cadastrados no programa vão receber o pagamento até o dia 31 de julho. O auxílio emergencial foi criado pelo governo federal para tentar reduzir os efeitos negativos na economia causados pelo novo coronavírus (covid-19).
A liberação dos recursos segue o calendário habitual do Bolsa Família para todos os integrantes do programa, conforme o último número do NIS de cada beneficiário. Na segunda-feira (20), foi a vez dos beneficiários com NIS final 1. Na terça-feira, receberam os de NIS final 2 e assim por diante, exceto final de semana, até o NIS final 0 no dia 31 deste mês.
Segundo a Caixa, o auxílio emergencial já beneficiou 65,2 milhões de pessoas. Destes, 19,2 milhões são do Bolsa Família, 10,5 milhões do CadÚnico e 35,5 milhões se cadastraram pela primeira vez para receber recursos do governo federal.
Para os beneficiários do Bolsa Família, a Caixa credita os recursos da mesma forma que o benefício regular. Com o cartão do programa, o saque pode ser realizado nos canais de autoatendimento, unidades lotéricas e correspondentes Caixa Aqui. O crédito também pode ocorrer na conta Caixa Fácil.
O PL 3.843/2020 prevê que, durante o período definido pelo decreto de calamidade pública, será proibida a demissão ou a redução salarial dos profissionais da educação
Um projeto de lei do senador Rogério Carvalho (PT-SE) cria a Bolsa Estudantil Emergencial, para auxiliar os estudantes que estão enfrentando dificuldades de manter o pagamento das mensalidades.
Além disso, o PL 3.843/2020 prevê que, durante o período definido pelo decreto de calamidade pública, será proibida a demissão ou a redução salarial dos profissionais da educação e demais funcionários das instituições de ensino, independente do vínculo empregatício.
O produtor que ainda não tiver recebido o auxílio poderá receber do governo federal o valor total de R$ 3 mil divididos em cinco parcelas de R$ 600. A mulher provedora de família terá direito a R$ 6 mil
A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (20) o Projeto de Lei 735/20, que prevê medidas de apoio para agricultores familiares durante o estado de calamidade pública. O texto, que segue agora para o Senado, estende o auxílio emergencial de R$ 600 aos agricultores que ainda não tenham recebido o benefício.
Pelo texto aprovado, poderão ter acesso às medidas agricultores e empreendedores familiares, pescadores, extrativistas, silvicultores e aquicultores. O produtor que ainda não tiver recebido o auxílio poderá receber do governo federal o valor total de R$ 3 mil divididos em cinco parcelas de R$ 600. A mulher provedora de família terá direito a R$ 6 mil.
Os requisitos do auxílio aos agricultores são semelhantes aos do auxílio emergencial. Dessa forma, o agricultor familiar não pode ter emprego formal, nem receber outro benefício previdenciário, exceto Bolsa Família ou seguro-defeso, e ter renda familiar de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar total de até três salários mínimos. O beneficiário também não pode ter recebido, em 2018, rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70.
A proposta também estabelece o Fomento Emergencial de Inclusão Produtiva Rural para apoiar a atividade de agricultores familiares durante o estado de calamidade pública. Pelo texto, o benefício pode ser concedido àqueles que se encontram em situação de pobreza e extrema pobreza, excluídos os benefícios previdenciários rurais. A medida autoriza a União a transferir ao beneficiário do fomento R$ 2.500, em parcela única, por unidade familiar. Para a mulher agricultora familiar, a transferência será de R$ 3 mil.
Outro ponto do projeto concede o auxílio Garantia-Safra, automaticamente, a todos os agricultores familiares aptos a receber o benefício durante o período de calamidade pública, condicionado à apresentação de laudo técnico de vistoria municipal comprovando a perda de safra. O Garantia-Safra assegura ao agricultor familiar o recebimento de um auxílio pecuniário, por tempo determinado, caso perca sua safra em razão de seca ou excesso de chuvas.
O texto também institui linhas de crédito rural no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Podem se beneficiar das medidas agricultores com renda familiar mensal de até três salários mínimos.
Entre as condições para a linha de crédito, estão taxa de juros de 1% ao ano; prazo de vencimento mínimo de 10 anos, incluídos cinco de carência; limite de financiamento de R$ 10 mil por beneficiário; e prazo para contratação até o fim de 2021. No caso da mulher agricultora familiar, a taxa de juros será menor, de 0,5% ao ano, e com adicional de adimplência de 20% sobre os valores pagos até a data de vencimento.
De acordo com o texto, o risco das operações será assumido pelos Fundos Constitucionais de Financiamento, nas operações contratadas com recursos desses fundos, e pela União, nos financiamentos objetos de subvenção econômica.