Funcionários dos Correios deflagram greve e param as atividades no RN

Além da pauta salarial, a principal motivação da greve é a intenção do governo Bolsonaro de privatizar os Correios

Sem boleto de cobrança ou encomendas por tempo indeterminado. É o que acontece desde a quarta-feira, 11, com a adesão das 50 agências dos Correios do Rio Grande do Norte, incluindo as de Natal, à greve nacional da categoria.

O presidente do Sindicato dos Correios do Rio Grande do Norte (Sintect-RN), Edilson Shampoo, garantiu nesta quarta-feira que 80% de toda a força de trabalho dos Correios no Estado está paralisada. Entre carteiros, atendentes e pessoal interno das agências.

Nesta quarta, os funcionários se reuniram na Avenida Hermes da Fonseca, em frente ao Complexo dos Correios, no bairro do Tirol, em um ato público. A mesma coisa aconteceu em Mossoró. Além da pauta salarial, a principal motivação da greve é a intenção do governo Bolsonaro de privatizar os Correios.

Segundo o sindicato, as negociações foram encerradas após a negativa da estatal em dialogar com a representação dos trabalhadores e com o Tribunal Superior do Trabalho (TST), que chegou a sugerir a mediação das negociações entre as partes.

Os funcionários dos Correios decidiram entrar em greve por tempo indeterminado, em todo o Brasil, a partir das 22h desta terça-feira. Assembleias foram realizadas na noite de terça em todo o país para decidir se deflagrariam o movimento.



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Correios decretam greve nacional

Os trabalhadores dos Correios decretaram greve geral, por tempo indeterminado, a partir da noite desta terça-feira (10). Embora ainda esteja avaliando o real impacto da paralisação, a empresa afirma que os serviços foram parcialmente afetados. Já a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect) garante que o movimento é nacional.

“Em todo o país, a categoria se mostrou consciente da gravidade da situação e decretou greve por tempo indeterminado”, assegura a Findect, em nota. Segundo a entidade, a paralisação foi a forma que os funcionários da estatal encontraram para se opor à proposta do governo federal de privatizar os Correios.

Os trabalhadores também tentam pressionar a direção da empresa a negociar a manutenção de direitos trabalhistas e dos atuais salários no futuro Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que está por ser assinado.

No mês passado, o governo federal incluiu os Correios no Plano Nacional de Desestatização (PND) e inaugurou a fase de estudos para privatizar, total ou parcialmente, a empresa e outras estatais. A abertura de estudos não indica necessariamente que uma empresa será privatizada, restando, como alternativa para as companhias federais incluídas no plano, a assinatura de parcerias com o setor privado. De acordo com Martha Seillier, secretária especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), da Casa Civil, o objetivo inicial dos estudos é analisar a viabilidade econômica dos ativos federais (empresas, ações e serviços) e o possível impacto de parcerias com a iniciativa privada.



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RN tem protestos contra cortes de recursos da educação e reforma da Previdência

Em Natal, a concentração começou por volta das 14h em frente ao shopping Midway Mall

Natal

Professores, estudantes, centrais sindicais e sociedade civil organizada fazem uma manifestação na tarde desta terça-feira (13), no bairro Tirol, Zona Leste de Natal, contra bloqueios de recursos da educação e contra a reforma da Previdência. A manifestação faz parte de um ato nacional.

A concentração começou por volta das 14h, em frente ao shopping Midway Mall, na esquina das avenidas Salgado Filho e Bernardo Vieira, após convocação de grupos como Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a União Nacional dos Estudantes (UNE). Os manifestantes portam cartazes e faixas com palavras de ordem.

Por volta das 15h, os manifestantes fecharam o tráfego da avenida Salgado Filho no sentido Centro – Zona Sul da capital. Fiscais de trânsito e policiais militares acompanham a manifestação. Por volta das 16h, os manifestantes começaram uma passeata no sentido ao bairro Mirassol, na Zona Sul da cidade. Além dos bloqueios orçamentários da educação e da reforma da Previdência, estudantes universitários também protestam contra o projeto Future-se, apresentado pelo Ministério da Educação.

Mossoró

Pela manhã, um grupo de manifestantes também realizou um ato em Mossoró, na região Oeste potiguar. Eles começaram a concentrar em frente à sede da Universidade Federal do Semiárido (Ufersa) por volta das 8h e além, da pauta nacional, também cobraram investimentos na Universidade Estadual do Rio Grande do Norte. O ato foi convocado pela Frente Brasil Popular Mossoró.

Em Mossoró o ato foi convocado pela Frente Brasil Popular Mossoró


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Professores de Natal vão parar atividades nesta sexta-feira

Greve pretende pressionar Poder Público para solicitações da categoria

Professores da rede de ensino pública de Natal anunciaram paralisação das atividades nesta sexta-feira, 2 de agosto. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública (Sinte/RN), o ato acontece “em protesto contra a falta de interesse nas negociações por parte da Prefeitura com a categoria”. O Sinte anunciou que realizará um ato em frente ao segundo gabinete do prefeito Álvaro Dias, no bairro de Candelária.

Os educadores cobram, entre outras questões, o pagamento do retroativo do Piso Salarial de 2018. Atualmente, a categoria tem quase 40 pontos acumulados em pauta, que vão desde questões como estrutura e autonomia das unidades de ensino, condições de trabalho, direitos funcionais, formação dos educadores até plano de carreira. O pagamento de 10% da reposição salarial, negociada ainda em 2013, também integra a pauta.

De acordo com os educadores, Álvaro Dias afirmou em audiência com o Sinte, no dia 23 de julho, que a Prefeitura de Natal não tem como pagar, neste ano, o retroativo do Piso Salarial de 2018. O chefe do Executivo municipal teria a previsão de pagar os valores apenas em 2020. A verba para esse pagamento, segundo a secretária de Administração do município, será inclusa no orçamento do ano que vem.

Além do retroativo do Piso, também foi tratado na audiência do cronograma de pagamento de direitos funcionais. A secretária de Educação de Natal, Cristina Barreto, reafirmou o cumprimento do cronograma estabelecido, exceto pagar os quinquênios em julho.

Ainda na audiência, o Sinte voltou a cobrar o pagamento dos 10% do acordo de greve firmado em 2013. Contudo, as secretárias de Administração e de Educação disseram não reconhecer a dívida que o município tem com os educadores. A resposta surpreendeu a direção do Sindicato.

A parada desta sexta-feira foi deliberada em assembleia dos educadores, realizada no mesmo dia da audiência com o Poder Executivo da capital potiguar. Será a terceira parada da categoria em 2019. As duas anteriores aconteceram em 2 de abril e 24 de maio.



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