RN alcança segunda colocação no Ranking Transparência Covid-19

O Rio Grande do Norte subiu mais três pontos neste oitavo boletim organizado pela OKBR

O boletim semanal Transparência Covid-19 divulgado pela ONG Open Knowledge Brasil mantém o Rio Grande do Norte na segunda posição em transparência de dados apresentados pelos governos estaduais relativos à pandemia.

O Rio Grande do Norte subiu mais três pontos neste oitavo boletim organizado pela OKBR. Com a marca de 98 pontos, o Estado potiguar mantém a segunda colocação entre os estados da Federação e a evolução na transparência dos dados relacionados ao combate ao novo coronavírus.

A coordenadora de Promoção à Saúde, Neuma Lúcia de Oliveira, ressaltou ainda o trabalho da Coordenação de Promoção à Saúde, setor responsável pela gestão de todos os dados, elaboração e divulgação dos boletins epidemiológicos dos dados referentes à pandemia, além de outros vírus respiratórios e sendo o principal instrumento de avaliação da ONG OKBR.

O trabalho executado pela equipe da Sesap é realizado com o apoio e acompanhamento da Control, responsável pela promoção da transparência pública do Executivo Estadual.

Novo ranking de transparência

Um novo ranking de transparência de dados relativos à Covid-19 foi divulgado essa semana pelo site Transparência Internacional. Nele, o Rio Grande do Norte aparece em 21º lugar, entre os 26 estados da Federação.

Diante da divulgação deste novo ranking, o controlador-geral do Estado, Pedro Lopes afirmou que a equipe tem estudado os critérios exigidos e já iniciou o trabalho de compilação de dados de compras referentes ao combate à Covid.



Rio Grande do Norte registra 181 óbitos por Coronavírus e 4.251 casos confirmados da infecção

As preocupações com a disseminação da doença levaram o secretário-adjunto da Sesap, Petrônio Spinelli, a fazer, mais uma vez, um apelo em favor do cumprimento das ações de isolamento social

O Rio Grande do Norte teve um incremento de 190 novos casos de infecção por coronavírus nas últimas 24h e contabiliza nesta sexta-feira (22), 4.251 confirmações de Covid-19. O número de óbitos está em 181, três a mais que o registrado nesta quinta (21). Os casos suspeitos são 12.920. Descartados somam 9.590, mas 47 óbitos ainda estão em investigação, segundo a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap).

As regiões da Grande Natal, de Mossoró e do Vale do Assu permanecem com maior incidência de Covid-19 no estado. São 420 pessoas internadas por causa da doença, entre casos suspeitos e confirmados. O estado tem 69 pacientes à espera de regulação (internação), dos quais 13 são classificados como prioridade “1”; 6 são prioridade “2”; e 50, prioridade “3”.

As preocupações com a disseminação da doença levaram o secretário-adjunto da Sesap, Petrônio Spinelli, a fazer, mais uma vez, um apelo em favor do cumprimento das ações de isolamento social.

Leitos

A taxa de ocupação de leitos em hospitais públicos destinados a tratar Covid-19 no RN está distribuída da seguinte maneira:

  • Região Oeste: ocupação de 97%
  • Grande Natal: 96% dos leitos adultos específicos ocupados
  • Seridó: ocupação de 58%
  • Pau dos Ferros: 25% dos leitos críticos ocupados


Brasil: Ministério da Saúde inclui cloroquina em tratamento de casos leves de Covid-19

A droga é, originalmente, indicada para doenças como malária, lúpus e artrite

O Ministério da Saúde incluiu nesta quarta-feira (20) a cloroquina, e seu derivado hidroxicloroquina, no protocolo de tratamento para pacientes com sintomas leves de Covid-19. De acordo com o documento divulgado pela pasta, cabe ao médico a decisão sobre prescrever ou não a substância, sendo necessária também a vontade declarada do paciente, com a assinatura do Termo de Ciência e Consentimento.

O governo alerta que, apesar de serem medicações utilizadas em diversos protocolos e de terem atividade in vitro demonstrada contra o coronavírus, ainda não há resultados de “ensaios clínicos multicêntricos, controlados, cegos e randomizados que comprovem o beneficio inequívoco dessas medicações para o tratamento da Covid-19”.

Ainda assim, ao atualizar as orientações para o uso dos medicamentos, o Ministério da Saúde considerou a existência de diversos estudos e a larga experiência do uso da cloroquina e da hidroxicloroquina no tratamento de outras doenças infecciosas e de doenças crônicas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). A droga é, originalmente, indicada para doenças como malária, lúpus e artrite.

De acordo com a pasta, como também não existe, até o momento, outro tratamento eficaz disponível ou terapia farmacológica específica para covid-19, as novas orientações buscam uniformizar as informações para os profissionais da saúde no âmbito do SUS e orientar o uso de fármacos no tratamento precoce da doença.

No Twitter, o presidente Jair Bolsonaro comentou o novo protocolo:https://twitter.com/jairbolsonaro/status/1263130208967766024

Gravidade média e alta

No final de março, o Ministério da Saúde incluiu nos seus protocolos a sugestão de uso da cloroquina em pacientes hospitalizados com gravidade média e alta. A pasta também distribuiu ao menos 3,4 milhões de doses do medicamento para os sistemas de saúde dos estados.

Já o Conselho Federal de Medicina (CFM) não recomenda o uso da droga, mas autorizou a prescrição em situações específicas, inclusive em casos leves, a critério do médico e em decisão compartilhada com o paciente.

O presidente Jair Bolsonaro defende a possibilidade de tratamento da covid-19 com cloroquina e hidroxicloroquina desde a fase inicial da doença, segundo ele, após ouvir médicos, pesquisadores e chefes de Estado. O Executivo chegou a zerar o imposto de importação do medicamento. Por não concordarem com esse protocolo, os ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich acabaram deixando o governo.

Novas orientações

As orientações divulgadas hoje para o tratamento precoce de pacientes diagnosticados com o novo coronavírus incluem, na fase de sintomas leves e moderados, o uso da cloroquina ou do sulfato de hidroxicloroquina associados à azitromicina por 14 dias. Após o 14º dia devem ser prescritos medicamentos de acordo com os sintomas apresentados.

Casos leves são aqueles pacientes que não precisam de internação e apresentam sinais como coriza, diarreia, febre, perda do paladar e olfato, dores musculares e abdominal, tosse, fadiga e dores de cabeça.

Tosse e febre persistente, com piora de algum dos outros sintomas e presença de fator de risco, são sinais moderados de covid-19. Para os casos moderados, a equipe médica deve avaliar a necessidade de internação e a presença de infecção bacteriana e considerar o uso de anticoagulantes e corticóides.

Já os casos graves são aqueles que apresentam falta de ar e baixa pressão arterial. Para esses pacientes, o Ministério da Saúde orienta a administração do sulfato de hidroxicloroquina e da azitromicina, sem período de tempo determinado. O médico deve ainda considerar o uso de imunoglobulina humana, anticoagulante e pulso de corticoide.

No documento, a pasta informa ainda que são contraindicações absolutas ao uso da hidroxicloroquina gravidez, retinopatia/maculopatia secundária ao uso do fármaco já diagnosticada, hipersensibilidade ao fármaco, miastenia grave. Em crianças, deve-se dar sempre prioridade ao uso de hidroxicloroquina pelo risco de toxicidade da cloroquina. E a cloroquina deve ser usada com precaução em portadores de doenças cardíacas, hepáticas ou renais, hematoporfiria e doenças mentais.

O Ministério da Saúde orienta ainda que a hidroxicloroquina não deve ser coadministrada com amiodarona e flecainida. Há ainda a constatação de interação moderada da hidroxicloroquina com digoxina, ivabradina e propafenona, etexilato de dabigatrana, edoxabana, e de interação leve com verapamil e ranolazina. A cloroquina deve ser evitada em associação com clorpromazina, clindamicina, estreptomicina, gentamicina, heparina, indometacina, tiroxina, isoniazida e digitálicos.

De acordo com o Ministério da Saúde, a pasta está consolidando novas orientações para o manejo de pacientes com covid-19. Além de fármacos, equipamentos e recursos humanos também estão sendo trabalhados.

Agência Brasil



RN: Secretário de Saúde pede reforço nas medidas de proteção

O índice de isolamento social registrado neste domingo (17) foi de apenas 47,93% no Estado

O secretário adjunto da Saúde do RN, Petrônio Spinelli, fez um apelo, nesta segunda-feira, 18, para que prefeituras, empresas e a população redobrem os esforços e adiram maciçamente às medidas de proteção contra o novo coronavírus.

Isto por que, esta semana, começa a ser paga a segunda parcela do auxílio emergencial que vem gerando grandes filas em todo o Estado. Estas aglomerações, em bancos, casas lotéricas e órgãos públicos para emissão de documentos, são a principal causa do crescimento do contágio em todo o país.

O índice de isolamento social registrado neste domingo (17) foi de apenas 47,93% no Estado. Número considerado muito baixo, uma vez que a recomendação dos especialistas da Organização Mundial da Saúde é de, pelo menos, 60%.

“Os dados disponíveis mostram que estamos muito próximos do colapso. Todos os esforços para abertura de leitos, feitos pelo Governo do Estado, pelas prefeituras e rede privada, não surtirão efeito se o isolamento continuar nos níveis atuais. Quem precisar sair de casa deve sempre usar máscaras. É preciso que os municípios, instituições bancárias e comerciais evitem a formação de filas e respeitem o distanciamento. Os órgãos de saúde, a assistência social e a segurança pública devem, mais do que nunca, atuar em conjunto. Sem estes cuidados certamente daqui a alguns dias iremos lamentar o quadro de altíssima gravidade. Nunca é demais lembrar: os números da superlotação de leitos de hoje são resultado do comportamento do grande número de pessoas nas ruas no período de 10 a 14 dias passados”, afirmou Petrônio Spinelli. O secretário explicou, ainda, que a aplicação de testes rápidos é uma responsabilidade das Prefeituras e que ao Governo cabe, apenas, recomendar a utilização desses testes.



Covid: RN registra 12 óbitos em 24h e número total de mortes sobe para 160

A Sesap ainda informou que são 3.483 infectados, 10.699 casos suspeitos, e 7.988 descartados

O Rio Grande do Norte possui 160 óbitos decorrentes da infecção provocada pelo novo coronavírus (Covid-19), segundo o boletim epidemiológico atualizado pela Secretaria de Saúde Pública do Estado (Sesap) nesta terça-feira (19). São 12 novas mortes registradas em 24 horas. Há 52 óbitos em investigação.

A Sesap ainda informou que são 3.483 infectados, 10.699 casos suspeitos, e 7.988 descartados. Em todo o estado, são 992 pessoas curadas da infecção. A taxa de isolamento cresceu para 47,93%. O RN tem ainda 395 pessoas internadas com suspeita ou confirmações da doença.

Também de acordo com a Sesap, o estado tem 54 solicitações de internação por causa da Covid-19. Destas, 4 são pacientes classificados como prioridade “1”, os mais graves e que necessitam de internação em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs); 10 são classificados como prioridade “2”, que também são pacientes graves; e 44 classificados como prioridade “3”, pacientes com quadro clínico de média complexidade.

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) também participou da coletiva e informou que tem um prisioneiro com Covid-19. O homem está sozinho na cela e seu caso não é considerado grave. Entre os funcionários, são 14 servidores confirmados com o coronavírus e 74 casos suspeitos, todos estão cumprindo a quarentena de casa.

Leitos

A taxa de ocupação nos leitos do RN para tratamento de Covid-19 está distribuída da seguinte forma:

  • Região Oeste: 94% dos leitos estão ocupados;
  • Região Metropolitana de Natal: registro de 97% de ocupação
  • Região Seridó: 61% dos leitos ocupados
  • Pau dos Ferros: 100% dos leitos ocupação

Em Pau dos Ferros, todos os quatro leitos foram ocupados, mas a Sesap já encomendou 6 novos respiradores para aumentar para 10 leitos na região.



Projeto de alunos do IFRN doa protetores faciais para Hospital Walfredo Gurgel

O Time colabora com orientações sobre o uso e manuseio dos equipamentos (para confecção dos protetores), logística de atendimento e assistência ao projeto

Alunos do curso de Mecatrônica, do Instituto Federal de Ensino do Rio Grande do Norte (IFRN) através do Projeto Cafecitosrobots, doou 10 protetores faciais para o setor de Serviço Social do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel (HMWG). Os protetores foram entregues na manhã deste domingo (17) e já estão em uso.

Apesar do Walfredo Gurgel não ser referência para atendimento e assistência de pacientes contaminados pelo coronavírus, as assistentes sociais são um dos primeiros contatos com as vítimas do trauma que adentram o Pronto Socorro Clóvis Sarinho (PSCS) e que podem apresentar insuficiência respiratória aguda grave, com suspeita de causa pelo Covid-19. No HMWG o projeto também já dou para técnicos de enfermagem e médicos em um total de 45 protetores faciais.

A ex-professora do IFRN e uma das pessoas a frente do projeto, Ariadne Canela, conta que a ideia de montar os protetores surgiu, há cerca de dois meses, a partir da iniciativa de dois alunos do curso de Mecatrônica, do IFRN de Parnamirim (@caiocarlos15 e @cafecitosrobots). O incentivo para a empreitada foi a dificuldade dos profissionais de saúde em adquirir EPIs, neste período de pandemia.

Ariadne conta que o projeto criou corpo e proporção, com o apoio dos professores João Maria Araújo, Zulmar Junior e do ex-aluno do curso, Daniel Santiago. O Time colabora com orientações sobre o uso e manuseio dos equipamentos (para confecção dos protetores), logística de atendimento e assistência ao projeto.

Até o momento, o grupo já produziu e distribuiu cerca de 650 protetores faciais que, além do HMWG, também beneficiaram o Hospital São Camilo (em São Gonçalo do Amarante), Hospital Giselda Trigueiro, Estratégia Saúde da Família (ESF) Selma Pereira de Araújo – Dom Marcolino, Liga Norte Riograndense Contra o Câncer, Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Barra de Maxaranguape, Cidade Satélite e Pitimbú, Hospital Santa Catarina, Hospital Municipal de Goianinha, Hospital João Machado, Maternidade Januário Cicco, entre outros.

Caso alguma unidade de saúde esteja precisando dos protetores faciais e queiram receber a doação do grupo, é necessário preencher o formulário disponibilizado no perfil @caiocarlos15. Ariadne ressalta que os protetores são montados e desenvolvidos a partir das recomendações do Ministério da Saúde (MS) e Vigilância Sanitária, fabricados em material leve, transparente, permite o reuso por ser lavável (com água e sabão ou álcool gel), porém, não eliminam a necessidade de uso da máscara.



Comando Conjunto Rio Grande do Norte e Paraíba realizou a desinfecção da Escola do Governo e o CIOSP

O Comando Conjunto Rio Grande do Norte e Paraíba é um dos 10 Comandos Conjuntos ativados pelo Ministério da Defesa, em março deste ano, no âmbito da Operação Covid-19, no combate aos impactos do coronavírus no Brasil

Neste domingo, 17 de maio, o Comando Conjunto Rio Grande do Norte e Paraíba, composto pela Marinha do Brasil (Comando do 3º Distrito Naval), Exército Brasileiro (7ª Brigada de Infantaria Motorizada) e Força Aérea Brasileira (ALA 10), realizou a desinfecção da Escola do Governo e do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (CIOSP), em Natal.

O trabalho de desinfecção foi realizado em horário reservado, sem a concentração de pessoas no local, facilitando a condução da ação e a aplicação dos produtos químicos de forma segura.

A atividade contou com militares das Forças Armadas, habilitados para a descontaminação de ambientes, material e pessoal, em Estágios de Capacitação ministrados pela Equipe de Resposta Nuclear, Biológica, Química e Radiológica (NBQR) do Comando do 3º Distrito Naval.

O Comando Conjunto Rio Grande do Norte e Paraíba é um dos 10 Comandos Conjuntos ativados pelo Ministério da Defesa, em março deste ano, no âmbito da Operação Covid-19, no combate aos impactos do coronavírus no Brasil.



Alerta: Currais Novos e Caicó concentram o maior número de casos de Covid-19 no Seridó

Nele consta que treze municípios da região já registram casos da Covid-19. São ao todo 37 casos confirmados e 04 óbitos

A IV Unidade Regional de Saúde Pública divulgou mais um boletim atualizado com os casos confirmados do novo coronavírus na região do Seridó.

Nele consta que treze municípios da região já registram casos da Covid-19. São ao todo 37 casos confirmados e 04 óbitos.

Seguem os números de caros por cidade: Acari (01), Caicó (10), Carnaúba dos Dantas (01), Cerro Corá (01), Currais Novos (13), Jardim do Seridó (01), Jucurutu (01), Lagoa Nova (01), Ouro Branco (01) Parelhas (02), Santana do Matos (02), Serra Negra do Norte (02) e Tenente Laurentino (01).

Os óbitos foram registrados em Carnaúba dos Dantas (01), Cerro Corá (01) e Serra Negra do Norte (02).



Presidente do Sinmed defende uso de remédio polêmico e diz que “politizaram” o tratamento

Para Geraldo Ferreira, o tratamento sofre interferências por direcionamentos políticos

O presidente do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed), Geraldo Ferreira, defendeu o uso da hidroxicloroquina para pacientes em estado inicial da Covid-19, e afirmou que a valorização do tratamento tomou rumos políticos.

O Sinmed recorreu à Justiça para contestar o pedido de “lockdown” em Natal e Região Metropolitana, solicitado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado (Sindsaúde), na quinta-feira (14). Em nota divulgada pelo Sindicato dos Médicos, além de ser contrário à medida de restrição de circulação, também foi citado o uso da hidroxicloroquina, medicamento defendido e lembrado frequentemente pelo presidente Jair Bolsonaro.

Para Geraldo Ferreira, o tratamento sofre interferências por direcionamentos políticos. O sindicalista acredita que apesar de apresentar resultados positivos em diversos países, o medicamento tem sofrido “desprezo” no Brasil, por conta de divergências voltadas para o cenário político.

“Há uma polarização muito grande, que tem desprezado experiências vitoriosas. Tem se colocado a questão da hidroxicloroquina como um grau de politização. Acho que aí é o mais sensível. Pessoas pertencentes a uma corrente política, desprezam qualquer medida da hidroxicloroquina, quando, na verdade, a Costa Rica usou, a Itália e a Espanha também. A Índia tem usado com sucesso. É uma droga absolutamente segura, com uso de anos no Brasil para tratamento de malária e lúpus. Ela tem sido desprezada. Estava na hora do governo estadual e municipal começar a explorar. Isso poderia diminuir a busca por leitos de hospital e de UTI”, explicou.

Segundo o presidente do Sinmed, os tratamentos experimentais de maior conhecimento foram efetuados de forma errada, que conforme dito por Ferreira, pode ser considerado um crime. Outro ponto alertado é o momento do uso do medicamento.

“Quem é contra? Foi feito um estudo em Manaus, em que as pessoas morreram. Aquilo foi criminoso. A dose é de 400mg ao dia, lá foram usadas 6g. Está sendo investigado. Tentaram se desacreditar de uma medicação de forma criminosa. O outro aspecto, diz respeito aos erros de liberarem para pacientes em situações graves. A hidroxicloroquina apresenta melhor resultado nos sintomas iniciais. Os efeitos colaterais são desprezíveis. Já conversamos com especialistas que acompanham pacientes de doenças tratadas pelo medicamento e nunca ninguém morreu. Quem está contra o tratamento, está tomando um posicionamento absolutamente político. Não podemos deixar o povo sem medicação”, contou em entrevista à Agora FM (97,9).

Um experimento realizado em abril foi interrompido após 11 pessoas morrerem durante o tratamento. Cerca de 81 pessoas participaram dos procedimentos em Manaus, algumas antes mesmo de receber a confirmação se estavam com coronavírus. Para os testes, eles receberam uma dose alta de cloroquina (600mg duas vezes ao dia por 10 dias, uma dose total de 12g) ou uma dose baixa de 450mg por cinco dias (duas vezes somente no primeiro dia, uma dose total de 2,7g). 

O trabalho de desenvolvimento no meio de uma pandemia é uma das dificuldades lembradas por Geraldo Ferreira, mas para o presidente, a hidroxicloroquina é um tratamento reconhecido por boa parte da classe médica. Além disto, Geraldo lembra que as pessoas não devem comprar desordenadamente.



Covid-19: 86 milhões de brasileiros fazem parte de algum dos grupos de risco

A pesquisa foi coordenada por Leandro Rezende, professor do Departamento de Medicina Preventiva da Escola Paulista de Medicina (EPM-Unifesp) – Foto: Marcos Serra Lima/G1

Uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostra que mais da metade da população adulta brasileira está no grupo de risco da Covid-19. São 86 milhões de pessoas que apresentam ao menos um dos fatores que pode aumentar o risco de complicações, caso haja contaminação pelo coronavírus.

Dos 54% de adultos dentro dos grupos de risco, 30% deles têm ao menos um fator que pode causar o agravamento do quadro em caso de contaminação, 15% têm dois fatores, enquanto 9% têm 3 ou mais.

Foram considerados grupos de risco idosos (acima de 65 anos), portadores de doenças crônicas (doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão, doenças respiratórias crônicas (em particular doença pulmonar obstrutiva crônica), câncer e doenças cerebrovasculares (acidente vascular cerebral – AVC).

Também foram incluídos outros fatores de risco, provenientes de estudos mais recentes realizados nos Estados Unidos e na Europa, como doença renal crônica, obesidade, asma e tabagismo.

A pesquisa foi coordenada por Leandro Rezende, professor do Departamento de Medicina Preventiva da Escola Paulista de Medicina (EPM-Unifesp). O artigo será publicado na Revista de Saúde Pública, da Universidade de São Paulo.

O estudo considerou dados de 51.770 participantes da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2013. São as informações mais recentes da área. “Em 2019, teve início uma nova edição da PNS, que ainda não foi concluída”, afirmou Rezende. Os autores ainda consideraram sexo, cor da pele, escolaridade e unidades federativas do Brasil.

Menos instruídos têm mais fatores de risco

Considerando o grau de escolaridade, é possível perceber que adultos que não concluíram o ensino fundamental estão muito mais propícios a estarem nos grupos de risco, com 80%.

Enquanto isso, a parcela da pesquisa que possui ensino superior e apresenta fatores que podem agravar o estado de saúde é de 46%.

Para Rezende, há duas causas principais para a diferença entre os índices. “Pessoas com menor escolaridade tendem a ter um menor nível socioeconômico e menos acesso a recursos básicos”, disse.

“A prevalência de doenças é maior justamente na parcela da população mais vulnerável, que mora em locais onde o distanciamento físico é difícil, tem vínculos empregatícios mais frágeis e menos acesso a serviços de saúde. É preocupante”, afirmou Rezende.

Além disso, existe uma relação entre idade e nível de instrução. “Nas pessoas acima de 65 anos, 67% têm nível de escolaridade incompleto. Em pessoas abaixo dessa faixa, são apenas 15% tem o primeiro grau incompleto”, completou.

Análise por estados

A pesquisa também retrata a proporção no grupo de risco por estados.

Nesse caso, observa-se uma predominância de estados do Sul e Sudeste entre os que têm maior fatia da população nos grupos de risco, com Rio Grande do Sul (58,4%), São Paulo (58,2%) e Rio de Janeiro (55,8%) nas primeiras posições.

Por outro lado, Amapá (45,9%), Roraima (48,6%) e Amazonas (48,7%) são os estados com menor proporção de populações nos grupos de risco.

Para Rezende, a explicação também passa pelos fatores socioeconômicos.

“Há duas possíveis explicações para essa diferença. Uma tem relação com a maior expectativa de vida nos estados do Sul e Sudeste, onde o nível socioeconômico da população é maior e, portanto, há mais idosos. A outra seria o menor acesso ao diagnóstico médico no Norte e Nordeste, que poderia ter enviesado os dados sobre a prevalência de doenças como diabetes e hipertensão, que, muitas vezes, são assintomáticas no início”, diz.