Na manhã desta terça-feira (18), os Secretários de Estado, Cipriano Maia (Saúde) e Gustavo Coelho (Infraestrutura) visitaram a cidade de Currais Novos e ao lado do Prefeito Odon Júnior e da Vice-prefeita Ana Albuquerque, anunciaram investimentos na área da saúde.
No Hospital Regional Mariano Coelho, anunciaram a abertura do Edital de Licitação da obra que irá implantar um Banco de Leite Humano, um investimento de cerca de 480 mil reais do Governo do Estado.
Participaram ainda do encontro, a Secretária Municipal de Saúde, Alana Moraes; os Diretores do Hospital, Ligia Daiana e Dr. Handerson; a enfermeira e servidora do Hospital, primeira dama Thaise Araújo.
Ainda em Currais Novos, a comitiva seguiu para uma visita a UBS Santa Maria Gorete, onde o Governo do Estado está avaliando o espaço para a implantação de uma Policlínica Regional, ação que está sendo liderada pelo Governo do Estado junto as Prefeituras da Região do Seridó.
A partir desta segunda-feira, 17, o Centro Covid passa a ser o Centro de Atendimento à Síndromes Respiratórias.
“Além de atender pacientes com Covid, atenderá também as síndromes gripais”, explica a coordenadora técnica da Secretaria de Saúde, Jardênia Noronha.
“Temos tido um aumento significativo do número de atendimentos a pessoas com gripes, então não faz mais sentido manter um Centro Covid, onde a maior parte dos atendimentos está sendo por outras causas. Agora, além de Covid, atenderemos também outras síndromes respiratórias”, justifica a coordenadora.
Além da mudança no nome do centro e na natureza dos atendimentos, houve também uma ampliação no horário, que será das 7h às 19h, de segunda à sexta.
O Brasil relatou 48.520 novos casos de Covid-19 neste sábado (16). Com isso, a média móvel de infecções pelo vírus chegou a 68.028, número 128,9% maior do que o registrado há uma semana.
Quanto às mortes pela doença, foram contabilizadas 175 nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos está em 148, crescimento de 24% em relação há semana anterior.
Nos últimos dias, os boletins divulgados pelo Ministério da Saúde têm apresentado uma alta no número de novas infecções confirmadas no Brasil. Na última sexta-feira (14), o país voltou a registrar mais de 100 mil casos em 24 horas. No entanto, os dados sobre óbitos sobem mais lentamente.
Especialistas consultados pela CNN explicam que o descompasso entre os dois índices pode ter causas multifatoriais.
Uma das hipóteses é o indício de que a variante Ômicron, que tem se espalhado rapidamente pelo país, está associada a quadros clínicos mais leves. Outro ponto relevante é o avanço da vacinação, alcançado especialmente no segundo semestre de 2021.
A exposição de grande parte da população à infecção natural pelo vírus, o que confere certa imunidade, também pode contribuir para que o número de mortes se mantenha estável.
Nesta segunda-feira (17), a Secretaria de Saúde Municipal de Natal fará a capacitação dos vacinadores para a aplicação da vacina contra Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos. A capacitação acontecerá no auditório do Departamento de Vigilância em Saúde e será ministrada por Veruska Ramos, chefe do setor de agravos imunopreveníveis.
Na capacitação serão repassadas informações técnicas e manuseio do imunizante da Pfizer para esse público, uma vez que a apresentação e concentração é diferente do público anterior.
“O intervalo da primeira e segunda doses é de oito semanas e outro ponto importante a destacar é que a criança só pode tomar a vacina contra a Covid se estiver com intervalo de 15 dias das vacinas de rotina. A dosagem infantil também é diferente, são 0,2 ml”, explica Veruska.
Após a capacitação dos vacinadores, a SMS Natal vai anunciar a data do início da vacinação infantil.
O boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado hoje (15), mostra que houve um aumento de 135% nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) das últimas três semanas de novembro em relação às três últimas semanas. Passou de 5,6 mil casos para 13 mil.
“A velocidade com que a covid-19 se espalha entre a população cresceu semanalmente de 4% para 30%”, disse o pesquisador Marcelo Gomes, responsável pelo InfoGripe.
Os dados apontam um crescimento em todas as faixas etárias a partir de 10 anos de idade, desde o final de novembro e início de dezembro até o momento atual. Os números de laboratório indicam que esse aumento foi consequência tanto da epidemia de gripe quanto pela retomada do crescimento de casos de covid-19.
Das 27 unidades federativas, 25 apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo até a SE 1 (período de 2 a 8 de janeiro de 2022). O estado do Rio de Janeiro, embora mostre estabilidade na tendência de longo prazo, tem indícios de crescimento na de curto prazo. Apenas Roraima mostra sinal de estabilidade nas tendências de longo e curto prazo.
Com exceção de Roraima e do Rio de Janeiro, todos os estados têm sinal de crescimento de casos de Síndrome Respiratória Aguda (SRAG) na tendência de longo prazo, sendo que todos esses estão com o indicador em nível forte (probabilidade > 95%): Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins. Destes, apenas Amazonas e Rondônia apresentam sinal de estabilidade na tendência de curto prazo. Todos os demais apresentam sinal de crescimento, sendo este sinal moderado (probabilidade > 75%) no Amapá, Pará e Piauí e forte em todos os demais. No Rio de Janeiro observa-se sinal forte de crescimento na tendência de curto prazo, embora a tendência de longo prazo esteja em situação de estabilidade.
Exames laboratoriais
Em todas as faixas etárias verifica-se aumento significativo de casos associados ao vírus Influenza A (gripe) ao final de novembro e ao longo do mês de dezembro, tendo inclusive superado os registros de covid-19 em algumas dessas semanas. No entanto, os dados relativos ao final de dezembro e à primeira semana de janeiro apontam para a retomada do cenário de predomínio da covid-19.
Na população infantil, na qual os vírus sincicial respiratório (VSR) e Influenza A ainda prevalecem, também verifica-se tendência de aumento nos casos positivos para a covid-19. O pesquisador Marcelo Gomes observa que o cenário de aumento de casos graves de Influenza e de covid-19, anteriores às festas de final de ano, sugerem que tais eventos podem ter representado risco significativo para a população, especialmente em eventos com muitas pessoas.
Segundo Marcelo Gomes, “esse fato torna fundamental a retomada de ações de conscientização da população e minimização de risco para mitigar o impacto ao longo do início do ano de 2022. Tais dados também deixam claro a importância do cancelamento de grandes eventos de Réveillon por parte das autoridades de diversas localidades, ainda que os dados de notificação estivessem apresentando problemas na sua divulgação”.
Os dados laboratoriais por unidades da federação seguem um quadro muito similar em praticamente todos os estados, “sendo claro o início da epidemia de Influenza A no Rio de Janeiro e rapidamente se espalhando para o restante do país”, comenta Gomes. Quanto à retomada do crescimento de SRAG associados à covid-19, o boletim mostra uma reversão clara a partir da segunda quinzena de dezembro em diversos estados, embora em alguns estados do Norte e Nordeste a covid-19 tenha mantido alta positividade ao longo de todo o final do ano: Amapá, Maranhão e Pará apresentam tendência de crescimento nesses casos desde os meses de outubro ou novembro.
O pesquisador Marcelo Gomes alertou para o fato de que “sempre há atraso entre a identificação de casos, o resultado laboratorial e a inserção do resultado no [Sistema de Vigilância Epidemiológica da Gripe] Sivep-Gripe. Com isso, a população viral associada a casos recentes pode sofrer alterações significativas em atualizações seguintes”.
As chuvas que caíram nesta quarta-feira (12), em Caicó, causaram transtornos em vários locais da cidade. A forte chuva alagou ruas e imóveis do centro da cidade.
O detalhe e que a água também alagou os corredores do Hospital do Seridó.
A Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) atualizou os números do coronavírus nesta terça-feira (11). São 390.977 casos totalizados. Na segunda (10) eram contabilizados 390.383, ou seja, 594 novos casos em comparação com o dia anterior, destes, 458 confirmados nas últimas 24 horas.
Com relação aos óbitos no Rio Grande do Norte, são 7.587 no total. Um (01) óbito foi registrado nas últimas 24 horas, em Natal. Na segunda-feira (10) eram 7.586 mortes. A Sesap não registrou óbito após resultados de exames laboratoriais de dias ou semanas anteriores. Óbitos em investigação são 1.448.
Recuperados são 379.181. Casos suspeitos somam 115.366 e descartados são 831.161. Estimativa de casos em acompanhamento: 4.209.
O Ministério da Saúde vai pedir à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda nesta semana uma autorização para o uso de autoteste de Covid-19 no Brasil. Outros países já utilizam esse teste para agilizar o diagnóstico da doença.
Atualmente, a venda do autoteste não é liberada no Brasil. O exame pode ser feito em casa com a coleta do material no nariz com cotonete ou por saliva. O autoteste, no entanto, tem sensibilidade menor do que outros exames, como o RT-PCR, e está sujeito ao erro do paciente não treinado. A Anvisa informou ao g1 que ainda não recebeu uma solicitação formal.
Na sexta-feira (7), a Anvisa emitiu uma nota esclarecendo que as regras atuais só permitem “o registro de autoteste de doenças infectocontagiosas passíveis de notificação compulsória, como a Covid-19, caso haja uma política de saúde pública e estratégia de ação estabelecida pelo Ministério da Saúde”.
“Para a adoção de uma eventual política pública que possibilite o uso de autoteste para Covid-19, é fundamental considerar os fatores humanos e a usabilidade do produto, medidas de segurança do produto, limitações, advertências, cuidados quanto ao armazenamento, condições ambientais no local que será utilizado, intervalo de leitura, dentre outros aspectos”, completou a agência.
A Prefeitura de Currais Novos, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, implanta a partir desta segunda-feira (10) mais um serviço para o enfretamento das síndromes gripais e covid-19 no município.
O Centro de Enfrentamento, que irá funcionar na Av. Cândido Dantas, antiga base do SAMU, próximo ao Ginásio Geraldão, de segunda a sexta, das 8h às 13h e das 14h às 19h, contará com uma vasta equipe de recepcionistas, técnicos de enfermagem, enfermeiros e médicos, além de testes e insumos básicos.
A gestão da saúde no município identificou que a abertura do CENTRO DE ENFRENTAMENTO A SÍNDROMES GRIPAIS é uma das estratégias mais eficazes para um melhor atendimento ao cidadão e para conter o avanço das síndromes que tem feito com que os números de atendimentos da Urgência do Hospital Mariano Coelho estejam acima do normal.
A exemplo do que foi feito com o Centro Covid, será uma estrutura auxiliar à rede de Atenção Básica que irá funcionar enquanto houver essa demanda.
Se você tem alguns dos sintomas de gripe, resfriado ou suspeita de Covid-19, procure o CENTRO DE ENFRENTAMENTO ÀS SÍNDROMES GRIPAIS nos horários relatados acima. E principalmente, continue seguindo as orientações sanitárias como higienização das mãos com água e sabão ou álcool em gel, mantendo o distanciamento social e o uso de máscara.
Uma pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo aponta que o uso de máscaras não afeta a respiração ou traz riscos para pessoas saudáveis na prática de exercícios físicos. Para o estudo foram avaliados 17 homens com idade média de 30 anos e 18 mulheres com faixa etária média de 28 anos, todos saudáveis.
“A gente fez com o objetivo de investigar se o uso das máscaras durante o exercício atrapalhava o desempenho, o funcionamento do corpo em pessoas que fazem atividade física regular, mas não são atletas”, explica o professor Bruno Gualano, responsável pelo estudo. Para isso, os participantes da pesquisa correram em uma esteira com e sem máscara de proteção, com monitoramento da respiração, oxigenação do sangue e função cardíaca.
Para o trabalho, os participantes usaram uma máscara de pano com três camadas, seguindo as recomendações da Organização Mundial de Saúde. Os exercícios foram realizados em diversas intensidades.
Nos níveis de esforço moderado e intenso foi verificada apenas uma pequena alteração no esforço de inspiração. “Nós observamos, especificamente, com o uso da máscara um aumento na capacidade inspiratória. O indivíduo tinha que inspirar mais com a máscara do que sem ela”, explica Gualano. Fora isso, porém, o corpo se adapta ao item de proteção e não houve mudanças na resposta do corpo das pessoas. “Não alterou débito cardíaco ou saturação de oxigênio, que era uma preocupação que se tinha”, acrescenta o professor.
No esforço considerado crítico, que é a máxima carga de exercício que a pessoa consegue desenvolver, o estudo apontou que houve perda de desempenho. De acordo com Gualano, ao contrário do que acontece nas outras intensidades, o corpo não consegue compensar a dificuldade adicional que a máscara impõe à respiração. Assim, as pessoas acabam chegando ao limite mais rápido do que chegariam sem o uso da proteção facial.
Porém, nem mesmo nesse nível de esforço foram constatadas alterações significativas na oxigenação do sangue ou na função cardíaca. “Não tem nenhuma alteração fisiológica sugestiva que possa incorrer em risco à saúde do praticante”, enfatiza o professor da Faculdade de Medicina.
O nível chamado de crítico de esforço é quando, explica Gualano, a pessoa que está se exercitando é incapaz de falar durante a tarefa. Nos níveis moderado e intenso, o praticante conseguiria falar, ainda que ofegante.
Para manter a boa saúde e até por razões estéticas, os níveis moderado e intenso são, segundo o professor suficientes. “Essa intensidade é suficiente para promover todos os benefícios que a gente conhece do exercício físico”, ressalta.
Apesar dos resultados dos testes mostrarem que o uso de máscara afeta pouco fisicamente os praticantes de exercício, no questionário aplicado aos participantes foram registradas diversas queixas em relação ao item de proteção.
“No geral eles se sentiam muito mal com o uso da máscara. As pessoas reclamavam que com a máscara sentiam mais calor, desconforto, maior fadiga, resistência”, enumera o pesquisador.