Para marcar a abertura do mês de julho, a Paróquia de Sant’Ana de Caicó realizará uma mobilização na próxima sexta, dia 01. Será a carreata Abraça Caicó, com a imagem de Sant’Ana, a mesma que sai da Catedral na procissão.
A concentração será a partir das 17 horas, em frente na Catedral de Sant’Ana, saindo pela Avenida Seridó, depois Rua Felipe Guerra, passando em frente ao Santuário do Rosário. “Queremos realizar um grande evento, baseado no sucesso da carreata do ano passado”, explica padre Alcivan Tadeus, pároco de Sant’Ana.
A carreata percorrerá vários bairros, passando em frente às matrizes das paróquias de Caicó: Nossa Senhora de Fátima (Bairro Vila do Príncipe), Santa Cruz e Nossa Senhora das Dores (Barra Nova), São Francisco de Assis (Paulo VI), São José (Paraíba), Santo Estevão Diácono (Castelo Branco) e Santa Marta de Betânia (Penedo).
Noite de emoção e reencontro com Santana para dezenas de curraisnovenses que moram em Natal neste sábado (25)
Organizada pelo pároco Padre Cláudio, a visita da imagem peregrina da padoeira de Currais Novos, confeccionada pelo artista Chico Santeiro (e usada na inesquecível procissão aérea de 2020), foi celebrada com um missa na Igreja de Santa Terezinha, no bairro do Tirol.
Em sua homilia, o Padre Cláudio destacou a importância de resgatar os encontros com os curraisnovenses que moram em Natal antes da festa e suspensos desde 2020 por causa da pandemia.
“Vamos retomar essa série de encontros tão importantes para renovação da fé de quem está longe da nossa cidade e para colaborar com a grandeza da nossa festa”, disse o paróco.
A missa da visita de Santana em Natal também foi especial para o padre Cláudio, que pela primeia vez celebrou numa das igrejas mais tradicionais de Natal.
“Durante os quatro anos em que cursei Filosofia no Seminário de São Pedro era aqui na Santa Terezinha que rezava e auxiliava nas missas”, disse Padre Cláudio, que agradeceu o convite do colega pároco, Padre Charles, currainovense que integra do clero da Arquidiocese de Natal.
A abertura oficial da Festa de Santana de Currais Novos acontece no dia 16 de julho.
São quatro cadeiras, quatro microfones e uma mesinha redonda. Poucos metros quadrados, paredes de espuma e nenhuma câmera. Nesse ambiente intimista, dentro de uma sala no primeiro andar da sede da TV Globo, em São Paulo, gravamos com o ex-volante e hoje comentarista Richarlyson o primeiro episódio do podcast “Nos Armários dos Vestiários”, uma série jornalística que detalha a homofobia e o machismo no futebol brasileiro.
A entrevista extrapolou o tempo previsto porque nem parecia entrevista — era uma conversa franca e sem cortes sobre o tema. Em duas horas e meia, além de contar como o preconceito o perseguiu durante a carreira inteira, um relato inédito aconteceu naquela pequena sala. Richarlyson, aos 39 anos, se sentiu à vontade para revelar, pela primeira vez, sua bissexualidade.
— A vida inteira me perguntaram se sou gay. Eu já me relacionei com homem e já me relacionei com mulher também. Só que aí eu falo hoje aqui e daqui a pouco estará estampada a notícia: “Richarlyson é bissexual”. E o meme já vem pronto. Dirão: “Nossa, mas jura? Eu nem imaginava”. Cara, eu sou normal, eu tenho vontades e desejos. Já namorei homem, já namorei mulher, mas e aí? Vai fazer o quê? Nada. Vai pintar uma manchete que o Richarlyson falou em um podcast que é bissexual. Legal. E aí vai chover de reportagens, e o mais importante, que é pauta, não vai mudar, que é a questão da homofobia. Infelizmente, o mundo não está preparado para ter essa discussão e lidar com naturalidade com isso — afirmou Richarlyson.
Richarlyson, de 39 anos, foi primeiro jogador ou ex-jogador que atuou na Série A do Campeonato Brasileiro e na seleção brasileira a se manifestar publicamente sobre a sexualidade.
— Pelo tanto de pessoas que falam que é importante meu posicionamento, hoje eu resolvi falar: sou bissexual. Se era isso que faltava, ok. Pronto. Agora eu quero ver se realmente vai melhorar, porque é esse o meu questionamento.
Nos dias 22 e 24 de junho aconteceu em Currais Novos, a Oficina de Bonecaria, ministrada por Emanuel Bonequeiro, na Escola Municipal Professor Humberto Gama, com alunos, professores e participantes do Grupo de Teatro Carcará que integra o Projeto Trapiá Semente, tendo como arte-educador Lenilson.
Foram 08 horas de oficina aprendendo sobre fazer e montar bonecos, que podem ser utilizados para enriquecer apresentações de cultura popular, em especial o teatro de mamulengo. Os bonecos foram montados usando material de reciclagem como garrafa pet e revistas.
A oficina de bonecaria faz parte da etapa Regar do Projeto Trapiá Semente – semear, regar e florescer – que visa criar grupos de teatro em seis municípios do Seridó, abordando interpretação de texto, bonecaria, iluminação, figurino e todos os elementos para criar e montar um espetáculo.
Esta oficina deu oportunidade de profissionais das escolas e da APAE aprenderem a arte da bonecaria e multiplicarem junto ao seu público.
“Estou muito feliz de ter participado da Oficina de Bonecaria, junto ao grupo Carcará, como arte educador e também como educador social de projetos sociais aqui em Currais Novos. O oficineiro Emanuel Bonequeiro e o Jack, nos passaram em detalhes todas as informações, sobre o fazer e o montar. A direção da escola ficou muito feliz com a participação dos alunos e contamos com participação de professora da APAE que também irá repassar este aprendizado. Foi de muita aprendizagem para todos nós.” disse Lenilson, arte educador do Grupo Carcará de Currais Novos.
A próxima atividade do Projeto Trapiá Semente será um Aulão de Criação de Cenas, com duração de 3 horas e, em Currais Novos, será dia 08 de julho.
Em Currais Novos o Projeto Trapiá Semente desenvolve o projeto na comunidade quilombola Negros do Riacho. Trata-se de uma realização da Trapiá Cia Teatral, em seis cidades do Seridó, que conta com recursos adquiridos pela Lei Câmara Cascudo, com patrocínio da Neoenergia e Governo do RN, via Fundação José Augusto.
Trapiá Semente conta com parceria da Mapa Realizações Culturais, e com apoio das prefeituras municipais e conselhos municipais da criança e do adolescente dos seus respectivos municípios.
A Marinha do Brasil comunicou, na tarde desta sexta-feira (24), que encontrou dois corpos na área do naufrágio da embarcação “Thais IV”, que saiu do Porto de Recife, na última quarta-feira (22), com destino a Fernando de Noronha e tinha três potiguares na tripulação.
De acordo com a Marinha, os corpos foram localizados no final da manhã de hoje. Um dos corpos foi encontrado pelo Navio Patrulha Guaíba, e o outro pela aeronave C-105 Amazonas, da Força Aérea Brasileira.
O Navio Patrulha Grajaú demandará o Porto de Recife transportando os dois corpos, com previsão de atracação às 6h do sábado (25). O Navio Patrulha Guaíba e a aeronave C-105 Amazonas permanecerão na área de busca.
Nos últimos anos, a população brasileira, defensores do meio ambiente e investidores têm buscado cada vez mais energias limpas e novas matrizes energéticas, como a energia eólica e a fotovoltaica. O senador Jean Paul Prates (PT-RN) apresentou, em 2021, um projeto (PL 576/21) que cria um marco regulatório para a exploração de energia no mar.
“Esse projeto é extremamente importante para o país. Ele é estruturante para o Brasil. A proposta faz com que possamos utilizar um bem público para geração de energia. O Brasil certamente será um dos melhores lugares para investimentos em energia offshore nos próximos 10 anos”, afirma Jean.
O texto, apresentado pelo Líder da Minoria, traz regras que conferem segurança para os investidores e proteção para o meio ambiente e para as populações envolvidas. O projeto também adequa outras leis para regular, promover e implementar o marco legal offshore.
Pela proposta, os parques de produção de energia offshore poderão ser implantados dentro da chamada Zona Econômica Exclusiva – ZEE, a uma distância de até 200 milhas marítimas a partir da costa. Os projetos deverão ter Estudo de Impacto Ambiental (EIA), conforme determina o art. 225 da Constituição Federal, e avaliação de segurança náutica e aeronáutica.
O projeto prevê ainda o pagamento, pelo empreendedor, de bônus de assinatura para a União; da ocupação da área, destinado ao órgão regulador; e também pagamento da Participação Proporcional, correspondente a 5% da energia efetivamente gerada e comercializada pelo sistema instalado. Este último percentual deverá ser partilhado entre União, Estados e Municípios.
“Esses recursos vão ajudar a diminuir as desigualdades sociais e regionais de nosso país e dar mais dignidade ao nosso povo, principalmente aqueles que vivem do mar, como pescadores e marisqueiras”, explica o senador.
Investidores já estão de olho na iniciativa brasileira. André Leite, diretor de Eólicas Offshore da Equinor para o Brasil e América Latina – uma das maiores empresas do setor, declarou que o Brasil juntamente com a Noruega e os EUA são países chaves para a empresa. A empresa visa investir mais de US$ 23 bilhões, nos próximos 5 anos em energia offshore.
Para o Presidente no Brasil da Copenhagen Offshore Partners – COP, Diogo Nóbrega, é importante ter a aprovação do marco legal para assegurar os investimentos estrangeiros no Brasil. A empresa tem mais de 17 projetos mundo afora e é responsável, por exemplo, pelo primeiro projeto de energia offshore nos EUA. “É preciso ter a aprovação desta proposta para garantir segurança jurídica e dircionar os investimentos para o Brasil”, esclareceu.
A matéria está em tramitação na comissão de infraestrutura do Senado. O relator do Projeto de Lei n° 576/2021, senador Carlos Portinho (PL/RJ), afirmou que pretende entregar seu relatório nos próximos dias. A expectativa é de que a matéria seja aprovada ainda neste ano pelo Senado.
Pouco depois de o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro ser preso pela Polícia Federal na última quarta-feira (22), a mulher dele afirmou a uma pessoa, por telefone, que ele já sabia que seria alvo de uma operação. A conversa, por telefone, foi grampeada pela PF.
“Ele ‘tava’, no fundo, ele não queria acreditar, mas ele ‘tava’ sabendo. Eu falei: ‘para ter rumores do alto é porque o negócio já ‘tava’ certo’”, disse Myrian Ribeiro ao comentar a prisão. O homem que conversa com ela foi identificado somente como Edu.
O Instituto Técnico-Científico de Perícia do Rio Grande do Norte (Itep-RN) concluiu o laudo de conjunção carnal que comprovou que Adalgisa Fagundes Neves, de 61 anos, foi estuprada antes da morte. O corpo foi encontrado no último dia 23 de maio em Baraúna, mas a idosa só morreu em Mossoró, na Região Oeste do RN, no mesmo dia.
Segundo o delegado Luiz Fernando, responsável pelas investigações, o inquérito foi remetido à Justiça com o indiciamento por homicídio e estupro. O resultado foi divulgado na quinta-feira (23).
“Ela teve um traumatismo craniano pelas agressões. O resultado do laudo foi anexado ao inquérito remetido à Justiça”, afirma Luiz.
O suspeito de cometer o crime é Matheus Mangueira da Silva, de 23 anos, que segue foragido da justiça.
Segundo os pesquisadores, a nanoemulsão pode ser comercializada em forma de gel, cápsulas ou spray, após passar por processos industriais adicionais. Foto: Cícero Oliveira
Uma descoberta científica realizada por um grupo de pesquisa de farmacêuticos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) resultou na elaboração de um produto com variadas aplicações, isto é, farmacêuticas, odontológicas, veterinárias e cosméticas. Isso se deve às suas propriedades hidratante, antibacteriana, antiparasitária, antioxidante e antifúngica. Objeto usa óleo fixo de licuri extraído de uma palmeira nativa abundante na Caatinga que pode ser encontrada nos estados da Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe, para obter uma nanoemulsão com características farmacêuticas.
As chamadas nanoemulsões são sistemas nanotecnológicos cujas gotículas se encontram na faixa de 20 a 500 nanômetros, situação imprescindível para promover proteção, controle de liberação, permeação, redução de toxicidade e incremento das propriedades biológicas inerentes ao bioativo neste caso, o óleo de licuri. É do óleo que as propriedades hidratante, antibacteriana, antiparasitária, antioxidante e antifúngica ‘brotam’.
Segundo o doutorando do PPGNANO/UFRN, Douglas Dourado Oliveira, o sistema nanotecnológico utilizado possibilita contornar as limitações funcionais referentes aos aspectos de odor, textura e sabor do óleo, bem como, aprimora suas propriedades.
“A nanoemulsão tem na sua composição uma fase aquosa dispersante e uma fase oleosa dispersa estabilizada por tensoativos. A combinação dos dois momentos propicia que alcancemos uma formulação que não compromete as atividades biológicas e nem sequer a adesão terapêutica por parte do paciente”, coloca o estudante.
Dourado acrescenta que o uso do óleo de licuri agrega valor à região Nordeste e ao bioma Caatinga, além de fomentar ciclos de sustentabilidade a partir do aproveitamento das sementes desta espécie. O licuri é da espécie Syagrus coronata (Mart.) Becc pertencente à família das palmáceas, predominante na região do semiárido do Brasil. Das sementes dessa palmeira, obtém-se o óleo fixo de licuri. O Nordeste brasileiro, inclusive, possui imensa diversidade de plantas oleaginosas com potencial biológico promissor, que em sua maioria, têm sido pouco exploradas.
“A tecnologia se encontra em estágio intermediário, quando foram desenvolvidas nanoemulsões veiculando o óleo de licuri. Estas nanoemulsões foram caracterizadas e verificadas quanto a sua estabilidade a longo prazo e sua segurança in vitro. Os próximos passos da pesquisa se referem a estudos de atividade terapêutica in vitro, previsto para finalização até o fim do ano”, descreve Dourado.
A taxa de desemprego no Brasil chegou a 9,4% em abril deste ano, o menor patamar desde outubro de 2015, de acordo com estudo divulgado nesta sexta-feira (24) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Na comparação com o mesmo mês de 2021, a taxa registrou queda de 4,9 pontos percentuais. Ao todo, o país tinha 11 milhões de desempregados em abril.
Segundo o Ipea, na outra ponta, a população ocupada em abril chegou a 97,8 milhões de trabalhadores, o maior patamar desde 2012. Em relação ao mesmo período do ano passado, a população ocupada aumentou 10,8% e, na comparação com março último, houve alta de 2,1%. De acordo com o Ipea, a análise dos dados mostra que a expansão da ocupação tem ocorrido de forma generalizada, envolvendo todas as regiões, todos os segmentos etários e educacionais e atingindo todos os setores da economia.
O Ipea ressalta a recuperação nos setores que tiveram quedas mais intensas no auge da pandemia, devido às medidas de afastamento social. No primeiro trimestre deste ano, 6 dos 13 setores pesquisados apresentaram crescimento da ocupação superior a 10%, com destaque para os segmentos de alojamento e alimentação, com aumento de 32,5% na taxa de ocupação; serviços pessoais, com alta de 19,5%; e serviços domésticos, com crescimento de 19,4%.
Os dados mostram, no entanto, que ainda há uma série de desafios a serem superados no mercado de trabalho brasileiro. Mesmo diante de uma recuperação mais forte do emprego formal, a maior parte das novas vagas está sendo gerada nos segmentos informais da economia. No último trimestre móvel, encerrado em abril de 2022, enquanto o montante de trabalhadores com carteira assinada avançou 11,6%, na comparação com 2021, o contingente de ocupados sem carteira cresceu 20,8%.