O município de Acari, através da Secretaria Municipal de Saúde de Acari, informa que, a fim de garantir atendimento médico à população, estabeleceu um cronograma semanal ( 20 a 24 de março) com as médicas: Dra. Yasmin e Dra. Liudmilla, nas UBS PSF 1 e PSF 5. Dessa forma, a equipe de saúde poderá fornecer um atendimento de qualidade e adequado para todos os pacientes que precisarem de cuidados médicos.
No cronograma (a seguir) a quarta-feira (22) ainda está passando por confirmação, podendo sofrer alterações.
A enfermagem do Rio Grande do Norte vai paralisar suas atividades nesta sexta-feira (10), em mais um protesto da categoria pelo Piso Nacional da Enfermagem. Os trabalhadores vão se concentrar em frente ao Centro Administrativo às 14h da tarde, com proposta de sair em caminhada até a praça da Árvore de Mirassol. Vale lembrar que neste dia 10 de março, ocorrem atos e paralisações em todo o Brasil em protesto contra o não pagamento do novo piso salarial dos profissionais da classe.
Além do ato que acontece à tarde, a categoria também vai participar de outras atividades pela manhã. Os servidores de Natal vão participar de uma Assembleia às 8h30 da manhã no Sinpol, e os servidores do Estado realizarão um Ato Público em frente a Governadoria para entregar a pauta da campanha salarial às 9h da manhã. Após isso, os trabalhadores se juntam para o Ato Público em defesa do piso.
A organização da categoria em movimentos de lutas nacionais neste mês de março ocorre logo após o presidente Lula (PT) não cumprir o prazo para apresentar Medida Provisória (MP) do piso salarial da enfermagem ao STF. O governo federal teve até o dia 28 de fevereiro para apresentar ao STF a Medida Provisória (MP) que apresenta as fontes de custeio do piso salarial da enfermagem. Sob constante pressão, o Governo Federal chegou a emitir uma nota, reiterando o compromisso com a promessa do piso salarial da enfermagem, o que, até o presente momento, não aconteceu.
Por fim, o Sindsaúde/RN reforça mais uma vez, que não orientamos a doação de sangue como justificativa para faltar aos plantões, ao contrário do que sugeriu, para a nossa surpresa, o Fórum Nacional da Enfermagem. Nenhuma gota de sangue será derramada em prol de ilegalidades. Não vai ter doação, vai ter luta. Avante enfermagem!
O Rio Grande do Norte registrou, nos primeiros dois meses do ano, 1.162 notificações de casos de dengue. Do total, 242 casos foram confirmados, 935 casos considerados prováveis, 227 descartados, nenhum óbito confirmado e 4 em processo de investigação. A incidência apresentada foi de 26,26 casos prováveis por 100 mil habitantes. Os dados foram coletados da Semana Epidemiológica 1 até a 8, encerrada em 1º de março.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira (7), em mais um informe epidemiológico da Dengue, Zika e Chikungunya no Rio Grande do Norte. O monitoramento é feito pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), por meio do Programa Estadual de Controle das Arboviroses.
Com relação à Chikungunya, foram notificados no RN, até a Semana Epidemiológica 8, 524 casos da doença, sendo confirmados 38 casos, 486 casos considerados prováveis, 73 descartados e nenhum óbito confirmado. A incidência foi de 13,65 casos prováveis por 100 mil habitantes.
Já no que diz respeito à Zika, até a Semana Epidemiológica 8, foram notificados 95 casos da doença, sendo confirmados 3 casos, 81 casos considerados prováveis, 14 descartados e nenhum óbito confirmado. A incidência foi de 2,30 casos prováveis por 100 mil habitantes.
Os sintomas iniciais das arboviroses podem ser semelhantes e clinicamente inespecíficos, sendo imprescindível observar a diferenciação dos sintomas para que se possa conduzir o tratamento do caso de forma adequada. Entre os principais sintomas estão: febre, manchas na pele, dores nos músculos e inchaço nas articulações, além de conjuntivite, dor de cabeça, e coceira.
Sistema foi desenvolvido pela Fiocruz e FGV. Foto: Eras Salomão/ Ministério da Saúde
O sistema InfoDengue, de monitoramento de arboviroses desenvolvido por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Fundação Getulio Vargas (FGV), lançou um e-book (livro digital) gratuito sobre dengue e mudanças climáticas em territórios periféricos. O livro mostra que temperaturas altas, mudanças no ciclo de chuva e a incidência de secas, decorrentes do processo de mudanças climáticas e intensificadas, muitas vezes, por ações humanas, favorecem a expansão de doenças transmitidas por mosquitos, como Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela.
Segundo a pesquisadora da Fiocruz e coordenadora do InfoDengue, Cláudia Codeço, o livro digital pode ser utilizado também como material de apoio em sala de aula e em ações de educação em saúde. Ela disse que a ferramenta vem preencher uma necessidade de materiais didáticos para uma grande parcela da população que vive em locais vulneráveis aos eventos extremos do clima. O e-book busca trazer a reflexão sobre esse tema e, também, ações que podem ser realizadas para enfrentamento do problema, disse Cláudia à Agência Fiocruz de Notícias.
Relatório
As análises do InfoDengue reforçam o relatório Contagem regressiva sobre a saúde e as mudanças climáticas, feito em parceria com 35 instituições, entre as quais a Organização Mundial da Saúde (OMS). O relatório salienta que o aquecimento global promove a expansão dos mosquitos responsáveis pela transmissão da dengue, oferecendo um ambiente quente e de chuvas, propício à reprodução dos insetos e vírus.
O documento foi publicado na revista The Lancet e mostra que a pluviosidade eleva a quantidade de criadouros aptos para o desenvolvimento das larvas dos mosquitos, propiciando condições ambientais apropriadas para o alastramento dos insetos já adultos. Da mesma forma, acelera a transmissão do vírus entre mosquitos e humanos.
De acordo com dados do segundo volume do Sexto Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas (IPCC/ONU), habitantes de regiões vulneráveis em todo o mundo morreram 15 vezes mais em decorrência de secas, enchentes e tempestades do que aqueles que vivem em áreas seguras.
InfoDengue
O sistema InfoDengue monitora, atualmente, dados de dengue, zika e chikungunya em todo o país de forma integrada. São analisados dados epidemiológicos de notificação, dados climáticos e dados de menção às doenças nas redes sociais, corrigindo atraso das notificações dos dados para agilizar a tomada de decisão. As informações são enviadas semanalmente, em boletins, para as secretarias de Saúde.
Aplicativo
Ao identificar o aumento do acesso ao site e visando otimizar o tempo dos usuários do sistema de monitoramento online de arboviroses InfoDengue, o coordenador do projeto e pesquisador da Escola de Matemática Aplicada da FGV, Flávio Coelho, desenvolveu o primeiro aplicativo para celulares Android e IOS do InfoDengue. A partir desse aplicativo, é possível buscar a situação das arboviroses na região de interesse de cada cidadão.
A vacinação contra a febre amarela acontece em Currais Novos nesta sexta-feira (3) e sábado (4).
O público alvo são crianças com 9 meses de idade (1 dose), crianças com 4 anos de idade (dose de reforço), pessoas com 5 a 59 anos, não vacinado ou sem comprovação.
O mês de março é marcado pela campanha de conscientização e enfrentamento ao câncer de colo de útero denominada “Março Lilás”. A saúde da mulher é o foco da iniciativa que visa reforçar o alerta sobre os sintomas iniciais da doença e as principais formas de prevenção.
Este tipo de doença se origina, na maioria dos casos, de uma infecção genital persistente causada por alguns tipos do Papilomavírus Humano (HPV) que em alguns casos pode evoluir para o câncer.
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 17.010 novos casos para 2023. O dado considera um risco de 13,25 casos a cada 100 mil mulheres. A Região Nordeste é a segunda localidade com maior incidência da doença no país, apresentando 17,59 casos, a cada 100 mil habitantes, ficando atras apenas da Região Norte. A estimativa do Rio Grande do Norte da taxa bruta, para o mesmo período, é de 15,33.
Conforme a ginecologista Dra. Denise Rodrigues do Grupo Hapvida NotreDame Intermédica, a doença pode se apresentar de diversas formas entre elas sangramento vaginal anormal, fluxo aumentado, ou qualquer sangramento após a menopausa ou depois da relação sexual, surgimento de secreção vaginal incomum, dores durante a relação sexual ou na região pélvica.
Formas de prevenção
A vacina contra o HPV é uma das principais formas de prevenir a doença. Está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) sendo destinada para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. A eficácia da vacina chega a prevenir até 70% dos cânceres de colo de útero e 90% das verrugas genitais.
Outra orientação é o uso do preservativo em todas as relações sexuais favorecendo a diminuição do risco de contágio do vírus. As consultas médicas, bem como a realização do exame preventivo de modo período é fundamental para o diagnóstico de qualquer alteração na saúde.
O processo de contratação dos convocados inicia a partir da publicação deste sábado (18)
A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) convoca técnicos em enfermagem para atuar na Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal (UTINeo) do Hospital Pediátrico Maria Alice Fernandes, em Natal/RN. A convocação foi publicada no Diário Oficial do Estado deste sábado, 18, e o processo de contratação inicia com a publicação. Os candidatos tem 20 dias para envio dos documentos necessários.
O prazo de validade do Processo Seletivo para Contratação Temporária de Excepcional Interesse Público é de 12 meses, contados a partir da data da publicação da Homologação no Diário Oficial do Estado -(DOE/RN), podendo ser prorrogado uma única vez por igual período.
A lista de documentos necessários para a contratação está disponível no site da Sesap (www.saude.rn.gov.br), na Aba Serviços, no link Concursos. A contratação será feita do modo presencial, no edifício-sede da Sesap, na Av. Deodoro da Fonseca, 730, Centro, Natal/RN.
Com duas salas cirúrgicas, hospital poderá realizar até 120 cirurgias por mês
O Hospital Regional Telecila Freitas Fontes, conhecido como Hospital Regional do Seridó, em Caicó, inaugurou nesta quarta-feira, 8, novo centro cirúrgico. A solenidade contou com a presença da governadora Fátima Bezerra, do Secretário de Estado de Saúde, Cipriano Maia, da Secretária Adjunta de Saúde, Lyane Ramalho, do prefeito de Caicó, Judas Tadeu, e de outras autoridades ligadas à área da Saúde da região.
A governadora Fátima Bezerra ressaltou a importância da obra para proporcionar mais dignidade e respeito aos pacientes que não precisam mais sair da sua região para ter acesso à saúde de alta complexidade. “Com muita alegria entregamos a reforma e modernização de uma sala de cirurgia, inauguramos mais um centro cirúrgico e implantamos a sala pós-anestésico do Hospital Regional Telecila Freitas Fontes, em Caicó. Agora o hospital poderá realizar mensalmente cerca de 120 cirurgias, sendo 30 procedimentos gerais e 90 ortopédicos”, disse.
A capacidade do novo centro cirúrgico foi ampliada e agora passa a contar com duas salas cirúrgicas. O local recebeu reforma completa das redes elétrica e hidráulica, expansão da rede de gases, central de materiais, expurgo, pintura e vestuários internos. Além disso, foi criada uma sala de recuperação pós anestésica, onde o paciente, após ser submetido a cirurgia, vai dispor de ventilação mecânica, monitoramento continuado, equipe para o acompanhamento, além de medicação e outros insumos.
A obra é mais um investimento do Governo do Estado na regionalização da Saúde do Rio Grande do Norte para realizar mais cirurgias nos hospitais regionais e assim diminuir a espera dos potiguares por esses serviços.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quinta (19) a restrição e o recolhimento de quatro pomadas capilares para modelar tranças. Ao todo, a venda de 11 pomadas modeladoras está suspensa.
De acordo com a Anvisa, os produtos são alvo de investigação por parte da própria agência reguladora e dos órgãos de Vigilância Sanitária locais devido a relatos de pacientes sobre a ocorrência de eventos adversos graves após o uso. Todos esses produtos podem oferecer risco à saúde. Confira a lista:
A Anvisa explica que a interdição do produto é uma medida cautelar que visa proteger a saúde da população em caso de risco à saúde e que permanece vigente enquanto são realizados testes, provas, análises ou outras providências são requeridas para investigação mais aprofundada do caso.
O que fazer se tiver adquirido o produto
No caso de o consumidor ter um dos produtos em casa, a recomendação é que não o utilize e entre em contato com a empresa para verificar a forma de devolução.
Se o produto já tiver sido usado, em caso de qualquer efeito adverso, o conselho da agência é procurar imediatamente o serviço de saúde e informar a Anvisa pelas páginas de cidadão e profissional que maneja o produto ou de empresas e profissionais da saúde.
A pandemia de covid-19 provocou mais mortes em gestantes e puérperas do que na população em geral, revela o Estudo do Observatório Covid-19 Fiocruz. O levantamento, publicado na revista cientifica BMC Pregnancy and Childbirth, estimou o elevado número de mortes maternas causadas direta e indiretamente pela covid-19 no Brasil no ano de 2020.
Segundo o estudo, em 2020, houve um excesso de óbitos maternos de 40%, quando comparado aos anos anteriores. Mesmo considerando a expectativa de aumento das mortes em geral em decorrência da pandemia de covid-19, ainda assim, houve um excesso de 14%.
As chances de uma moradora da zona rural morrer foi 61% maior; mulheres negras tiveram 44% mais chances de falecer e aquelas internadas fora do município de residência, 28% mais do que o grupo controle. Ao longo de 2020, o país registrou 549 mortes maternas por covid-19, principalmente em gestantes no segundo e terceiro trimestre.
A pesquisa identificou que as chances de hospitalização de gestantes com diagnóstico de covid-19 foram 337% maiores. Para as internações em UTI (unidades de terapia intensiva], as chances foram 73% maiores e o uso de suporte ventilatório invasivo 64% maior que os pacientes em geral com covid-19 que morreram em 2020.
O estudo usou dados do Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) para óbitos por covid-19 nos anos de 2020 e 2021, e comparou com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade no ano de 2020 (quando já havia pandemia) e nos cinco anos anteriores, para estimar o número esperado de mortes maternas no país.
Na avaliação do pesquisador Raphael Guimarães, o atraso na imunização contra o vírus pode ter provocado o aumento de mortes entre mulheres grávidas. Para ele, o estudo mostrou que a morte materna é marcada pelas iniquidades sociais, que têm relação estreita com a oferta de serviços de qualidade.
“A rede de serviços parece ter sido mais protetiva às gestantes e puérperas, garantindo internações mais imediatas e direcionamento para terapias intensiva e invasiva. Contudo, o atraso do início da vacinação entre as grávidas e puérperas pode ter sido decisiva na maior penalização destas mulheres. Destacamos ainda que o excesso de óbitos teve a covid-19 não apenas como causa direta, mas aumentou o número de mortes de mulheres que não conseguem acesso ao pré-natal e condições adequadas de realização do seu parto no país”, disse o principal investigador do estudo.