O Rio Grande do Norte alcançou neste sábado (14) a marca de 30 dias sem óbito por Covid-19. O quadro se dá principalmente por conta do avanço da vacinação em todas as faixas etárias, esforço feito em parceria entre Governo do Estado e municípios potiguares. Como exemplo, no grupo acima dos 60 anos a cobertura vacinal atingiu toda a população estimada com as duas doses e está em 90% para a dose de reforço até agora.
Ao longo da pandemia, o Governo, em conjunto com as gestões municipais, chegou a abrir 840 leitos de UTI e clínicos nos momentos mais críticos. Hoje, a plataforma RegulaRN aponta que: são 67 leitos de UTI reservados para pacientes acometidos pela Covid-19, sendo onze ocupados. E estão disponíveis 88 leitos clínicos, com apenas cinco pacientes internados.
“Com o avanço da vacinação conseguimos uma melhora gradativa, tanto na transmissão como nos casos de internação, sendo a maioria dos internados ainda sem seu esquema vacinal completo. Reforçamos a importância da vacina em todos os públicos para continuarmos num cenário confortável e esperançoso”, afirma o secretário de Estado da Saúde Pública, Cipriano Maia.
Atualmente o RN conta com 2.959.606 pessoas vacinadas com a primeira dose, o que representa 93% da população. Com a segunda dose são 2.669.722, totalizando 84%. Com a terceira dose são 1.535.563, 48% da população. Ao todo, 7.253.122 doses foram aplicadas em todos os municípios
Confira a parcial de hoje (14.05.2021)
Prezados, Bom Dia! Encaminhamos resumo dos dados relacionados à Covid-19 no Rio Grande do Norte:
Dados parciais – 14 de Maio de 2022. COVID-19:
Casos Notificados e Confirmados nas últimas 24 horas: 71
00 Óbitos confirmados ocorridos nas últimas 24 horas:
As secretarias estaduais e municipais de Saúde registraram 23.398 novos casos de covid-19 em 24 horas e confirmaram mais 26 mortes por complicações associadas à doença.
Com os novos dados, o total de pessoas infectadas pelo novo coronavírus durante a pandemia chegou a 30.617.786. Ontem (10), o sistema de informações do Ministério da Saúde trazia 30.594.388 casos acumulados.
O número de casos em acompanhamento de covid-19 está em 255.339. O termo é dado para designar casos notificados nos últimos 14 dias em que os pacientes não tiveram alta, nem foram a óbito.
Com os números de hoje, o total de mortes alcançou 664.516. Até ontem, o painel de informações da pandemia marcava 664.390 vidas perdidas para a pandemia.
Ainda há 3.187 mortes em investigação. As ocorrências envolvem casos em que o paciente faleceu, mas a investigação sobre a causa do óbito (se foi covid-19, ou não) ainda demanda exames e procedimentos complementares.
Até agora, 29.697.931 pessoas se recuperaram da covid-19. O número corresponde a 97% dos infectados desde o início da pandemia.
Os dados estão na atualização do Ministério da Saúde divulgada nesta quarta-feira (11). No balanço, são consolidadas as informações enviadas pelos estados e municípios sobre casos e mortes associados à covid-19.
Neste domingo, dia 15/05, será realizada a quinta edição da Maratona Internacional da Cidade do Natal e os atletas inscritos devem pegar o kit da corrida nesta quinta-feira, (12/05), das 11h às 20h e no sábado (14/05), das 10h às 21h, no Hotel Ibis, próximo a Arena das Dunas.
Para a organizadora do evento, Liz Britto, agora é o momento do incentivo do público: “É um grande evento em Natal, e é muito importante a participação das pessoas como um todo, para dar apoio aos corredores, pois cada um tem uma história de superação para chegar até a pista. Na maioria das vezes, o cansaço chega e aquele “bora” é o gás que o atleta estava precisando para cruzar a linha de chegada”.
Mais de seis mil atletas correrão pelas ruas de Natal. Além dos norte-rio-grandenses, vão participar corredores de outros estados brasileiros e de outros países. Além da maratona (42K), os corredores também têm a opção dos percursos de 5km, 10 km e 21 km, ou seja, a Maratona Internacional de Natal está para fazer a festa do atleta.
Toda estrutura de tendas de apoio, estacionamento e segurança será na Arena das Dunas. A organização do evento também preparou atrações culturais. A Maratona da Cidade do Natal é uma prova oficial e homologada pela Federação Brasileira de Atletismo.
Data da prova: 15/05/22 Largada: Arena das Dunas Horário: 6h
Mesmo com queda, especialistas alertam para os riscos da gravidez na adolescência. Uma das complicações é a ocorrência de partos prematuros. Foto: Adriano Abreu
O número de casos de gravidez em crianças e adolescentes, na faixa etária de 10 a 19 anos, está continuamente em queda no Rio Grande do Norte. Em 2021, 5.749 casos foram registrados, uma redução de 41,92% quando comparado a uma década atrás (9.899 casos em 2011). Mesmo assim, os índices ainda preocupam profissionais da saúde pelos riscos que apresentam às jovens e seus bebês. Os dados são da Secretaria do Estado de Saúde Pública (Sesap). Alice, nome fictício, tem 17 anos e estava prestes a dar à luz ao seu filho na Maternidade Escola Januário Cicco quando conversou com reportagem. A jovem não planejou a gravidez e abandonou os estudos.
Com 37 semanas de gestação, Alice estava acompanhada pela mãe e contou que seu parto estava marcado para o dia seguinte. A gravidez da jovem não foi planejada e ela nem acreditava que podia ter filhos. “Foi uma surpresa, tenho um cisto no útero e o médico com quem me consultei na época disse que eu não podia mais engravidar. Moro junto com meu esposo e não usamos nada para evitar”.
Em outubro do ano passado, Alice começou a sentir enjoos e decidiu fazer um exame de farmácia. Sem acreditar no resultado positivo, confirmou o resultado com exame de sangue. “Assim que descobri, contei para a minha mãe e marido e eles ficaram felizes. Minha gravidez foi boa, graças a Deus, só a pressão que ficou muito alta. Senti muitas dores e não conhecia muito bem meu corpo mas estou muito ansiosa para ver o rosto do meu filho. O pai está no Rio Grande do Sul, arranjou um emprego por lá e vamos nos mudar”.
A adolescente é sexualmente ativa desde os 15 anos. Natalense, mudou com seu companheiro para Brejinho, a uma hora de distância da capital, com quem já estabeleceu uma união estável. Alice cursou até o nono ano do Ensino Fundamental II e não tem planos para retornar aos estudos. Antes mesmo de engravidar, já tinha abandonado a escola. “Eu estudava, mas depois que aconteceu tudo isso, encontrei a pessoa certa que disse que ia me ajudar em tudo e fui para o interior”, relata.
Sua mãe Maria, nome também fictício, teve Alice com 17 anos. Por isso, conta que deu todo apoio para sua filha. “Quando ela me contou, tive uma surpresa grande, mas agora a família está feliz com a chegada do meu neto. Todo mundo ajudou. Tivemos que lidar com pessoas julgando ela por ser nova e não estar estudando mas essas críticas a gente ignora”, comenta.
Vacinação é apontada como principal elemento para evolução dos números — Foto: Reprodução/ TV Globo
O Rio Grande do Norte teve uma queda de 82,6% no número de mortes por Covid no mês de abril em comparação com o mês de março. Os dados são da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) e foram divulgados nesta terça-feira (3).
De acordo com a pasta, oito pessoas morreram em abril vítima da doença em todo o estado. Em março, foram 46.
A queda é ainda maior na comparação com fevereiro, quando 311 pessoas perderam a vida para a Covid – a redução nesse período foi de 97%.
Segundo a Secretaria de Saúde, a análise dos dados representa “uma queda sustentada da pandemia no estado”.
Além do número de mortes, essa tendência de arrefecimento da pandemia foi manifestada também nos casos confirmados. Veja os números:
Fevereiro: 42.764
Março: 9.585
Abril: 4.055
A Sesap aponta que essa redução de casos e mortes é amparada pela vacinação em massa, que atingiu todas as idades.
“Quando fazemos, então, um comparativo com abril de 2021, quando a vacinação estava apenas começando, vemos um avanço grande e, consequentemente, a diminuição de casos, óbitos e também internações”, disse a subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica da Sesap, Diana Rêgo.
A queda também se dá nas internações. Na manhã desta terça, a plataforma Regula RN registrava oito pessoas internadas com Covid na rede pública de saúde do estado, sendo seis em leitos críticos e dois em clínicos.
Diante dessa redução, a subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica da Sesap, Diana Rêgo, reforça a necessidade das pessoas completarem o esquema de imunização contra a Covid, em especial as crianças.
“A imunização é a principal estratégia de prevenção e diminuição de casos graves, como mostram os dados. A vacinação coletiva é importante para proteção de todos”, completou a subcoordenadora.
Diretor-geral da organização aponta queda no número de testes. Foto: Fabrice Coffrini / Reuters
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), O diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, pede que se mantenha vigilância sobre infecções pelo coronavírus, já que o vírus está se espalhando com queda no número de testes. Ele fez um apelo nesta terça-feira (26) para que os países mantenham a vigilância sobre infecções pelo novo coronavírus, dizendo que o mundo está “cego” para como o vírus está se espalhando, por conta da queda nos números de testes.
“Enquanto muitos países diminuem a testagem, a OMS vem recebendo cada vez menos informações sobre transmissões e sequenciamento”, disse o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus em entrevista coletiva na sede da agência integrante da Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra, na Suíça.
“Isso nos torna cada vez mais cegos aos padrões de transmissão e evolução”, acrescentou.
Bill Rodriguez, diretor executivo do Find, um grupo global de auxílio que trabalha com a OMS na expansão do acesso a testes, disse que “as taxas de testagem despencaram”.
“Temos uma habilidade sem precedentes de saber o que está acontecendo. E hoje, já que a testagem é a primeira vítima da decisão global de baixar a guarda, estamos nos tornando cegos para o que está acontecendo com o vírus”,afirmou Rodríguez.
O Hospital do Seridó lançou um projeto chamado Planus, onde oferece orientações sobre métodos contraceptivos: laqueadura, vasectomia, DIU, pílula, injeção. Tudo pelo Sistema Único de Saúde, gratuito para a população.
Segundo Gedson Santos, o Planus conta com equipe multiprofissional: “essa equipe é qualificada e capacitada para tirar dúvidas sobre métodos contraceptivos e tem o apoio da gestão municipal e da Escola Multicampi de Medicina”, afirma o diretor do Hospital do Seridó.
“Se a pessoa tem dúvida sobre que método escolher para evitar engravidar, ou se pretende fazer laqueadura ou vasectomia, é uma excelente oportunidade”, afirma Gedson .
”O ideal é que antes de nos procurar a pessoa interessada passe por uma Unidade Básica de Saúde agendar sua participação. Mas, se por algum motivo, isso não for possível pode se dirigir diretamente ao Hospital na data e horário do grupo.
Os encontros acontecem às quartas-feiras, às 15 horas no auditório do Hospital do Seridó.
Diante do quadro da pandemia da Covid-19 ainda ser preocupante no Rio Grande do Norte, com 240 novos casos confirmados nas últimas 24 horas e um óbito, o Governo do Estado renovou por mais 90 dias o decreto que declara Estado de Calamidade Pública em saúde.
Publicado no Diário Oficial do Estado – DOE deste dia 14, o decreto 31.404, DE 13 DE ABRIL DE 2022, prevê no artigo 2º que “O Gabinete Civil do Governo do Estado (GAC) emitirá ofício requerendo Reconhecimento Federal de Estado de Calamidade Pública, incidente no Estado do Rio Grande do Norte, instruído na forma estabelecida pela Portaria Ministerial nº 743, de 26 de março de 2020, do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e com base nas normas que configuram “desastre natural biológico, Nível III – Desastre de Grande Intensidade, caracterizado por epidemia de doença infecciosa viral que provoca o aumento brusco, significativo e transitório da ocorrência de doenças infecciosas geradas por vírus”.
A vigência do novo Decreto inicia no próximo 18 de abril até julho, podendo ser prorrogado por igual período, e considera a necessidade, ainda, de proporcionar respostas urgentes para evitar a proliferação, reduzir o rápido crescimento do número de infectados e fortalecer as estruturas de atendimento aos afetados pelo COVID-19.
Recentemente, em 6 de abril, o Governo editou o DECRETO Nº 31.360, que tornou facultativo o uso de máscaras de proteção facial em todo o estado. A flexibilização é válida para locais abertos e fechados, conforme recomendação do Comitê Científico de Especialistas da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).
Apesar da flexibilização, permanece a recomendação para que continuem usando máscaras aqueles que pertencem a grupos de risco, como idosos, gestantes e imunossuprimidos; todos que apresentarem sintomas gripais; e no âmbito do transporte público de passageiros. Não é necessário exigir o passaporte vacinal em eventos e estabelecimentos abertos, com ventilação natural e limitados a 100 pessoas. Em todo o Estado segue a vacinação contra a Covid-19, 83% da população potiguar está totalmente imunizada, e 93% tomaram pelo menois 1 dose ou a dose única.
Dados atualizados sobre Covid-19 no RN
Casos Notificados e Confirmados nas últimas 24 horas: 240. Um óbito confirmado ocorrido nas últimas 24 horas, registrado no município de Macaíba.
DADOS GERAIS – Casos Confirmados: 501.672 – Casos Recuperados: 489.905 – Casos em acompanhamento: 3.608 – Óbitos Confirmados para Covid-19: 8.159 – Óbitos Suspeitos: 1.501
Com 25 casos suspeitos de sarampo sob investigação só no estado de São Paulo, o sarampo voltou a alertar as autoridades de saúde do Brasil, que chegou a receber o certificado de erradicação da doença em 2016.
Desde que o sarampo voltou aos registros oficiais, em 2019, já são mais de 40 mil pacientes e 40 mortes causadas pela queda na cobertura vacinal – metade das vítimas foram crianças abaixo de 5 anos. Este ano, já são 13 casos confirmados e cerca de 100 suspeitos da doença no Brasil.
A taxa de transmissibilidade do sarampo é entre 12 e 18. Isso significa dizer que, para cada caso da doença, provavelmente haverão outros 12 a 18 casos de pessoas infectadas caso isso ocorra em uma população suscetível. É um número substancialmente maior que a taxa de transmissibilidade da Covid-19 em qualquer uma de suas versões
Passados dois anos do decreto de pandemia de Covid-19 por parte da Organização Mundial de Saúde (OMS), autoridades sanitárias começam a discutir a mudança de classificação do momento pandêmico. No Rio Grande do Norte, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) avalia que a classificação do momento epidemiológico poderá ser tratada como “endemia” em junho, caso se mantenham os atuais índices assistenciais, registros de casos diários e óbitos por covid. O atual cenário, inclusive, embasou a decisão da governadora Fátima Bezerra (PT) para desobrigar o uso da máscara em ambientes fechados nesta quarta-feira (06).
A mudança de classificação da doença de epidêmica para endêmica depende da análise da curva de distribuição de casos ao longo do tempo. Geralmente se trabalha com períodos anuais. Quando essa curva fica muito abaixo da média dos períodos de calendários dos anos anteriores, é o que caracteriza endemia. Não é questão de decretar, é analisar os dados. Mantendo-se o número de casos que estamos vivenciando hoje, por dois ou três meses, se configurará, do ponto de vista da análise da evolução dos casos, uma situação endêmica”, aponta o secretário de Saúde do RN, Cipriano Maia.
O titular da Sesap acrescenta ainda que a mudança de classificação para endemia não seria baseada num “decreto”, sendo uma questão de análise de dados. O fim da pandemia, no entanto, só pode ser declarado pela OMS.
“Acredito que até junho vamos ter essa análise de como a doença se comportou, por isso é importante avançar na vacinação, continuar testagem, medidas de restrição para sintomáticos, para que realmente consigamos manter o controle e possamos ter situação de endemia caracterizada com vigilância para surtos de casos”, reforçou.
Recentemente, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga chegou a dizer que a medida já está em estudo por parte do Ministério. “Nós rumamos para pôr fim a essa emergência sanitária. É uma prerrogativa do ministro [da Saúde], por meio de um ato, porque assim a lei determina. Mas o ministro não vai tomar essa decisão sozinho, vai tomar essa decisão ouvindo as Secretarias Estaduais de Saúde, outros ministérios, outros Poderes, para que transmitamos segurança à nossa população”, disse Queiroga.
O conceito de endemia considera a presença de uma doença de forma recorrente em uma região, mas sem aumentos significativos no número de casos. Uma doença se torna pandemia quando atinge níveis mundiais.
A infectologista Monica Bay, professora da UFRN, prega cautela na mudança de classificação. “Ainda estamos vivendo a pandemia, muito provavelmente o Sars-Cov-2 se tornará endêmico, mas ainda não temos essa mudança de classificação. Precisamos observar a evolução dos casos ainda esse ano e no próximo”, disse.
Na semana passada, reportagem do jornal “O Globo” trouxe a informação de que haveria uma pressão por parte do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Ministério da Saúde para rebaixar a pandemia para endemia.
No Brasil, essa mudança poderia acontecer com o fim da Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN), declarado em 3 de fevereiro de 2020 pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).
Na prática, o decreto flexibiliza regramentos a processos de compra e licitações, com o intuito de se ter maior velocidade no atendimento à população. O encerramento da situação de emergência também pode prejudicar a aplicação de vacinas autorizadas para uso emergencial no Brasil, como Coronavac e Jaansen. Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de março de 2021, afirma que em caso de suspensão da situação de emergência pelo Ministério da Saúde, a autorização será automaticamente suspensa.
Vacinação
O Rio Grande do Norte já possui 82% da população totalmente vacinada, segundo dados da plataforma RN + Vacina. São 2.621.655 pessoas imunizadas. Com apenas uma dose ou dose única, esse percentual sobe para 94%. Com relação a dose de reforço, já são 1.441.250 pessoas vacinadas, o que equivale a 45%.
Governo desobriga máscaras em locais fechados
O Governo do Estado publicou, nesta quarta-feira (06), o decreto com novas diretrizes para o cenário da pandemia de Covid-19 no Estado. O texto, publicado no Diário Oficial do Estado, desobrigou o uso de máscaras em locais fechados.
De acordo com o secretário de Saúde do RN, Cipriano Maia, a medida foi tomada com base nos atuais índices epidemiológicos e assistenciais do Estado, atrelado ao fato de que a vacinação no RN já atinge números consideráveis.
“A decisão foi tomada com base na recomendação do Comitê que analisou cenário epidemiológico das últimas semanas, que mantém patamar de casos abaixo de parâmetros e que consideramos a pandemia sob controle. A média de casos está em 50 por dia e o indicador composto mostra o Estado em todo verde claro ou verde escuro, nenhum município em amarelo. A demanda por leitos está num patamar abaixo da média, assim como a taxa de ocupação. Temos também taxa de vacinação satisfatória, apesar de trabalharmos para melhorá-la”, diz.
Para o professor e pesquisador do LAIS/UFRN, Ricardo Valentim, membro do Comitê Científico do Estado, a medida não representa um risco à saúde pública dado o atual contexto da pandemia.
“A retirada de máscaras agora é segura justamente porque, nesse momento, quando comparamos com a Ômicron, o uso era obrigatório, então não foi um impeditivo para o aumento de casos. Você tinha a introdução da variante, muito transmissível, e o que fez baixar o número de casos foi o avanço da vacinação e a imunidade natural”, disse.
Recomendações
Apesar de desobrigar o uso da máscara em locais abertos e fechados, o secretário de Saúde do RN, Cipriano Maia, informa que o uso da máscara seguirá sendo recomendado para situações específicas, como aglomerações, transporte público, pessoas com sintomas respiratórios e para idosos e pessoas com comorbidades ou situações de risco. O passaporte vacinal segue sendo vigente para acesso à repartições e órgãos públicos.
“O Comitê recomenda que as pessoas utilizem máscara em situações de aglomeração, que se estende para idosos e pessoas com comorbidade, imunidade baixa, para que continuemos protegendo essas pessoas, porque a transmissibilidade está baixa, mas enquanto existir o vírus circulando, os vulneráveis terão risco de, contraindo a doença, terem casos graves e até internações”, acrescenta Cipriano Maia.
Recentemente, no dia 09 de março de 2022, o prefeito de Natal, Álvaro Dias (PSDB), tornou facultativo o uso de máscaras em ambientes abertos ou fechados na capital potiguar. No dia 16 de março, foi desobrigado o uso apenas em locais abertos em todo o Rio Grande do Norte.
O uso de máscaras no Rio Grande do Norte estava sendo obrigatório desde o dia 7 de maio de 2020. À época, o decreto assinado pela governadora Fátima Bezerra (PT) estipulava uma multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento. Algumas cidades potiguares já haviam editado decretos municipais para obrigar a utilização de máscaras em situações específicas. Foi o caso de Natal, que desde 30 de abril obrigou o uso de máscaras em lojas e transportes públicos.