Universitário Onofre Lopes (Huol-UFRN), gerido pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), promoveu na última terça-feira (26) o workshop IA e psicologia: ética, desafios e futuro. O evento, em comemoração ao Dia do Psicólogo, foi realizado na sala de aula da Unidade de Saúde Mental (USME) e reuniu psicólogos assistenciais e residentes em Psicologia.
A iniciativa faz parte de uma série de encontros mensais promovidos pela psicologia do hospital, que têm como objetivo fomentar debates clínicos relevantes para a categoria. A escolha do tema foi baseada na atualidade e na urgência do assunto. O Conselho Federal de Psicologia (CFP) está mobilizado para discutir e regulamentar o posicionamento da profissão em relação ao uso das novas tecnologias.
O psicólogo do Huol, Rodrigo Costa de Oliveira, reforçou que o debate defendeu a tese de que a Inteligência Artificial deve ser encarada como uma ferramenta auxiliar na atuação do profissional da psicologia. “Refletimos sobre a utilização dessa ferramenta que pode ajudar na organização de processos, mas que não substitui o trabalho do psicólogo”.
Uma vacina experimental para o câncer de intestino e pâncreas conseguiu impedir o retorno da doença em pessoas com alto risco de recidiva, segundo um estudo publicado na revista científica Nature Medicine. A novidade tem animado pacientes e profissionais de saúde.
Os resultados chamaram atenção por mostrarem respostas imunológicas duradouras. Em alguns pacientes, o imunizante ajudou a manter o corpo livre da doença por muito mais tempo do que o esperado.
O imunizante mira mutações no gene KRAS, presentes em 90% dos cânceres de pâncreas e em metade dos cânceres colorretais. A nova tecnologia conseguiu treinar o sistema imunológico para reconhecer e atacar células com essas alterações.
A vacina é aplicada diretamente nos gânglios linfáticos, onde a defesa do corpo é ativada. Dessa forma, consegue estimular células T – glóbulos brancos essenciais na proteção contra doenças – para combater os tumores de forma mais eficiente.
A Anvisa aprovou a Nota Técnica nº 200/2025/SEI/GIMED/GGFIS/DIRE4/ANVISA e publicou um despacho com orientações e determinações sobre a importação e a manipulação de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) agonistas do GLP-1.
Esses insumos compõem medicamentos como Ozempic, Saxenda e Mounjaro, popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras”.
O que pode ser manipulado
A Anvisa esclarece quais tipos de insumos, conforme sua origem, podem ser manipulados e em quais situações isso é permitido.
Os IFAs agonistas do GLP-1 podem ser obtidos por duas vias: biotecnológica ou sintética.
Assim, a importação de insumos obtidos por meio biotecnológico só será permitida se o IFA tiver sido especificamente analisado no momento do registro do medicamento na Anvisa. Ou seja, apenas o insumo do mesmo fabricante registrado poderá ser importado para fins de manipulação. A existência de um IFA registrado exclusivamente por via biotecnológica não autoriza a importação e manipulação de uma versão sintética desse insumo. Por exemplo, atualmente, a semaglutida possui registro apenas como produto biotecnológico. Portanto, não é permitida a importação nem a manipulação da semaglutida sintética até que exista um medicamento registrado com o IFA sintético.
No caso dos IFAs obtidos por síntese química, a manipulação é permitida desde que já existam medicamentos registrados no Brasil com a mesma molécula. Nesses casos, a Anvisa estabeleceu uma lista mínima de testes a serem realizados pelos importadores, além de um fluxo de importação conforme as normas vigentes.
A Agência destacou que não é possível extrapolar dados de eficácia e segurança de um IFA biológico de um fabricante para outro, pois esses parâmetros estão diretamente ligados ao processo produtivo. O perfil de qualidade, eficácia e segurança dos IFAs de origem biotecnológica depende de fatores como o uso de um banco de células único, as características do processo de fabricação, entre outros elementos específicos da biotecnologia. Esse é o caso da semaglutida, cuja manipulação não está autorizada.
Fluxo de importação
Conforme a legislação sanitária vigente, farmácias de manipulação não podem importar diretamente insumos para a preparação de medicamentos. Essa atividade é restrita a empresas que possuem autorização de funcionamento específica.
O despacho determina que a importação dos IFAs agonistas do GLP-1 seguirá o Canal Amarelo da fiscalização aduaneira. Os lotes importados serão liberados mediante Termo de Guarda, e só poderão ser comercializados após a baixa do termo junto à Anvisa.
Dada a complexidade analítica necessária para garantir a identidade, pureza, potência e estabilidade dos IFAs, as empresas importadoras deverão realizar, no mínimo, os testes de controle de qualidade especificados na Nota Técnica nº 200/2025, e apresentar os resultados para avaliação da Anvisa.
Se os resultados forem satisfatórios, a Agência autorizará a comercialização dos lotes para farmácias de manipulação.
As farmácias, por sua vez, também deverão realizar testes mínimos de controle de qualidade antes da liberação das preparações magistrais. Os resultados deverão estar disponíveis para eventuais ações de fiscalização.
Fiscalização e riscos
A manipulação desses IFAs envolve alta complexidade farmacotécnica e representa um risco sanitário elevado, especialmente em preparações estéreis injetáveis. Por isso, é fundamental garantir a qualidade, efetividade e rastreabilidade dos insumos importados, bem como de quaisquer preparações magistrais derivadas.
Em 2023, a Anvisa implantou um programa de inspeção em farmácias de manipulação de produtos estéreis, bem como em importadoras e distribuidoras de IFAs. Durante essas fiscalizações, foram identificadas prescrições contendo IFAs sem aprovação da Anvisa, com doses muito superiores às recomendadas em estudos clínicos, ou em associações de eficácia e segurança duvidosas.
Além disso, foi constatada a ausência de controle de qualidade adequado tanto dos IFAs quanto dos produtos acabados, comprometendo a segurança dos medicamentos manipulados.
Diante desses achados, a Diretoria Colegiada da Anvisa (Dicol) determinou a continuidade do programa de fiscalização das empresas importadoras e distribuidoras de IFAs, bem como das farmácias que realizam manipulação de preparações magistrais estéreis.
Considerando o risco à saúde pública, a Anvisa decidiu retirar, de forma antecipada, o efeito suspensivo de eventuais recursos administrativos apresentados contra a decisão da Diretoria Colegiada, constante no Circuito Deliberativo – CD nº 898/2025, de 22 de agosto de 2025.
O Ministério da Educação (MEC) informou que vai aplicar medidas rigorosas em cursos de Medicina que obtiverem baixo desempenho no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). Entre as sanções estão a suspensão do vestibular, o impedimento de ampliação de vagas e o bloqueio de contratos do Fies e Prouni. Além disso, o MEC aplicará o Enamed em outubro para alunos do 6º ano e, a partir de 2026, para o 4º ano.
Anúncio dos ministros e detalhes do Enamed
Os ministros Camilo Santana (Educação) e Alexandre Padilha (Saúde) anunciaram as medidas durante coletiva nesta terça-feira (19). O exame avalia a qualidade dos cursos de Medicina com notas de 1 a 5. Portanto, cursos com notas 1 ou 2 receberão sanções imediatas.
Para cursos conceito 1, o MEC vai suspender o vestibular. Cursos conceito 2 terão redução de vagas. O ministério também bloqueia novos contratos do Fies e Prouni e impede a expansão de vagas. As sanções permanecem até que os cursos melhorem o conceito, mas as universidades podem solicitar revisão se apresentarem defesa.
Fiscalização e visitas in loco
Além disso, o MEC planeja realizar visitas in loco a todas as universidades de Medicina a partir de 2026. O exame será aplicado em 225 municípios e terá 96.635 estudantes inscritos. Entre 2023 e 2025, o ministério autorizou apenas 4.353 vagas, cerca de 7,26% das aproximadamente 60 mil vagas judicializadas.
Critérios do STF e moratória
O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que novos cursos devem seguir os critérios do programa Mais Médicos, priorizando regiões com carência de profissionais. Além disso, a moratória que impedia a criação de cursos de Medicina vigorou de 2018 até este ano.
Objetivo das medidas e supervisão
Segundo Camilo Santana, o MEC quer garantir a qualidade da formação médica e supervisionar o crescimento dos cursos. Por sua vez, Alexandre Padilha destacou que as medidas vão frear a expansão desordenada de escolas médicas ocorrida nos governos anteriores. A Seres e o Inep vão analisar e fiscalizar os cursos.
A Prefeitura de Serra Negra do Norte, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e do Centro de Controle de Zoonoses, deu início à Campanha de Vacinação Antirrábica 2025. A ação tem como objetivo proteger a população contra a raiva, uma doença grave que pode ser transmitida tanto para os animais quanto para os seres humanos.
A vacinação teve início na zona rural do município, com a realização de visitas casa a casa, garantindo que cães e gatos sejam imunizados com segurança e comodidade para os tutores.
Em breve, a campanha também contemplará a zona urbana, com pontos fixos de vacinação que serão divulgados nos canais oficiais da Prefeitura. Fique atento às datas e locais para levar seu animal de estimação.
Neste sábado (16), Natal promove o Dia D de Vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV), com a ação “Natal unida contra o HPV”. Durante o dia, as salas de vacinação dos cinco Distritos Sanitários estarão abertas, oferecendo o imunizante contra o HPV, além de outras vacinas para ampliar a proteção de crianças e adolescentes. A abertura oficial será às 9h, na Unidade de Saúde Felipe Camarão II, localizada na Rua Santa Cristina, 882, Felipe Camarão.
Ao longo da mobilização, cerca de 60 salas de vacina funcionarão das 8h às 12h para atender a população. Além disso, pontos extras estarão disponíveis nos shoppings Midway Mall e Partage Norte Shopping, das 12h às 17h. Além da vacina contra o HPV, será possível atualizar outras imunizações previstas no calendário para essa faixa etária.
O foco da ação é a vacinação contra o HPV, infecção sexualmente transmissível (IST) que está entre as principais causas de alguns tipos de câncer. O público-alvo inclui crianças e adolescentes de 9 a 14 anos não vacinados, e jovens de 15 a 19 anos que ainda não receberam o imunizante. Para quem nunca tomou a vacina, a imunização ocorre em dose única. Quem já iniciou o esquema vacinal não precisa repetir a dose.
A meta do Ministério da Saúde é imunizar 90% do público-alvo. Em Natal, cerca de 55.865 jovens entre 9 e 14 anos podem ser vacinados, mas a cobertura ainda é baixa, especialmente entre crianças de 9 a 10 anos, com apenas 33,88% das meninas e 26,84% dos meninos imunizados.
A vacina quadrivalente protege contra quatro tipos do HPV, incluindo dois responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo de útero e mais da metade dos casos de outros cânceres relacionados ao vírus, como os de pênis, ânus, boca e orofaringe, além de verrugas genitais.
Com mais de um milhão de doses aplicadas nas escolas de 4,1 mil municípios, o Brasil avança na cobertura vacinal de crianças e adolescentes. Referente a o primeiro semestre de 2025, o balanço inédito , divulgado nesta semana pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, faz parte das ações do Programa Saúde na Escola (PSE), que promove vacinação de estudantes de até 15 anos no ambiente escolar.
Pela primeira vez, a iniciativa, realizada anualmente pelos ministérios da Saúde e da Educação, registra dados com recorte das doses aplicadas no espaço educacional, o que representa uma inovação no acompanhamento vacinal.
A mobilização nacional deste ano, realizada dentro das escolas, alavancou a aplicação de doses no país. Em abril, foram registradas 212,1 mil doses aplicadas em crianças e adolescentes, ou seja, 10 vezes mais que as realizadas no mês anterior (20,6 mil). Já o mês de maio responde pelo pico de 583,7 mil doses, o que representa mais de 25 vezes em relação a março.
“Estamos mostrando que já começamos a recuperar esse grande esforço de salvar vidas no Brasil, por meio do nosso Programa Nacional de Imunizações (PNI). Ultrapassamos um milhão de crianças vacinadas nas escolas. Além disso, das 16 vacinas do calendário nacional, tivemos aumento em 15 e apenas uma manteve-se estável. Até o final do ano, continuaremos intensificando nossas ações de vacinação”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Vinte e cinco tipos de vacinas do calendário nacional – como HPV, BCG, Covid-19, dengue, febre amarela, meningite, influenza, poliomielite, sarampo, caxumba, rubéola e outras doenças imunopreveníveis – já foram aplicadas em ambiente escolar em estudantes de 4,1 mil municípios, ou seja, 74% das cidades brasileiras.
“Em nome da Unicef, parabenizo o Ministério da Saúde pelos avanços na imunização de crianças e adolescentes no Brasil. Sem sombra de dúvida, o país é uma referência mundial. Como foi apresentado aqui, o Brasil já alcançou a meta de cobertura de alguns imunizantes importantes para a infância e a adolescência. Parabenizo, também, pelas estratégias utilizadas, não apenas pelo microplanejamento, mas por todo o esforço de envolver a educação junto com a saúde”, afirmou a chefe de Saúde e Nutrição da Unicef no Brasil, Luciana Phebo .
Diante do aumento expressivo dos casos de sarampo nas Américas, o Ministério da Saúde começou a intensificar a vacinação em cidades brasileiras localizadas na fronteira com países vizinhos, como a Bolívia, que atualmente enfrenta um surto da doença. Como parte dessa estratégia, o Acre é o primeiro estado a realizar o Dia D de vacinação, nesta terça-feira (15), com o objetivo de prevenir a reintrodução do sarampo no Brasil.
Dos 22 municípios acreanos, sete fazem fronteira com a Bolívia: Acrelândia, Assis Brasil, Brasileia, Capixaba, Epitaciolândia, Plácido de Castro e Xapuri. A vacinação contra o sarampo está ativa em todo o país, com todos os estados abastecidos com a vacina tríplice viral. Somente em 2025, mais de 12 milhões de doses já foram distribuídas, e 2,4 milhões aplicadas até o momento.
A mobilização no Acre conta com o apoio das gestões estadual e municipais e é conduzida por três frentes principais. A primeira é a intensificação da vacinação com a tríplice viral, a vacinação de pessoas não vacinadas ou com esquema incompleto, o reforço entre adolescentes e jovens, e a atualização vacinal de brasileiros que estudam na Bolívia e retornam ao Brasil durante as férias.
A segunda estratégia consiste na aplicação de uma dose extra da vacina dupla viral, destinada a crianças de 6 a 11 meses e 29 dias de idade. Essa medida oferece proteção precoce e temporária em locais com grande circulação de pessoas, como as cidades de fronteira. A dose adicional não substitui as vacinas de rotina aplicadas aos 12 e 15 meses, conforme define o calendário de vacinação infantil.
Além da vacinação, o Ministério da Saúde e o estado promovem seminários sobre sarampo focados na prevenção e na resposta rápida a casos. Realizados nesta terça e quarta-feira (15 e 16 de julho) em Rio Branco e Brasiléia, os eventos reúnem profissionais de saúde, autoridades locais e representantes da pasta para capacitar a rede local no manejo clínico de casos suspeitos, vacinação, vigilância nas fronteiras e diagnósticos laboratoriais. Também discutem ações integradas com a Bolívia e o uso de tecnologias para a detecção precoce de casos e rumores.
Além do Acre, a intensificação da vacinação foi recomendada para municípios de outros estados fronteiriços, que terão um Dia D de vacinação contra a doença em 26 de julho: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia.
O período de inscrições para a primeira edição do Enamed, Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica, já começou e vai até 18 de julho no site enamed.inep.gov.br/enamed.
O exame vai avaliar o desempenho dos estudantes e ajudar a garantir a qualidade da formação médica no Brasil, além de certificar que eles estejam preparados para atuar no SUS, o Sistema Único de Saúde. A participação no Enamed é obrigatória para quem está terminando o curso de medicina.
Os estudantes podem pedir tratamento pelo nome social logo no ato da inscrição. Pessoas com deficiência, gestantes, lactantes e idosos podem pedir atendimento especializado. O prazo para fazer essas solicitações é o mesmo das inscrições, até o dia 18 deste mês. As provas vão ser aplicadas em 19 de outubro e contam com 100 questões objetivas de múltipla escolha. Os resultados vão ser divulgados em 5 de dezembro.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta segunda-feira (7), um informe de segurança alertando sobre os riscos à saúde e aos cabelos relacionados ao uso de alisantes capilares, especialmente os que contêm substâncias proibidas, como o formol, ou formaldeído, e o ácido glioxílico.
Os produtos irregulares podem causar desde irritações na pele até problemas respiratórios e danos irreversíveis à estrutura capilar.
O documento destaca que, atualmente, o formol é permitido em produtos cosméticos no Brasil apenas como conservante, em concentrações de até 0,2%, e como endurecedor de unhas, até 5%. Seu uso como agente alisante é proibido e representa sérios riscos à saúde.
A Anvisa chama a atenção que “o ácido glioxílico, também proibido para essa finalidade, pode causar severos danos quando aquecido, sendo especialmente perigoso quando combinado com outros procedimentos, como a descoloração dos fios capilares”.
O informe traz orientações detalhadas para consumidores e profissionais de salões de beleza:
consumidores devem verificar se o produto é regularizado junto à Anvisa;
evitar produtos sem rótulo ou com promessas enganosas;
seguir corretamente as instruções de uso;
ficar atento a sinais como coceira, ardência ou dificuldades respiratórias.
Os profissionais devem utilizar apenas produtos regularizados e devem recusar o uso de substâncias proibidas, mesmo que a pedido do cliente. A Anvisa alerta ainda que os profissionais adotem medidas de proteção individual e mantenham os ambientes ventilados.
A Anvisa esclarece também que “a adição de formol a cosméticos é considerada infração sanitária grave e pode configurar crime hediondo, conforme o artigo 273 do Código Penal”.