Secretário da Saúde, Marcellus Campêlo (esq.) e o governador Wilson Lima (dir.) — Foto: Reprodução
O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), é alvo de busca na manhã desta quarta-feira (2) em uma operação da Polícia Federal que investiga supostas irregularidades na construção do hospital de Campanha Nilton Lins, usado para o combate à Covid no estado.
O secretário de Saúde Marcellus Campêlo, o empresário Nilton Costa Lins Júnior e outras quatro pessoas são alvos de mandado de prisão. Campêlo não foi encontrado em dois endereços nos quais foi procurado.
Ao todo, a PF cumpre 19 mandados de busca e apreensão e 6 de prisão temporária em Manaus e Porto Alegre, expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Agentes fazem busca na casa do governador, na sede do governo do Amazonas, na Secretaria de Saúde, na casa do secretário de saúde e na casa do dono do Hospital Nilton Lins e no Hospital Nilton Lins.
O STJ autorizou também a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do governador e do secretário de Saúde.
Além da ação da PF, Wilson Lima enfrenta na manhã desta quarta-feira (9) o julgamento, pela Corte Especial do STJ, de uma denúncia por supostas fraudes na compra de respiradores. O vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida, também responde à denúncia.
Lima e Campelo, o secretário de Saúde, estão entre os convocados para depor na CPI da Covid do Senado, que investiga a atuação do governo federal na pandemia e o uso de recursos federais por estados e municípios.
O G1 procurou o governo do estado, mas não obteve reposta até a última atualização desta reportagem.
O advogado do empresário Nilton Costa Lins Júnior, José Carlos Cavalcante, afirma que não foi autorizado a acompanhar as buscas.
Em 2020, o Governo do Amazonas assinou um contrato para alugar o Complexo Hospitalar Nilton Lins para utilizá-lo como hospital de campanha no enfrentamento à Covid. O valor do contrato foi de R$ 2,6 milhões. A Justiça chegou a impugnar o contrato em razão do preço.
PF diz que hospital coloca pacientes e funcionários em risco
As ações são parte da quarta fase da Operação Sangria, que investiga crimes como pertencimento a organização criminosa, fraude a licitação e desvio de recursos públicos.
Segundo as investigações, há indícios de que funcionários da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas realizaram contratação fraudulenta para favorecer um grupo de empresários locais para a construção de um hospital de campanha, sob orientação da cúpula do Governo do Estado.
De acordo com a PF, esse local não atende às necessidades básicas de assistência à população atingida pela pandemia COVID-19, bem como coloca em risco de contaminação os pacientes e os funcionários da unidade.
Os contratos assinados em janeiro de 2021 com o Governo do Amazonas para serviços de conservação e limpeza, lavanderia hospitalar e diagnóstico por imagem no hospital de campanha têm indícios de irregularidades no processo licitatório, prática de sobrepreço e não prestação de serviços contratados.
Os indiciados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de fraude à licitação, peculato e pertencimento a organização criminosa e, se condenados, poderão cumprir pena de até 24 anos de reclusão.
Neste ano, a nova rodada de pagamentos, durante quatro meses, prevê parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo do perfil: as famílias, em geral, recebem R$ 250; a família monoparental, chefiada por uma mulher, recebe R$ 375; e pessoas que moram sozinhas recebem R$ 150
Trabalhadores informais e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos em fevereiro podem sacar, a partir de hoje (1º), a segunda parcela do auxílio emergencial 2021. O dinheiro havia sido depositado nas contas poupança digitais da Caixa Econômica Federal em 18 de maio.
Os recursos também poderão ser transferidos para uma conta-corrente, sem custos para o usuário. Até agora, o dinheiro apenas podia ser movimentado por meio do aplicativo Caixa Tem, que permite o pagamento de contas domésticas (água, luz, telefone e gás), de boletos, compras em lojas virtuais ou compras com o código QR (versão avançada do código de barras) em maquininhas de estabelecimentos parceiros.
Em caso de dúvidas, a central telefônica 111 da Caixa funciona de segunda a domingo, das 7h às 22h. Além disso, o beneficiário pode consultar o siteauxilio.caixa.gov.br.
O auxílio emergencial foi criado em abril do ano passado pelo governo federal para atender pessoas vulneráveis afetadas pela pandemia de covid-19. Ele foi pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil para mães chefes de família monoparental e, depois, estendido até 31 de dezembro de 2020 em até quatro parcelas de R$ 300 ou R$ 600 cada.
Neste ano, a nova rodada de pagamentos, durante quatro meses, prevê parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo do perfil: as famílias, em geral, recebem R$ 250; a família monoparental, chefiada por uma mulher, recebe R$ 375; e pessoas que moram sozinhas recebem R$ 150.
Regras
Pelas regras estabelecidas, o auxílio será pago às famílias com renda mensal total de até três salários mínimos, desde que a renda por pessoa seja inferior a meio salário mínimo. É necessário que o beneficiário já tenha sido considerado elegível até o mês de dezembro de 2020, pois não há nova fase de inscrições. Para quem recebe o Bolsa Família, continua valendo a regra do valor mais vantajoso, seja a parcela paga no programa social, seja a do auxílio emergencial.
A Polícia Federal informa que prendeu hoje (24) em “João Pessoa/PB, como resultado de investigação conjunta realizada entre Brasil e Itália, o nacional italiano ROCCO MORABITO, em cumprimento a mandado de prisão expedido pelo STF”.
De acordo com a PF, existem “registros da atuação de MORABITO, um dos fugitivos mais procurados da Italia, com o tráfico de drogas entre Brasil/Europa desde os anos 90”, e que “encontrou indícios da relação da ‘Ndrangheta (uma das organizações criminosas mais poderosas do mundo) com grupos brasileiros”.
Em junho de 2019, Rocco Morabito fugiu, com mais três comparsas. do Presídio Central em Montevidéu, no Uruguai, onde estava detido desde setembro de 2017.
O prazo é válido para trabalhadores informais, Microempreendedores Individuais (MEIs), desempregados e inscritos no Cadastro Único que desejam voltar a receber os pagamentos
Um novo prazo para contestação do auxílio emergencial 2021 para quem teve o benefício cancelado foi aberto pela Dataprev. O novo período para contestar a negativa iniciou na terça-feira, 18, e vai até 28 de maio. O prazo é válido para trabalhadores informais, Microempreendedores Individuais (MEIs), desempregados e inscritos no Cadastro Único que desejam voltar a receber os pagamentos.
Os beneficiários do Bolsa Família que tiveram o auxílio cancelado na 2ª parcela também terão chance de pedir uma nova análise de acordo com bases mais atualizadas de seus dados. Mas o prazo de contestação para este grupo é maior e vai até 1º de junho.
Como contestar o auxílio emergencial cancelado?
Primeiro acesse o portal de consulta da Dataprev e verifique a situação do seu auxílio emergencial e os motivos que levaram ao cancelamento do benefício. Segundo o Ministério da Cidadania, se a razão que causou o cancelamento das parcelas permitir a contestação do benefício, o cadastro do cidadão deverá ser reanalisado pela Dataprev e após isso o trabalhador poderá voltar a receber, caso o pedido seja aprovado.
Para fazer a contestação do auxílio emergencial, basta clicar no botão “Contestar”. Após isso aparecerá na tela a pergunta se você deseja mesmo apresentar a contestação, depois de confirmar a contestação será enviada para avaliação da Dataprev.
Pronto! Agora é só esperar a Dataprev realizar um novo processamento das contestações a partir de dados mais atualizados em suas bases. Caso o resultado for ne negativa da sua solicitação, seu auxílio será analisado novamente no mês seguinte, com isso, as análises realizadas devem se aproximar o máximo possível da sua situação econômica atual.
O Brasil conta com 222 bancos de leite materno e 220 pontos de coleta. Em 2020, foram doados 229 mil litros de leite materno por 182 mil mulheres. Esses números marcaram um aumento de 2,7% em relação ao ano anterior
Foi lançada hoje (19) a Campanha Nacional de Doação de Leite Materno 2021. Em evento online, promovido pelo Ministério da Saúde, a pasta e organismos
O Brasil conta com 222 bancos de leite materno e 220 pontos de coleta. Em 2020, foram doados 229 mil litros de leite materno por 182 mil mulheres. Esses números marcaram um aumento de 2,7% em relação ao ano anterior.
Mas de acordo com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, esse quantitativo representa apenas 64% do que seria necessário. “É preciso avançar ainda mais. A pandemia exige que muitos esforços sejam adotados para garantir informações qualificadas sobre a doação do leite materno”, disse.
“O leite humano é a 1ª vacina que a criança recebe. Nestes tempos que estamos dedicando às vacinas que nos permitirão superar essa grave crise sanitária, devemos lembrar da importância do leite humano”, acrescentou a presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade.
Cristina Albuquerque, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), destacou a importância de ampliar a divulgação junto às mulheres para angariar mais voluntárias para a doação de leite materno.
“Temos não só que avançar nesta sensibilização para a doação do aleitamento materno, porque sem ele não há doação, e envolver não só as mulheres. Aqui o Unicef está trabalhando cada vez mais com a ideia de parentalidade”, disse a representante do Unicef.
O diretor da Agência Brasileira de Cooperação, embaixador Rui Pereira, lembrou que o Brasil teve papel fundamental na criação da rede global de bancos de leite materno, já que o país iniciou a implantação dessas estruturas em 1943.
“Este é um exemplo exitoso da cooperação sul-sul resultando na criação da rede global de banco de leite humano. A rede global é pedra fundamental na articulação de estados em prol da saúde global”, disse.
A campanha contará com peças de divulgação em veículos de comunicação e redes sociais. As peças, exibidas no evento de lançamento, apontam a importância da doação de leite materno e seu impacto na saúde pública.
Trata-se de um projeto do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que acabou com a política de ganhos reais que vigorou no Brasil por mais de duas décadas
O ministério da Economia revisou as contas hoje (18), e divulgou o Boletim Macrofiscal , com as projeções para a economia neste ano. A expectativa de inflação subiu, e com ela, a previsão para o salário mínimo em 2022.
O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial do país, teve alta de 4,4% para 5,05%. O salário mínimo, que havia sido previsto por meio da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), enviada ao Congresso em abril, pode subir de R$ 1.147,00 para R$ 1.555,55.
Para corrigir o salário, o governo usa o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O aumento, no entanto, não significará ganho real, pois, a inflação acompanhará o crescimento dos vencimentos.
Será o terceiro ano seguido que o piso salarial do país não terá aumento acima da inflação. Trata-se de um projeto do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que acabou com a política de ganhos reais que vigorou no Brasil por mais de duas décadas.
De acordo com informações do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo serve de referência para 50 milhões de pessoas no Brasil, das quais 24 milhões de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O papa Francisco enviou uma carta ao engenheiro Leniel Borel, pai do menino Henry Borel, de apenas 4 anos, que foi morto em 8 de março, em um apartamento na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Na mensagem, o pontífice se solidarizou com o pai e a avó do garoto, Noeme Camargo, classificou a morte dele como “massacre” e afirmou que a “loucura humana” foi a causa da tragédia.
De acordo com Leniel, a carta assinada pelo monsenhor Luigi Roberto Cona, assessor para Assuntos Gerais da Secretaria do Vaticano, e com data de 24 de abril, foi enviada a vizinha de uma tia dele. “A Afra Dinini Roessler mora na Alemanha há 10 anos, mas vem na casa dela aqui no Brasil duas vezes por ano. Ela recebeu a carta e duas fotos do papa, assinada por ele. Após receber, ela enviou para minha casa aqui no Brasil”, disse o engenheiro ao site Metrópoles.
“O papa Francisco incumbiu-me de assegurar a sua paterna vizinhança e solidariedade ao pai Leniel Borel e à avó Noeme Camargo, confiando-os à proteção da Virgem Maria com os desejos bons que cada um traz no coração: deixem-se reconhecer como amigos de Jesus; a todos chamem amigos e, de todos, sejam amigos”, diz Luigi Roberto Cona.
“O Santo Padre conta com a senhora Noeme e o senhor Leniel para contrastarem a cultura da indiferença e do ódio que sentem crescer ao seu redor; não se deixem contaminar pelo ódio, transformando-se à sua imagem e semelhança. Sejam do número das pessoas que se recusam a entrar no circuito do ódio, que se recusar a odiar aqueles que lhes fizeram mal, dizendo-lhes: ‘Não teres o meu ódio!’. Deste modo ajudarão a para o mal, como fez Abraão quando pediu a Deus para não exterminar os justos com os culpados (cf. Gênesis 18, 23-32)”, diz parte da mensagem.
Em outro momento, o papa afirma ser um milagre o que permite ao pai e à avó de Henry “viver em paz” e “ajudar a salvar o mundo de si mesmo”.
O crime
Henry Borel morreu no dia 8 de março, vítima de uma sessão de tortura e agressão por parte do padrasto, o Dr. Jairinho, segundo apontam as investigações da Polícia Civil.O inquérito foi concluído nesta segunda-feira e indiciou Dr. Jairinho e Monique Medeiros por homicídio duplamente qualificado.
O vereador foi denunciado ainda por tortura nos dias 2 e 12 de fevereiro, a mãe da criança por omissão quanto à tortura do dia 12. Devido à finalização do inquérito, Monique perdeu a chance de ser ouvida novamente pela polícia depois de sustentar em seus primeiros depoimentos que o menino teria sofrido um acidente doméstico.
Os dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) do IBGE mostram que a idade média de iniciação da atividade sexual no estado é menor entre a população mais jovem. Isto significa dizer que, com o passar do tempo, há uma tendência de redução da idade média de iniciação da atividade sexual dos potiguares, em geral – Foto: Internet
No Rio Grande do Norte, 92,2% das pessoas de 18 anos ou mais já tiveram relação sexual pelo menos alguma vez na vida, o que representa um total de 2,4 milhões potiguares. A idade média de iniciação sexual no estado é de 17,3 anos, seguindo o mesmo valor do nordeste e do Brasil. Natal também registrou uma média semelhante, 17,6 anos.
Os dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) do IBGE mostram que a idade média de iniciação da atividade sexual no estado é menor entre a população mais jovem. Isto significa dizer que, com o passar do tempo, há uma tendência de redução da idade média de iniciação da atividade sexual dos potiguares, em geral.
Identifica-se a tendência de redução da idade de iniciação sexual observando as faixas etárias de 18 a 29 e de 30 a 39 anos, cujas idades médias de iniciação sexual foram de 16,2 e de 16,6 anos, respectivamente. Entre aqueles com idade entre 40 e 59 anos a idade média de iniciação sexual foi de 17,6 anos. Já na faixa etária de 60 anos ou mais, a idade média foi de 18,8 anos.
Pessoas de menor escolaridade e com menores rendimentos começaram sua vida sexual mais cedo
Pessoas de menor escolaridade dão início à atividade sexual mais cedo do que aquelas de maior escolaridade, tanto no estado como na capital. A maior diferença em anos ocorre entre as pessoas sem instrução ou com fundamental completo e as pessoas com ensino superior completo, 2,4 anos. Enquanto no estado aquelas apresentam idade média de iniciação sexual de 16,7 anos, estas têm idade de 19,0 anos. Em Natal, as idades são de 17,1 e 19,1 anos, respectivamente.
Rendimento domiciliar per capita
De modo semelhante, os dados da PNS apontam que o rendimento domiciliar per capita das famílias tem relação com o início das atividades sexuais e vice-versa. Quanto maior a faixa de rendimento atual, mais tardiamente se deu início à atividade sexual. A idade de iniciação de atividades sexuais para a menor faixa de rendimento médio domiciliar per capita – até ¼ de salário mínimo – é de 16,4 anos no estado e de 16,8 anos na capital.
Em contraposição, a idade média do grupo de rendimento domiciliar per capita mais elevado – 5 ou mais salários mínimos – é de 20,3 anos no Rio Grande do Norte e de 20,0 anos em Natal. Ou seja, em média, os potiguares cujas famílias têm mais alto rendimento per capita deram início à atividade sexual até 3,9 anos mais tarde em relação àqueles de menor rendimento domiciliar per capita.
No RN, 23% da população sexualmente ativa faz uso regular de preservativos
No estado, o uso regular de preservativos em todas as relações sexuais nos 12 meses anteriores à pesquisa foi de 23,1% da população sexualmente ativa. Essa proporção equivale a 426 mil potiguares. Em Natal, o índice foi de 25,7%, correspondendo a 130 mil natalenses. Os dados são do módulo atividade sexual da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2019 do IBGE.
Tanto em Natal como em todo o estado, o uso regular de preservativo reduz na medida do avanço da idade. Enquanto entre os potiguares mais jovens – 18 a 29 anos – esse uso equivale a 38,6%, entre aqueles de 40 a 59 anos de idade houve uma redução de 22 pontos percentuais (16,6%). Aos 60 anos ou mais de idade o uso regular é pontual, representando pouco mais de 5%.
Homens vs mulheres
No estado, os homens têm iniciação sexual mais precocemente do que as mulheres. Enquanto para eles a idade média da primeira experiência sexual foi de 16,1 anos, para elas o número é de 18,2 anos. Já em Natal, os valores são de 16,0 e 18,8 anos de idade, respectivamente.
Um projeto de lei que concede auxílio emergencial no valor de R$ 500 está em análise na Câmara dos Deputados. Para que o pagamento do benefício seja possível, o texto prevê, entre outras medidas, a cobrança do Imposto de Renda (IR) sobre o lucro de dividendos pagos ou creditados por pessoas jurídicas.
Além disso, a proposta é que o novo benefício seja custeado pela metade dos lucros do Banco Central nas operações cambiais e também pela arrecadação obtida com contribuições sociais (PIS e Cofins) sobre itens de luxo, entre eles filé-mignon, picanha, bacalhau e caviar; e 10% das atuais renúncias fiscais concedidas pelo governo federal.
De acordo com o autor da proposta, deputado André Janones (Avante MG), “O auxílio emergencial beneficiou cerca de 55 milhões de brasileiros e precisa ser recriado…Existem mais pessoas na pobreza do que antes da pandemia ou em 2011”, disse.
Requisitos para receber o auxílio emergencial de R$ 500
Segundo o texto da proposta, os interessados deverão se encaixar em algumas regras para ter o auxílio emergencial de R$ 500 liberado, veja abaixo:
Ser maior de 18 anos de idade;
Não ter emprego formal ativo;
Não receber benefício previdenciário ou assistencial ou seguro-desemprego;
Não ter recebido no ano anterior rendimentos tributáveis abaixo da faixa de isenção.
O deputado afirmou também que tributação sobre os dividendos poderá render R$ 59,8 bilhões nos cálculos da Unafisco, a associação dos auditores da Receita Federal. Já o corte de 10% nas renúncias fiscais representará pelo menos R$ 33 bilhões neste ano a menos nos gastos da União.
Trâmite do projeto
Atualmente, projeto do auxílio emergencial de R$ 500 tramita em caráter conclusivo na Câmara dos Deputados e será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para mais informações, acesse a Agência Câmara de Notícias.
Em nota enviada à Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), entretanto, o Ministério da Saúde ressalta que a contraindicação não é absoluta
Começou nesta terça-feira (11) a segunda etapa da campanha nacional de vacinação contra a gripe, voltada aos idosos com mais de 60 anos e professores. Nesta fase, que ocorre até 8 de junho, a expectativa é vacinar 33 milhões de pessoas.
Na primeira etapa, que começou em 12 de abril, voltada para crianças de seis meses a seis anos, povos indígenas, trabalhadores da área da saúde, gestantes e mulheres puérperas (que estão no período de até 45 dias após o parto), a adesão foi abaixo do esperado. Ao todo, foram aplicadas 6,9 milhões das 27,3 milhões de doses distribuídas, um percentual de 25% de adesão, segundo o Ministério da Saúde.
Dividida em três fases, a campanha nacional pretende vacinar 79,7 milhões de brasileiros em todos os estados até o mês de julho.
A vacinação, que acontece pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) desde 1999 e com a inserção de novos grupos progressivamente desde 2011, visa combater casos graves de gripe. Neste ano, com a pandemia de Covid-19, sua importância foi reforçada, porque alguns de seus sintomas, como tosse, febre e dor no corpo, podem ser confundidos com os dos novo coronavírus.
A gripe e a Covid-19 são infecções respiratórias causadas por vírus transmitidos por contato respiratório e têm quadros muito parecidos no início, explica a Juarez Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). “Por esse motivo, tudo o que pudermos fazer para diminuir a incidência dessa doença, incluindo vacinas, ajuda a desafogar a rede de saúde já bastante comprometida com a pandemia”.
A vacina contra a gripe, que visa imunizar contra o vírus Influenza, é trivalente, ou seja, protege contra três cepas: o vírus Influenza A (H1N1), que acomete adultos entre 40 e 60 anos; a cepa A (H3N2), com maior impacto em idosos; e as cepas B, que atingem mais crianças, adolescentes e adultos jovens. Todas as cepas podem causar infecções graves e mortes em pessoas de qualquer faixa etária, afirma o Ministério da Saúde.
As clínicas particulares já estão comercializando a vacina desde março, pois ela está disponível no PNI somente para os grupos prioritários. Mas a adesão à vacinação contra influenza também caiu na rede privada, segundo Geraldo Barbosa, presidente da Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC). Ele diz que houve uma queda de até 40% comparada ao mesmo período do ano passado.
O foco do governo federal no combate à pandemia de Covid-19 e uma “falsa sensação de segurança” das pessoas que permanecem mais tempo em casa podem ser os responsáveis por essa queda, na opinião do presidente da ABCVAC.
Entenda mais sobre a importância da vacinação contra a gripe:
Como ocorre a transmissão da gripe?
A gripe é uma doença sazonal que, especialmente no Sul e no Sudeste do país, aparece com mais frequência com a queda de temperatura entre os meses de abril e julho. Além do clima frio, o ar fica mais seco, o que facilita a disseminação de doenças respiratórias.
A transmissão do vírus Influenza ocorre principalmente de pessoa para pessoa, por meio de gotículas respiratórias produzidas por tosse, espirros ou fala de uma pessoa infectada. Ela pode ocorrer também através do contato direto ou indireto com secreções respiratórias, ao tocar superfícies contaminadas e, em seguida, tocar olhos, nariz ou boca.
A chance de transmissão aumenta em ambiente domiciliar, creches, escolas e/ou em ambientes fechados ou semifechados, dependendo não apenas da infectividade das cepas, mas também do número de pessoas e da intensidade do contato entre elas.
A doença tem início, em geral, com febre alta, seguida de dor muscular, de garganta, de cabeça, coriza e tosse. A febre é o sintoma mais importante e dura em torno de três dias. Os sintomas respiratórios tornam-se mais evidentes com a progressão da doença e se mantêm, em geral, de três a cinco dias após o desaparecimento da febre.
Alguns casos apresentam complicações, como pneumonia, necessitando de internação hospitalar, quadro que também pode ser desenvolvido com a Covid-19, além de outras viroses respiratórias.
Por que é importante tomar a vacina da gripe?
A Covid-19 e a gripe são doenças respiratórias transmitidas por contato e que inicialmente podem ter quadros muito parecidos, sobretudo por terem sintomas como tosse, dores no corpo e febre.
O infectologista Celso Granato, diretor científico do grupo Fleury, reforça que a confusão em relação aos sintomas pode ser minimizada com a vacinação contra o Influenza. Como ela diminui as chances de contrair a gripe, se uma pessoa vacina chegar com sintomas a um pronto-socorro e relatar que já foi vacinada contra a gripe, deverá ter seu atendimento focado na Covid-19.
“Quando a pessoa não sabe se pode estar com gripe ou Covid-19, ela é obrigada a permanecer mais tempo no hospital, onde fará mais exames, aumentando seu risco de exposição ao coronavírus”, explica Granato.
Deixar de tomar a vacina da gripe é ainda mais prejudicial para idosos, fumantes, pessoas com comorbidades, como doenças cardíacas, renais ou diabetes, e imunossuprimidas, explica o infectologista. “Esses grupos têm mais chance de evoluir para pneumonia bacteriana ou viral, que podem reverter para sepse e causar a morte”, afirma.
Tomar primeiro a vacina de Covid-19 ou da gripe?
Diante da gravidade da Covid-19 e da ausência de estudos sobre a coadministração das vacinas contra a gripe e a Covid-19, o Ministério da Saúde recomenda que se dê prioridade à vacina contra o novo coronavírus.
“Pessoas que fazem parte do grupo prioritário da vacinação contra a influenza e que ainda não foram vacinadas contra a Covid-19 devem priorizar as doses contra o novo coronavírus e agendar a vacina contra a Influenza, respeitando um intervalo mínimo de 14 dias entre elas”, informa a nota do Ministério da Saúde.
Em nota enviada à Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), entretanto, o Ministério da Saúde ressalta que a contraindicação não é absoluta. Em situações emergenciais, a exemplo da administração de soros antiofídicos ou vacina antirrábica, o intervalo mínimo preconizado (14 dias antes e depois) pode ser desconsiderado.
Posso tomar a vacina da gripe fora do prazo da campanha?
De acordo com o presidente da SBIm, a vacina que protege contra a gripe pode ser tomada a qualquer momento, desde que seja respeitado o intervalo de 14 dias em relação às doses da vacina contra a Covid-19.
Ele afirma que se o imunizante contra o Influenza for aplicado depois da primeira dose da vacina contra a Covid-19, é preciso esperar mais 14 dias para receber a segunda dose da vacina contra o novo coronavírus.
“Se a vacina usada for a Coronavac, para a qual o intervalo costuma ser de três semanas entre as doses, não haverá tempo para receber a vacina da gripe entre a primeira e a segunda dose. Neste caso é preciso esperar a conclusão do esquema de dose da vacina Coronavac”, explica o presidente SBIm.