O retorno dos médicos anestesistas se dá depois de uma paralização de 28 dias. Foto: Aldair Dantas
Os médicos anestesistas da cooperativa contratada pela prefeitura de Natal e pelo Governo do Estado para realização de cirurgias pela rede pública de saúde decidiram, nesta sexta-feira, (13), suspender a paralisação das atividades iniciada no dia 15 de dezembro do ano passado e o retorno imediato das cirurgias eletivas.
A decisão da cooperativa de voltar ao trabalho ocorreu por meio de votação unânime, após uma reunião realizada com representantes das secretarias municipal e estadual de Saúde e o pagamento de parte dos recursos devido pelo poder público.
Segundo a Coopanest-RN, durante reunião nesta manhã com os cooperados, ficou acordado a disponibilidade de reforço das equipes nos próximos dias, na tentativa de diminuir as filas nos hospitais públicos e conveniados ao SUS.
Nesta sexta-feira o governo do Estado efetuou o pagamento da OGE – AGOSTO/2022, parcela que havia sido acordada para ser paga até o final de dezembro e não realizada. Contudo, até o momento o governo do estado permanece em aberto com a fatura do mês de julho/2022.
O retorno dos médicos anestesistas se dá depois de uma paralização de 28 dias ocasionada por um atraso no pagamento de faturas de parcelamentos de 2021 e de julho, agosto e setembro de 2022 que totalizavam uma dívida de R$4 milhões de reais.
Rede Nacional de Dados em Saúde diz que mais de 1 milhão não tomaram reforço, dos quais 594 mil não receberam 4ª dose. Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil
O Rio Grande do Norte acumula mais de um milhão de pessoas que não voltaram às unidades de saúde para receberem o reforço da vacina contra a covid-19. O levantamento é da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) e indica outros atrasados no esquema vacinal.
De acordo com a RNDS, 323 mil pessoas não voltaram aos locais de vacinação do estado para receberem a 2ª dose do imunizante. No caso da 2ª dose de reforço, o número alcança 594 mil.
O Ministério da Saúde reitera a importância de estar em dia com o esquema vacinal. “Vale destacar que estudos científicos apontam que a proteção desenvolvida pelo organismo ao receber o imunizante é mais alta nos primeiros meses, mas pode apresentar redução. Por isso, é indispensável a dose de reforço”, afirma a pasta.
No primeiro discurso à frente da Saúde, a ministra Nísia Trindade frisou a importância de garantir a imunização contra o Sars-CoV-2 e garantiu a convicção na proteção das vacinas. “Aproveito para lembrar a todos os brasileiros e brasileiras para completarem seu esquema vacinal contra a Covid-19”, finalizou.
O último Boletim InfoGripe Fiocruz, divulgado no dia 05 de janeiro, mostra queda lenta de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em praticamente todas as faixas etárias da população adulta. O fator pode ser atribuído à diminuição de incidência de SRAG por Covid-19 nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, além da interrupção da tendência de crescimento em outras unidades federativas do país.
Apesar do cenário favorável, 11 estados ainda apontam para crescimento nas últimas seis semanas. De acordo com o pesquisador Marcelo Gomes, eventuais impactos do aumento de casos por conta das celebrações de final de ano ainda não seriam observados nessa atualização. “Caso as exposições das festas realmente gerem impacto, ele só poderá ser observado nos casos associados a internações a partir da próxima semana”, pontua o coordenador do InfoGripe.
O estudo indica queda nas tendências de longo (últimas seis semanas) e curto prazo (últimas três semanas). Referente à Semana Epidemiológica (SE) 52, período de 25 a 31 de dezembro de 2022, a análise tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 2 de janeiro de 2023.
Onze das 27 unidades federativas apresentam crescimento moderado na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a SE 52: Acre, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Piauí, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Tocantins. Em todos esses estados, observa-se crescimento na população adulta, especialmente nas faixas etárias acima dos 60 anos, associado ao aumento de casos de SRAG por Covid-19.
O Ministério da Saúde assinou na última sexta-feira, 6, um aditivo para a compra de mais 750 mil doses de vacinas Coronavac produzidas pelo Instituto Butantan e deve assinar um novo acordo nos próximos dias para garantir a compra de 2,6 milhões de doses no total.
Segundo a pasta, as primeiras doses serão utilizadas para dar continuidade à vacinação de crianças entre 3 e 11 anos. Os imunizantes devem ser entregues na próxima semana e serão distribuídos a todos os Estados e ao Distrito Federal de maneira isonômica, conforme as solicitações de cada ente federativo e do cálculo de público-alvo em cada região.
Em comunicado, o Ministério da Saúde informou que segue em tratativas com laboratórios para garantir imunizantes para atender ao público infantil o mais breve possível, e que a vacina contra covid-19 será incorporada ao calendário de rotina do Programa Nacional de Imunização (PNI).
Crianças precisam de intervalo de 120 dias em relação à D2 para tomar a terceira dose. Foto: Tânia Rego / Agência Brasil
Mais de 136 mil crianças, entre cinco e 11 anos, estão aptas a receber a terceira dose da vacina contra a covid-19, em todo o Rio Grande do Norte. Os dados são da plataforma RN Mais Vacina e servem de alerta para pais e responsáveis garantirem a qualidade da imunização.
A D3 deve ser aplicada com o intervalo de 120 dias da última dose. Somente em Natal, 24.477 já podem ser vacinadas. Em Mossoró, esse quantitativo é de 12.827 crianças.
Veja lista de cidades com crianças aptas a receberem a D3:
Dados mostram que 30 milhões não receberam segunda dose de reforço. Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil
Cerca de 69 milhões de brasileiros ainda não receberam a dose de reforço da vacina contra a covid-19. A Rede Nacional de Dados em Saúde mostra ainda que mais de 30 milhões de pessoas não receberam a segunda dose do reforço, enquanto 19 milhões de pessoas não buscaram sequer a segunda dose do esquema vacinal primário.
Esta semana, a recém-empossada ministra da Saúde, Nísia Trindade, lembrou que a pandemia não acabou e reforçou a importância de se completar o esquema vacinal contra a doença.
“A pandemia mostrou a nossa vulnerabilidade. O rei está nu. Precisamos afirmar, sem nenhuma tergiversação, e superar essa condição”, disse, ao destacar que o país responde por 11% das mortes por covid-19 no mundo, apesar de representar 2,7% da população global.
Segundo a pasta, estudos científicos revelam que a proteção vacinal desenvolvida contra a covid-19 é mais alta nos primeiros meses, mas pode apresentar redução. Com a dose de reforço, a proteção contra o vírus volta a ficar elevada. Por isso, a proteção adicional é considerada indispensável.
“Neste cenário, o Ministério da Saúde ressalta que é fundamental buscar uma unidade de saúde mais próxima para atualizar a caderneta de vacinação contra a covid-19 e outras doenças.”
Cobertura vacinal
Até o momento, 163 milhões de pessoas tomaram a segunda dose ou a dose única da vacina contra a covid-19, o que representa 79% da população. Quanto à primeira dose de reforço, 102,5 milhões foram aplicadas. Já a segunda dose de reforço – ou dose adicional – soma 45,2 milhões de aplicações.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o primeiro medicamento injetável de uso semanal para sobrepeso e obesidade. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda (2).
Chamada Wegovy (semaglutida 2,4mg), a injeção é produzida pela farmacêutica Novo Nordisk e tem o mesmo princípio ativo do medicamento Ozempic, indicado para diabetes tipo 2 e que já tem aprovação no Brasil.
A semaglutida desempenha algumas ações no organismo que colaboram na perda de peso. Uma é aumentar a sensação de saciedade e reduzir o apetite.
A aprovação se baseou em resultados de estudos clínicos que envolveram mais de 4.500 pessoas no mundo. O remédio levou a uma redução média de 17% do peso corporal nos pacientes em cerca de 17 meses —1 a cada 3 participantes do estudo chegou a perder 20%. Os voluntários que fizeram parte do grupo controle, com uso de placebo, perderam apenas 2,4% de peso corporal.
Nos Estados Unidos, a semaglutida estava aprovada pela agência reguladora americana (FDA) desde o final de 2021 e tem um preço de tabela de US$ 1.349 (cerca de R$ 6.000).
A substância tornou-se muito popular nas redes sociais a partir de outubro do ano passado, após o bilionário Elon Musk atribuir o seu emagrecimento a ela, e chegou a faltar nas farmácias americanas.
No Brasil, ainda não há uma data definida de quando a medicação chegará às farmácias e nem de quanto custará. Segundo a Novo Nordisk, é preciso aguardar a finalização de processos, como a definição de preços pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos.
O curraisnovense Lauro Bezerra será diretor-administrativo do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, em Mossoró. A unidade será inaugurada nesta quinta-feira (29) e representa um marco para a saúde potiguar.
De acordo com o Governo do Estado, a escolha se deu com base em critérios técnicos. Lauro terá o desafio de conduzir a administração da maior unidade da rede estadual de saúde e mudar a realidade da assistência à saúde da mulher e materno-infantil no Rio Grande do Norte.
“São dois nomes com um amplo histórico de anos de competência e trabalho no âmbito da saúde”, avaliou a chefe do poder Executivo estadual em encontro que contou com a presença do secretário estadual da Saúde, Cipriano Maia, e a adjunta, Lyane Ramalho.
Lauro Gabriel Bezerra Santos é formado em Enfermagem pela FACISA/UFRN (2017), Especialista em Micropolítica da Gestão e Trabalho em Saúde pela UFF (2018), Especialista em Saúde Pública (2019), mestrando em Gestão, Trabalho, Educação e Saúde pela UFRN. Foi enfermeiro na Atenção Básica e no CAPS Maria Vênus Cunha de Currais Novos (2018), deste 2019 está na Coordenadoria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde.
Cirurgião cardiovascular do Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol-UFRN/Ebserh), Waldo Pinheiro Daniel se tornou expoente em método minimamente invasivo, durante encontro do corpo docente internacional das três principais sociedades em cirurgia torácica do mundo – Europa, Estados Unidos e América Latina -, em que ele elencou a técnica minimamente invasiva de revascularização do miocárdio multiarterial sem circulação extra-corpórea.
O especialista foi escalado para multiplicar o procedimento na Conferência de Cirurgia Cardiovascular para a América Latina, realizada no período de 1º a 3 de dezembro, em Cartagena, na Colômbia.
Segundo o Huol, a Cirurgia Cardíaca Minimamente Invasiva (CCMI) é uma alternativa ao método convencional, que exige incisão no osso esterno do paciente, de aproximadamente 25 centímetros, para que o cirurgião possa visualizar o coração.
No método aplicado pelo médico Waldo não há a necessidade de serrar qualquer osso, pois é feita através de uma pequena e discreta incisão, de aproximadamente 4 a 8 centímetros no espaço entre as costelas. Daí se dizer que é minimamente invasivo.
“O procedimento é realizado com uma micro câmera inserida no paciente para que o cirurgião tenha uma visão ampliada do coração, e assim possa realizar os procedimentos com mais segurança”, detalha o especialista.
Não é uma técnica criada hoje: Waldo Daniel faz uso do procedimento minimamente invasivo há pelo menos 17 anos, caminhando lado a lado com os estudos e pesquisas de países mais desenvolvidos na área, aperfeiçoando e reunindo casos da sua efetividade.
Vantagens da técnica
“Considerando que se trata de uma pequena incisão, sem serrar qualquer osso, a CCMI diminui o risco de infecção, reduz fortemente o trauma cirúrgico, acelera a recuperação do paciente, permite o retorno às atividades cotidianas em curto prazo, além de agregar benefícios estéticos. No resultado final, a cirurgia fica praticamente imperceptível, impactando na autoestima e recuperação emocional, pois não há aquela grande cicatriz estigmatizante da cirurgia tradicional, com corte vertical entre as mamas. É uma vantagem para todos os pacientes, especialmente para as mulheres, que poderão continuar usando seus decotes, biquínis, sem qualquer cicatriz evidenciando a intervenção cirúrgica”, explica o especialista.
Outra vantagem é que na técnica minimamente invasiva raramente há necessidade de transfusão sanguínea, pois a perda sanguínea é acentuadamente inferior à cirurgia convencional.
A cirurgia é indicada para pacientes que apresentam Hiperplasia Prostática. Foto: Divulgação
A Liga Contra o Câncer realiza nesta sexta-feira (23) sua primeira cirurgia usando o método de Enucleação Endoscópica Prostática com Holmium Laser (HoLEP), um método inovador e minimamente invasivo. O procedimento acontece na unidade hospitalar Policlínica.
A cirurgia é indicada para pacientes que apresentam Hiperplasia Prostática Benigna (HPB), um aumento da glândula da próstata. O procedimento é realizado via transuretral, sem corte ou incisões, usando um aparelho que permite a passagem da fibra laser, e apresenta melhores resultados que o RTU de próstata. Entre os benefícios estão o menor tempo de internação, redução de risco de sangramento durante o procedimento e no pós operatório, risco mínimo de impotência e uma queda da taxa recidiva.
“É uma técnica inovadora, um grande ganho em tecnologia para a Liga e realizada por urologistas. Serão feitas escalas com os médicos para que o equipamento seja levado para o hospital de referência, que é a Policlínica, para que as cirurgias sejam feitas em determinados períodos”, explica Karol Almeida, gerente comercial da Liga. De acordo com ela, os procedimentos devem acontecer com regularidade, seguindo a demanda clínica da instituição, usando equipamento fornecido pela Sinergia Médica.
Segundo infectologistas, os números de transmissão e óbitos refletem o prognóstico dos produtores de vacina. Mortes caíram drasticamente. Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil
Mais casos confirmados, novas variantes, redução de mortes, queda nas internações e avanço da vacinação. Esse foi o cenário da covid-19 no Rio Grande do Norte em 2022. Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sesap) e compilados pela Tribuna do Norte mostram que de janeiro a dezembro deste ano, o estado registrou redução de 82,3% nos óbitos e um crescimento de 39,3% no diagnóstico de novos casos frente ao mesmo período de 2021. Em números absolutos, neste intervalo, as mortes despencaram de 4.668 para 823. Já os casos subiram de 246.661 para 343.605. Especialistas destacam vacinação e projetam 2023.
A médica infectologista Marise Reis diz que os dados refletem o impacto positivo da vacinação. “O surgimento de variantes foi um fenômeno que aconteceu internacionalmente e teve repercussão por aqui. No entanto, o fato de termos investido em vacinação da população trouxe esse impacto positivo que foi essa grande redução. Então assim, como é que se tem um aumento significativo no número de casos e isso não repercute nas mortes? Por causa da vacina. A gente tem uma proporção vacinada em um nível que nos assegura isso”, destaca a profissional.
O epidemiologista Ion de Andrade reforça que os resultados de 2022 no âmbito do combate à pandemia confirmam uma lógica científica. “É o que as vacinas previam antes mesmo delas serem aplicadas. Isso confirma o que foi antecipado pelos laboratórios produtores, que mostraram que as vacinas tinham um efeito sobre a gravidade e um efeito menor sobre a transmissibilidade. Então, o ocorrido no ano de 2022 com o aumento do número de casos e diminuição do número de óbitos tem a ver com o perfil previsto nos protocolos das vacinas”, complementa o médico e pesquisador.
O RN hoje está com a taxa de ocupação de leitos críticos em 59,6%, com 31 pacientes internados em leitos críticos e outros 27 em leitos de enfermaria. Ao todo, o Estado tem hoje 154 leitos instalados, sendo 66 críticos e 88 clínicos, de acordo com o Regula RN. “No pico da pandemia, nós chegamos a ter 430 pacientes internados em UTI e agora nesse último pico, entre novembro e dezembro, nós chegamos a ter no máximo 45 pacientes internados em UTI com covid-19. Então, é outro indicativo positivo porque a vacina reduziu o internamento e consequentemente reduziu o óbito”, destaca Ricardo Valentim, diretor do Laboratório de Inovação em Saúde da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LAIS/UFRN).
Quanto à vacinação, a porcentagem garante certa tranquilidade à Saúde do Estado, mas Comitê de Especialistas da Sesap reforça que a população procure completar o esquema vacinal. São 95% da população vacinada com a primeira dose (D1) e 87% com a segunda dose (D2). Além de 55% de vacinados com a primeira dose de reforço (D3) e apenas 24% com a segunda dose de reforço (D4).
A subcoordenadora de Vigilância Sanitária da Sesap, Diana Rêgo, diz que a campanha de imunização contra a covid-19 foi a maior da história. “Foi a maior campanha de vacinação que o Brasil já teve e hoje fazemos uma avaliação do esforço e dedicação dos profissionais que atuaram nesse processo”, destaca. Para 2023, os especialistas ouvidos pela Tribuna do Norte alertam para a possibilidade de um novo repique sazonal no início do ano, que deve trazer um aumento nas infecções, mas com uma repercussão de menor impacto nos óbitos. “Devemos ficar atentos. Há uma nova onda surgindo na China e teremos a possibilidade de lidar com novas variantes surgindo. Fatalmente vão surgir novas variantes e forma de nos protegermos, para além de todos os cuidados que as pessoas já sabem, é vacinar”, destaca a médica e pesquisadora da UFRN Marise Reis.
O diretor do LAIS, Ricardo Valentim, acrescenta que o Estado não deve ter grandes explosões de casos. “Muito provavelmente a gente vá ter o que a gente teve agora no final do ano. Vamos ter pequenas subidas e rápidas descidas. O pico desta vez ocorreu em 4 de dezembro, quando tivemos cerca de 1 mil casos, sendo que na época da variante ômicron a gente chegou a ter 12 mil casos. A gente também terá a introdução de vacinas de nova geração, que são vacinas bivalentes que protegem contra a primeira versão do vírus e também contra as variantes”, destaca Valentim.
Estado planeja ampliar vacinação A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), por meio do Programa Estadual de Imunizações, reuniu gestores e técnicos da área para traçar estratégias de avanço da vacinação no próximo ano. A ideia é reforçar a imunização contra a covid-19 nos públicos que ainda não tomaram as doses D3 e D4, além de conscientizar os pais para a imunização das crianças. “Fazemos apelo à população para que tome a vacina, pois viveremos momentos de aumento da circulação do vírus e precisamos proteger principalmente idosos, crianças e imunossuprimidos”, ressalta Diana Rêgo, subcoordenadora de Vigilância Sanitária.
O aprimoramento da plataforma RN Mais Vacina também é outro objetivo da pasta para o ano que vem. Lançado em janeiro de 2021, em parceria com o Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS) da UFRN, o sistema promoveu maior controle e transparência à campanha contra a covid-19. Em 2022 passou a incorporar outras campanhas e a partir de 2023 incluirá a vacinação de rotina e informações úteis aos usuários a respeito da necessidade de proteção contra as doenças.
Desde o lançamento a plataforma contabiliza 10 milhões de doses registradas, sendo 8,3 milhões de doses contra a Covid-19 e mais de 1 milhão da campanha de influenza 2022. Foram emitidos mais de 15 milhões de cartões digitais de vacinação. No RN+Vacina estão cadastrados mais de 90% da população do Rio Grande do Norte. Fernando Lucas, do LAIS, lembrou o início da operação do sistema, que alcançou 3 milhões de acessos na semana do lançamento, em 18 de janeiro de 2021. “Em 2022 tivemos o desafio de incluir outras campanhas e agora estamos nos preparando para incluir a vacinação de rotina”, pontuou.
China preocupa OMS O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta quarta-feira (21), que a entidade está “muito preocupada” a respeito de como a situação da covid-19 se desenvolve na China, “com crescentes relatos de doença grave”, conforme o país relaxa medidas para conter o vírus. Durante entrevista coletiva, Tedros Adhanom disse que a OMS continua a apoiar os esforços de Pequim para vacinar pessoas de mais risco pelo país e que continuará a oferecer seu apoio para cuidados clínicos e a proteção do sistema de saúde local.
“A fim de ter uma avaliação de risco abrangente da situação no local, a OMS precisa de informação mais detalhada sobre gravidade da doença, entradas em hospitais e pedidos por apoio de unidades de terapia intensiva”, comentou Adhanom. Na coletiva, a autoridade disse também ainda esperar que a China compartilhe dados e conduza estudos requisitados, “e os quais continuamos a requisitar”. Segundo ele, todas as hipóteses sobre as origens do vírus que provocou a pandemia continuam sobre a mesa.
Tedros Adhanom disse que “certamente, estamos em posição muito melhor na pandemia da covid-19 que um ano atrás”, quando começava a onda de casos da Ômicron, com alta forte em casos e mortes. Desde o pico do fim de janeiro, o número de mortes semanais reportadas pelo vírus recuou quase 90%, notou. Ele ainda disse esperar que essa emergência de saúde “seja declarada encerrada” em algum momento de 2023, não especificado.
Covid no RN 2020 – 146,3 mil casos e 3,1 mil mortes;
2021 – 246,6 mil casos e 4,6 mil mortes;
2022 – 343,6 mil casos e 823 mortes.
Fonte: Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sesap).