Considerando o aumento exponencial dos casos do novo coronavírus (COVID-19) em âmbito local, a Prefeitura de Currais Novos resolveu prorrogar, através do Decreto 4.978, a suspensão das aulas da Rede Municipal de Ensino, até o próximo dia 14 de agosto.
O novo Decreto, que foi assinado hoje (06) e será publicado na edição de desta terça-feira (07) do Diário Oficial dos Municípios. A prorrogação desse Decreto tem como objetivo manter as medidas preventivas a fim de minimizar os efeitos da pandemia, evitando aglomerações de pessoas e protegendo de forma adequada a saúde e a vida dos alunos e população currais-novense.
Os órgãos e as entidades da administração pública municipal direta e indireta deverão adotar, para fins de prevenção da transmissão do novo coronavírus (COVID-19), medidas que mitiguem o atendimento presencial, ofertando à população meios alternativos de atendimento, preferencialmente por meios eletrônicos (telefone, aplicativos de mensagens e endereço eletrônico), com fim a evitar aglomeração de pessoas em suas dependências.
No domingo (5), a família do humorista publicou no stories que ele tomou plasma, com boa reação do organismo
Renan da Resenha está internado com covid-19. O humorista paraibano realiza tratamento contra a doença em um hospital de João Pessoa e disse que essa é a maior batalha que ele já enfrentou na vida.
“Tem sido difícil, doloroso e assustador demais. Porém, não se passa nada em minha cabeça além da cura”, disse o humorista em uma postagem no Instagram.
“Essa é a maior batalha da minha vida e só tenho um pedido a vocês. Rezem por mim, gente! Quero muito viver… prometo recompensar cada oração com muita alegria e sorrisos naquele dia difícil que você viver!”
No domingo (5), a família do humorista publicou no stories que ele tomou plasma, com boa reação do organismo. A família agradeceu as mensagens de apoio dos fãs e disse que Renan está emocionado com o carinho de todos.
A prefeitura realizou, nas últimas semanas, duas reuniões com os docentes e dirigentes das escolas, mas não houve acordo sobre a data de retorno. Para a rede municipal, a data prevista é 3 de agosto
Os professores das escolas da rede particular do município do Rio de Janeiro decidiram realizar uma greve contra o retorno às aulas presenciais nesse momento de pandemia.
A decisão foi tomada em uma assembleia virtual da categoria realizada nesse sábado (4) com mais de 500 docentes. De acordo com o Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (SinproRio), uma nova assembleia será realizada no dia 1º de agosto.
O vice-presidente do Sindicato, Afonso Celso Teixeira, destacou que os professores não se sentem seguros para o retorno às escolas nesse momento. A categoria se mobilizou depois de um decreto do prefeito Marcelo Crivella que determina a retomada das atividades nas escolas particulares, de forma facultativa, a partir do próximo dia 10.
A prefeitura realizou, nas últimas semanas, duas reuniões com os docentes e dirigentes das escolas, mas não houve acordo sobre a data de retorno. Para a rede municipal, a data prevista é 3 de agosto.
O estado do Rio de Janeiro superou, neste final de semana, a marca dos 120 mil casos de covid-19. Segundo o boletim de Secretaria de Estado de Saúde, foram confirmados até o momento 120.428 casos da doença e 10.624 óbitos. Somente na capital são 60.033 casos e 6.889 mortes. Em relação à sexta-feira, foram mais 1.502 casos confirmados e 124 óbitos no estado.
O Estado registrou o primeiro caso da doença no dia 12 de março
Todos os 167 municípios do Rio Grande do Norte têm hoje casos confirmados de Covid-19. Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), o Estado acumula 34.645 registros de pessoas infectadas pelo novo coronavírus. O número de mortes relacionadas com a doença alcançou a marca de 1.213 entre os potiguares.
Segundo o mais novo boletim, as cidades de Água Nova (Alto Oeste) e João Dias (Oeste) foram as duas últimas cidades potiguares a contabilizar novos casos da doença. Os dois municípios têm apenas um caso confirmado, respectivamente. O Estado registrou o primeiro caso da doença no dia 12 de março.
A notícia de que todas as cidades potiguares têm casos da doença acontece no primeiro fim de semana após o início da flexibilização de parte das atividades econômicas. O Governo do Estado autorizou a retomada de parte do comércio na última quinta-feira (02).
Ainda de acordo com a Sesap, o Rio Grande do Norte teve aumento de 13 mortes em relação ao boletim do último sábado, quando o Estado somou 1.200 óbitos. Com relação aos casos de infecção pelo novo coronavírus, os números passaram de 33.910 para 34.645, ou seja, aumento de 735 casos.
Com a bola rolando, os clubes não conseguiram balançar as redes, apesar de terem criado boas oportunidades
Antes da partida, válida pela semifinal da Taça Rio, Fluminense e Botafogo entraram com uma faixa em protesto em razão das polêmicas com a Federação de Futebol de Rio de Janeiro.
Com a bola rolando, os clubes não conseguiram balançar as redes, apesar de terem criado boas oportunidades. Como tinha a vantagem do empate, o time tricolor foi quem ficou com a vaga para a final com 0 a 0 no placar.
Final da Taça Rio será na quarta
O Fluminense enfrenta o Flamengo na próxima quarta-feira pela final da Taça Rio, em jogo ainda sem horário e local definidos. Em caso de empate, a decisão será nos pênaltis. Caso o time tricolor avance, decidirá o título carioca contra o próprio rubro-negro em mais dois jogos. Caso o Fla leve a melhor, conquista o Campeonato Carioca de forma antecipada por já ter ganho a Taça Guanabara e ter terminado com a melhor campanha na classificação geral.
Além dele, outros dois óbitos foram registrados no Hospital Regional neste domingo: 01 paciente de Florânia e outro de Serra Negra do Norte
O boletim do Hospital Regional do Seridó deste domingo, 05, traz a confirmação de mais um óbito por Covid-19 em Caicó. Este é o 5º registrado na cidade.
Trata-se de Ronaldo Medeiros Félix, 61 anos, funcionário da Secretaria de Educação do Estado e trabalhou também como mototaxista. Ele era diabético, hipertenso, obeso e estava internado desde o dia 25 de junho.
Além dele, outros dois óbitos foram registrados no Hospital Regional neste domingo: 01 paciente de Florânia e outro de Serra Negra do Norte.
Essa nova liberação do saque do FGTS se deu em razão da pandemia do novo coronavírus, que afetou as atividades econômicas e a renda dos trabalhadores
A Caixa Econômica Federal começa nesta segunda-feira (6) a fazer a liberação emergencial dos novos saques do FGTS com crédito em conta para de trabalhadores nascidos em fevereiro.
Os pagamentos serão feitos em poupança social digital da Caixa e, em um primeiro momento, os recursos estarão disponíveis apenas para pagamentos e compras por meio de cartão de débito virtual.
O saque em espécie ou transferências, também dos aniversariantes de fevereiro, estão liberados a partir de 8 de agosto (veja o calendário completo mais abaixo). A liberação dos saques para os nascidos em janeiro começou em 29 de junho. Essa nova liberação do saque do FGTS se deu em razão da pandemia do novo coronavírus, que afetou as atividades econômicas e a renda dos trabalhadores.
O governo regional disse que as pessoas poderão se deslocar por La Mariña, mas apenas aqueles que precisam viajar para trabalhar
A região espanhola da Galiza, no noroeste do país, impôs restrições a cerca de 70 mil pessoas nesse domingo (5) após um surto de covid-19, um dia depois que a Catalunha também estabeleceu bloqueio local para conter a propagação do coronavírus.
Os moradores de La Mariña, na costa norte da Espanha, na província de Lugo, não poderão deixar a área até sexta-feira (10), dois dias antes das eleições regionais na Galiza, em 12 de julho.
O primeiro-ministro Pedro Sánchez, falando em um comício político local em Bilbao, pediu às pessoas que não baixem a guarda, mas também calma, porque “a detecção precoce desses surtos mostra que o sistema de saúde está muito mais bem preparado” do que em março.
O governo regional disse que as pessoas poderão se deslocar por La Mariña, mas apenas aqueles que precisam viajar para trabalhar.
O ministro regional da Saúde, Jesús Vázquez Almuíña, disse, em entrevista, que os maiores surtos estão ligados a bares da região. As autoridades regionais de saúde afirmaram que agora há 258 casos na Galiza, dos quais 117 em Lugo.
O ministro da Saúde da Espanha, Salvador Illa, disse que o ministério acompanha de perto a situação na Galiza e na Catalunha.
Um professor cearense está envolvido na elaboração de um dicionário voltado apenas para termos relacionados ao novo coronavírus. O professor Márcio Santiago, do Departamento de Letras do Centro de Ensino Superior do Seridó da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) – Ceres Currais Novos, é o responsável pelos termos na Língua Portuguesa. O projeto já conta com traduções em cinco idiomas: catalão, espanhol, português, inglês e francês.
Iniciativa do Centro de Terminologia da Catalunha (TERMCAT), em Barcelona (Espanha), a plataforma digital “Termes del Coronavirus” – Termos do Coronavírus, em tradução literal para o português – tem o envolvimento também do Departamento de Saúde do Governo da Catalunha, a Sociedade Catalã do Dicionário Enciclopédico de Medicina (SOCDEMCAT).
“Essa instituição é um órgão do governo catalão e eu já colaborei com eles outras vezes, em 2014 eu participei da elaboração do dicionário das redes sociais [com eles também].Dada essa minha formação e a minha colaboração anterior, estivemos em contato e estou participando”, conta o professor Márcio Santiago, que possui mestrado e doutorado na área de Terminologia, sobre como surgiu a parceria para participação no projeto.
O dicionário online já possui cerca de 140 termos, no momento, e segue aberto para atualizações. “Esse dicionário foi elaborado, mas ele está em processo de atualização semanal, praticamente. Porque é tudo muito dinâmico, o coronavírus vai se desenvolvendo e as notícias vão se desenvolvendo, e a obra é aberta, [então] vai atualizando de acordo com a evolução da pandemia e as notícias a respeito”, explica o professor cearense.
O dicionário que contém informações relevantes sobre o vírus Sars-Cov-2, sobre a doença que ele causa, a Covid-19, e sobre termos bastante usados durante esse período pandêmico recebe a colaboração o professor na hora de traduzir os termos para o Português. Eles me mandam as listas, dos termos, em Catalão e em Espanhol, e então eu devolvo para eles com os termos equivalentes em Português”, explica.
O professor também ressalta que não é apenas uma tradução comum, básica, do termos que é feita, tem todo um estudo envolvido. “Esse equivalente não é uma escolha livre, envolve uma pesquisa em documentos oficiais. Existem traduções que são bem distintas, alguns mais complexos, que precisam ser buscadas em dicionários especializados”, comenta. “Por exemplo, o termo ‘velocidade reprodutiva empírica’, que não tem em Português, e aí a gente tem que procurar o termo equivalente em português para poder oferecer uma informação confiável”, completa.
A análise dos documentos relativos aos 28 anos em que Jair Bolsonaro foi deputado federal, de 1991 a 2018, mostra uma intensa e incomum rotatividade salarial de seus assessores, atingindo cerca de um terço das mais de cem pessoas que passaram por seu gabinete nesse período.
O modelo de gestão incluiu ainda exonerações de auxiliares que eram recontratados no mesmo dia, prática que acabou proibida pela Câmara dos Deputados sob o argumento de ser lesiva aos cofres públicos.
A Folha se debruçou nos últimos meses sobre os boletins administrativos da Casa, identificando uma ação contínua. De um dia para o outro, assessores chegavam a ter os salários dobrados, triplicados, quadruplicados, o que não impedia que pouco tempo depois tivessem as remunerações reduzidas a menos de metade.
Mesmo assim, dois deles disseram à reportagem nem mesmo se lembrar dessas variações formalizadas pelo gabinete de Jair Bolsonaro.
Nove assessores de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) que tiveram o sigilo quebrado pela Justiça na investigação sobre “rachadinha” (desvio de dinheiro público por meio da apropriação de parte do salários de funcionários) na Assembleia Legislativa do Rio foram lotados, antes, no gabinete do pai na Câmara dos Deputados.
Ao menos seis deles estão na lista dos que tiveram intensa movimentação salarial promovida por Jair Bolsonaro quando era deputado federal.
É o caso da assessora Marselle Lopes Marques, que ficou cerca de um ano e meio lotada no gabinete de Bolsonaro, em 2004 e 2005.
Ela ingressou com um dos menores salários, R$ 261 (valores da época). Três meses depois, foi mudada de cargo e dobrou a remuneração. Com um ano, passou a ganhar o maior contracheque entre todos os assessores, R$ 6.011. Três meses depois, o salário foi cortado em 90%.
Nomeada posteriormente no gabinete de Flávio, no Rio, Marselle é uma das investigadas no suposto esquema de “rachadinha” na Assembleia.
Filha do policial militar aposentado Fabrício Queiroz (pivô do escândalo das “rachadinhas” e atualmente preso no Rio), Nathália Queiroz também passou por oscilações salariais no gabinete de Jair Bolsonaro até ser demitida, em 15 de outubro de 2018, mesmo dia em que seu pai foi exonerado por Flávio.
Como mostrou a Folha, ao mesmo tempo que era contratada na Câmara, ela atuava como personal trainer no Rio.
Outro exemplo é o de Walderice Santos da Conceição, a Wal do Açaí. Recordista das movimentações, ela passou por 26 alterações de cargos no gabinete de Jair Bolsonaro nos anos em que esteve lotada —de 2003 a 2018.
Wal foi flagrada pela Folha exercendo, na verdade, a atividade de vendedora de açaí em Angra dos Reis (RJ), onde Bolsonaro tem uma casa de praia. Após a revelação, o Ministério Público deu início a uma investigação.
Também chama a atenção o caso de Patrícia Cristina Faustino de Paula, que depois ingressou no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).
Patrícia foi registrada por Jair Bolsonaro em 2008 e sofreu 20 alterações de cargo. Entrou com um dos mais baixos contracheques, menos de R$ 1.000, atingiu R$ 8.040 em 2012, mas depois figurou na menor remuneração do gabinete (R$ 845), em setembro de 2013.
Até abril de 2003, essa montanha-russa funcional se dava por meio de exonerações de fachada, em que o auxiliar tinha a demissão publicada e, no mesmo dia, era renomeado para o gabinete, geralmente para outro cargo.
De acordo com o ato da mesa da Câmara 12/2003, a prática tinha como único objetivo forçar o pagamento da rescisão contratual dos assessores, com 13º salário proporcional e indenização por férias, não raro acumuladas acima do período permitido em lei.
Nos 12 meses anteriores à edição do ato, o gabinete de Bolsonaro registrou 18 exonerações de assessores que foram recontratados no mesmo dia —9 no mês anterior, sendo um deles na véspera da publicação da medida.
A partir de 2 de abril de 2003, a Câmara passou a só permitir a readmissão após 90 dias da saída e acabou com o pagamento de rescisão para trocas de cargos, que passaram a ser feitas pelos parlamentares sem necessidade de exoneração.
Com isso, o carrossel salarial no gabinete do hoje presidente da República caiu para menos da metade nos 12 meses seguintes à edição do ato, de 18 para 7.
“A atual sistemática vem provocando distorção que deve ser rapidamente eliminada, sob pena de agravarem-se os prejuízos financeiros já arcados pela Casa”, diz texto de justificativa que acompanhou o ato da mesa, instância máxima de administração da Câmara.
“Servidores […] recebem em pecúnia os períodos de férias não gozados, quando ocorre mudança de nível de SP [secretário parlamentar] ou CNE [cargo de natureza especial], momento em que são exonerados de um nível para serem nomeados em outro”, diz.
“Mas esse procedimento contraria o objetivo preconizado nos arts. 7º da Constituição Federal e 78, § 3º da lei n° 8.112/90 [do servidor público], que é impor à administração pública o dever de indenizar as férias daqueles que se desliguem do órgão a que este estejam vinculados, de sorte que, inexistindo o efetivo desligamento, não se justifica indenizar o servidor”, completa.
De acordo com integrantes da área técnica da Casa, a medida foi motivada ainda por outros agravantes: o de que deputados promoviam “caixinhas” em seus gabinetes com parte das verbas rescisórias dos auxiliares, em um esquema ganha-ganha, para o parlamentar e o assessor.
O deputado, que tem a responsabilidade sobre o controle de ponto de seus funcionários, deixava de registrar as férias tiradas por auxiliares, elevando de forma fraudulenta o valor gasto pela Câmara na hora do pagamento das rescisões.
Assim como fez com os boletins administrativos relativos ao gabinete de Bolsonaro, a Folha analisou todos os documentos relativos a outro ex-deputado do Rio, com mais tempo de Casa do que Bolsonaro, a título de comparação.
No caso de Miro Teixeira (Rede-RJ), deputado dos anos 1970 a 2018 (ele ficou licenciado em 2003 para ocupar o cargo de ministro das Comunicações), a situação se afigurou bastante distinta.
Nos mesmos 28 anos de Bolsonaro, ele promoveu número muito menor de trocas de cargos de funcionários de seu gabinete —107, de acordo com os boletins administrativos, contra ao menos 350 do hoje presidente.
No caso de Miro, a quase totalidade das trocas representam ajustes pequenos, não há praticamente nenhuma mudança salarial abrupta, como ocorreu de forma rotineira no caso do gabinete de Bolsonaro.
A Folha procurou nos últimos dias dezenas dos ex-assessores de Bolsonaro, alguns deles hoje lotados nos gabinetes dos filhos. Alguns não foram localizados, outros não quiseram falar. Apenas dois conversaram com a reportagem e responderam a perguntas.
Telmo Broetto, hoje assessor de Eduardo, diz ter tido poucas variações de cargos em seus 14 anos no gabinete de Bolsonaro (foram seis mudanças).
“Não posso dizer nada a respeito porque não era a minha área. Mas você pode pegar a minha ficha e eu não tive essa mudança. Fiquei 14 anos lá e acho que tive uma progressão só”, disse, acrescentando não se lembrar especificamente de mudanças que reduziram seu contracheque. “Para mim eu acho que não acontecia isso aí não. Meu caso, eu era peão, fazia meu trabalho.”
Manoel da Cruz Santos Filho, que deixou o gabinete de Bolsonaro em 2006, também disse não se lembrar da situação. “Ih, rapaz, faz tanto tempo que saí de lá, não me lembro. Já passei por tanto lugar, fiz tanta coisa depois disso. Quando saí, me desliguei de tudo de lá”, afirmou. Ele foi mudado de cargo por 12 vezes.
Entre os cerca de 30 ex-funcionários que protagonizaram a montanha-russa funcional no gabinete de Bolsonaro há vários parentes entre si.
Reportagem do jornal O Globo de 2019 mostrou que o clã Bolsonaro —Jair e seus três filhos políticos, Flávio, Carlos e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP)— contratou, desde os anos 1990, 102 pessoas que têm algum parentesco entre si, em 32 núcleos familiares diferentes.
Fruto da mesma apuração, a revista Época relatou naquele mesmo mês que os salários de assessores da família Bolsonaro oscilavam de forma incomum e com frequência.
A Câmara dos Deputados tem uma das mais generosas verbas do país para gasto dos parlamentares com assessores. Atualmente, cada um dos 513 deputados tem cota mensal de R$ 111,7 mil para contratação dos chamados secretários parlamentares.
Cabe ao deputado decidir, dentro dessa cota e respeitado o quantitativo de no mínimo 5 e no máximo 25, quantos contratar e em quais cargos encaixar cada um deles. O leque salarial permitido pela Câmara é hoje de 50 faixas, com remuneração que vai de R$ 1.025,12, para funções mais simples, a R$ 15.698,32, valor geralmente pago a chefes de gabinete.
A Folha encaminhou sete perguntas à Secretaria de Comunicação da Presidência, mas não houve resposta até a conclusão desta reportagem.
No início de 2018, quando ainda era pré-candidato ao Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro chegou a falar sobre a intensa oscilação salarial da auxiliar Walderice Santos da Conceição, a Wal.
Ela, apesar de figurar na lista de funcionários de seu gabinete na Câmara dos Deputados, tinha como atividade a venda de açaí em uma loja da Vila Histórica de Mambucaba, distrito de Angra dos Reis (RJ), onde o hoje presidente tem uma casa de praia.
“O que de vez em quando acontece: um funcionário é demitido. Aquela verba que ‘sobra’ então a gente destina para um [outro] funcionário, por pouquíssimo tempo.
Tem uma verba fixa para pagar funcionários. Ganha tão pouco, por que não posso dar uma ajuda por dois, três meses? Em vez de pagar R$ 1.300, paga R$ 1.500 ou R$ 2.000”, disse Bolsonaro à Folha, em sua casa de praia.
Walderice é mulher do caseiro de Bolsonaro. Uma investigação foi aberta pelo Ministério Público para apurar o caso revelado pela Folha.
De acordo com relatos, a gestão dos funcionários do gabinete era coordenada pelo então chefe de gabinete de Bolsonaro, Jorge Francisco, morto em 2018. Ele é pai do atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira.
O ministro foi funcionário do gabinete de Bolsonaro e também sofreu alterações de cargos —sete no período em que esteve lotado, de 2005 a 2015. Procurado por meio da assessoria de imprensa do ministério, ele não se manifestou.