Escola Estadual Berilo Wanderley, no RN — Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi
Os professores que se formam em cursos presenciais saem mais preparados do que aqueles que fazem a graduação à distância. Essa é a opinião de 90% dos docentes do Rio Grande do Norte entrevistados na pesquisa da ONG Todos Pela Educação.
Desse total, 58% concordam totalmente com a afirmação e outros 32% concordam em parte. Já 7% discorda em parte e 3% discorda totalmente.
O estudo foi realizado pelo Instituto Península e o movimento Profissão Docente, em uma parceria com o Itaú Social, e analisou as respostas de 6.775 entrevistados, entre julho e dezembro de 2022 em todo o Brasil. Todos são funcionários de escolas públicas municipais e estaduais, do ensino fundamental I ao ensino médio.
No país, 84% do docentes concordam que profissionais formados em cursos presenciais estão melhor preparados. O dado acende um alerta, já que atualmente 61,1% dos concluintes dos cursos voltados à formação no Brasil são oriundos de cursos à distância.
Também sobre a preparação para a profissão, a pesquisa aponta ainda que 31% dos professores que atuam no Rio Grande do Norte dizem que os atuais cursos de pedagogia e licenciaturas estão preparando bem os professores para o início da profissão e que 52% deles dizem que não receberam orientação específica em seu primeiro ano de docência.
Outros dados da pesquisa no RN:
Apenas 8% concordam (1% totalmente e 7% em parte) que, no Brasil, os professores são tão valorizados quanto médicos, engenheiros e advogados.
96% dos professoressinalizam que gostariam de participar mais do desenho de políticas e programas educacionais de sua rede de ensino.
94% concordam totalmente que o que traz mais satisfação na profissão é quando percebem que os alunos estão aprendendo.
8 em cada 10 entrevistados concordam que, se pudesse decidir novamente, ainda escolheriam ser professor
95% dos professores concordam (73% totalmente e 22% em parte) que a progressão na carreira deve vir através da melhoria da prática pedagógica
Cerca de 34% dos professores discordam, totalmente ou em parte, que seus planos de carreira atendem suas expectativas de crescimento profissional
Já os desafios no dia a dia das escolas mais elencados pelos professores do RN foram:
o desinteresse dos estudantes pelas aulas (27%) e
a defasagem de aprendizagem dos estudantes (25%).
Os professores entrevistados no estado disseram ainda que as principais ações que a Secretaria de Educação deveria priorizar nos próximos anos, entre 10 medidas elencadas pela pesquisa, são: promover programas de reforço e recuperação para os estudantes (21%), melhorar as condições de infraestrutura das escolas (20%) e oferecer apoio psicológico aos professores e estudantes (15%).
Apesar da maioria concordar que profissionais formados em cursos presenciais são mais bem-preparados, em pedagogia (que prepara profissionais para a educação infantil), há faculdades com notas baixíssimas “caçando” alunos com mensalidades abaixo de R$ 200.
Número de cursos de pedagogia EAD mais do que triplicou em 10 anos — Foto: Arte/g1
Nesta reportagem, publicada em 2022, o g1 explica quais são os principais problemas dos cursos de formação de professor:
Há um crescimento desenfreado de cursos com aulas à distância, com a maioria dos alunos em EAD, em uma graduação que exigiria mais prática e contato presencial em sala.
As aulas são extremamente teóricas e não preparam os profissionais para a realidade das escolas.
Os mecanismos de avaliação de qualidade são falhos, somados à falta de regulação na abertura/fechamento de cursos.
Existe a preponderância de uma lógica mercantil, em que mensalidades baixas, promoções e ligações de televendas para angariar mais alunos sobrepõem-se à preocupação com a qualidade acadêmica.
O resultado da primeira chamada sai no dia 7 de março e as matrículas, com a comprovação das informações da inscrição, deverão ser realizadas entre 7 e 16 de março. Já o resultado da segunda chamada será divulgado em 21 de março, com matrículas entre 21 e 30 de março.
Nesta edição, serão disponibilizadas 288.112 bolsas no total, sendo 209.758 integrais e 78.354 parciais.
Para quem não for selecionado nas chamadas regulares, o programa oferece ainda a oportunidade de participar da lista de espera. Para isso, o estudante deve manifestar o interesse nos dias 5 e 6 de abril. A divulgação do resultado da lista de espera e as matrículas ocorrerão de 10 a 19 de abril.
O que é o ProUni
O ProUni é o programa do governo federal que oferece bolsas de estudo, integrais e parciais (50%), em instituições particulares de educação superior, para cursos de graduação e sequenciais de formação específica.
Para se inscrever é preciso que o candidato tenha feito uma das duas últimas edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no caso 2021 ou 2022, e tenha alcançado, no mínimo, 450 pontos de média nas notas e não tenha tirado zero na redação. Outras exigências são não ter tirado zero na redação e não ter participado do Enem na condição de treineiro. No caso do participante ter feito as duas últimas edições do Enem, será considerado aquele com a melhor média de notas.
Para ter acesso à bolsa integral, o estudante deve comprovar renda familiar bruta mensal de até 1,5 salário mínimo por pessoa. Para a bolsa parcial, a renda familiar bruta mensal deve ser de até três salários mínimos por pessoa.
O público-alvo do programa é o estudante sem diploma de nível superior. Professores da rede pública de ensino também podem disputar uma bolsa, exclusivamente para os cursos de licenciatura e pedagogia, destinados à formação do magistério da educação básica. Nesse caso, não se aplica o limite de renda exigido dos demais candidatos.
Tribuna do Norte | Com informações da Agência Brasil.
A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) inicia o ano letivo 2023 na segunda-feira (6) com um orçamento de custeio de R$ 89,5 milhões e uma dívida de aproximadamente R$ 11 milhões com fornecedores. O orçamento para manter a instituição funcionando é 12,3% menor quando comparado ao do ano passado – cerca de R$ 12,6 milhões a menos. Para 2022, foi aprovado um orçamento de R$ 102,2 milhões, mas no meio do ano, houve um corte de R$ 11,8 milhões, restando assim cerca de R$ 90,4 milhões. Para 2023 o cenário é ainda pior porque o orçamento programado ainda fica abaixo do que restou para 2022 após os cortes. Para assistência estudantil, a verba também caiu. Passou de R$ 30,5 milhões para R$ 29,5 milhões.
“A situação é de preocupação ainda maior do que a gente tinha”, analisa o reitor da UFRN, José Daniel Diniz Melo. O cenário se agravou no meio do ano, lembra Melo. “À época eu dizia que a universidade não iria fechar as portas porque isso não pode acontecer, mas que a universidade não conseguiria pagar suas obrigações com o corte que houve no meio do ano”, explica. A redução fez com que a UFRN não conseguisse arcar com o orçamento pensado inicialmente, o que resultou em uma dívida de R$ 11,8 milhões. A maior parte dos débitos é referente ao fornecimento de energia elétrica.
Além das contas de energia, o orçamento de custeio abrange pagamento de contratos de terceirizados e outros serviços essenciais para que a instituição funcione. “O que está programado na LOA [Lei Orçamentária Anual] para este ano é R$ 89.530.000, uma redução de R$ 12.677.000 em relação ao orçamento de 2022, que era R$ 102.207.000”, detalha o reitor. Apesar do cenário crítico, ele diz que tem “um pouco de esperança” porque aguarda uma suplementação de R$ 1,75 bilhão prometida pelo Ministério da Educação (MEC) para o orçamento das instituições de ensino federais do País. A previsão, segundo diz, é de que até o dia 15 deste mês, o MEC anuncie como será a distribuição dos recursos.
A expectativa é de que a federal do Rio Grande do Norte receba até R$ 40 milhões, que seriam repartidos entre os orçamentos de custeio e de assistência estudantil. “Significa que a gente teria o orçamento de 2019, que é um ano importante porque foi o último ano de atividades antes da pandemia. E agora nós retomamos as aulas presenciais integrais. Esse valor daria para retomar o orçamento de 2019 com uma correção de 7,17%”, diz Daniel.
A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) reuniu-se na quarta-feira, (1°), com o Ministério da Educação (MEC) para discutir sobre o orçamento das universidades federais. Na ocasião, a representação dos reitores destacou a situação crítica das instituições de ensino prevista para 2023, bem como solicitou com urgência a liberação orçamentária, com o intuito de efetuar o reajuste das bolsas estudantis.
A Diretoria da Andifes reforçou, ainda, a importância do reajuste nas bolsas dos estudantes e explicou que a medida exige a suplementação de verba das universidades.
Nesse sentido, solicitou a liberação dos R$ 1,75 bilhões para as instituições de ensino, visto que o montante já se encontra no MEC. Com esse valor total, será possível retornar ao que foi recebido pelas universidades em 2019, com correção parcial da inflação – período que serve como referência de funcionamento pleno das instituições antes da pandemia de covid-19.
A reportagem da TRIBUNA DO NORTE questionou o MEC sobre prazos e valores a serem recebidos pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, mas não houve resposta até o fechamento desta edição.
Reajuste de bolsas aguarda “resposta” do MEC
Devido à complexidade da peça, o orçamento da UFRN é dividido em “custeio” e “assistência estudantil”. O montante destinado para pagamentos assistenciais, como bolsas e auxílios, fica em um “pote” separado do custeio. Para 2023, a verba aprovada para este fim foi de R$ 29,5 milhões, valor menor do que o de 2022: R$ 30,5 milhões. O impasse é que neste ano a universidade será obrigada a gastar mais e com um orçamento mais enxuto. Isso porque as bolsas estudantis (graduação e pós) foram reajustadas.
“Por isso é urgente que tenhamos essa resposta positiva do MEC”, cobra o reitor José Daniel. Na pós-graduação, as bolsas são pagas por Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Já na graduação, o CNPq custeia uma parte com uma contrapartida da UFRN, além das bolsas de pesquisa, extensão, monitoria e apoio técnico.
A urgência pelos recursos da suplementação se agrava com a isonomia entre as bolsas, argumenta José Daniel Diniz Melo. Com o reajuste das bolsas “próprias” da UFRN, o valor vai passar de R$ 400 para R$ 700. “Não é justo que o estudante que recebe uma bolsa de iniciação científica direto do CNPq vai receber R$ 700 e o estudante que faz o mesmo trabalho receber R$ 400 pela UFRN. Não é justo isso. Entendemos que é fundamental aumentar o valor. Entendemos que todas as bolsas devem ter o mesmo valor”, diz.
A questão agora é o “quando” as bolsas serão reajustadas. A resposta depende do posicionamento do MEC sobre como será feita a distribuição dos R$ 1,75 bilhão, dos quais R$ 1,5 bilhão ficará para custeio e os outros R$ 250 milhões para investimentos em todas as instituições do Brasil. José Daniel explica que ainda não há definição a respeito da forma do repasse (integral ou parcial).
“Sabemos que isso causa uma expectativa nos alunos. Não posso dizer que vai ser agora nesse mês e depois criar uma expectativa frustrada. O que eu gostaria de dizer para os estudantes é que imediatamente após manifestação do MEC nós implementaremos. O que o ministro [Camilo Santana] disse ontem [quinta-feira] é que, até o início da segunda quinzena desse mês, o MEC deverá informar as universidades o quanto virá de orçamento. Tão logo isso aconteça nós não perderemos tempo para efetivar os repasses aos estudantes”, afirma.
Cadastramento de novos alunos começa hoje
A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) realiza, a partir das 8h desta sexta-feira (3), o cadastramento virtual dos convocados na primeira chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu 2023). Os candidatos devem enviar os documentos até as 23h59 do sábado (4), por meio do endereço www.sigps.ufrn.br, utilizando a conta gov.br. Eventuais retificações estarão disponíveis no dia 6 de março. A lista de documentos necessários e outras informações constam em edital, que pode ser acessado no site Sisu-UFRN.
O cadastramento é estendido a todos os aprovados dentro do número de vagas, tanto para o primeiro quanto para o segundo período letivo. A matrícula será realizada de forma automática, portanto, os convocados na primeira chamada que estiverem com a documentação validada já poderão participar das aulas no início do período letivo 2023.1, no dia 6 de março. De acordo com a pró-reitora de Graduação da UFRN, Maria das Vitórias de Sá, as primeiras providências a serem tomadas pelo candidato devem ser a leitura do edital do Sisu na UFRN e a organização da documentação necessária.
A UFRN disponibiliza 7.136 vagas para ingresso por meio do Sisu 2023, distribuídas entre 4.852 para o primeiro semestre e 2.284 para o segundo semestre. As vagas eventualmente não ocupadas após a primeira chamada serão preenchidas na segunda chamada do Sisu, mediante a utilização da lista de espera disponibilizada pelo Ministério da Educação (MEC). Os interessados em participar da lista de espera devem confirmar interesse até 8 de março, no site www.sisu.mec.gov.br. Os classificados na segunda chamada da UFRN deverão realizar o cadastramento entre os dias 16 e 17 de março, e possíveis retificações serão feitas no dia 20.
Orçamento de custeio UFRN
*2019: R$ 115 milhões
*2020: R$ 115 milhões
*2021: R$ 115 milhões
*2022: R$ 102,2 milhões – R$ 11,8 milhões (corte) = R$ 90,4 milhões
Os resultados do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do 1º semestre de 2023 serão divulgados nesta terça-feira (28), no site https://sisualuno.mec.gov.br/.
O programa usa as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022 para selecionar alunos que estudarão em universidades públicas.
Veja o que fazer a seguir:
Foi aprovado? Verifique quais são os documentos exigidos para a matrícula na instituição de ensino em que você estudará (há universidades que aceitam o envio dos dados por meio digital; outras, apenas presencialmente). O prazo é de 2 a 8 de março.
Não foi aprovado? Calma, nem tudo está perdido. Se quiser, manifeste interesse em participar da lista de espera, no período de 28 de fevereiro a 8 de março. Você deve escolher se deseja concorrer na 1ª ou na 2º opção de curso indicada na inscrição. Os resultados serão divulgados pelas próprias universidades.
Entenda os resultados
O aluno só pode ser aprovado em um dos cursos marcados na inscrição:
A nota foi suficiente para passar na 1ª opção? Ele será obrigatoriamente aprovado nela (sem chance de escolher a 2ª).
Não conseguiu passar na 1ª opção? Pode ser aprovado na 2ª, se o desempenho for suficiente.
Não foi aprovado em nenhuma das opções? Há como participar da lista de espera.
Começam na próxima quinta-feira (16) as inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que seleciona estudantes para vagas nas instituições públicas de ensino superior. Para se inscrever, os estudantes interessados devem acessar o Portal Acesso Único do Ministério da Educação até o dia 24 de fevereiro.
O site disponibiliza informações sobre processos seletivos para o ensino superior, como o Programa Universidade para Todos (Prouni), que oferece bolsas de estudo em faculdades privadas e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), com financiamento especial para cursos superiores.
Todos os processos seletivos têm por base as notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Segundo o Ministério da Educação, “os resultados são usados como critério único ou complementar dos processos seletivos, além de servirem de parâmetros para acesso aos auxílios governamentais, como o proporcionado pelo Fies”.
Protótipo criado mostra que invenção tem valor mais acessível que produtos existentes atualmente. Foto: Cícero Oliveira
Um novo tipo de ventilador mecânico bivalente e portátil foi desenvolvido por um grupo de cientistas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e seu pedido para patenteamento foi realizado no mês de novembro junto ao Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI). Projetado inicialmente para uso por pacientes com covid-19, o equipamento tem também aplicações em várias outras doenças respiratórias em que haja comprometimento da musculatura do diafragma e músculos intercostais, responsáveis pelo ato de encher e secar os pulmões.
O pesquisador Ângelo Roncalli Oliveira Guerra, do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS/UFRN), responsável pelo projeto, explica que o dispositivo é capaz de atender duas pessoas ao mesmo tempo e, mesmo contendo os controles necessários para volume de ar, fluxo, pressão de inspiração e expiração, frequência respiratória e mistura percentual de oxigênio ministrada, tem baixíssimo custo. “Todos esses pontos são independentes, bem como o ar para cada paciente, evitando que um possa contaminar o outro”, realça o professor do Departamento de Engenharia Mecânica. O protótipo foi construído com materiais disponíveis no mercado nacional e contendo muitas peças já com autorização de uso pela Anvisa.
A concepção do equipamento prevê o seu controle por um item único, denominado unidade de gerenciamento duplo motriz, que possui um software para monitorar os parâmetros de ventilação para cada pessoa. O aplicativo é administrado por uma tela touchscreen, apresentando um conjunto de simples funcionalidades, de fácil fabricação e de baixo custo quando comparado aos dispositivos tradicionais.
Outra facilidade citada pelo pesquisador é a possibilidade de funcionar até mesmo na tomada do acendedor de cigarros de uma ambulância ou de um veículo comum ou ser posto em funcionamento com um carregador de celular. O entrelaçamento desses fatores permite que a nova tecnologia possa ser usada como dispositivo emergencial, de transporte ou de uso regular no ambiente hospitalar. Assim, tem mobilidade o suficiente para ser utilizada como equipamento de transporte inter-hospitalar em ambulâncias, transporte intra-hospitalar e atendimentos emergenciais. De modo geral, nenhum dos dispositivos existentes no mercado possui a capacidade de fornecer assistência respiratória a dois pacientes simultaneamente com parâmetros individuais de ventilação e sem a possibilidade de evitar contaminação cruzada.
“Esse é mais um projeto do laboratório cujo fim é definitivamente salvar vidas. Considerando a escassez em tempos de pandemia e o elevado custo dos ventiladores existentes no mercado, esse ventilador chega a custar dez vezes menos. Esse valor pode diminuir ainda mais se a indústria o fabricar em grandes lotes. O custo supracitado foi de apenas um protótipo”, pontua Ricardo Alexsandro de Medeiros Valentim, diretor executivo do LAIS.
Ricardo destaca que há um compromisso simbólico de que toda dissertação de mestrado no LAIS resulte em um produto na área de saúde. O ventilador objeto do depósito de pedido de patente é resultado de quatro dissertações de mestrado nas áreas de fisioterapia, medicina veterinária, engenharia mecânica e engenharia mecatrônica. “São dissertações aplicadas e atendendo às demandas do SUS”, ratifica Ricardo Valentim.
O projeto envolveu 26 pesquisadores e recebeu o nome no INPI de Ventilador pulmonar para dois pacientes independentes, sem risco de contaminação cruzada. A pesquisa resultou em um protótipo que está sendo submetido aos testes necessários ao comitê de ética para uso em animais. Posteriormente, a Anvisa também analisará o equipamento para permissão de uso com segurança em seres humanos.
Na invenção, a junção
O dispositivo é composto por uma estrutura monobloco compacta na qual são inseridos todos os demais componentes. Todos os controles de parâmetros da ventilação são mecânicos, exceto o referente à frequência respiratória e o regulador de volume, que são realizados pela unidade de gerenciamento duplo motriz e acionados diretamente na tela touchscreen.
No documento apresentado ao INPI e que embasa o pedido para patentear o ventilador pulmonar, o grupo de pesquisadores do LAIS defende que a invenção dispõe de atividade inventiva em razão de possuir um mecanismo que propicia assistência ventilatória simultânea e independente de dois pacientes com a garantia de não haver risco de contaminação cruzada, tudo isso controlado por um único sistema de gerenciamento que permite todo o monitoramento do sistema pelo software, o qual usa uma tela touchscreen.
Também evidenciam que o equipamento criado traz consigo uma dificuldade inventiva que consiste em duplicar o número de foles, garantindo o dobro de funcionalidade do sistema, mantendo o baixo custo inicial de fabricação de um único sistema, sustentando a versatilidade do aparelho. Ângelo Roncalli identifica que o projeto é fruto da junção de vários esforços, em diferentes áreas, em um trabalho cuja semente foi lançada durante o período pandêmico.
“No LAIS, trabalhamos em conjunto e todos se ajudam e, assim, este ventilador tem uma pitada de cada pesquisador. É claro que uma carga maior aconteceu em duas bases de pesquisa: da Bioengenharia, liderada pelo professor Custódio Guerra, e na base de Engenharia Assistiva, liderada pelo professor Danilo Nagem. Esse foi um trabalho que nasceu na pandemia, inicialmente com esforços em conjunto do professor William Queiroz, da atual aluna fisioterapeuta do PPGGIS, Rayssa Guerra, da minha pessoa e do colega professor Evans Paiva da Costa Ferreira dentro do Departamento de Engenharia Mecânica. Mas a parceria se ampliou com o departamento de Engenharia Biomédica e continuou evoluindo muito no LAIS e hoje já está em estágio elevado de automação”, finaliza Roncalli.
UFRN Universidade Federal do Rio Grande do Norte – Foto: Reprodução
A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) divulgou uma nota de esclarecimento, nesta terça-feira 24, onde afirma que “não houve irregularidade atribuída à UFRN” no processo relativo à operação da Polícia Federal (PF), em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) e a Controladoria-Geral da União (CGU), realizada na quinta-feira 19, para apurar possíveis crimes relacionados ao desvio de recursos públicos federais oriundos do Ministério da Saúde.
Leia a nota na íntegra:
A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) comunica que, após ter acesso ao teor do Processo n° 0809385-11.2022.4.05.8400, relativo à operação de busca e apreensão realizada em 19 de janeiro de 2023, verifica-se que envolve o contrato celebrado em 2017, entre a UFRN e a Fundação Norte-Rio-Grandense de Pesquisa e Cultura (Funpec), com a finalidade de desenvolvimento de pesquisa aplicada “Sífilis Não”, com recursos do Ministério da Saúde.
Em projetos dessa natureza, os recursos recebidos pela Universidade são repassados à Fundação, para execução do plano de trabalho, em conformidade com a Lei 8.958/1994, que dispõe sobre as relações entre as instituições federais de ensino superior e de pesquisa científica e tecnológica e as fundações de apoio. O referido projeto já foi objeto de apreciação pelo Tribunal de Contas da União (TCU), o qual emitiu o Acórdão Nº 908/2022 – TCU – Plenário, onde não foi apontada qualquer irregularidade à Universidade. Seguindo o mesmo entendimento, não houve irregularidade atribuída à UFRN no referido Processo e, consequentemente, não houve qualquer bloqueio em recursos da instituição.
A Universidade reitera seu compromisso com a transparência e governança, tendo como resultado, em 2021, o 1° lugar em transparência ativa na Administração Pública Federal, conforme a Controladoria-Geral da União (CGU), além do 2° lugar no Índice Integrado Governança e Gestão (IGG) do TCU.
Nesse sentido, a UFRN sempre esteve e permanecerá à disposição para colaborar com o que for solicitado, cabendo às pessoas físicas e jurídicas envolvidas no processo prestarem os devidos esclarecimentos.
As universidades públicas do Rio Grande do Norte e o Instituto Federal do estado deverão ofertar mais de 13,5 mil vagas em cursos de graduação, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) em 2023.
Mais da metade delas está concentrada na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
O Sisu usa as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para seleção dos candidatos aos cursos em diversas instituições públicas espalhadas pelo país.
A previsão é de que as inscrições ocorram de 16 a 24 de fevereiro e que o resultado seja divulgado em 28 de fevereiro, segundo o que divulgou o governo federal em dezembro.
A UFRN, que terá 7.136 cadeiras distribuídas em 98 cursos de graduação, distribuídas nos campi de Natal e do interior do estado.
Somente no Bacharelado em Tecnologia da Informação (BTI), do Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN), serão oferecidas 300 vagas.
Veja número de vagas em universidades públicas do RN oferecidas pelo SISU 2023
UFRN lidera número de oportunidades oferecidas a estudantes que querem ingressar no ensino superiorUFRN: 52,5 %Ufersa: 19,94 %Uern : 18,46 %IFRN: 9,1 %.
Já a Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa), que é sediada em Mossoró, terá 2.710 vagas em diversos curso de graduação. Além de Mossoró, as vagas são distribuídas em Angicos, Caraúbas e Pau dos Ferros.
Também sediada em Mossoró, mas com campi em Natal e outras cidades do estado, a Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (Uern), deverá ter 2.509 vagas em 56 cursos de ensino superior.
Embora tenha maior concentração de cursos técnicos, o Instituto Federal do Rio Grande do Norte também contará com 1.237 vagas em cursos de graduação, nas áreas de licenciatura, tecnologias e engenharia, distribuídas em diversas regiões do estado.
IFRN – Instituto Federal do Rio Grande do Norte — Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi
O Instituto Federal do Rio Grande do Norte prorrogou até o domingo (8) o período de inscrição em três cursos de especialização, que somam o total de 105 vagas.
40 vagas de especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho, no Campus Natal–Central;
25 vagas de especialização em Gerenciamento de Obras, no Campus São Gonçalo do Amarante;
40 vagas de especialização em Ensino de Geociências, no Campus Natal–Central.
De acordo com os editais, as 105 vagas têm ingresso ainda no primeiro semestre letivo de 2023.
Além da prorrogação, foi incluído nos editais um item que permite a inscrição no processo seletivo de candidatas e candidatos que estejam no último período do curso de graduação, desde que, em caso de aprovação, apresentem o certificado de conclusão ou diploma do curso no momento da matrícula.
As pessoas em tal condição, devem anexar no momento da inscrição (além da documentação descrita no edital) a Declaração da Coordenação do Curso afirmando que se encontra na condição de possível concluinte até a data final do período de matrícula.
Inscrições
A inscrição é feita apenas de forma online, no site do IFRN, na área do candidato. Para isso, é necessário possuir cadastro. Após isso, o candidato deve realizar os seguintes procedimentos:
Escolher a opção “Entrar”;
Preencher corretamente seu CPF e senha e confirmar, clicando em “Submeter”;
Na caixa “Inscrições”, selecionar o concurso ao qual deseja concorrer, clicando em “Acesse”;
Escolher uma das ofertas de curso listados na caixa “Ofertas”;
Iniciar a inscrição, escolhendo a opção “Realizar inscrição”; e
Preencher corretamente os dados solicitados e enviar o questionário, clicando em “Enviar”.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou nesta segunda-feira (2/1) as datas das principais avaliações educacionais do país de 2023. A aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) está marcada para 5 e 12 de novembro.
As inscrições para a prova que avalia o desempenho de estudantes que concluem a ensino médio vão de 8 a 19 de maio. Já os resultados serão divulgados aos participantes em 16 de janeiro de 2024.
A autarquia ainda anunciou datas do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) e diversos outras avaliações, além do calendário para divulgação de indicadores educacionais. Confiram todas as datas:
Enem regular
Inscrição/ coleta de dados: 8 a 19 de maio
Data de aplicação: 5 e 12 de novembro
Resultados: 16 de janeiro de 2024
Enem para Pessoas Privadas de Liberdade (PPL)
Inscrição/ coleta de dados: 9 a 27 de outubro
Data de aplicação: 12 e 13 de dezembro
Resultados: 16 de janeiro
Encceja regular
Inscrição/ coleta de dados: 22 de maio a 2 de junho
Data de aplicação: 27 de agosto
Resultados: 22 de dezembro
Encceja regular PPL
Inscrição/ coleta de dados: 24 de julho a 4 de agosto
Data de aplicação: 17 e 18 de outubro
Resultados: 22 de dezembro
Encceja Exterior
Inscrição/ coleta de dados: 17 a 28 de julho
Data de aplicação: 22 de outubro
Resultados: 22 de dezembro
Encceja Exterior PPL
Inscrição/ coleta de dados: 17 a 28 de julho
Data de aplicação: 23 de outubro a 3 de novembro
Resultados: 22 de dezembro
Estudo Internacional de Tendências em Matemática e Ciência (TIMSS)
Data de aplicação: 2 a 27 de outubro
Enade
Inscrição/ coleta de dados: 27 de junho a 31 de agosto
Data de aplicação: 26 de novembro
Resultados: 10 de setembro de 2024
Celpe-Bras – 1ª edição
Inscrição/ coleta de dados: 13 a 24 de fevereiro
Data de aplicação: 25 a 27 de abril
Resultados: 30 de junho
Celpe-Bras – 2ª edição
Inscrição/ coleta de dados: 7 a 18 de agosto
Data de aplicação: 24 a 26 de outubro
Resultados: 15 de dezembro
Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb)
Data de aplicação: 23 de outubro a 3 de novembro
Resultados: 24 de setembro de 2024
Revalida 2023/1 – 1ª etapa
Inscrição/ coleta de dados: 16 a 20 de janeiro
Data de aplicação: 5 de março
Resultados: 8 de maio
Revalida 2023/1 – 2ª etapa
Inscrição/ coleta de dados: 15 a 19 de maio
Data de aplicação: 24 e 25 de junho
Resultados: 29 de setembro
Revalida 2023/2 – 1ª etapa
Inscrição/ coleta de dados: 21 a 27 de junho
Data de aplicação: 6 de agosto
Resultados: 2 de outubro
Revalida 2023/2 – 2ª etapa
Inscrição/ coleta de dados: 9 a 13 de outubro
Data de aplicação: 2 e 3 de dezembro
Resultados: 10 de fevereiro
Censo Escolar 2023
Inscrição/ coleta de dados: 24 de maio a 31 de julho
Resultados: 31 de janeiro de 2024
Censo da Educação Superior
Inscrição/ coleta de dados: 2 de fevereiro a 23 de junho
Resultados: 19 de setembro
Indicadores de cálculo das metas do PNE
Inscrição/ coleta de dados: Outubro de 2022 a março de 2023
Resultados: 25 de junho de 2023
Taxas de Transição Escolar 2020-2021
Resultados: 27 de abril
Indicador de Remuneração Média dos Docentes da Educação Básica — dados até 2020
Resultados: 27 de julho
Relatório Education at a Glance (INES/OCDE)
Resultados: Setembro de 2023
Anuário Estatístico da Educação Profissional e Tecnológica – dados até 2022
Resultados: 26 de outubro
Conceito Enade e Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD)
Resultados: 10 de setembro
Conceito Preliminar de Curso (CPC) e Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC)